sábado, 14 de março de 2020
"É o momento de ser responsável e ficar em casa"
"A saúde deve estar sempre em primeiro lugar. Este é um momento excecional e há que seguir as indicações tanto das instituições saúde como das autoridades públicas. Só assim poderemos combater tudo isto de forma eficaz.
Este é o momento de ser responsável e ficar em casa. Além disso, é perfeito para desfrutar com os teus aquele tempo que nem sempre podes ter para eles."
(Lionel Messi, jogador do Barcelona)
Não sejamos inconscientes!

Chocante! Num momento destes, esta gente não tem consciência! Quem faz isto, não pensa em si nem nos outros.
O governo precisa de ser mais musculado e encerrar estes locais de total insegurança sanitária.
Sejam nacionais ou estrangeiros…
Embora menos, continua a ver-se muita gente em cafés, por longo tempo, à conversa, sem respeito pela distância indicada. Também na rua se vêm namorados em poses envolventes, grupos a conversar numa proximidade perigosa.
E será que as regras de higiene estão a ser levadas a sério???
- Saia de casa só mesmo quando tiver que sair…
- Está a necessitar de arejar? Saia sozinho e dê um passeio por caminhos mais isolados, vá a um monte e contacte com a natureza…
- Em casa, conviva, brinque, dialogue em família. Tantas vezes as famílias se queixam que não têm tempo para conviver, aproveite agora.
- Vejam filmes em comum e discutam-nos
- Preparem juntos uma refeição
- Distribuam tarefas
- Joguem, revivendo antigos jogos populares
- Leiam um livro
- Prepare tarefas que irá executar depois desta emergência
- Estude
- Se é cristão, pegue na Bíblia e no terço e reze
É TEMPO DE ESTAR EM CASA.
Não seja asas do coronavirus!
sexta-feira, 13 de março de 2020
terça-feira, 10 de março de 2020
POST DA DRA ANA MARINHO SOARES (USF FELGUEIRAS)
Controlar a epidemia tem de ser uma PRIORIDADE
Escrevo isto para que chegue por favor ao máximo de pessoas a minha advertência.
Estamos perante uma epidemia e é necessário que TODOS façam a SUA parte para a travarmos!
Como médica sinto-me na obrigação de alertar porque vejo muitas pessoas que chegam a ridicularizar a situação e ignoram as importantes medidas preventivas.
Estou farta de ler posts a dizerem que há mais pessoas a morrerem de fome, e de acidentes e de outras coisas do que com COVID 19, desvalorizando a epidemia. Isso é verdade, há imensas outras coisas que matam muito mais que o Covid mas são assuntos independentes, não são?!Resolver um assunto é resolver um assunto, resolver outro assunto é resolver outro assunto. Porque é que eu vou estar a comparar a fome ao Covid? Os dois são para resolver, ok? Ou porque há mais pessoas a morrerem de fome e a morrerem de acidentes já não temos de travar esta epidemia?
Estou farta de Ler que a gripe comum é mais grave que o Covid 19. Isso não é verdade! Não sou eu que o digo é a Organização Mundial de Saúde. Querem entidade mais idónea que esta? O Covid 19 tem-se mostrado mais agressivo e com mais casos que terminam em morte (principalmente em idosos e pessoas com patologias crónicas).
Acho especialmente que esta ideia errada que foi passada de que Covid 19 é igual a gripe comum foi muito prejudicial porque está a fazer com que as pessoas não tomem as medidas preventivas de uma forma seria e adequada, pensando que não têm de mudar os hábitos porque nunca o fizeram e todos os anos há gripe...
Neste momento Felgueiras tem casos de Covid por isso controlar a epidemia tem de ser uma PRIORIDADE para os Felgueirenses.
Acredito que esta desvalorização pode ser muito prejudicial para o nosso concelho porque pode levar a mais contágios por imprudências evitáveis.
O nosso concelho já tem como sabem, casos confirmandos de Covid 19 e é preciso que TODOS colaborem para “cortarmos” os contágios.
E o que têm de fazer é muito pouco...
