Berlim assinala no sábado meio século da construção do Muro que dividiu a Alemanha durante 28 anos. Foi só em 1989 que o muro caíu, arrastando na queda o sistema comunista da Alemanha de Leste que subsistia à sua sombra.
As vítimas do Muro de Berlim vão ser homenageadas em cerimónia solene no memorial do muro na capital alemã, com a presença do Presidente da República, Christian Wulff e da chanceler Angela Merkel. A partir das 00:00 de sábado começarão a ser lidas biografias de vítimas do Muro na Capela da reconciliação, no referido memorial, cujo alargamento será inaugurado no mesmo dia.
Há 50 anos, as autoridades da República Democrática Alemã (RDA) justificaram a construção do Muro, uma barreira quase intransponível que dividiu Berlim ao longo de 155 quilómetros, com a necessidade de estancar a emigração em massa para ocidente e a sangria económica daí resultante para o regime comunista.
Segundo estatísticas oficiais, entre o ano da fundação da RDA, em 1949, e 13 de agosto de 1961, início da construção do Muro, emigraram do leste para o ocidente cerca de três milhões de alemães, descontentes com a transformação gradual da RDA num “satélite” da União Soviética. Só entre janeiro e agosto de 1961, mais de 160 mil alemães de leste decidiram mudar-se para a vizinha República Federal, num momento de agravamento das tensões na política internacional, em plena guerra fria.
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