sábado, 30 de novembro de 2019

DEPUTADOS INGLESES...

GOSTAVA QUE ASSIM FOSSE EM PORTUGAL.
NEM ERA PRECISO TANTO!

PARTILHO ESTE TEXTO QUE ME ENVIARAM.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas sentadas
A isto é que se pode chamar verdadeira democracia....
Só tenho a acrescentar que o número de assentos é inferior ao número de deputados, de modo que, quem chega tarde fica de pé. O resultado é que nas votações importantes, os deputados que querem ficar sentados, fazem bicha começando às 6 da matina à porta do Parlamento para registarem a ordem de chegada.
DEPUTADOS NO REINO UNIDO
Não é de estranhar, mas é interessante saber... como tudo é diferente...
Os deputados do Reino Unido, na "Mãe dos Parlamentos",
1 . não têm lugar certo onde sentar-se, na Câmara dos Comuns;
2 . não têm escritórios, nem secretários, nem automóveis;
3 . não têm residência paga pelos Contribuintes (pagam pela sua casa em Londres ou nas províncias) - Detalhe: e pagam, por todas as suas despesas, normalmente, como todo e qualquer trabalhador !
4 . não têm passagens de avião gratuitas, salvo quando ao serviço do próprio Parlamento;
5. E o seu salário equipara-se ao de um Chefe de Secção de qualquer repartição pública!
6.--Não têm computador pessoal nem telefone privado na sua mesa da bancada.
Em suma, são VERDADEIROS SERVIDORES DO POVO

A propósito, sabiam que, em Portugal, os funcionários não deputados que trabalham na Assembleia têm um subsídio equivalente a 80 % do seu vencimento ?
Isto é, se cá fora ganhasse 1000,00 €, lá dentro ganharia 1800,00 €. Porquê ? Profissão de desgaste rápido ???
E por que é que os jornais não falam disto ? Porque têm medo ? Ou não podem ?
Joaquim Correia Duarte, in Facebook

sábado, 23 de novembro de 2019

SER OU NÃO SER CIGANO, EIS A QUESTÃO!


