segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Sobre pessoas e animais quem decide?

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Pessoas e animais, animais e pessoas…
Tanta confusão por aí!
Talvez este artigo possa ajudar.
Veja AQUI.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

terça-feira, 24 de setembro de 2019

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

sábado, 7 de setembro de 2019

Empregadas Fofoqueiras



Aproveitando a ausência dos patrões, "Olívia", a empregada, fofoca com a amiga ao telefone:
- Maria, aqui nesta mansão é tudo fachada, miga!
- Porquê, Olívia? - pergunta a amiga.
- Nada é do patrão! Tudo é emprestado!
- Como assim? - pergunta a outra, super-curiosa.
- A roupa do patrão é de um tal Armani, a gravata de um tal Pierre Cardin, o carro é da Mercedes...Nada é deles, menina!
- Credo, Olívia...Que pobreza!
- O pior de tudo  ainda não sabes... Noutro dia o patrão estava no telefone, falando que tinha um Picasso...Pura mentira, Maria...É pequenininho, que dá dó!!!

Casamento homossexual chumbado pelo Tribunal dos Direitos Humanos

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Se houve alguma coisa que passou na opinião pública como o gato sobre as brasas foi a decisão do Tribunal mundial dos Direitos Humanos, em Estrasburgo que decretou, em 2016, por unanimidade que “não existe o direito ao casamento homossexual”.
A Resolução do Tribunal do Conselho da Europa declara que “casamento só pode ser realizado entre homem e mulher também porque a família é a base da sociedade (a ela se deve a evolução humana) e aos governos não deve ser imposta a “obrigação de abrir o casamento a pessoa do mesmo sexo”.
A “decisão” baseou-se no artigo 12 da Convenção Europeia de Direitos Humanos, e, entre outros, em relatórios científicos e no direito positivo.
O “casal” homossexual seria incapaz de gerar prole por processos naturais, não se assemelhando à família, que deve ser prestigiada pelo Estado como base da sociedade.
Legislações que determinaram que família também seria constituída pela união de pessoas do mesmo sexo violam o direito constitucional.
A decisão é ao mesmo tempo uma machadada contra a ideologia do género, que pretende, para seus fins ideológicos, desprestigiar o casamento de homem e mulher, defendendo para isso que os seres humanos nascem sem sexo definido. Tal é o pretensiosismo ideológico que em nome da cultura quer acabar com as leis da natureza.
Falar disto torna-se embaraçoso para parlamentos, grupos políticos e pessoas que cavalgam a todo o trote em temas do género considerando-os como mais valia na definição do seu estatuto político-social.
Não tendo eu preconceitos contra homossexuais acho, porém que, por cobardia e segundas intenções, os Media, desta vez, no que respeita ao tema, se mostraram muito frugais na informação de modo que a opinião pública pouco foi informada sobre a decisão do tribunal; os Media, pelos vistos, não tiveram agrado na decisão e por isso não houve eco na opinião pública.
Não é de negar o direito a pares do mesmo sexo viverem juntos. Uma coisa é a excepção à regra e outra é a regra; estas não devem ser confundidas quando se pretende igualar a união de pares do mesmo sexo ao casamento de homem e mulher. Em vez de os homossexuais tentarem ocupar a instituição familiar (“casamento”) e deste modo tirar-lhe o seu fundamento e missão, deveriam, pelo contrário preocupar-se em criar novos rituais específicos socializadores de novas expressões e necessidades humanas.
O Estado deveria criar uma instituição que lhes reconheça dignidade semelhante à do casamento. Uma coisa é a luta pelo direito ao amor homo e outra é a luta pelo “casamento”. Os Estados devem criar um quadro jurídico para os pares homossexuais onde se lhes confira o direito fundamental de determinarem sua forma de vida e o próprio amor de maneira a não serem discriminados. Todos estamos chamados a viver os mais altos ideais de amor independentemente da forma institucional que os abriga.
António da Cunha Duarte Justo, aqui

