sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Igreja católica quer vender editora que publica, entre outras, obras eróticas

A editora alemã Weltbild divulgou nesta terça-feira (22/11) que seus sócios pediram à direção da empresa para encontrar "o mais rapidamente possível" um comprador para a editora. Os sócios responsáveis pela Weltbild são 12 dioceses católicas, a assistência espiritual aos militares, de Berlim, e a associação das dioceses alemãs.
Com a venda, os religiosos pretendem encerrar um assunto que permaneceu intocado por muito tempo. Só há três anos é que ele passou a ser discutido publicamente: estaria de acordo com os valores e as metas da Igreja católica o fato de a Weltbild publicar, entre outros livros, alguns de conteúdo erótico e esotérico? Católicos mais conservadores acreditam que não, já outros pensam no faturamento anual de mais de 1,6 bilhão de euros alcançado pela editora. A Weltbild defende-se das acusações de pornografia, rejeita a ideia de censura e fala sobre "cidadãos responsáveis".

Plano de venda é antigo
Em 2009, a empresa quase foi vendida. Naquele ano, o grupo Thalia, entre outros, havia demonstrado interesse na Welbild, mas não se chegou a um consenso sobre o preço. Chegou-se a dizer que a soma esperada era de mais de um bilhão de euros – o que em meio à então recém-desencadeada crise econômica ninguém iria querer pagar. A Weltbild continuou, então, nas mãos da Igreja católica.
Em outubro de 2011, a revista especializada Buchreport reiniciou a discussão sobre as ofertas literárias eróticas da Weltbild. Sob o termo de busca "erótico", teria sido possível encontrar mais de 2.500 referências no site weltbild.com – atualmente não se encontra mais nenhum. O grupo Weltbild detém 50% do grupo de editoras Droemer Knaur e tem ainda 33,3% de participação na buecher.de. Nesta, ainda se encontra material erótico, mas que está longe de ser pornográfico.
Fonte: aqui

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