quarta-feira, 31 de julho de 2019
terça-feira, 30 de julho de 2019
quarta-feira, 24 de julho de 2019
O Pássaro-Judeu-Falante
Li na semana passada o fabuloso conto de
Bernard Malamud, o Pássaro-Judeu. Schwartz era um pássaro falante que
passava a vida a fugir dos anti-semitas. Certo dia entrou pela casa adentro da
família de Cohen, um comerciante corpulento e não mais de lá quis sair. Mas o
comerciante convivia mal com pássaros falantes (quanto mais judeus!) e procurava
expulsá-lo! Passaram-se meses. Mesmo depois do pássaro-judeu-palrador ter feito
tanto bem naquela casa, achando-se sozinho com o pássaro, Cohen agarrou nas
pernas finas de Schwartz, rodopiou-o e lançou-o na escuridão da
noite.
O pior dos monstros não paira sobre a nossa cabeça, somos nós próprios. Somos Cohen. As mãos ensanguentadas dos anti-semitas são as nossas. A maldade que crucificou injustamente o Filho de David é nossa.
O pior dos monstros não paira sobre a nossa cabeça, somos nós próprios. Somos Cohen. As mãos ensanguentadas dos anti-semitas são as nossas. A maldade que crucificou injustamente o Filho de David é nossa.
Fonte: aqui
sábado, 20 de julho de 2019
quinta-feira, 18 de julho de 2019
quarta-feira, 10 de julho de 2019
O combate à segregação e à pobreza
O facto de ser notório de que quem tem uma família com menos posses, empregos precários e ainda menos educação não tem as mesmas possibilidades de progredir resolve-se com quotas, hoje para etnias, amanhã para outros grupos desfavorecidos?
A criação de medidas para melhorar o acesso e integração de minorias étnicas no Ensino Superior e no emprego foi ontem remetida para a próxima legislatura. Depois da ideia de criação de quotas, a que aludiu Rui Pena Pires, membro da comissão permanente do PS, ter feito correr tinta, um relatório do Parlamento sobre Racismo, Xenofobia e Discriminação Étnico-racial em Portugal defende a discriminação positiva mas não avança com a proposta de criação de quotas. A opção foi esperar para ver as propostas dos partidos nas Legislativas. A preocupação com o racismo na sociedade portuguesa tem estado patente no debate público nos últimos meses, com o caso do bairro Jamaica a tornar de novo visível uma periferia onde persistem guetos. Medidas, soluções? Debatem-se e esfumam-se.
Mais recentemente, há pouco mais de duas semanas, a discussão era sobre o elevador social avariado num país onde continuam a existir cursos (públicos) para ricos e para pobres. Mais de 70% dos alunos de Medicina vêm de escolas privadas. Os debates surgem em separado, com abordagens segmentadas, como se a equação não fosse, em última instância, a mesma. E se as quotas podem ser um incentivo à integração, será que chegam para combater a segregação e o efeito em cadeia da pobreza ao longo da vida? O facto de ser notório de que quem tem uma família com menos posses, empregos precários e ainda menos educação não tem as mesmas possibilidades de progredir resolve-se com quotas, hoje para etnias, amanhã para outros grupos desfavorecidos? Outro estudo desses que vão sendo conhecidos de forma avulsa revelou, no ano passado, que apesar de uma melhoria no período pós-crise, Portugal continua a ter níveis de desigualdades sociais superiores às da Europa. É o problema de fundo. Há 2,2 milhões de portugueses em risco de pobreza ou exclusão social. Quem são? Saber talvez deitasse luz sobre um debate e um caminho que tem sido feito às partes e, em grande medida, parece continuar adiado.
Marta F. Reis, aqui
A criação de medidas para melhorar o acesso e integração de minorias étnicas no Ensino Superior e no emprego foi ontem remetida para a próxima legislatura. Depois da ideia de criação de quotas, a que aludiu Rui Pena Pires, membro da comissão permanente do PS, ter feito correr tinta, um relatório do Parlamento sobre Racismo, Xenofobia e Discriminação Étnico-racial em Portugal defende a discriminação positiva mas não avança com a proposta de criação de quotas. A opção foi esperar para ver as propostas dos partidos nas Legislativas. A preocupação com o racismo na sociedade portuguesa tem estado patente no debate público nos últimos meses, com o caso do bairro Jamaica a tornar de novo visível uma periferia onde persistem guetos. Medidas, soluções? Debatem-se e esfumam-se.
