sexta-feira, 21 de abril de 2017

Queima das Fitas numa grande cidade deste país

Há tempos, conversei com um leigo, professor universitário, que, às tantas, contava que colaborava com a equipa responsável pela preparação da Eucaristia da Bênção das Fitas, especialmente a nível musical.
Salientava ele que ultimamente tem havido grandes dificuldades em contactar com as organizações estudantis das diversas faculdades que parecem alhear-se de celebrações religiosas como se tal colidisse com estatuto laico da escola. Tais organizações estudantis não comparecem a reuniões marcadas, afastam-se de tais eventos e, muito menos, estimulam os estudantes a participar nas celebrações religiosas. Se ao menos informassem e não criassem dinâmicas de estorvo!
O lascismo - não confundir com laicidade - sabe bem como moldar a sociedade. Sabe ainda melhor que a faculdade é um ótimo campo de trabalho para semear o lascismo e assim condicionar o futuro do país. O laicismo não dorme.
Aliás o laicismo, representado no Parlamento por partidos bem conhecidos, tende a tornar-se "o novo dono disto tudo", tendo na comunicação social aliados de peso e sempre prontos a ser caixas de ressonância da "moderna verdade". E quem se lhes oponha não é democrata, é reacionário, consevador, medievalista. É assim a "democracia fundamentalista" do laxismo.
A escola pública não é confessioanal, claro. Respeita toda a gente, suas ideias e convicções. Não impõe nenhuma ideologia ou crença, seja o ateísmo seja a fé. Porque aberta, não impede que as pessoas manifestem, celebrem, vivam as suas convicções. É a laicidade que é positiva.
Um amigo dizia em tempos que estamos perante dois fundamentalismos no mundo, e de modo especia na Europa: o fundamentalismo islâmico e o fundamentalismo laxista, ateu e anti-religioso. E concluia o meu amigo, com alguma graça:
- Por quem Deus nos manda avisar!...Qual deles o melhor.

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