terça-feira, 17 de julho de 2012

Manifestação anti-Relvas com pouca gente

A manifestação que exigiu ontem a demissão do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, reuniu cerca de duas centenas de pessoas à frente da Assembleia da República. Os apelos públicos de algumas figuras públicas no Facebook, como Miguel Gonçalves Mendes ou Manuela Moura Guedes, não foram suficientes para reunir mais de 200 manifestantes.
Apesar de o encontro ter contado também com a presença da Plataforma 15 de Outubro, que integra o movimento dos indignados e lançou algumas palavras de ordem – "Para a decência, não há equivalência" e "Queremos respeito, com o Relvas nada feito" –, os manifestantes não encheram o largo de S. Bento.
Ao CM, o realizador Miguel Gonçalves Mendes diz que o objectivo da manif era o de demonstrar que "a pouca-vergonha já ultrapassou os limites do aceitável e que isto não pode ser mais tolerado". Mais: "Depois desta sucessão de casos do Miguel Relvas, não podíamos ficar impávidos e serenos em casa. Isto não pode ser um não-caso, como disse Passos Coelho".
Fonte governamental adianta ao CM que Gonçalves Mendes "não fez nem disse o mesmo quando se falava contra a claustrofobia democrática de José Sócrates". Refere ainda a mesma fonte que o realizador recebeu em 2006 do anterior Governo um subsídio de 50 mil euros para o filme ‘José e Pilar’.
O CM teve acesso à lista de "Subsídios, espectadores e receitas 2004-2011" em que o filme de Gonçalves Mendes surge como tendo recebido uma verba de 50 mil euros, um dos subsídios mais altos de 2006. O documentário ‘José e Pilar’ estreou quatro anos depois, em 2010.
Fonte: aqui

DESTA VEZ, O GOVERNO PARECE TER RAZÃO: o realizador Gonçalves Mendes " "não fez nem disse o mesmo quando se falava contra a claustrofobia democrática de José Sócrates".
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