Mais recentemente, há pouco mais de duas semanas, a discussão era sobre o elevador social avariado num país onde continuam a existir cursos (públicos) para ricos e para pobres. Mais de 70% dos alunos de Medicina vêm de escolas privadas. Os debates surgem em separado, com abordagens segmentadas, como se a equação não fosse, em última instância, a mesma. E se as quotas podem ser um incentivo à integração, será que chegam para combater a segregação e o efeito em cadeia da pobreza ao longo da vida? O facto de ser notório de que quem tem uma família com menos posses, empregos precários e ainda menos educação não tem as mesmas possibilidades de progredir resolve-se com quotas, hoje para etnias, amanhã para outros grupos desfavorecidos? Outro estudo desses que vão sendo conhecidos de forma avulsa revelou, no ano passado, que apesar de uma melhoria no período pós-crise, Portugal continua a ter níveis de desigualdades sociais superiores às da Europa. É o problema de fundo. Há 2,2 milhões de portugueses em risco de pobreza ou exclusão social. Quem são? Saber talvez deitasse luz sobre um debate e um caminho que tem sido feito às partes e, em grande medida, parece continuar adiado.
Marta F. Reis, aqui
sexta-feira, 5 de julho de 2019
Ter filhos aos 40: um fracasso colectivo

Não conheço melhor introdução ao fracasso colectivo da sociedade portuguesa. Uma sociedade composta por casais que começam a ter filhos aos 40 é uma sociedade em autodestruição.
“Há dias na MAC em que nenhum parto é de uma grávida com menos de 40 anos. É uma brutalidade”. Este é um facto salientado por Daniel Virella, presidente do colégio de neonatologia, ouvido pelo Expresso na semana passada. Não conheço melhor introdução ao fracasso colectivo da sociedade portuguesa. Uma sociedade composta por casais que começam a ter filhos aos 40 é uma sociedade em autodestruição. Lutar contra esta autodestruição tem sido, de resto, o coração desta coluna. Escrevo aqui na Renascença precisamente para isolar as causas deste fracasso.
Como é que chegámos a esta “brutalidade” que começa por colocar em risco a saúde ou mesmo a vida de mães e bebés? Para começar, o sacrifício e a renúncia não são valores da “geração mais bem preparada de sempre”. A minha geração e a geração ainda mais nova foram educadas no egocentrismo, num individualismo extremo que procura os prazeres imediatos e os sonhos profissionais. Portugal é um caso extremo da cultura pós-moderna que desvalorizou nas últimas décadas os conceitos de compromisso, casamento e família. Criámos uma sociedade de indivíduos solitários que jantam sozinhos, tendo a Netflix e o cão como única companhia. As nossas cidades vivem num presente perpétuo sem respeito pelo passado e sem consideração pelo futuro. É por isso que esta sociedade está a trocar as pessoas pelos animais. Literalmente. É por isso que temos os nossos velhos (o passado) a viver numa solidão que nos envergonha. É por isso que temos uma das taxas de natalidade (o futuro) mais baixas do mundo.