1- Deixem de espirrar e tossir para o ar.... é sempre, sempre para o braço
2- Lavem as mãos muitas vezes, e é fundamental lavar sempre as mãos antes de tocar no rosto, antes de comer, depois de mexer em algo que passe por “muitas mãos” como o dinheiro por exemplo 3-Não cumprimentem ninguém com aperto de mão e não dêem beijinhos a ninguém! Mesmo aos vossos pais, avós, filhos, não dêem beijos...
4- Depois de limparem o nariz deitem o lenço logo ao lixo
5- Se estão de quarentena... façam a quarentena!!!
6- Se tiver tosse, febre, falta de ar e viajou recentemente ou esteve em contacto com um caso de COVID 19 deve ligar para a linha 24 ( não deve ir nem ao centro de saúde nem à urgência hospitalar) 7- Evitem multidões, estar em sítios fechados com muita gente, etc
8- Aconselho os cafés, lojas comerciais, serviços, etc a desinfetarem regularmente as maçanetas das portas ao longo do dia
9- Muitas pessoas não têm Facebook... não consigo que esta mensagem chegue principalmente aos mais idosos (que são também os que mais riscos correm). Transmitam-lhes todos os cuidados que eles devem ter... sejam portadores das medidas preventivas que eles devem tomar.
10- Evite viajar para fora do país
11- Nada de pânico! Concentrem-se em fazer estas medidas todas bem. Nós sabemos que em média uma pessoa infetada transmite a doença a duas ou a três pessoas. Nós podemos ser mais rápidos que a infeção se cada um de vocês fizer tudo direitinho e passar a mensagem a 3, 4, 5 pessoas que também façam tudo direitinho e por sua vez cada uma delas faça tudo direitinho e continue a transmissão de informação adequada, quebrado assim muitas, muitas correntes de transmissão
11- Se todos fizermos tudo bem os danos serão mínimos e quem sabe no S Pedro e nas Vitórias já poderemos beijar-nos e abraçar-nos e brindarmos à união da nossa terra, do nosso concelho e do que juntos podemos fazer por um bem maior, pela saúde de todos.
sexta-feira, 6 de março de 2020
Um mulher escreve sobre o Dia Internacional da Mulher
"E já é outra vez Dia da Mulher
É a mesma história há anos. Dia 8 de março há uma espécie de comoção geral, todas as entidades públicas e privadas fazem conferências alusivas ao Dia da Mulher, as televisões desdobram-se em edições especiais sobre a desigualdade, o fardo da dupla jornada e o horror da violência doméstica. E no dia seguinte voltamos a ter as mulheres como cidadãs de segunda, ou pelo menos como titulares de direitos de segunda. E sempre as perguntas: mas porque é que tu dizes "direitos humanos das mulheres?", ou "mas tu não achas que não faz sentido ter um dia da mulher já que não há um dia do homem?", ou a tão em voga "mas não achas ridículo essa coisa do "eles e elas", "portugueses e portuguesas"?"
Este ano prometi que ia ter calma. E que não iria responder, que se quisessem recorrer apenas ao feminino para convocar todo o género humano que eu me oporia com igual veemência (embora me fizesse sorrir), ou que não responderia com o facto de haver no mundo apenas 22% de mulheres nos parlamentos e 16% nos executivos; que uma em cada três mulheres sofrerá ao longo da sua vida uma forma de violência; que há 200 milhões de raparigas e mulheres que foram vítimas de mutilação genital feminina e que se o ritmo atual continuar teremos mais 15 milhões até 2030; que todos os dias casam cerca de 38 mil meninas e raparigas, 14 milhões todos os anos; que os crimes de honra todos os anos ceifam a vida a milhares de raparigas e mulheres; que os crimes ligados ao dote matam com igual virulência; que a violação como arma de guerra é recorrente em todos os conflitos armados por todo o planeta; que a maior parte das vítimas de tráfico de seres humanos são mulheres; que a seleção pré--natal do sexo e o infanticídio de meninas em algumas partes do mundo põem em causa a sustentabilidade demográfica de regiões e interpela, em baixa, todas as projeções populacionais anteriores pois faltam mulheres; que 99% das mortes maternas por causas evitáveis ocorrem em países em desenvolvimento; que há mais de 220 milhões de mulheres que querem e não têm acesso a meios e serviços modernos de planeamento familiar e tantas outras que não podem decidir autonomamente sobre a sua fertilidade; que faltam respostas adequadas ao género e à idade para mais de 25 milhões de raparigas e mulheres que estão em situação de precisar de assistência humanitária; que as mulheres em Portugal ganham menos 17% do que os homens e que, por isso, para ganharem o mesmo teriam que trabalhar mais 65 dias por ano; que nos meios de comunicação social apenas uma em cada quatro notícias é dada por mulheres ou sobre mulheres.Se as mulheres perfazem mais de 50% da humanidade como é que podemos tolerar este balanço, sobretudo quando sabemos como construir mais igualdade? Não chega um dia internacional da mulher.
