quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Andamos insossos de esperança

- Há décadas, uma família havia comprado um pequena quinta em que investiu as poucas poupanças e o dinheiro vindo de uns terrenitos vendidos. Como tudo isto era pouquito tendo em vista o volume do negócio, recorreram a empréstimos. Nessa altura, os bancos eram sobretudo os particulares que emprestavam com juros.
Os primeiros anos foram terríveis, com produções agrícolas desastrosas. Tiveram que pedir a juros para pagar juros. Mãe e filha mais velha partilhavam a mesma saia domingueira, porque não havia dinheiro para mais. Então uma ia à missa cedinho para a outra poder ir  à do dia...
Deixaram de acreditar? Perderam a esperança? Venderam a quinta? Caíram na pessimismo? N Ã O!!!
Trabalharam mais, pouparam tudo o que podiam poupar, acreditaram, foram à luta. Resultado: em poucos anos tornaram-se numa das famílias mais prósperas da terra.

- Em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e o Japão ficaram completamente escaqueirados. Que fizeram? Ficaram parados a lamentar a miséria em que caíram? Desistiram de lutar? Conformaram-se com a sua vil situação? Passaram para a revolta e o protesto ineficazes? N Ã O!!!
Perante a destruição não só das suas economias mas também das suas casas e cidades puseram mãos ao trabalho de reconstrução e  tornaram-se países prósperos.

- Apesar da crise em que muitos vivem, os cidadãos portugueses não podem passar a vida a lamentar-se. Mal é quando um cidadão tem uma visão pessimista e dramática da realidade. Essa atitude não é construtiva. O cidadão é tem que ser uma pessoa de esperança. Ele acredita que o bem acaba sempre por vencer.

A esperança acalenta a vida

- Não aguarda a mãe com jubilosa esperança o nascimento da sua criança?
- Não espera o agricultor que as suas sementaras produzam abundantes frutos?
- Não espera o consciente estudante poder atingir os seus obejectivos?
- Não esperam os pais que os seus esforços resultem em filhos felizes e realizados?
- Não espera a pessoa que emigra poder ter um futuro melhor?
- Não espera o investidor que a sua empresa se torne próspera?
- Não espera Deus que o homem se converta?

A esperança é o sal da vida. Sem ela as vidas são insossas.
Infelizmente a esperança não é o forte dos actuais portugueses, no geral. Somos um povo deprimido, pessimista, sem razoável auto-estima. E assim não vamos lá...
Há que mudar!!!

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