quinta-feira, 4 de julho de 2013

D. Vitalino diz a que Igreja não esteve à altura de evitar descalabro político

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Demissões são fruto da irresponsabilidade do Governo e do facto de este não ter sabido dialogar, diz o bispo de Beja, que espera agora acção por parte do Presidente da República.  
O Bispo de Beja está preocupado com a instabilidade politica no país.

Para D. António Vitalino, que integra a Comissão Episcopal da Pastoral Social, houve irresponsabilidade na actuação dos políticos mas também falta de acção da Igreja. O bispo de Beja espera decisões rápidas por parte do Presidente da República.

D. António Vitalino critica os poderes políticos mas também a própria Igreja que, no seu entender, não esteve à altura do desafio.

“Creio que não estivemos à altura de ajudar a sociedade a entender-se no que é necessário e naquilo que é possível de maneira a evitar o descalabro que estamos a testemunhar. A hierarquia, mas também os católicos que estão na política deviam ter pensado melhor aquilo que são os princípios fundamentais de sociabilidade e da doutrina social da Igreja, ver o que se podia aplicar com justiça, com lealdade, o que seria possível na presente situação, ajudando o povo e os políticos a encontrar as melhores soluções.”

O bispo de Beja diz também, contudo, que houve irresponsabilidade do Governo nas demissões, e que este não apostou no diálogo como devia: “Não posso julgar as pessoas, mas há realmente alguma irresponsabilidade, por falta de diálogo, falta de colocar o bem comum acima dos interesses partidários e políticos. Creio que há aqui alguma irresponsabilidade.”

Um diálogo que também falhou com a oposição e com os parceiros sociais. Na opinião de D. Vitalino cabe ao Presidente da República encontrar uma solução para o país, e o mais rápido possível: “O Presidente da República terá de desempenhar um papel muito mais proactivo, não apenas aconselhando mas até tomando algumas decisões, na medida que a constituição permitir, para não permanecermos tanto tempo nesta instabilidade, que certamente será muito prejudicial para o país. Temos de ter decisões rápidas.”

Fonte: aqui

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