quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Serviço público de televisão não implica que tenha de haver uma televisão propriedade do Estado

São inconfessáveis os desígnios que, por vezes, se atravessam no espírito de algumas pessoas.
Numa altura em que a ordem é poupar e a tendência parece ser cortar até naquilo que faz falta, causa viva impressão a resistência a que se prescinda de certas fontes de despesa.
É natural que Portugal tenha um serviço público de televisão. Mas serviço público de televisão não implica que tenha de haver uma televisão propriedade do Estado. Serviço público não é necessariamente o mesmo que propriedade estatal.
Os canais privados podem perfeitamente cumprir o serviço público. Acresce que a programação da televisão pública não difere na substância da programação dos canais privados. Os seus gastos são maiores e a sua qualidade não é melhor.
Foi em nome da contenção de custos que, em tempos, se reduziu o apoio à imprensa regional. Será que o argumento não vale para agora? E, como se isso não bastasse, ainda há quem condene o fim da taxa de televisão!
Invocar o exemplo de países como a França, a Alemanha ou a Inglaterra não convence. A nossa situação é, infelizmente, muito mais grave.
É por tudo isto que nunca percebi muito bem a razão por que alguns não querem que se entregue a gestão de um canal televisivo aos cidadãos do nosso país.
Porquê desconfiar da sociedade civil? Receio da autonomia ou vontade de manter o controlo?
Não é um julgamento. É tão-somente uma inquietação.
Fonte: aqui

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.