Dois membros do grupo católico conservador Opus Dei vão hoje a julgamento num tribunal de Paris, acusados de forçar uma jovem a trabalhar ao longo de mais de uma década sem lhe pagarem ou a pagarem-lhe quantidades irrisórias.Os advogados de defesa enquadraram o caso numa questão laboral, mas o porta-voz da Opus Dei afirmou que a rapariga escolheu por sua vontade trabalhar e fazer parte do grupo.
A queixosa é Catherine Tissier, que tinha 14 anos quando entrou para a escola de hotelaria de Donson, detida e gerida pela Opus Dei.
Sob a liderança de um «guia espiritual», a jovem escolheu juntar-se ao grupo católico e começou a trabalhar como «tesoureira assistente».
«Trabalhava das sete da manhã às 22h todos os dias, sete dias por semana. As três semanas de férias que me davam eram passadas com a Opus Dei, para aprendermos teologia e estudar em profundidade o espírito do fundador».
A mulher afirma que assinou vários cheques mas que nunca viu o dinheiro. Além disso, foi encorajada a não ter contacto com os pais e diagnosticada com depressão, estando medicada por um médico do grupo católico.
Com 29 anos, Catherine pesava apenas 39 quilos e foi num fim-de-semana que veio a casa que os pais não a deixaram voltar ao grupo. «Comecei a viver quase aos 30. Comecei a sair, nunca tinha visto um filme no cinema», disse.
Este julgamento está a gerar muitas expectativas por se prever que sejam reveladas práticas secretas do grupo. Dan Brown descreveu a Opus Dei no seu best seller Código Da Vinci como sendo uma seita sedenta de poder, descrição muito contestada pelo grupo católico.
O fundador da Opus Dei, o padre espanhol Jose Maria Escriva de Balaguer, foi canonizado pelo Papa João Paulo II.
Fonte: aqui
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