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A solidão já é um negócio

A solidão já é um negócio. Vendem-se abraços, alugam-se amigos e até mães
Veja aqui

domingo, 11 de agosto de 2019

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

A lei do celibato não é um dogma de fé, mas uma medida disciplinar

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1. A Igreja hierárquica, que viveu obcecada com o primado da moral sexual, é cada vez mais confrontada com os escândalos sexuais no seu próprio seio. Primeiro, foi a hecatombe da pedofilia. Mais recentemente, são as "namoradas" de padres que vêm denunciar os abusos de que foram ou são vítimas.
O Washington Post acaba de investigar o drama das mulheres que, sem qualquer apoio, foram obrigadas a viver amores clandestinos e a esconder e a criar sozinhas filhos das suas relações com padres. A Igreja vê-se agora confrontada com esses dramas de mulheres que sofreram a violência sexual, emocional e espiritual do clero. Pam Bond, por exemplo, hoje com 63 anos, contou ao Washington Post que teve em 1986 um filho de um padre franciscano a quem tinha recorrido pedindo ajuda para o seu casamento. "Assumo a responsabilidade pelos meus próprios erros, deveria ter sido suficientemente forte para me não colocar naquela situação", reconhece, mas também afirma que aquela relação não era plenamente consensual, pois havia uma diferença de poder entre o padre e ela.
Embora seja difícil estabelecer o número de casos no mundo, pensa-se que haverá milhares de mulheres nesta situação, vivendo uma relação sexual abusiva e com filhos mantidos em segredo. Há estudos que concluem que apenas 40% do clero pratica o celibato. Como já aqui dei conta, o sociólogo Javier Elzo, da Universidade jesuíta de Deusto, escreveu que 80%, se não mais, do clero africano, padres e bispos, têm uma vida sexual igual à dos outros africanos.
Evidentemente, toda esta situação exige reflexão profunda, incluindo o problema das comunidades cristãs que têm direito à celebração da Eucaristia e não o veem satisfeito por causa da falta do clero.
2. Hoje, os historiadores sérios não têm dúvidas de que Jesus foi celibatário. É pura "lenda de romance" pretender que Jesus foi casado com Maria Madalena, esclarecia ainda recentemente um dos maiores especialistas em cristianismo primitivo, Antonio Piñero, que não é crente, mas agnóstico. Mas Jesus não impôs a lei do celibato a ninguém. Mais: teve discípulos, como São Pedro, que eram casados. São Paulo foi igualmente celibatário, mas também não invocou essa lei; pelo contrário, pergunta na Primeira Carta aos Coríntios, 9, 5: "Não temos o direito de levar connosco, nas viagens, uma mulher cristã, como os restantes Apóstolos, os irmãos do Senhor e Cefas?" Na Primeira Carta a Timóteo, lê-se: "É necessário que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, ponderado, de bons costumes, hospitaleiro, capaz de ensinar, que não seja dado ao vinho, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado, que governe bem a própria casa, mantendo os filhos submissos, com toda a dignidade. Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará ele da Igreja de Deus?" E a recomendação é repetida na Carta a Tito, 5-6: "Deixei-te em Creta, para acabares de organizar o que ainda falta e para colocares presbíteros (padres) em cada cidade, de acordo com as minhas instruções. Cada um deles deve ser irrepreensível, marido de uma só mulher, com filhos crentes, e não acusados de vida leviana ou de insubordinação."
Foi muito tarde que o celibato se foi impondo como lei: no século XI, com o Papa Gregório VII; no século XII, nos Concílios I e II de Latrão, em 1123 e 1139, respectivamente; mas só com o Concílio de Trento, no século XVI, se impôs a toda a Igreja do Ocidente, pois nas Igrejas católicas do Oriente é diferente.
3. Assim, vê-se claramente que o celibato enquanto lei não é um dogma. O próprio Papa Francisco já o reconheceu.
Pessoalmente, estou convicto de que será já no Sínodo sobre a Amazónia, a realizar em Roma em Outubro próximo, que assistiremos, com a ordenação de homens casados, ao fim da lei do celibato obrigatório para os padres.
Não sou o único com essa convicção. Há bispos alemães que alimentam a esperança de que neste Sínodo se operará uma "ruptura" e que, depois dele, "nada ficará como antes". Quem o diz é o bispo de Essen, Franz-Josef Overbeck. Também o vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, Franz-Josef Bode, manifestou a convicção de que o Sínodo trará grandes mudanças para a Igreja universal, esperando que o celibato para os padres seja "enriquecido com outras formas sacerdotais de vida", esclarecendo: "Eu poderia imaginar padres com famílias e trabalhos civis, como os actuais diáconos permanentes, alguns dos quais são casados e trabalham." "Devemos reconsiderar a conexão entre o celibato e o sacerdócio", advogando também o diaconado feminino "como sinal de reconhecimento, apreço e mudança de estatuto das mulheres na Igreja." Estes "padres com vocação civil" poderiam "celebrar a Eucaristia e realizar o correspondente ministério sacerdotal". O bispo Overbeck explicitou o seu pensamento, declarando que no Sínodo para a Amazónia serão debatidas muitas questões, como a moral sexual, o celibato obrigatório, o papel das mulheres na Igreja, a estrutura hierárquica da Igreja com o clericalismo, cada vez mais criticado como factor determinante na crise dos abusos de menores, sem esquecer outros temas igualmente fundamentais, como a "imensa exploração" do meio ambiente, as violações dos direitos humanos dos indígenas, o "eurocentrismo" da Igreja. Por causa da falta de clero, lembrou que muitas Igrejas locais na região começam a ser geridas por religiosas e observou: "O rosto da Igreja local é feminino."
No katholisch.de, reproduzindo o jornal Frankfurter Rundschau, podem ler-se as seguintes declarações do cardeal Walter Kasper, presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e um dos teólogos que o Papa Francisco ouve com mais atenção, produzidas recentemente: Se precisamente no próximo Sínodo sobre a Amazónia, "os bispos concordassem em ordenar homens casados, o Papa, na minha opinião, aceitaria essa posição. O celibato não é um dogma, não é uma prática inalterável".
Isso não seria nada de extraordinário. De facto, no catolicismo de rito oriental, continua a ordenação de casados e os padres anglicanos casados que se convertem são aceites na Igreja católica na condição de casados. Mais importante: a lei do celibato, como ficou dito, não é um dogma de fé, mas uma medida disciplinar. O que é essencial é que as comunidades cristãs possam celebrar a Eucaristia, o que nem sempre acontece, e uma das causas é a exigência, que não provém do Evangelho, do celibato.
Confirmando o que aí fica, acaba de ser publicado o Instrumentum Laboris (intrumento de trabalho), que servirá de base aos debates durante o Sínodo para a Amazónia, que terá lugar no Vaticano, de 6 a 27 de Outubro próximo, onde se lê: estude-se a possibilidade da ordenação sacerdotal dos chamados "viri probati", isto é, homens de virtude comprovada, com maturidade humana e cristã, respeitados e aceites pela sua comunidade, "mesmo que já tenham uma família constituída e estável." Quanto às mulheres: "Identifique-se o tipo de ministério oficial que pode ser conferido à mulher, tendo em conta o papel central que hoje desempenham na Igreja amazónica."
Anselmo Borges, aqui