Dia 8 não nos deem flores ou chocolates. Ergam a vossa voz e empenhem-se na igualdade. É bom para as meninas, raparigas e mulheres, mas também para as sociedades: a igualdade reduz os custos da discriminação (as violências desde logo) e aumenta a produtividade e a riqueza dos países. E mais do que isto são direitos humanos. Universais."
Mónica Ferro, Ex-secretária de Estado da Defesa e professora do ISCSP
Fonte: aqui
quarta-feira, 4 de março de 2020
Uma alma que se eleva, eleva o mundo
Vivera ao lado de um anjo sem notar a sua presença
História maravilhosa da Serva de Deus Elizabeth Leseur que nasceu em Paris, França, em 1866; Ela recebeu da família uma sólida educação cristã e valioso patrimônio cultural, que utilizou durante toda a vida na qualidade de escritora. Era esposa de um ateu, materialista e colaborador de jornais anti-clericais, que tudo fez para extinguir a fé da esposa. Elisabeth, porém, percebeu a fragilidade das hipóteses materialistas e quis controlar a validade dos seus argumentos, dedicando-se intensamente ao estudo da Religião, do Evangelho e de São Tomás de Aquino. Este aprofundamento só contribuiu para tornar mais convicta a sua vida cristã, levando-a a exercer o apostolado entre os intelectuais e incrédulos, como também a praticar obras de caridade.
Era uma francesa culta e fervorosa, amiga das artes, das letras, da filosofia, etc, casada com um homem culto e destacado na sociedade francesa; mas ateu, que não acompanhava a fé de Elizabeth. Era o Sr. Felix Leseur.
A vida inteira Elizabeth rezou e se imolou pela conversão de seu esposo; o acompanhava nos mais altos eventos sociais onde Deus estava ausente, e sua alma chorava em silencio e oblação a Deus; até que um dia ela veio a falecer sem ver o marido se converter. Muito se empenhou pela conversão de seu marido, sem o conseguir, até o momento de sua morte.
Mas eis que Elizabeth tinha escrito um Diário Espiritual; e, um belo dia o seu esposo o encontrou depois de sua morte, e o leu com interesse. Foi o suficiente para que ele se convertesse profundamente. Ao ler aquelas páginas cheias de fé e de sofrimento oferecido a Deus diariamente, aquele homem foi tocado profundamente e percebeu que vivera ao lado de um anjo sem notar a sua presença. Agora derramava lágrimas de tristeza por não ter vivido aquela fé maravilhosa ao lado da esposa falecida. Sua conversão foi tão profunda que deixou o mundo, abandonou as esferas sociais onde era exaltado e se fez Frade dominicano com o nome de Frei Feélix Leseur. Do céu, Elizabeth converteu o seu Félix. Depois ele publicou “O Diário de Elizabeth Leseur”; editou também “Cartas a respeito do Sofrimento”, Paris 1918; “A Vida Espiritual”, Paris 1918; “Cartas aos Incrédulos”, Paris 1922.
Elisabeth deixou escrita uma famosa sentença, que revela o segredo do seu êxito apostólico: "Uma alma que se eleva, eleva o mundo inteiro". Elevando-se em Deus no silêncio, na paciência e no amor perseverante, ela conseguiu elevar seu marido e, com ele, muitos e muitos irmãos, pois na comunhão dos Santos o cristão se torna espiritualmente fecundo, sem mesmo poder avaliar o alcance de sua vida fiel e tenaz.
