sábado, 10 de setembro de 2011

Satisfação do trabalhador é essencial para o sucesso

Crise leva empresas a desvalorizarem a gestão de recursos humanos.

A satisfação dos trabalhadores é um factor essencial para o sucesso das melhores empresas. No entanto, apesar do consenso geral sobre esta realidade, é um factor que continua a ser descurado por demasiadas empresas. "A satisfação do trabalhador com a sua participação numa organização é, felizmente, produto de um crescente número de variáveis que ultrapassam a mera dimensão pecuniária, apesar desta, muito por culpa da crise, tender a ofuscar as demais", afirma António Gomes Mota, director da ISCTE Business School (IBS), parceira académica do Prémio ‘Excelência no Trabalho', organizado em parceria com a Heidrick & Struggles e o Diário Económico.

O responsável pela metodologia de análise do prémio realça que qualquer empresa que queira retirar um bom desempenho das suas equipas tem de desenvolver as competências e conhecimentos de cada colaborador, promover uma cultura interna de transparência e espírito de equipa e oferecer perspectivas de carreira e crescimento para todos. "As pessoas passam uma parte substancial da sua vida a trabalhar e, por isso, têm de sentir o apoio, o estímulo e o desafio no seu dia-a-dia para progredirem e se desenvolverem, profissional e pessoalmente", defende António Gomes Mota.

Boa gestão em todas as dimensões

Dada a complexidade inevitável de uma boa estratégia de gestão de capital humano, será de esperar que as estruturas mais consolidadas de uma multinacional estejam melhor preparadas para este desafio do que uma empresa de menor dimensão? Não necessariamente, responde o director da IBS: "A implementação de boas práticas na gestão do capital humano é relativamente independente da dimensão da empresa, embora as de maior dimensão possam ter mais recursos para o fazer".

Para António Gomes Mota, "no caso das multinacionais, a única eventual vantagem será o de transportarem para a filial portuguesa uma prática mais avançada implementada a nível da organização global, o que nem sempre acontece", explica o dirigente.

O que falta a muitas das empresas portuguesas é, portanto, tão simples quanto reconhecer o valor do trabalho dos seus colaboradores no seu crescimento a médio e longo prazo. "Não é por acaso", afirma António Gomes Mota, "que em qualquer análise da sustentabilidade empresarial, como o "Dow Jones Sustainability Index", a componente de gestão do capital humano tem um peso tão relevante".

Candidaturas até 30 de Setembro

O Prémio ‘Excelência no Trabalho' é um estudo, desenvolvido pela Heidrick & Struggles em parceria com o Económico e a ISCTE Business School, através do qual se analisa o estado de arte das práticas de recursos humanos em Portugal e se premeiam as entidades que mais investem e apostam nesta área. As empresas podem candidatar-se até 30 de Setembro, sendo os vencedores anunciados em Janeiro de 2012.
Fonte: aqui

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.