sexta-feira, 19 de maio de 2017

Salvador Sobral, Fátima e os pseudo-intelectuais


O dia 13 de Maio de 2017 não volta mais. Não volta porque nenhum dia que passa pode voltar a passar. O que eventualmente permanece de cada dia que passa é a marca ou as marcas que ele deixa em nós. E o dia 13 de Maio de 2017 deixou em Portugal marcas que haveriam de ser gravadas no nosso coração e que nos deveriam fazer sentir bem como o país que somos. 
Destaco pessoalmente o centenário das aparições de Fátima e a canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta, com o suplemente da visita do Papa. Sim, que a sua visita foi o suplemento ou complemento que faltava, mas não foi o centro do que ocorreu nesse dia. 
(...) Tamanho maior reservei para a vitória no festival da Eurovisão.
Sim, gosto muito de música e desde pequeno que assistir a este evento faz parte da minha gramática pessoal. Alguns até poderiam lembrar-se de fazer alusão a um verdadeiro milagre de Nossa Senhora ou por intermédio de algum dos novos santos. Não vou tão longe. Mas de facto o dia 13 de Maio deste ano, no centenário das aparições de Fátima, trouxe-nos um novo salvador, o Salvador Sobral. Portugal venceu o festival da Eurovisão com a autenticidade deste rapaz que nos salvou de cinquenta e não sei quantos anos de festival, quase sempre em lugares que faziam esquecer o país que somos. 
Foi deveras um dia em cheio, que me encheu por dentro e por fora. Sobretudo por dentro. Encheu-me de orgulho por ser português, por ter fé, por ser assim como sou. Contudo, e como sempre, não há bela sem senão. Ainda recordo os comentários na internet que fui lendo desde o dia em que o Salvador venceu o programa em Portugal. E mesmo com a vitória nas mãos, os mesmos derrotistas que falavam mal dos seus tiques e de uma pobre melodia, pouco festivaleira e que nos ia envergonhar na Ucrânia, continuam a sua ventura de dizer coisas e mais coisas para justificar as coisas e mais coisas que já haviam dito. 
Já sobre as notícias que a internet dava a conhecer a propósito dos dias 12 e 13 em Fátima, então não queiram saber. Os muitos comentários que apareciam depois de muitas dessas notícias falavam de embustes, de analfabetismo dos que professam a fé católica, do engodo que é o catolicismo, de lavagens cerebrais, da inquisição e por aí fora. 
Creio que andamos realmente muito distraídos. Vivemos num mundo de pseudo-intelectuais que se acham donos de poder fazer todo o tipo de afirmações, mesmo sem saber do que falam. Só porque sim. Só porque temos a possibilidade de dar opiniões. Ainda bem que a maior parte delas são virtuais, isto é, são muito menos reais do que pensam os seus autores. São na maioria das vezes, faltas de atenção e respeito. E dizem muito mais de nós do que da nossa opinião. Isso sim é que é real. 
(...)
Fonte: aqui

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