Por outro lado, quem rompe este cerco do egoísmo e procura de facto formar uma família encontra um rol de obstáculos. Em primeiro lugar, é mais difícil ser pai em 2019 do que em 1989. O caderno de encargos que o “ar do tempo” impõe aos pais é asfixiante. Apetece inverter a canção dos Pink Floyd, "leave the parents alone". Em segundo lugar, as grávidas e as mães são hostilizadas nos locais de trabalho - este é talvez o grande escândalo ou tabu que falta debater na sociedade portuguesa. Assim que engravida, a mulher é hostilizada; quando volta da licença, é hostilizada; quando tem de faltar devido às doenças, é hostilizada e despedida. É despedida directamente pelo patrão, mas também é despedida indirectamente pelo próprio marido, que nunca se sacrifica pela sua mulher e filhos, que nunca fica em casa a tomar conta dos miúdos. Neste contexto, é claro que as mulheres adiam o primeiro filho até à beira dos 40. Só que à beira dos 40 já é difícil engravidar. Só que à beira dos 40 ter mais do que um filho é uma proeza obviamente rara. Em terceiro lugar, o estado não tem feito políticas de família. Ter filhos não colhe benefícios fiscais e é sempre difícil e caro encontrar um lugar numa creche. Vivemos num país onde ter um bebé na creche é mais caro do que ter um filho na faculdade. Está tudo virado ao contrário.
Estive até aqui a debater o presente que criou esta “brutalidade”. Mas agora quero olhar para o futuro próximo. Se as crianças nascem quando os pais têm 40 anos, isto quer dizer que vão ter 10 anos quando os pais tiverem 50. Aos 50 anos como é que se tem energia para educar uma criança? Não se tem. Ou seja, estas crianças que nascem agora serão ainda mais egocêntricas e mimadas do que as gerações anteriores. Quase sempre filhos únicos, estas crianças vão controlar ainda mais os pais do que as crianças actuais. Por outras palavras, vamos ser uma sociedade ainda mais envelhecida e egoísta.
Que este tema não seja “o” tema é - em si mesmo - um sintoma do nosso fracasso colectivo.
Henrique Raposo, aqui
quinta-feira, 27 de junho de 2019
Carta aberta ao anormal do Ramalho Eanes.

"Por isso, tenho orgulho em afirmar que por muito chocante que possa parecer, António dos Santos Ramalho Eanes, o primeiro Presidente da República democraticamente eleito após o 25 de abril, é o anormal no meio de um panorama político podre que para muitos é a norma controladora."
Veja o texto aqui
sexta-feira, 21 de junho de 2019
terça-feira, 18 de junho de 2019
"O interior é uma coutada de coelhos”

Há tanto a fazer!... Urge, urge combater este fosso que afasta o Interior do Litoral. Estamos a perder a batalha há muito tempo. Desde os anos de 1960 que o interior se vai esvaziando a olhos vistos. As aldeias desaparecem completamente ou estão em vias de desaparecimento. A população diminui em todo o território... E quanto mais para o interior vamos pior ainda. Era necessário criar incentivos, de forma a fixar a gente e a gente fértil, a gente nova, que assegure o dia de amanhã. Era preciso incentivar o enraizamento populacional, para evitar a hemorragia que se verifica todos os dias. Criaram-se autoestradas, e muito bem, mas as autoestradas servem para vir ver o panorama e passar por aqui nunca mais. E servem também para sair daqui. Portugal é um retângulo empinado, com uma sobrecarga de peso populacional no litoral e, sobretudo, nas periferias das grandes cidades do Porto e Lisboa. É a tal cambalhota para o mar. E o interior desaparece. É uma coutada de coelhos, como muitas vezes digo. É preciso fazer algo e urgente, mas as pessoas falam, falam, dizem, mas não se faz. E o drama continua…
D. Amândio Tomás, aqui
quinta-feira, 13 de junho de 2019
Santo António não era ‘santinho’ nenhum…
Santo António de Lisboa, de Pádua e do mundo inteiro, foi um grande santo e um grande sábio, que de ‘santinho’ não tinha nada, pois foi um dos homens mais cultos do seu tempo.

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segunda-feira, 10 de junho de 2019
A voz do cidadão comum no palco das comemorações...
O discurso de João Miguel Tavares nas comemorações do 10 de Junho, a cuja comissão organizadora presidiu.

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sábado, 8 de junho de 2019
Já abriu a caça aos padres?
E agora?! Quem repara os danos causados ao padre difamado? Quem responsabiliza os culpados? Ninguém, porque, quando a culpa não é dos padres, morre solteira.

