sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Padre recusa fazer baptismos

O pároco de Benavente, Tarcísio Pinheiro, recusa baptizar na sua paróquia filhos de pais que vivem em união de facto, celebraram casamento no civil, ou cujos padrinhos não sejam baptizados ou casados pela Igreja.

Empenhado em cumprir as regras do direito canónico, Tarcísio Pinheiro explicou que "as crianças quando impedidas de serem baptizadas em bebés podem-no fazer aquando da catequese, altura em que já possuem o uso da razão". O padre acrescenta que apenas baptiza crianças fruto de casamento civil quando os pais estão divorciados de anteriores casamentos católicos. "Esta é uma situação irreversível, porque os pais não podem voltar a casar-se pela Igreja", explicou o sacerdote.

Tarcísio Pinheiro adiantou que sempre baptizou filhos de mães solteiras e afirma não compreender por que razão há párocos que não seguem as mesmas regras no baptismo.

O sacerdote disse ficar descontente por outros padres de paróquias vizinhas aceitarem baptizar crianças nessas situações, facto que levou a que fizesse uma exposição ao Cardeal--patriarca. Acrescenta ainda que "os párocos de Salvaterra de Magos e de Alverca defendem iguais restrições no baptismo".


Fonte: aqui

1 comentário:

  1. Concordo com o padre. A mentira e o amor não se misturam. Só se ama na verdade e com a verdade.
    1. Filho de pais recasados. Porque houve um anterior casamento católico que depois terminou e um deles ou ambos formaram nova família. Os filhos destes novos lares recebem o baptismo, pois os pais não podem voltar a casar catolicamente. Aqui entra a misericórdia e a bondade, pois já basta tanta vez o que esses pais sofreram (sofrem) com a separação.
    2. Um casal vive em união de facto ou casado civilmente e pede o baptismo para o filho. Como? Então eles querem viver fora da Igreja e empurram para a Igreja um inocente? Que coerência e que verdade há nisto? Então esperem que o filho tenha 16 anos e depois que seja ele a escolher...
    3. Quanto aos padrinhos nem é bom falar. Os padrinhos representam a fé da comunidade junto do baptizado. Como pode representar a fé da comunidade quem não a assume por palavras, actos e comportamentos? Aliás já nem sequer são precisos 2 padrinhos, basta um desde que tenha 16 anos, tenha concluído a iniciação cristã (Baptismo, Eucaristia e Crisma)e viva de acordo com alei da Igreja (ser solteiro ou ser casado catolicamente, não viver em escândolo público, etc).
    3. Pensem nisto: a Igreja é para todos mas não é para tudo.
    4. No Baptismo, a 1ª pergunta feita aos pais é esta: "Que PEDIS à Igreja para o vosso filho?" Quem pede não exige, aceita as regras. A nossa fé é a fé da Igreja na qual a criança é baptizada.
    5. O relativismo moral que hoje invade a sociedade vai levar-nos onde? É bom o que nos interessa, nos convém, nos satisfaz??? Sem valores universais o homem volta à selva.

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