Nunca tive problemas de identidade de género, mas sim de espécie e de etnia. De espécie porque gostaria de ser ave, para me poder deslocar por via aérea e não ter de pagar impostos. E de etnia porque sou branco, ou caucasiano, como agora se diz dos desgraçados que não têm a sorte de ser de nenhuma minoria étnica, ou espécie protegida. Mesmo sendo duro de ouvido e caixa-de-óculos, nem sequer pertenço à privilegiada minoria que, à conta das suas deficiências, tem direito a um lugar de estacionamento privativo na via pública. .
Que significa, hoje, ser branco? Pois bem, em princípio ter a culpa de todos os malefícios da civilização ocidental. Se eu fosse africano, era uma vítima por direito próprio e poderia lamentar por esse mundo fora a desventura da escravatura, da opressão, do colonialismo, do imperialismo, das descobertas, da evangelização, etc. Mas sendo como sou, é óbvio que sou um opressor, um colonialista, um mercador de escravos, um imperialista, etc. .
Se ao menos fosse uma jovem sueca com pouca vontade de estudar, gosto em velejar e queda para a pieguice, podia percorrer os fóruns internacionais – consta que em breve, se vai estrear no parlamento português! – choramingando a minha infância roubada e os meus verdes sonhos desfeitos. Com efeito, são conhecidas as imensas dificuldades em que vivem as jovens escandinavas, ao contrário da escandalosa opulência das adolescentes sírias, nigerianas, paquistanesas, sudanesas, etíopes, venezuelanas, etc. Como adulto, eu sei que sou o principal responsável pelas alterações climáticas, pela extinção dos ursos polares, pelo aquecimento global, pelos plásticos que inundam os oceanos, pelo buraco do ozono e pela subida do nível da água do mar. .
Tenho também o infortúnio de pertencer a uma família normal: o meu pai não era alcoólico, nem batia na minha mãe, em cujo caso eu seria um coitadinho inimputável, com direito a selfie presidencial e visita ministerial, à conta dos traumas de uma infância desgraçada. Talvez até pudesse invocar uma terrível herança genética, que me fizesse impune de qualquer tropelia e me desse direito a viver do rendimento social de inserção, como qualquer honesto subsídio-dependente. .
Para maior desgraça, sou cristão, ou seja, representante da inquisição, das cruzadas, da fé cega que sempre lutou contra a razão das luzes, das trevas de mil anos que impediram o desenvolvimento da civilização ocidental, até ao seu glorioso ressurgimento, por virtude e graça da revolução francesa e, sobretudo, da guilhotina. Sim, fui eu que queimei, na fogueira da intolerância religiosa, Giordano Bruno e Joana d’Arc e calei, para sempre, Galileu, que se atreveu a dizer que não era o sol que girava à volta da terra, mas o contrário. E, através do Index, censurei todas as obras-primas do livre pensamento. .
Pior ainda, sou padre. Ora, é sabido que esta gente é, segundo a comunicação social, do piorio. Um qualquer engenheiro comete um crime e, na imprensa, a sua profissão e título académico são silenciados, a favor de uma genérica alusão à sua condição masculina (homem/indivíduo) e idade (sexagenário, etc.). Mas se um sacerdote for acusado de um hediondo crime, mesmo sem qualquer fundamento, como recentemente aconteceu com um pároco da diocese de Setúbal, é certo e sabido que a comunicação social publicitará a sua condição sacerdotal. Mas depois, quando se apurar a sua absoluta inocência, como já aconteceu, fará o favor de nada dizer. .
Ora bem, a Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial (CICDR), do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, da Presidência do Conselho de Ministros, na sua “Posição sobre referências a nacionalidade, etnia, religião ou situação documental em notícias a partir de fontes oficiais e em meios de comunicação social”, de 10 de Abril de 2006, expressamente recomenda aos media que “evitem na construção de notícias, a referência a nacionalidade, etnia, religião ou situação documental, sempre que esta não seja um eixo explicativo do essencial da notícia” (nº 2). .
Ou seja, se um conjunto de pessoas de uma determinada minoria, ou etnia, ataca um posto da GNR, ocupa uma esquadra da PSP ou invade um quartel de bombeiros, a imprensa não deve revelar a sua nacionalidade, raça, religião ou situação documental. Seria portanto politicamente incorrecto dizer que um ciclista, com o cartão de cidadão caducado, atropelou uma idosa; ou que um ateu praticante exerce como carteirista no eléctrico nº 28; ou que um caixeiro-viajante de Minde, etnia que até tem um dialecto próprio, se dedica à contrafação; ou que um empresário apache tem dívidas ao fisco. .
Portanto, o que está a dar é ser minoria. Ora, os cristãos são, obviamente, uma minoria em termos globais, e os padres uma espécie em vias de extinção, que carece, por isso, da proteção da CICDR. De facto, os católicos, enquanto povo de Deus e súbditos do Papa, que é o chefe do Estado do Vaticano, têm uma nacionalidade própria e são equiparáveis a uma comunidade de imigrantes. Por outro lado, pelo baptismo, pertencem à ‘raça’ dos filhos de Deus e poucos têm a situação documental em dia (sobretudo as contas com Deus Nosso Senhor). Portanto, a CICDR, tal como fez em relação aos africanos e roma, aliás ciganos, deve obrigar a imprensa a não denunciar a condição cristã dos protagonistas das notícias que constroem – é o termo empregue no documento citado! – por vezes, diga-se de passagem, com grande criatividade….
Há, contudo, uma excepção, em cujo caso a referência cristã ou sacerdotal não deve ser silenciada: quando essa condição é o “eixo explicativo do essencial da notícia”. Seria o caso de um padre que se embebedou com vinho de missa, ou de uma beata que, violando a lei seca, fabrica e comercializa, clandestinamente, água-benta. .
Se, porventura, a CICDR não permitir a equiparação dos fiéis católicos, leigos e clérigos, a uma minoria étnica a proteger e salvaguardar dos ataques mediáticos, aviso já que me declaro africano-descendente. É, aliás, muito provável que o seja, porque tudo indica que o primeiro casal humano surgiu em África e, portanto, todos somos originariamente africanos. É verdade que tenho a tez clara, mas não é óbice, porque também há africanos albinos, que são até mais brancos do que eu. Ou então, à conta do meu reincidente nomadismo – nasci na Holanda, vivi no Brasil, na Grécia, em Espanha e Itália e, em Portugal, já residi em Braga, Coimbra, Porto, Oeiras e Lisboa! – assumo-me, com muita honra, cigano! .
NOTA. Com este texto não se pretende justificar a injusta discriminação de nenhuma etnia ou minoria, nem desconsiderar a escravatura, o alcoolismo, a violência doméstica, a Inquisição, os deficientes ou os beneficiários do rendimento social de inserção. Apenas se chama a atenção para a forma como alguma imprensa discrimina os cristãos, sobretudo os sacerdotes católicos.  
Fonte: aqui