quarta-feira, 31 de julho de 2019

terça-feira, 30 de julho de 2019

quarta-feira, 24 de julho de 2019

O Pássaro-Judeu-Falante


Li na semana passada o fabuloso conto de Bernard Malamud, o Pássaro-Judeu. Schwartz era um pássaro falante que passava a vida a fugir dos anti-semitas. Certo dia entrou pela casa adentro da família de Cohen, um comerciante corpulento e não mais de lá quis sair. Mas o comerciante convivia mal com pássaros falantes (quanto mais judeus!) e procurava expulsá-lo! Passaram-se meses. Mesmo depois do pássaro-judeu-palrador ter feito tanto bem naquela casa, achando-se sozinho com o pássaro, Cohen agarrou nas pernas finas de Schwartz, rodopiou-o e lançou-o na escuridão da noite.

O pior dos monstros não paira sobre a nossa cabeça, somos nós próprios. Somos Cohen. As mãos ensanguentadas dos anti-semitas são as nossas. A maldade que crucificou injustamente o Filho de David é nossa.

Fonte: aqui

sábado, 20 de julho de 2019

Durante uma visita a um museu...

Eis a cultura moderna!...

quinta-feira, 18 de julho de 2019

«Acorda-o tu.Foste tu que o puseste a dormir»!

