sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Pobres, por amor a Jesus

Não sei onde nasceu a Congregação da Pequena Flor. Mas sei que ela nasceu em 1947 e tem actualmente, na Índia, 260 sacerdotes, que pretendem ser como uma pequena flor no deserto. E há outros – não sei quantos – que estão noutros países pobres.

Os rapazes, que aceitam ser padres na Congregação da Pequena Flor, têm de abraçar a pobreza para serem iguais aos mais miseráveis, para assim lhes falarem de Deus. Eles irão espalhar-se por zonas pobres e onde o cristianismo ainda não penetrou. E viverão em barracas como quase todos os que habitam nessas zonas. Mas isso não importa. Para os padres da Congregação da Pequena Flor, inspirada no carisma de Santa Teresinha do Menino Jesus, o que conta mesmo é a sua presença, pois podem ajudar os mais pobres e miseráveis e, vivendo como eles, mostram o verdadeiro despojamento que deve nortear todos os que seguem a Cristo. E isso vale mais do que todas as catequeses. E eles estão ali e oferecem tudo o que têm: a começar pela simpatia do sorriso, pela gentileza dos gestos de quem se torna vizinho para partilhar a pobreza, as dificuldades dos dias.

Na índia, em muitos lugares, os cristãos são perseguidos, vítimas de intolerância, desprezados. Em muitos dos lugares onde se estabelecem os padres da Congregação da Pequena Flor, também há incidentes instigados por radicais hindus, mas a melhor resposta a esta violência é oferecida todos os dias pela gentileza de quem se oferece para ir buscar água, ou tomar conta de uma criança, ou auxiliar um idoso enfermo. Ou, até, para partilhar a fraca despensa. Esta congregação de padres que espalham a fé pelo sorriso já conquistou a Índia. Neste momento, há 42 seminaristas e 6 noviços que estudam, trabalham e rezam para serem pobres entre os pobres, miseráveis entre os miseráveis. Para levaram Cristo na vontade de servirem o outro.

E assim, pouco a pouco, conseguem atrair essa gente para Cristo.
In O Amigo do Povo

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