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

A sociedade irritada I

Na sociedade em que vivemos o que conta são as opiniões. Cada um se vale da sua opinião. Cada um tem a sua opinião. E é um dos direitos mais reclamados dos tempos pós-modernos, mesmo que signifique uma ruptura com a dignidade do outro. Mesmo que a nossa opinião implique maltratar o outro, mais que maltratar a opinião do outro. Mesmo que a nossa opinião não seja a verdade. Ela torna-se uma verdade. Não há uma verdade universal. Porque a verdade, hoje, é a nossa opinião. E há opiniões como botões de camisa. Mesmo que a camisa seja da mesma pessoa!
Fonte: aqui

sábado, 26 de outubro de 2019

Assim vai o jornalismo português...


A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas em pé
 Excelente manobra de marketing, engodo que os jornalista imediatamente agarraram.
A imagem tornou-se viral, já nem interessa sequer o que disse o Presidente da Assembleia da República e os ex-líderes parlamentares...
O que interessa mesmo é como se vestem, se vão de vestido, de fato com ou sem gravata, a cor da mala ou o corte de cabelo!!!!
Cada um que se vista como quiser, não será isso que interessa ao país e aos portugueses....
Repito, brutal manobra de marketing, tomando por fáceis os jornalistas do nosso país e confirmando que tudo o que lhes interessa é aquilo que não deveria ter interesse!
É assim que o jornalismo nacional forma ou deforma opiniões, dando importância ao que deveria significar normalidade.

José Damião, in Facebook

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Arcebispo critica 'dragão do tradicionalismo'

Durante o sermão da missa especial ao Dia da Padroeira em Aparecida, no interior de São Paulo, o arcebispo dom Orlando Brandes pediu proteção da vida, focando sua palavra na proteção da Amazónia. O religioso convocou os fiéis para ajudar na proteção da vida, buscar os afastados e ocupar os espaços vazios. Ao subir o tom crítico aos políticos, Brandes falou em "dragão do tradicionalismo" e disse que a direita é "violenta" e "injusta"....
 Veja mais aqui

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Sobre pessoas e animais quem decide?

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Pessoas e animais, animais e pessoas…
Tanta confusão por aí!
Talvez este artigo possa ajudar.
Veja AQUI.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

terça-feira, 24 de setembro de 2019

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

sábado, 7 de setembro de 2019

Empregadas Fofoqueiras



Aproveitando a ausência dos patrões, "Olívia", a empregada, fofoca com a amiga ao telefone:
- Maria, aqui nesta mansão é tudo fachada, miga!
- Porquê, Olívia? - pergunta a amiga.
- Nada é do patrão! Tudo é emprestado!
- Como assim? - pergunta a outra, super-curiosa.
- A roupa do patrão é de um tal Armani, a gravata de um tal Pierre Cardin, o carro é da Mercedes...Nada é deles, menina!
- Credo, Olívia...Que pobreza!
- O pior de tudo  ainda não sabes... Noutro dia o patrão estava no telefone, falando que tinha um Picasso...Pura mentira, Maria...É pequenininho, que dá dó!!!

