quarta-feira, 13 de março de 2013

Duas opiniões sobre o novo Papa


O sucessor de Bento XVI, que renunciou ao pontificado, foi eleito no quinto escrutínio da reunião eleitoral iniciada esta terça-feira, após pouco mais de 24 horas de votações à porta fechada. Escolheu o nome "Francisco".
Francisco tem menos dois anos do que Joseph Ratzinger quando este foi eleito em abril de 2005, aos 78 anos.

Guilherme d'Oliveira Martins considera escolha do nome Francisco uma mensagem forte para todos os católicos

«Simplicidade» com que o sucessor de Bento XVI se dirigiu ao mundo constitui também um «sinal» para a hierarquia da Igreja

 O presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d’Oliveira Martins, considera o facto de a Igreja passar a contar com um Papa chamado Francisco uma mensagem forte para todos os católicos.
“Num tempo de imediatismo e de indiferença, de crise de valores e de perplexidade não pode passar despercebida a escolha do nome de um Santo de proximidade, de pobreza e de amor”, realça o antigo ministro da Educação, numa nota enviada hoje à Agência ECCLESIA.
O cardeal argentino D. Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires de 76 anos, foi escolhido hoje para suceder a Bento XVI, que resignou ao seu pontificado a 11 de fevereiro.
Guilherme d’Oliveira Martins destaca a questão do novo Papa, na sua primeira aparição publica, ter feito “questão de se dirigir a todos os homens e mulheres de boa vontade numa abrangente palavra de renovação e de esperança”.
Para o também presidente do Tribunal de Contas, a celeridade com que foi tratada a eleição do Papa argentino (bastaram cinco votações) “é um sinal positivo, do mesmo modo que é importante que tenha sido eleito um Sumo Pontífice vindo da América do Sul”.
Aquele responsável salienta a “simplicidade” com que o agora Francisco I se dirigiu à multidão na Praça de São Pedro e ao mundo, que na sua opinião constitui também um “sinal” para a hierarquia da Igreja.
“É preciso não esquecer que no Conclave de 2005 o novo Papa terá já sido um forte candidato o que atesta em prol do seu prestígio que pôde preservar junto dos restantes cardeais ao longo dos últimos anos”, sustenta.
Quanto ao futuro deste pontificado, para Guilherme d’Oliveira Martins “importa neste momento responder aos desafios muito fortes e intensos perante os quais a Igreja Universal se encontra”, acrescentando que “existem bons motivos de esperança”.
O fumo branco indicativo da eleição do novo Papa saiu hoje da chaminé colocada sobre a Capela Sistina a partir 19h06 locais (menos uma em Lisboa).
Francisco I tem menos dois anos do que Joseph Ratzinger quando este foi eleito em abril de 2005, aos 78 anos.

Vaticano: Franciscano Joaquim Carreira das Neves fala num Papa «inesperado»

Religioso mostra-se «muito feliz» pela eleição de Francisco I

O franciscano Joaquim Carreira das Neves considerou hoje como "inesperada" a eleição de Francisco I, um "Papa vindo de fora da Europa" mas confessou-se "muito feliz".
"Sinto-me muito feliz pelo colégio de Cardeais terem escolhido um Papa da Argentina, um país classicamente católico", disse em declarações à Agência ECCLESIA.
O teólogo confessou não conhecer muito bem o Papa eleito, apesar de já se ouvir falar neste nome e de não saber se é de uma "vertente intelectual" ou se é teólogo mas gostou das suas primeiras palavras proferidas na varanda de São Pedro.
"Pareceu-me ser um homem de extrema humildade e simplicidade e tocou-me particularmente a benção que deixou ao seu povo".
O pedido de oração a todo o povo surpreendeu o teólogo franciscano que considerou um "ato arrojado" e de grande "fraternidade".
O padre Carreira das Neves adiantou ainda que a escolha do nome é outra surpresa para a Igreja Católica que nunca teve um Papa Francisco.
"Como franciscano penso que se escolheu o nome por Francisco de Assis, acredito que poderá ser o Papa da renovação da Igreja", concluiu.
In agência ecclesia

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