domingo, 12 de abril de 2015

Será que os cristãos do resto do mundo conseguem que Portugal também mude?


Olho para outro lado, para o Patriarcado Ortodoxo de Constantinopla, afastado da Igreja desde o século XI. No dia 4 de Abril, numa entrevista à «La Civiltà Cattolica», o Patriarca Bartolomeu I afirmou que «a sinodalidade [a união da Igreja] precisa de um “primeiro”: não se entende sem ele, que é quem tem o carisma do serviço da comunhão. O “primeiro” é aquele que procura o consenso de todos. E justamente esse é o ponto em que verdadeiramente sentimos que o nosso irmão Francisco revelou uma liderança extraordinária». Continua Bartolomeu I: «desde a eleição do Papa Francisco sentimos que havia algo de especial nele: a sua integridade, a sua espontaneidade, o seu calor. Este é o motivo pelo qual decidi participar da Missa inaugural do Pontificado, em 2013». Foi a primeira vez que um Arcebispo de Constantinopla esteve presente naquela ocasião na Igreja de Roma. Esta aproximação, cada vez mais desejada por todos, poderá demorar, mas intensificou-se muito com Bento XVI e está agora a tornar-se mais expressiva e calorosa.
Observo as estatísticas de vários países. Por exemplo, em Itália o número de Confissões praticamente duplicou, com a pregação que o Papa Francisco está a fazer sobre este Sacramento.
O mundo está a mudar? Talvez não mude na mesma direcção em todas as partes do mundo. Estão a chegar às dioceses de Portugal padres enviados por dioceses recônditas da Índia (que chegam sem falar uma palavra de português) e padres de Angola e da Polónia e de outros países. Por exemplo, os padres brasileiros que estão a dinamizar com o seu ardor missionário várias paróquias dos Açores.
Será que os cristãos do resto do mundo conseguem que Portugal também mude?
Fonte: aqui

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