Li na semana passada o fabuloso conto de
Bernard Malamud, o Pássaro-Judeu. Schwartz era um pássaro falante que
passava a vida a fugir dos anti-semitas. Certo dia entrou pela casa adentro da
família de Cohen, um comerciante corpulento e não mais de lá quis sair. Mas o
comerciante convivia mal com pássaros falantes (quanto mais judeus!) e procurava
expulsá-lo! Passaram-se meses. Mesmo depois do pássaro-judeu-palrador ter feito
tanto bem naquela casa, achando-se sozinho com o pássaro, Cohen agarrou nas
pernas finas de Schwartz, rodopiou-o e lançou-o na escuridão da
noite.
O pior dos monstros não paira sobre a nossa cabeça, somos nós próprios. Somos Cohen. As mãos ensanguentadas dos anti-semitas são as nossas. A maldade que crucificou injustamente o Filho de David é nossa.
O pior dos monstros não paira sobre a nossa cabeça, somos nós próprios. Somos Cohen. As mãos ensanguentadas dos anti-semitas são as nossas. A maldade que crucificou injustamente o Filho de David é nossa.
Fonte: aqui

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