segunda-feira, 7 de maio de 2012

Hollande: Alemanha não pode travar 'eurobonds' e papel do BCE

A Alemanha não pode "colocar dois travões ao mesmo tempo nas 'eurobonds' e no refinanciamento directo das dívidas pelo Banco Central Europeu (BCE)", afirmou François Hollande à revista online ‘Slate’, numa entrevista feita na sexta-feira mas apenas divulgada esta segunda-feira.
François Hollande foi eleito no domingo presidente de França, com 51,62 por cento dos votos, derrotando Nicolas Sarkozy. Hollande torna-se, assim, no primeiro presidente socialista de França em quase duas décadas.
Relativamente à questão do relançamento do crescimento, "tivemos discussões com os nossos parceiros e, particularmente, com os nossos amigos alemães, mas eles não podem colocar dois travões ao mesmo tempo, um nas 'eurobonds' [obrigações europeias] e outro no refinanciamento directo das dívidas pelo BCE", afirmou Hollande.
"Não haverá nenhuma sequela ligada à eleição presidencial" com a Alemanha, garantiu o próximo chefe de estado francês, que vai reunir-se com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim, a 16 de Maio, um dia depois da sua posse.
A entrevista, realizada na manhã de sexta-feira, foi "relida e alterada por François Hollande quando soube que tinha sido eleito", esclareceu a revista ‘Slate’.
De acordo com a equipa da campanha socialista, François Hollande e Angela Merkel tiveram uma conversa "substancial" no domingo à noite.
Para o novo presidente socialista, é preciso renegociar o Tratado Orçamental Europeu, que pretende sanear a crise do euro, acrescentando-lhe medidas que promovam o crescimento económico. No entanto, a chanceler alemã já fez saber que "o pacto orçamental não é negociável".
Fonte: aqui

Grécia: Líder sem condições para formar governo de coligação


O líder da Nova Democracia (ND), partido vencedor nas legislativas realizadas no domingo, disse esta segunda-feira que não tem condições para formar um governo de coligação na Grécia.Antonis Samaras foi mandatado esta manhã pelo Presidente grego, Caroulos Papoulias, para iniciar as conversações com os cinco partidos que entraram no Parlamento, e destinadas a formar governo.
O líder conservador reuniu-se respectivamente com o líder da esquerda radical Syriza, Alexis Tsipras, o segundo partido mais votado, e com Evangelos Venizelos, o líder do Pasok (socialistas moderados), que obteve a terceira posição e com Fotis Kouvelis, chefe do pequeno partido pró-europeu Esquerda Democrática (Dimar, sexta posição).
No entanto, Samaras excluiu dos contactos interpartidários a extrema-direita da Aurora Dourada, que pela primeira vez garantiu representação parlamentar com 21 deputados (6,9 por cento dos sufrágios).
De acordo com a Constituição, o primeiro partido é mandatado pelo Presidente para formar uma coligação e terá três dias para as negociações. Em caso de falhanço, será o segundo partido (Syriza) a liderar as conversações por mais três dias e, em caso de impasse, a tarefa será concedida ao Pasok, o terceiro partido mais votado.
Fonte: aqui

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.