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quarta-feira, 5 de junho de 2019
Luka Modrić, atual melhor do mundo, comemora a 1ª Comunhão de seu filho



O croata Luka Modric quebrou o duopólio de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi no
prémio de melhor do mundo da Fifa. O médio foi escolhido o craque de 2018, em
cerimónia realizada no final do mesmo ano, em Londres, na Inglaterra.
Modric, que já havia sido
escolhido o melhor do último Mundial, na Rússia,
derrotou Cristiano Ronaldo e o egípcio Mohamed Salah, os outros dois
finalistas.
Sublinhe-se o exemplar testemunho cristão deste grande futebolista que não se envergonha de testemunhar a sua fé.
Quando do mundo do desporto nos chegam, tantas vezes, notícias nada edificantes, o médio do Real Madrid aparece como uma lufada de ar fresco...
segunda-feira, 3 de junho de 2019
"Fim - o que resta é sempre o princípio feliz de alguma coisa"
"Eu acho que não há inteligência sem coração. A inteligência é um dom, é-nos concedida, mas o coração tem que a suportar humildemente, senão é perfeitamente votado às trevas."
Agustina Bessa-Luís (1922_2019)
Morreu Agustina Bessa-Luís
A escritora Agustina Bessa-Luís morreu hoje, no Porto, aos 96 anos.
A escritora nascida em Amarante em 1922 era acima de tudo uma artífice, com uma escrita rendilhada e muito trabalhada, qual filigrana de ourives minhoto.
A mulher que "nasceu mulher e morreu criança" como ela disse de si própria, deixou uma obra fantástica. Muito reconhecida em Portugal e no estrangeiro, Agustina deleitou-nos com os seus livros, contos, peças de teatro e muitas outras obras.
Com o livro, "Os meninos de ouro", venceu o seu primeiro Grande Prémio de Romance e Novela da APE, em 1983.
Portugal perdeu um dos maiores vultos da Língua Portuguesa.
quinta-feira, 30 de maio de 2019
quarta-feira, 22 de maio de 2019
Não deixe que sejam outros a decidir o seu futuro. Vote!

Em 26 de maio decorrem em Portugal as eleições para o Parlamento Europeu.
Sabe-se que muito do nosso futuro se decide em Bruxelas. São por isso os eleitores europeus - portanto, nós também - a decidir que futuro queremos, a Europa que desejamos.
São muitas as forças políticas que concorrem a estas eleições. Mas quem decide quem vai representar-nos somos nós, os cidadãos europeus.
Infelizmente a campanha política está muito centrada em querelas internas, faltando claramente informação sobre os projetos europeus que essas mesmas forças defendem.
Por outro lado os cidadãos alheiam-se bastante dos assuntos europeus e concentram-se quase só nas questões internas que têm a ver com o seu dia-a-dia. Esquecem-se os portugueses que quase tudo o que de importante mexe com a sua vida provém de diretrizes europeias.
Pensamos que a campanha política está desatualizada. Isto de arruadas e "beijinhos" nas feiras já não diz nada. Criatividade precisa-se! "Imaginação ao poder" era o grito de maio de 1968. Toda a atualidade.
O ataque permanente e o deita-abaixo que tanto caracterizam os debates e discursos afastam as gentes. São precisas propostas claras para os problemas que afetam os cidadãos. Especialmente que se diga a verdade às pessoas, sem nunca prometer aquilo que não é possível fazer. Não vale tudo para ter mais votos.
É grande o desencanto com os partidos clássicos. A corrupção, o compadrio, a aliança entre política e empresariado, o atavismo, o enclausuramento dos partidos, os privilégios dos políticos, a ausências de projetos mobilizadores, o fazer da economia o único assunto, a aprovação de leis fraturantes que atentam contra os valores das comunidades, etc, etc, geram o desinteresse das pessoas e/ou a fuga para soluções radicais tanto à direita como à esquerda. O extremismo é sempre perigoso e causador de ruturas socais de consequências imprevisíveis.
"Os políticos não são donos, mas servidores da comunidade", dizia D. Manuel Martins.