Casamento homossexual chumbado pelo Tribunal dos Direitos Humanos

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Se houve alguma coisa que passou na opinião pública como o gato sobre as brasas foi a decisão do Tribunal mundial dos Direitos Humanos, em Estrasburgo que decretou, em 2016, por unanimidade que “não existe o direito ao casamento homossexual”.
A Resolução do Tribunal do Conselho da Europa declara que “casamento só pode ser realizado entre homem e mulher também porque a família é a base da sociedade (a ela se deve a evolução humana) e aos governos não deve ser imposta a “obrigação de abrir o casamento a pessoa do mesmo sexo”.
A “decisão” baseou-se no artigo 12 da Convenção Europeia de Direitos Humanos, e, entre outros, em relatórios científicos e no direito positivo.
O “casal” homossexual seria incapaz de gerar prole por processos naturais, não se assemelhando à família, que deve ser prestigiada pelo Estado como base da sociedade.
Legislações que determinaram que família também seria constituída pela união de pessoas do mesmo sexo violam o direito constitucional.
A decisão é ao mesmo tempo uma machadada contra a ideologia do género, que pretende, para seus fins ideológicos, desprestigiar o casamento de homem e mulher, defendendo para isso que os seres humanos nascem sem sexo definido. Tal é o pretensiosismo ideológico que em nome da cultura quer acabar com as leis da natureza.
Falar disto torna-se embaraçoso para parlamentos, grupos políticos e pessoas que cavalgam a todo o trote em temas do género considerando-os como mais valia na definição do seu estatuto político-social.
Não tendo eu preconceitos contra homossexuais acho, porém que, por cobardia e segundas intenções, os Media, desta vez, no que respeita ao tema, se mostraram muito frugais na informação de modo que a opinião pública pouco foi informada sobre a decisão do tribunal; os Media, pelos vistos, não tiveram agrado na decisão e por isso não houve eco na opinião pública.
Não é de negar o direito a pares do mesmo sexo viverem juntos. Uma coisa é a excepção à regra e outra é a regra; estas não devem ser confundidas quando se pretende igualar a união de pares do mesmo sexo ao casamento de homem e mulher. Em vez de os homossexuais tentarem ocupar a instituição familiar (“casamento”) e deste modo tirar-lhe o seu fundamento e missão, deveriam, pelo contrário preocupar-se em criar novos rituais específicos socializadores de novas expressões e necessidades humanas.
O Estado deveria criar uma instituição que lhes reconheça dignidade semelhante à do casamento. Uma coisa é a luta pelo direito ao amor homo e outra é a luta pelo “casamento”. Os Estados devem criar um quadro jurídico para os pares homossexuais onde se lhes confira o direito fundamental de determinarem sua forma de vida e o próprio amor de maneira a não serem discriminados. Todos estamos chamados a viver os mais altos ideais de amor independentemente da forma institucional que os abriga.
António da Cunha Duarte Justo, aqui

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A solidão já é um negócio

A solidão já é um negócio. Vendem-se abraços, alugam-se amigos e até mães
Veja aqui