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Um bispo mexicano viu um velhinho que dormia durante a homilia.
Intimou o neto:
- «Acorda o teu avô».
Replicou o neto:
- «Acorda-o tu.Foste tu que o puseste a dormir»!

quarta-feira, 10 de julho de 2019

O combate à segregação e à pobreza

O facto de ser notório de que quem tem uma família com menos posses, empregos precários e ainda menos educação não tem as mesmas possibilidades de progredir resolve-se com quotas, hoje para etnias, amanhã para outros grupos desfavorecidos?
A criação de medidas para melhorar o acesso e integração de minorias étnicas no Ensino Superior e no emprego foi ontem remetida para a próxima legislatura. Depois da ideia de criação de quotas, a que aludiu Rui Pena Pires, membro da comissão permanente do PS, ter feito correr tinta, um relatório do Parlamento sobre Racismo, Xenofobia e Discriminação Étnico-racial em Portugal defende a discriminação positiva mas não avança com a proposta de criação de quotas. A opção foi esperar para ver as propostas dos partidos nas Legislativas. A preocupação com o racismo na sociedade portuguesa tem estado patente no debate público nos últimos meses, com o caso do bairro Jamaica a tornar de novo visível uma periferia onde persistem guetos. Medidas, soluções? Debatem-se e esfumam-se.
Mais recentemente, há pouco mais de duas semanas, a discussão era sobre o elevador social avariado num país onde continuam a existir cursos (públicos) para ricos e para pobres. Mais de 70% dos alunos de Medicina vêm de escolas privadas. Os debates surgem em separado, com abordagens segmentadas, como se a equação não fosse, em última instância, a mesma. E se as quotas podem ser um incentivo à integração, será que chegam para combater a segregação e o efeito em cadeia da pobreza ao longo da vida? O facto de ser notório de que quem tem uma família com menos posses, empregos precários e ainda menos educação não tem as mesmas possibilidades de progredir resolve-se com quotas, hoje para etnias, amanhã para outros grupos desfavorecidos? Outro estudo desses que vão sendo conhecidos de forma avulsa revelou, no ano passado, que apesar de uma melhoria no período pós-crise, Portugal continua a ter níveis de desigualdades sociais superiores às da Europa. É o problema de fundo. Há 2,2 milhões de portugueses em risco de pobreza ou exclusão social. Quem são? Saber talvez deitasse luz sobre um debate e um caminho que tem sido feito às partes e, em grande medida, parece continuar adiado.
Marta F. Reis, aqui

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Ter filhos aos 40: um fracasso colectivo

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Não conheço melhor introdução ao fracasso colectivo da sociedade portuguesa. Uma sociedade composta por casais que começam a ter filhos aos 40 é uma sociedade em autodestruição.
“Há dias na MAC em que nenhum parto é de uma grávida com menos de 40 anos. É uma brutalidade”. Este é um facto salientado por Daniel Virella, presidente do colégio de neonatologia, ouvido pelo Expresso na semana passada. Não conheço melhor introdução ao fracasso colectivo da sociedade portuguesa. Uma sociedade composta por casais que começam a ter filhos aos 40 é uma sociedade em autodestruição. Lutar contra esta autodestruição tem sido, de resto, o coração desta coluna. Escrevo aqui na Renascença precisamente para isolar as causas deste fracasso.
Como é que chegámos a esta “brutalidade” que começa por colocar em risco a saúde ou mesmo a vida de mães e bebés? Para começar, o sacrifício e a renúncia não são valores da “geração mais bem preparada de sempre”. A minha geração e a geração ainda mais nova foram educadas no egocentrismo, num individualismo extremo que procura os prazeres imediatos e os sonhos profissionais. Portugal é um caso extremo da cultura pós-moderna que desvalorizou nas últimas décadas os conceitos de compromisso, casamento e família. Criámos uma sociedade de indivíduos solitários que jantam sozinhos, tendo a Netflix e o cão como única companhia. As nossas cidades vivem num presente perpétuo sem respeito pelo passado e sem consideração pelo futuro. É por isso que esta sociedade está a trocar as pessoas pelos animais. Literalmente. É por isso que temos os nossos velhos (o passado) a viver numa solidão que nos envergonha. É por isso que temos uma das taxas de natalidade (o futuro) mais baixas do mundo.
Por outro lado, quem rompe este cerco do egoísmo e procura de facto formar uma família encontra um rol de obstáculos. Em primeiro lugar, é mais difícil ser pai em 2019 do que em 1989. O caderno de encargos que o “ar do tempo” impõe aos pais é asfixiante. Apetece inverter a canção dos Pink Floyd, "leave the parents alone". Em segundo lugar, as grávidas e as mães são hostilizadas nos locais de trabalho - este é talvez o grande escândalo ou tabu que falta debater na sociedade portuguesa. Assim que engravida, a mulher é hostilizada; quando volta da licença, é hostilizada; quando tem de faltar devido às doenças, é hostilizada e despedida. É despedida directamente pelo patrão, mas também é despedida indirectamente pelo próprio marido, que nunca se sacrifica pela sua mulher e filhos, que nunca fica em casa a tomar conta dos miúdos. Neste contexto, é claro que as mulheres adiam o primeiro filho até à beira dos 40. Só que à beira dos 40 já é difícil engravidar. Só que à beira dos 40 ter mais do que um filho é uma proeza obviamente rara. Em terceiro lugar, o estado não tem feito políticas de família. Ter filhos não colhe benefícios fiscais e é sempre difícil e caro encontrar um lugar numa creche. Vivemos num país onde ter um bebé na creche é mais caro do que ter um filho na faculdade. Está tudo virado ao contrário.