Precisamos de uma opinião pública mais atenta, mais vigilante, mais exigente. Teremos políticos e políticas mais assertivos, mais atuantes, mais coerentes. Menos gabarolice e mais ação!
Então vote. Não permita que outros decidam por si.
quinta-feira, 16 de maio de 2019
quarta-feira, 15 de maio de 2019
Educação Sexual: 6 mitos e 6 factos

Mito 1: Portugal tem a 2ª maior taxa de gravidez adolescente da Europa.
Facto 1: Portugal não tem a 2.ª maior taxa de gravidez adolescente. Piores, por exemplo, estão a França, a Dinamarca, a Suécia, a Noruega, a República Checa, a Islândia, a Eslováquia, o Reino Unido (mais do dobro de Portugal), e a Hungria (o triplo). Já agora, nos EUA, o maior consumidor e exportador de educação sexual, a taxa é 4 vezes maior que a portuguesa.
Mito 2: Os conteúdos de educação sexual são totalmente científicos.
Facto 2: A biologia da reprodução, infecções sexuais (IST) e contraceptivos são matérias leccionadas há décadas. Que transmite então a educação sexual? Uma espécie de revolução sexual tipo Maio de 68, mas para crianças. Num livro divulgado em todas as escolas, propõe-se que alunos de 12 anos debatam em aula as seguintes questões: «Já fingiste um orgasmo?», «Descreve-me a tua primeira experiência sexual», «Tens fantasias sexuais?», «O que te excita sexualmente?».
Mais de mil escolas compraram material que propõe: masturbação solitária, em grupo, mútua. No Minho, um professor foi punido por recusar usar um livro que, entre outras coisas, propunha às crianças desenhar o corpo e as partes onde gostam de ser tocadas. No mesmo livro diz-se que as crianças precisam de conhecer «o vocabulário médico (pénis, vagina, relações sexuais), calão (f..., con..., car...)».
Mito 3: A Educação Sexual está cientificamente fundamentada nas ciências da educação e psicologia. Ora, os pais não são técnicos.
Facto 3: Os materiais de educação sexual usam abundantemente os ‘jogos de clarificação de valores’ de Rogers/Coulson e os ‘dilemas morais’ de Kohlberg, cientistas famosos. E, de facto, os pais comuns desconhecem essas teorias. Mas note-se que Rogers/Coulson afirmaram ser muito perigoso expor crianças às suas teorias. E Kohlberg concluiu das suas experiências na Cluster School que «As minhas ideias estavam erradas. O educador deve transferir valores e comportamentos, e não apenas ser um facilitador ao jeito de Sócrates ou Carl Rogers». Que aconteceu, entretanto, na Cluster School? «Esta escola serviu para gerar ladrões, mentirosos e drogados, apesar de a escola ter apenas 30 alunos e contar com 6 professores e dúzias de consultores».
Mito 4: A eficácia da educação sexual, na prevenção da gravidez e do contágio de doenças, certamente foi avaliada cientificamente.
Facto 4: Não é verdade: na educação sexual escasseia o trabalho científico. Mais de 30 anos após o lançamento da educação sexual nas escolas dos EUA, Kirby tentou uma meta-análise sobre a eficácia dos programas e encontrou apenas 23 estudos com um mínimo de qualidade. Neste momento só é certo que: 1. Nenhum modelo é consensual; 2. Continua por provar que exista um modelo de ‘sexo seguro’ que diminua a gravidez adolescente e o contágio de ISTs.
Mito 5: A Educação Sexual deve ser obrigatória, tal como a Matemática é obrigatória.
Facto 5: A Matemática é obrigatória porque é exigida pela realidade. Um engenheiro precisa do cálculo diferencial, e por isso precisa de saber derivar. Quem opta por não ter Matemática a partir do 9º ano está a optar por não ser engenheiro. Mas quem prescinde do ‘Maio de 68 para crianças’ renuncia a quê? Às convicções sexuais do professor de Educação Sexual.
Mito 6: Os jovens têm actividade sexual e é preciso ajudá-los a praticar sexo seguro sem o risco da gravidez ou ISTs.