domingo, 11 de agosto de 2019

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

A lei do celibato não é um dogma de fé, mas uma medida disciplinar

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1. A Igreja hierárquica, que viveu obcecada com o primado da moral sexual, é cada vez mais confrontada com os escândalos sexuais no seu próprio seio. Primeiro, foi a hecatombe da pedofilia. Mais recentemente, são as "namoradas" de padres que vêm denunciar os abusos de que foram ou são vítimas.
O Washington Post acaba de investigar o drama das mulheres que, sem qualquer apoio, foram obrigadas a viver amores clandestinos e a esconder e a criar sozinhas filhos das suas relações com padres. A Igreja vê-se agora confrontada com esses dramas de mulheres que sofreram a violência sexual, emocional e espiritual do clero. Pam Bond, por exemplo, hoje com 63 anos, contou ao Washington Post que teve em 1986 um filho de um padre franciscano a quem tinha recorrido pedindo ajuda para o seu casamento. "Assumo a responsabilidade pelos meus próprios erros, deveria ter sido suficientemente forte para me não colocar naquela situação", reconhece, mas também afirma que aquela relação não era plenamente consensual, pois havia uma diferença de poder entre o padre e ela.
Embora seja difícil estabelecer o número de casos no mundo, pensa-se que haverá milhares de mulheres nesta situação, vivendo uma relação sexual abusiva e com filhos mantidos em segredo. Há estudos que concluem que apenas 40% do clero pratica o celibato. Como já aqui dei conta, o sociólogo Javier Elzo, da Universidade jesuíta de Deusto, escreveu que 80%, se não mais, do clero africano, padres e bispos, têm uma vida sexual igual à dos outros africanos.
Evidentemente, toda esta situação exige reflexão profunda, incluindo o problema das comunidades cristãs que têm direito à celebração da Eucaristia e não o veem satisfeito por causa da falta do clero.
2. Hoje, os historiadores sérios não têm dúvidas de que Jesus foi celibatário. É pura "lenda de romance" pretender que Jesus foi casado com Maria Madalena, esclarecia ainda recentemente um dos maiores especialistas em cristianismo primitivo, Antonio Piñero, que não é crente, mas agnóstico. Mas Jesus não impôs a lei do celibato a ninguém. Mais: teve discípulos, como São Pedro, que eram casados. São Paulo foi igualmente celibatário, mas também não invocou essa lei; pelo contrário, pergunta na Primeira Carta aos Coríntios, 9, 5: "Não temos o direito de levar connosco, nas viagens, uma mulher cristã, como os restantes Apóstolos, os irmãos do Senhor e Cefas?" Na Primeira Carta a Timóteo, lê-se: "É necessário que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, ponderado, de bons costumes, hospitaleiro, capaz de ensinar, que não seja dado ao vinho, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado, que governe bem a própria casa, mantendo os filhos submissos, com toda a dignidade. Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará ele da Igreja de Deus?" E a recomendação é repetida na Carta a Tito, 5-6: "Deixei-te em Creta, para acabares de organizar o que ainda falta e para colocares presbíteros (padres) em cada cidade, de acordo com as minhas instruções. Cada um deles deve ser irrepreensível, marido de uma só mulher, com filhos crentes, e não acusados de vida leviana ou de insubordinação."
Foi muito tarde que o celibato se foi impondo como lei: no século XI, com o Papa Gregório VII; no século XII, nos Concílios I e II de Latrão, em 1123 e 1139, respectivamente; mas só com o Concílio de Trento, no século XVI, se impôs a toda a Igreja do Ocidente, pois nas Igrejas católicas do Oriente é diferente.
3. Assim, vê-se claramente que o celibato enquanto lei não é um dogma. O próprio Papa Francisco já o reconheceu.
Pessoalmente, estou convicto de que será já no Sínodo sobre a Amazónia, a realizar em Roma em Outubro próximo, que assistiremos, com a ordenação de homens casados, ao fim da lei do celibato obrigatório para os padres.
Não sou o único com essa convicção. Há bispos alemães que alimentam a esperança de que neste Sínodo se operará uma "ruptura" e que, depois dele, "nada ficará como antes". Quem o diz é o bispo de Essen, Franz-Josef Overbeck. Também o vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, Franz-Josef Bode, manifestou a convicção de que o Sínodo trará grandes mudanças para a Igreja universal, esperando que o celibato para os padres seja "enriquecido com outras formas sacerdotais de vida", esclarecendo: "Eu poderia imaginar padres com famílias e trabalhos civis, como os actuais diáconos permanentes, alguns dos quais são casados e trabalham." "Devemos reconsiderar a conexão entre o celibato e o sacerdócio", advogando também o diaconado feminino "como sinal de reconhecimento, apreço e mudança de estatuto das mulheres na Igreja." Estes "padres com vocação civil" poderiam "celebrar a Eucaristia e realizar o correspondente ministério sacerdotal". O bispo Overbeck explicitou o seu pensamento, declarando que no Sínodo para a Amazónia serão debatidas muitas questões, como a moral sexual, o celibato obrigatório, o papel das mulheres na Igreja, a estrutura hierárquica da Igreja com o clericalismo, cada vez mais criticado como factor determinante na crise dos abusos de menores, sem esquecer outros temas igualmente fundamentais, como a "imensa exploração" do meio ambiente, as violações dos direitos humanos dos indígenas, o "eurocentrismo" da Igreja. Por causa da falta de clero, lembrou que muitas Igrejas locais na região começam a ser geridas por religiosas e observou: "O rosto da Igreja local é feminino."
No katholisch.de, reproduzindo o jornal Frankfurter Rundschau, podem ler-se as seguintes declarações do cardeal Walter Kasper, presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e um dos teólogos que o Papa Francisco ouve com mais atenção, produzidas recentemente: Se precisamente no próximo Sínodo sobre a Amazónia, "os bispos concordassem em ordenar homens casados, o Papa, na minha opinião, aceitaria essa posição. O celibato não é um dogma, não é uma prática inalterável".
Isso não seria nada de extraordinário. De facto, no catolicismo de rito oriental, continua a ordenação de casados e os padres anglicanos casados que se convertem são aceites na Igreja católica na condição de casados. Mais importante: a lei do celibato, como ficou dito, não é um dogma de fé, mas uma medida disciplinar. O que é essencial é que as comunidades cristãs possam celebrar a Eucaristia, o que nem sempre acontece, e uma das causas é a exigência, que não provém do Evangelho, do celibato.
Confirmando o que aí fica, acaba de ser publicado o Instrumentum Laboris (intrumento de trabalho), que servirá de base aos debates durante o Sínodo para a Amazónia, que terá lugar no Vaticano, de 6 a 27 de Outubro próximo, onde se lê: estude-se a possibilidade da ordenação sacerdotal dos chamados "viri probati", isto é, homens de virtude comprovada, com maturidade humana e cristã, respeitados e aceites pela sua comunidade, "mesmo que já tenham uma família constituída e estável." Quanto às mulheres: "Identifique-se o tipo de ministério oficial que pode ser conferido à mulher, tendo em conta o papel central que hoje desempenham na Igreja amazónica."
Anselmo Borges, aqui