Estive até aqui a debater o presente que criou esta “brutalidade”. Mas agora quero olhar para o futuro próximo. Se as crianças nascem quando os pais têm 40 anos, isto quer dizer que vão ter 10 anos quando os pais tiverem 50. Aos 50 anos como é que se tem energia para educar uma criança? Não se tem. Ou seja, estas crianças que nascem agora serão ainda mais egocêntricas e mimadas do que as gerações anteriores. Quase sempre filhos únicos, estas crianças vão controlar ainda mais os pais do que as crianças actuais. Por outras palavras, vamos ser uma sociedade ainda mais envelhecida e egoísta.
Que este tema não seja “o” tema é - em si mesmo - um sintoma do nosso fracasso colectivo.
Henrique Raposo, aqui

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Carta aberta ao anormal do Ramalho Eanes.

Carta aberta ao anormal do Ramalho Eanes.
"Por isso, tenho orgulho em afirmar que por muito chocante que possa parecer, António dos Santos Ramalho Eanes, o primeiro Presidente da República democraticamente eleito após o 25 de abril, é o anormal no meio de um panorama político podre que para muitos é a norma controladora."
Veja o texto aqui

sexta-feira, 21 de junho de 2019

terça-feira, 18 de junho de 2019

"O interior é uma coutada de coelhos”

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Há tanto a fazer!... Urge, urge combater este fosso que afasta o Interior do Litoral. Estamos a perder a batalha há muito tempo. Desde os anos de 1960 que o interior se vai esvaziando a olhos vistos. As aldeias desaparecem completamente ou estão em vias de desaparecimento. A população diminui em todo o território... E quanto mais para o interior vamos pior ainda. Era necessário criar incentivos, de forma a fixar a gente e a gente fértil, a gente nova, que assegure o dia de amanhã. Era preciso incentivar o enraizamento populacional, para evitar a hemorragia que se verifica todos os dias. Criaram-se autoestradas, e muito bem, mas as autoestradas servem para vir ver o panorama e passar por aqui nunca mais. E servem também para sair daqui. Portugal é um retângulo empinado, com uma sobrecarga de peso populacional no litoral e, sobretudo, nas periferias das grandes cidades do Porto e Lisboa. É a tal cambalhota para o mar. E o interior desaparece. É uma coutada de coelhos, como muitas vezes digo. É preciso fazer algo e urgente, mas as pessoas falam, falam, dizem, mas não se faz. E o drama continua…
D. Amândio Tomás, aqui

Esta criança "não chuta os idosos para canto"...


quinta-feira, 13 de junho de 2019

Santo António não era ‘santinho’ nenhum…

Santo António de Lisboa, de Pádua e do mundo inteiro, foi um grande santo e um grande sábio, que de ‘santinho’ não tinha nada, pois foi um dos homens mais cultos do seu tempo.
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segunda-feira, 10 de junho de 2019

A voz do cidadão comum no palco das comemorações...

O discurso de João Miguel Tavares nas comemorações do 10 de Junho, a cuja comissão organizadora presidiu.
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sábado, 8 de junho de 2019

Já abriu a caça aos padres?

E agora?! Quem repara os danos causados ao padre difamado? Quem responsabiliza os culpados? Ninguém, porque, quando a culpa não é dos padres, morre solteira.
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