Facto 6: Qual é a segurança do ‘sexo seguro’? A OMS declarou, em 2005 e 2007, que os contraceptivos hormonais combinados são cancerígenos nos seres humanos (grupo 1, o máximo). Onde estão os materiais sobre ‘sexo seguro’ que referem isso? Quem informa as adolescentes de que o risco de desenvolver cancro é máximo em quem toma a pílula durante 4 anos antes da primeira gravidez de termo? E quem alerta quanto à ineficácia do preservativo para evitar o contágio de praticamente todas as IST? E quem diz às crianças que a intimidade sexual é muito mais que prazer, químicos e borrachas?
Mas os pais que não querem filhos expostos a estes riscos nada podem fazer. A partir desta altura haverá nas escolas gabinetes a proporcionar contraceptivos aos alunos sem conhecimento dos pais.
João Araújo (Professor Universitário) in Sol
João Araújo (Professor Universitário) in Sol
sábado, 11 de maio de 2019
SER AMIGO É AMAR
"O meu amigo não precisa de saber tudo sobre mim, porque não me quer julgar, precisa apenas de saber como estou... para saber o que pode fazer por mim. O mais importante é ajudarmo-nos, mais do que compreendermo-nos ou corrigirmo-nos."
José Luís Nunes Martins
José Luís Nunes Martins
quarta-feira, 24 de abril de 2019
O sangue dos mártires é semente de cristãos
O cristianismo é hoje a religião mais perseguida no mundo
Não me consigo lembrar de quantas vezes já escrevi sobre a perseguição aos cristãos nos nossos dias. Foram muitas. Mas ainda assim muito menos do que as que deveriam ter sido. Tristemente é difícil, se não impossível, acompanhar todos os crimes de que os cristãos têm sido alvo nestes últimos anos. Morte, tortura, abusos sexuais, prisão, escravidão, exílio ou simples descriminação legal ou social, tudo isto é uma realidade para uma grande fatia dos cristãos no mundo.
Os cristãos são hoje perseguidos na maioria dos países muçulmanos, em grandes partes de África, na Índia, na China, na Coreia do Norte, no Vietname, no Laos, nas Filipinas, na Venezuela, na Nicarágua, e são alvo de descriminações em muitos outros países.
Sobre estes factos (que podem ser consultado no relatório da Ajuda à Igreja que Sofre https://religious-freedom-report.org/ptp/home-ptp/) existe um ensurdecedor silêncio no Ocidente.
Por isso não nos podem espantar as fracas reacções ocidentais ao massacre de cristãos no Sri Lanka. Porque razão Obama e Clinton, que sempre recusaram reconhecer estas perseguições, haveriam agora de reconhecer que os atentados do Sri Lanka foram contra cristãos e não “adoradores da Páscoa”? Porque haveríamos de esperar algo de diferente de quem, quando tinha poder, permitiu a morte de tantos cristãos sem qualquer sobressalto?
Mesmo cá em Portugal, aparentemente só a morte de um português é que permitiu que os atentados no Sri Lanka tivessem algum relevo (embora pareçam esquecer-se que os cristãos cingaleses se não são portugueses por lei, são no por história e por fé). Aliás, basta ver que a afirmação do Cardeal Patriarca, de que o cristianismo é hoje a religião mais perseguida no mundo, foi recebida com um misto de risota e de ironia.
Este silêncio e este desprezo porém não nos deve fazer desesperar. Porque a nossa Fé foi fundada por Cristo, também ele morto sob a cobardia e o silêncio do poder do mundo. Os poderosos que hoje ignoram a perseguição aos cristãos são apenas novos Pilatos, convencido da inocência dos cristãos, mas demasiado fracos para impedir a injustiça contra eles. Os mártires do nosso tempo são imagem de Cristo e morrendo com Ele, também com Ele alcançarão a Vida Eterna.
Que o sangue dos mártires, desprezado pelo mundo, fortaleça a fé da Igreja e dos Cristãos, e que o seu testemunho fortaleça a nossa Fé.
Fonte: aqui
segunda-feira, 22 de abril de 2019
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