PENSAMENTOS DA BEATA ELIZABETH LESEUR
"Sejamos como a vela, que consome a sua própria substância para dar luz e calor aos que a cercam".
“Uma alma que se eleva, eleva o mundo inteiro”.
“Não sabemos todo o bem que fazemos, quando fazemos o bem”.
"Não chores ao perderes o sol; as lágrimas te impedirão de ver as estrelas."
“As nossas ações e as nossas omissões têm repercussões que vão até o infinito…”
“Um coração que ama, seja quem for o amado, ama ao mundo todo e o faz melhor.”
“Minha alma tem sede de se entregar, de se dar, de ser compreendida e de tudo partilhar. Ela suspira por aquilo que dura e queria, às vezes, sacudir o fardo das incompreensões, das hostilidades, das mesquinharias que, de fora, pesando sobre ela e a machucam. Tenho sede de infinito, de imortalidade. Tenho sede de vida, da única vida, plena, eterna, com todas as nossas ternuras reunidas no seio do Amor infinito. Meu Deus, tenho sede de ti”.
“Toda a vida é uma responsabilidade, e somos culpados não apenas pelo mal que fazemos, mas também pelo bem que deixamos de fazer”.
“Como não procurar dar quando se recebeu muito? Como não amar quando um Amor Infinito renovou e transformou a nossa vida?”
“Pensar é belo; orar é melhor; amar é tudo”.
“Quero amar com um amor especial àqueles a quem seu nascimento, sua religião ou suas ideias afastam de mim”.
“Não aceitar tudo, senão tratar de compreender tudo; não aprovar tudo, senão perdoar tudo; não aceitar tudo, senão buscar o grão de verdade que está contido em tudo. Não rechaçar nenhuma ideia ou desejo, por torpe o débil que pareça."
“Uma alma que se eleva, eleva o mundo inteiro”.
“Não sabemos todo o bem que fazemos, quando fazemos o bem”.
"Não chores ao perderes o sol; as lágrimas te impedirão de ver as estrelas."
“As nossas ações e as nossas omissões têm repercussões que vão até o infinito…”
“Um coração que ama, seja quem for o amado, ama ao mundo todo e o faz melhor.”
“Minha alma tem sede de se entregar, de se dar, de ser compreendida e de tudo partilhar. Ela suspira por aquilo que dura e queria, às vezes, sacudir o fardo das incompreensões, das hostilidades, das mesquinharias que, de fora, pesando sobre ela e a machucam. Tenho sede de infinito, de imortalidade. Tenho sede de vida, da única vida, plena, eterna, com todas as nossas ternuras reunidas no seio do Amor infinito. Meu Deus, tenho sede de ti”.
“Toda a vida é uma responsabilidade, e somos culpados não apenas pelo mal que fazemos, mas também pelo bem que deixamos de fazer”.
“Como não procurar dar quando se recebeu muito? Como não amar quando um Amor Infinito renovou e transformou a nossa vida?”
“Pensar é belo; orar é melhor; amar é tudo”.
“Quero amar com um amor especial àqueles a quem seu nascimento, sua religião ou suas ideias afastam de mim”.
“Não aceitar tudo, senão tratar de compreender tudo; não aprovar tudo, senão perdoar tudo; não aceitar tudo, senão buscar o grão de verdade que está contido em tudo. Não rechaçar nenhuma ideia ou desejo, por torpe o débil que pareça."
Fonte: aqui
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
Eutanásia: Associação de Cuidados Paliativos lamenta decisão e pede esclarecimentos
A Associação Portuguesa dos Cuidados Paliativos lamentou a aprovação da despenalização da eutanásia no parlamento e pediu um esclarecimento ao Ministério da Saúde.
"O nosso receio é que os serviços de cuidados paliativos que sejam instrumentalizados para dar cumprimento a esta morte a pedido" e, nesse sentido, a associação pede "um esclarecimento por parte da senhora ministra e da Comissão Nacional de Cuidados Paliativos".