quarta-feira, 31 de julho de 2019

terça-feira, 30 de julho de 2019

quarta-feira, 24 de julho de 2019

O Pássaro-Judeu-Falante


Li na semana passada o fabuloso conto de Bernard Malamud, o Pássaro-Judeu. Schwartz era um pássaro falante que passava a vida a fugir dos anti-semitas. Certo dia entrou pela casa adentro da família de Cohen, um comerciante corpulento e não mais de lá quis sair. Mas o comerciante convivia mal com pássaros falantes (quanto mais judeus!) e procurava expulsá-lo! Passaram-se meses. Mesmo depois do pássaro-judeu-palrador ter feito tanto bem naquela casa, achando-se sozinho com o pássaro, Cohen agarrou nas pernas finas de Schwartz, rodopiou-o e lançou-o na escuridão da noite.

O pior dos monstros não paira sobre a nossa cabeça, somos nós próprios. Somos Cohen. As mãos ensanguentadas dos anti-semitas são as nossas. A maldade que crucificou injustamente o Filho de David é nossa.

Fonte: aqui

sábado, 20 de julho de 2019

Durante uma visita a um museu...

Eis a cultura moderna!...

quinta-feira, 18 de julho de 2019

«Acorda-o tu.Foste tu que o puseste a dormir»!

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Um bispo mexicano viu um velhinho que dormia durante a homilia.
Intimou o neto:
- «Acorda o teu avô».
Replicou o neto:
- «Acorda-o tu.Foste tu que o puseste a dormir»!

quarta-feira, 10 de julho de 2019

O combate à segregação e à pobreza

O facto de ser notório de que quem tem uma família com menos posses, empregos precários e ainda menos educação não tem as mesmas possibilidades de progredir resolve-se com quotas, hoje para etnias, amanhã para outros grupos desfavorecidos?
A criação de medidas para melhorar o acesso e integração de minorias étnicas no Ensino Superior e no emprego foi ontem remetida para a próxima legislatura. Depois da ideia de criação de quotas, a que aludiu Rui Pena Pires, membro da comissão permanente do PS, ter feito correr tinta, um relatório do Parlamento sobre Racismo, Xenofobia e Discriminação Étnico-racial em Portugal defende a discriminação positiva mas não avança com a proposta de criação de quotas. A opção foi esperar para ver as propostas dos partidos nas Legislativas. A preocupação com o racismo na sociedade portuguesa tem estado patente no debate público nos últimos meses, com o caso do bairro Jamaica a tornar de novo visível uma periferia onde persistem guetos. Medidas, soluções? Debatem-se e esfumam-se.
Mais recentemente, há pouco mais de duas semanas, a discussão era sobre o elevador social avariado num país onde continuam a existir cursos (públicos) para ricos e para pobres. Mais de 70% dos alunos de Medicina vêm de escolas privadas. Os debates surgem em separado, com abordagens segmentadas, como se a equação não fosse, em última instância, a mesma. E se as quotas podem ser um incentivo à integração, será que chegam para combater a segregação e o efeito em cadeia da pobreza ao longo da vida? O facto de ser notório de que quem tem uma família com menos posses, empregos precários e ainda menos educação não tem as mesmas possibilidades de progredir resolve-se com quotas, hoje para etnias, amanhã para outros grupos desfavorecidos? Outro estudo desses que vão sendo conhecidos de forma avulsa revelou, no ano passado, que apesar de uma melhoria no período pós-crise, Portugal continua a ter níveis de desigualdades sociais superiores às da Europa. É o problema de fundo. Há 2,2 milhões de portugueses em risco de pobreza ou exclusão social. Quem são? Saber talvez deitasse luz sobre um debate e um caminho que tem sido feito às partes e, em grande medida, parece continuar adiado.
Marta F. Reis, aqui