Apaixonado por Nova Iorque há muitos anos, foi a cidade que nunca dorme que o colunista social Carlos Castro escolheu como cenário para algumas das suas relações amorosas.Terá sido a última, com o jovem modelo Renato Seabra, a custar-lhe a vida, num crime vivido intensamente na sua cidade.
Castro foi encontrado sexta-feira ao fim do dia sem vida, que terá perdido com contornos de sadismo. Seabra, que estava desde 29 de dezembro com Castro na cidade, foi visto a sair do hotel pouco antes da macabra descoberta, e só de madrugada a Polícia o veio a encontrar, num hospital, levando-o para avaliação psiquiátrica.
Amigos que conviveram com ambos em Nova Iorque, em dias que deveriam ser de idílio, relatam uma relação tempestuosa, que terá culminado sexta-feira ao início da tarde numa violenta discussão no luxuoso Hotel Intercontinental, próximo de Times Square.
«Havia ali um clima de alguma tensão», relatou uma amiga da vítima, que jantou com ambos. A mesma fonte, testemunha do caso, atribui esse mal-estar a «ciúmes entre ambos». Um amigo da vítima afirma que já antes Castro tinha trazido companheiros a passear em Nova Iorque. No passado, viu zangas, «mas nunca nada assim».A polícia ainda não determinou a hora da morte do colunista. Mónica e Vanda Pires, mãe e filha, foram, perto das 18h20, das últimas pessoas a ver Seabra antes da descoberta do corpo. «Acho que não estava à espera de nos ver e respondeu: O Carlos já não sai do quarto », disse Mónica. Estava bem arranjado e vinha vestido de maneira formal, de fato e gravata púrpura.
A NBC deverá dedicar no domingo um segmento do seu programa da manhã, o Today Show, à morte de Carlos Castro, tendo convidado Mónica a participar. A história foi notícia ao longo de todo o dia na imprensa e canais locais, e chegou ao The New York Times. Por se tratar de um «proeminente jornalista português», como foi amiúde identificado, mas também pelos contornos do crime.A cidade onde Castro gostava de passear a pé pelas ruas sem ser reconhecido, correr as lojas e os espetáculos da Broadway, e que dizia ser a sua casa, acabou por viver o desaparecimento como se este fosse um dos seus ilustres.
Fonte: aqui
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