segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Salvo da lixeira, hoje é seminarista

 

«Madre Teresa recuperou-me da lata do lixo. Nasci a 9 de setembro de 1982 e vivi dez dias com os meus pais. No dia 19, a minha mãe deixou-me na lata do lixo em frente da casa das Irmãs da Caridade» de Amravati, uma favela de Bombaim.

Foi assim que Emmanuel Leclercq – nascido na Índia, adotado por uma família francesa e hoje seminarista da diocese de Avignon – contou ao canal de televisão italiano Tg2000 alguns detalhes inéditos de sua história incrível.

«Se a minha mãe me deixou numa lata de lixo em frente à Casa de Madre Teresa – acrescentou Emmanuel – não foi por acaso. Deus quis que eu fosse depositado naquela lata de lixo! Porquê? Eu não sei. Talvez um dia eu venha a sabê-lo. Quando fui encontrado por Madre Teresa, a 19 de setembro de 1982, eu tinha o nome da minha mãe escrito no braço e a data do abandono. O nome da minha mãe é Subadhra, um nome hindu, que significa «a boa mãe». Eu também tinha no pescoço um pequeno colar no qual estava escrito em hindu o meu nome: Robin.»

«Agradeço à minha mãe – prosseguiu Emmanuel – por me ter dado um nome e, agora que me chamo Emmanuel, chamo Robin ao meu anjo da guarda. Eu diria que o meu anjo da guarda é a voz impercetível e a mão miudinha de Santa Madre Teresa velando por mim todos os dias. A minha mãe abandonou-me por amor, porque na palavra «abandono» está a palavra dono [em italiano, que significa «dom» em português]. Eu fui abbandonato [«abandonado»], para depois ser donato [«dado»].

«Após um ano em casa das Missionárias da Caridade, fui adotado por uma família francesa. Devo tudo a eles: deram-me de novo uma dignidade, educaram-me, deram-me a possibilidades de estudar e, graças a eles, posso tornar-me padre. Faltam três anos para eu realizar esse sonho.»

«Durante onze meses estive nos braços de Madre Teresa num berço da casa para as crianças abandonadas, porque ela pessoalmente me recolheu da sujeira para me colocar num berço. E o calor de Madre Teresa, quando ele me tomava em seus braços, sinto-o até hoje.»

«Conheci a minha história porque os meus pais adotivos ma contaram quando eu tinha 7 anos. Mas depois, no verão passado, quando voltei à Índia, pela primeira vez, depois de mais de trinta anos, tive a alegria de encontrar uma freira que tem agora 90 anos e que estava presente quando fui encontrado na lata de lixo. Ela contou-me a minha história e mostrou-me o colar com o meu nome Robin e o registo onde estava escrito o meu nome, a data de nascimento e a data do abandono, que eu trazia escrito no braço, e também a data em que fui encontrado. Quando eu vi o registo, agradeci ao Senhor, antes que tudo, pelo o primeiro dom, o da vida; depois agradeci pela minha mãe, que me concebeu e me pôs no mundo; agradeci a Santa Madre Teresa que me encontrou e salvou, e, por fim, agradeci à mãe que me adotou.»

«Infelizmente – concluiu Emmanuel – não encontrei a minha mãe, porque a irmã me disse que não era possível encontrá-la, porque no meu braço só estava escrito o seu nome, Subadhra, que é muito comum na Índia e não há nenhum documento que possa ajudar-nos a encontrá-la. Mas eu nunca deixei de procurá-la, rezo sempre por ela e digo a mim mesmo: "Talvez já tenha falecido, talvez eu tenha irmãos e irmãs... Marco encontro com eles lá em cima no céu para cantarmos juntos a glória de Deus".»
Fonte:aqui

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