Duarte Soares referiu que o que se sabe pela ciência é que "os médicos que estão mais envolvidos no fim de vida são aqueles que mais rejeitam a eutanásia".
Por outro lado, defendeu, "os serviços de cuidados paliativos são muitos escassos", acrescentando: "Estamos sempre a falar em investimento, portanto, é necessário clarificar se são estes meios escassos, que fazem uma cultura completamente diferente, que vão ser utilizados para esta matéria".
Sobre a aprovação na generalidade dos cinco projetos para a despenalização da morte medicamente assistida, Duarte Soares, afirmou que não foi uma surpresa.
"Era expectável a decisão por parte do parlamento", afirmou, mas o presidente da associação acredita que "ainda não é o final deste longo processo".
Mas a associação vê com "muita tristeza" a aprovação de um "ato que pode aparentar ser progressista e moderno, mas que na verdade nada vem acrescentar àquilo que é a necessidade de investirmos em serviços de cuidados paliativos e de apoio efetivamente aos milhares de portugueses que querem viver com dignidade até ao fim", salientou.
Apesar de acreditar que esta decisão ainda vá demorar "bastante tempo" a ser colocada no terreno, Duarte Soares disse que "a associação será a primeira a alertar as entidades competentes quando a decisão de hoje se transformar na realidade da Holanda em que muitos dos casos ultrapassam completamente as barreiras legislativas que são hoje colocadas".
"Teremos esse papel e olhamos para o futuro com muito otimismo e com muita resiliência, percebendo que a associação representa e lidera um movimento cívico que é completamente distinto na sua cultura", vincou.
Contudo, ressalvou: "Hoje é um dia importante e que teremos obrigatoriamente que respeitar".
O projeto do PS foi o mais votado, com 127 votos, 10 abstenções e 86 votos contra, sendo o do BE o segundo mais votado, com 124 deputados a favor, 14 abstenções e 85 contra.
O diploma do PAN foi aprovado com 121 votos, 16 abstenções e 86 votos contra.
O projeto do PEV recolheu 114 votos, 23 abstenções e 86 votos contra, enquanto o diploma da Iniciativa Liberal recolheu 114 votos favoráveis, 23 abstenções e 85 contra.
A votação nominal, um a um, demorou 30 minutos, a exemplo do que aconteceu na votação de 2018.
Estiveram presentes 222 dos 230 deputados.
Fonte: aqui
A Associação Portuguesa dos Cuidados Paliativos (APCP) lamentou hoje a aprovação da despenalização da eutanásia no parlamento e pediu um esclarecimento ao Ministério da Saúde sobre os médicos que vão proceder à sua prática.
A APCP apela para uma "tomada de posição firme e concreta" relativamente a "quem vão ser os elementos do Estado ou do Sistema Nacional de Saúde ou os clínicos que vão proceder à prática desta decisão", disse à agência Lusa o presidente da associação, Duarte Soares."O nosso receio é que os serviços de cuidados paliativos que sejam instrumentalizados para dar cumprimento a esta morte a pedido" e, nesse sentido, a associação pede "um esclarecimento por parte da senhora ministra e da Comissão Nacional de Cuidados Paliativos".
Duarte Soares referiu que o que se sabe pela ciência é que "os médicos que estão mais envolvidos no fim de vida são aqueles que mais rejeitam a eutanásia".
Por outro lado, defendeu, "os serviços de cuidados paliativos são muitos escassos", acrescentando: "Estamos sempre a falar em investimento, portanto, é necessário clarificar se são estes meios escassos, que fazem uma cultura completamente diferente, que vão ser utilizados para esta matéria".
Sobre a aprovação na generalidade dos cinco projetos para a despenalização da morte medicamente assistida, Duarte Soares, afirmou que não foi uma surpresa.
"Era expectável a decisão por parte do parlamento", afirmou, mas o presidente da associação acredita que "ainda não é o final deste longo processo".
