terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Portugueses desconfiam dos políticos, Governo e Parlamento

A esmagadora maioria dos portugueses desconfia dos poderes políticos instituídos e está mal informado sobre o grau de desenvolvimento do País nas últimas décadas. Políticos, governos e até o próprio Parlamento não passam no crivo das escolhas da população.
O inquérito feito pelo projecto Farol a 1002 portugueses, numa amostra representativa da população, mostra que 94% dos portugueses desconfia ou confia muito pouco na classe política, outros 89% nos partidos políticos, 84% na Assembleia da República e 90% nos governos.

E, quando lhes é pedido um diagnóstico do País, 46% considera que as actuais condições económicas e sociais são "piores ou muito piores quando comparadas com a vida há 40 anos, antes do 25 de Abril".

Num passado mais recente, 58% dos inquiridos entende que a situação está pior ou muito pior que há 25 anos, antes da entrada de Portugal na União Europeia. A opinião é transversal a todos os escalões etários.

Para 81% dos portugueses, "o principal problema nacional é o desemprego", seguindo-se o sistema de saúde (26%) e o endividamento das famílias. Por isso, na opinião dos entrevistados, a necessidade de um plano económico sustentável é o factor escolhido por 49% da população como determinante para o futuro do País, a par do aumento da produtividade, que recolhe 45% das opiniões.

Apesar da desconfiança nas instâncias políticas, o certo é que a maioria dos portugueses entende que "a responsabilidade de executar o caminho para o sucesso" cabe ao Estado e aos empresários. Tanto mais, que 54% não estão dispostos a arriscar num negócio próprio.
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