terça-feira, 2 de agosto de 2016

UM ARTIGO FABULOSO DE FRANCISCO MOITA FLORES

A Inglaterra foi o berço da democracia. Ensinou-a e aprofundou-a ao ponto de ter sido o farol de esperança que, praticamente sozinho, teve a audácia de enfrentar a poderosa ditadura imperialista nazi-fascista. Decidiu sair da UE. Só a hipocrisia dos poderes dominantes quer ver neste Brexit uma vitória da extrema-direita. E também da extrema-esquerda. Foi o povo quem decidiu. Em primeiro lugar contra David Cameron, que usou o cargo ...de primeiro-ministro para resolver os seus problemas políticos e partidários. Esta criatura representa a esmagadora maioria de líderes europeus mais preocupados com o seu umbigo e ambições pessoais do que com os verdadeiros problemas dos seus países. Depois contra o circo de parasitas que em Bruxelas construiu a pior corte de carreiristas, de medíocres, de caciques locais reformados, de políticos fora de prazo ou que são incómodos aos dirigentes nacionais porque ousam afrontá-los em questões de carreira pessoal. Quem conhece os bastidores de Bruxelas sabe do que falo. Do exército de burocratas e da mais tenebrosa teia de influências e compadrio que são, em si mesmos, um dos fatores de decadência da UE. É esta tribo de parasitas, de que nem conhecemos os rostos, que decide se há sanções, se há dinheiro, se podemos comer queijo da serra, quais as quotas de mercado, os destinos coletivos. Nem votámos neles. Passam as pastas técnicas aos políticos e aí começa a desgraça. Sem rasgo de génio, sem coragem, medrosos, também eles parasitas desta orgia de poder, defendem e atuam em defesa e ao serviço dessa burocracia feita de inúteis, apenas ao serviço das suas carreiras pessoais, de mal preparados, de gente que ascendeu à custa do partido e sem um único contributo positivo nos seus países de origem. Foi contra este circo que a Inglaterra votou. Contra a chulice engravatada. Esta é a estalada maior para que a UE desperte para os nobres e generosos sonhos que a criaram.

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