Mas a associação vê com "muita tristeza" a aprovação de um "ato que pode aparentar ser progressista e moderno, mas que na verdade nada vem acrescentar àquilo que é a necessidade de investirmos em serviços de cuidados paliativos e de apoio efetivamente aos milhares de portugueses que querem viver com dignidade até ao fim", salientou.
Apesar de acreditar que esta decisão ainda vá demorar "bastante tempo" a ser colocada no terreno, Duarte Soares disse que "a associação será a primeira a alertar as entidades competentes quando a decisão de hoje se transformar na realidade da Holanda em que muitos dos casos ultrapassam completamente as barreiras legislativas que são hoje colocadas".
"Teremos esse papel e olhamos para o futuro com muito otimismo e com muita resiliência, percebendo que a associação representa e lidera um movimento cívico que é completamente distinto na sua cultura", vincou.
Contudo, ressalvou: "Hoje é um dia importante e que teremos obrigatoriamente que respeitar".
O projeto do PS foi o mais votado, com 127 votos, 10 abstenções e 86 votos contra, sendo o do BE o segundo mais votado, com 124 deputados a favor, 14 abstenções e 85 contra.
O diploma do PAN foi aprovado com 121 votos, 16 abstenções e 86 votos contra.
O projeto do PEV recolheu 114 votos, 23 abstenções e 86 votos contra, enquanto o diploma da Iniciativa Liberal recolheu 114 votos favoráveis, 23 abstenções e 85 contra.
A votação nominal, um a um, demorou 30 minutos, a exemplo do que aconteceu na votação de 2018.
Estiveram presentes 222 dos 230 deputados.
Fonte: aqui
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
Francisco, um Papa incapaz de reformar a Igreja
Havia uma certa expectativa relativamente à
exortação apostólica que surgiria como corolário do sínodo dos bispos que
decorreu em Roma entre 6 e 27 de outubro, mas os 111 parágrafos do texto
"Querida Amazónia", escritos pelo Papa Francisco, mostram uma Igreja
incapaz de se reformar.
Não há qualquer porta aberta para o fim do
celibato dos padres, nem tão pouco sinais para a instituição do diaconado
feminino.
A Igreja Católica tem uma gigantesca dificuldade em promover uma revolução
doutrinal. Setores mais conservadores controlam com mão férrea o Vaticano e nem
mesmo um Papa com o perfil do argentino Jorge Mario Bergoglio tem conseguido
ultrapassar esse domínio. É claro que poderíamos atirar para o domínio do
inverosímil a ordenação sacerdotal de homens casados, mesmo que isso
correspondesse a uma exceção criada para as regiões do globo mais carenciadas
de padres, como a Amazónia. É muito difícil a Igreja dar esse passo. Por várias
razões. Porque isso colide com uma doutrina mais tradicionalista, põe em causa
um património que se preserva de forma cumulativa e porque, na verdade, mexe
com dogmas inabaláveis, por exemplo a aceitação do divórcio e, pior ainda, dos
recasados. Imagine-se se um padre casado decidisse, a determinada altura, pôr
fim ao seu matrimónio...
No entanto, há outros modos de equacionar este tema. A Igreja Católica
continua a confrontar-se com uma grave crise de vocações, também tributária das
exigências feitas a quem quer servir o próximo, mas se sente incapaz de uma
abstinência sexual para a vida toda. Por outro lado, hoje os leigos vivem a sua
fé de outro modo e, decerto, seria mais profícuo encontrarem na sua paróquia
alguém com uma experiência de vida mais próxima dos problemas reais que uma
família enfrenta no seu quotidiano...
Há ainda a questão do diaconado feminino e aqui devo reconhecer que tenho
uma colossal dificuldade em entender o atual rumo da Igreja Católica cuja fé
professo. O papel da mulher continua circunscrito a uma menoridade difícil de
aceitar. Nesta exortação apostólica, o Papa Francisco fala da necessidade de
estimular o "aparecimento de novos serviços e carismas femininos",
mas deixa claro que esses trabalhos não passarão pela ordenação sacerdotal. Eis
aqui uma limitação que tira futuro a uma Igreja que precisa urgentemente de
outros caminhos para atrair para si leigos que se sentem cada vez mais
descrentes desta doutrina que os homens do Vaticano insistem em manter.
Felisbela Lopes, Professora Associada com Agregação da Universidade do
Minho
JN, 14/2/2020
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
ALIVIAR SIM, MATAR NÃO

«Diga-se o que se disser, a vida é a coisa mais bela»
O sofrimento humano é uma realidade do percurso pessoal, que pode atingir formas devastadoras, é verdade. Mas o próprio respeito devido ao sofrimento dos outros e ao nosso deve fazer-nos considerar duas coisas: 1) que temos de recorrer aos instrumentos médicos e paliativos ao nosso alcance para minorar a dor; 2) que temos de reconhecer que o sofrimento é vivido de modo diferente quando é acompanhado com amor e agrava-se quando é abandonado à solidão.»
José Tolentino Mendonça, Cardeal
terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
A fuga do silêncio

Temos medo do silêncio. Na nossa sociedade ruidosa temos medo de fazer silêncio. Por isso, mesmo quando não se fala ou não se tem com quem falar, como é o caso de andar de metro, comboio, autocarro, ou simplesmente a pé, ali vai toda a gente com auscultadores nos ouvidos a passar música. Temos medo do silêncio exterior e interior, que nos faça dar conta de nós próprios e daquilo que somos na verdade: um pequenino corpo da criação de Deus. Temos medo do silêncio e por isso não conseguimos escutar o outro. Se não conseguimos escutar o outro, como conseguiremos escutar Deus? Temos medo do silêncio e não fazemos silêncio para ouvir Deus. Por isso a oração que fazemos é mais a falar que a escutar. Falamos mais que ouvimos. Por isso não damos conta de que Ele fala. Por isso nos queixamos que Ele não nos fala. Por isso fugimos do silêncio e achamos que Deus está em silêncio.
Fonte: aqui
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
O equívoco do Cardeal Sarah ou de Bento XVI
É óbvio
que me desgosta a polémica surgida em torno do caso do livro do Cardeal Robert
Sarah, que o Papa Francisco nomeou, em 2014, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, livro
a que fica associado, queira ou não, o Papa emérito Bento XVI – não pela
importância da alegada divergência em relação ao Pontífice reinante, mas pelo
entendimento e aproveitamento que do caso alguns possam fazer.
Sabe-se
que o purpurado guineense (da Guiné Conacri) se encosta à linha mais conservadora
dos dicastérios romanos, mas isso é o preço de querermos uma Igreja plural em
que a discussão de ideias seja tão livre quanto possível e a unidade na
diversidade leve à aceitação das decisões papais, sobretudo as suportadas pelo
dogma, pelos concílios e sínodos. E, no desempenho do seu múnus dicasterial, o
Prefeito tem gerido a importante Congregação sem fuga às orientações superiores
levando-a a propor alterações ao ordenamento litúrgico, nomeadamente na
elaboração de textos para missa e ofício em sequência das beatificações e
canonizações, bem como da nova valorização de alguns santos, como foi o caso de
Santa Maria Madalena.
Deu algum
brado a instrução sobre a matéria do sacrifício eucarístico exigindo que o
trigo destinado à consagração do pão tenha algum glúten, o que implica o
arredamento da comunhão dos celíacos. A meu ver, trata-se de assunto a que a Congregação para a Doutrina da Fé devia
dar especial atenção promovendo um estudo histórico-teológico sobre a matéria
do sacrifício eucarístico, o que tem separado a Igreja latina, que exige que o
pão seja ázimo (sem fermento e sem sal) das Igrejas Orientais, que utilizam o pão comum, o
que, segundo os teólogos, não põe em causa a validade da consagração.
Foi
notícia de algum impacto o facto de Bento XVI ter prefaciado, com virtuoso
elogio ao autor, o livro de Sarah intitulado “A força do silêncio”, o que não tem nada de excessivo, visto que o
Papa emérito, que se remeteu à oração e à discrição no Mosteiro Mater Ecclesiae, e não ao silêncio, como
alguns querem fazer crer, é livre de falar e opinar como Bispo emérito que é.
Não pode é fazer crer ou ser entendido como outro Papa ou como Antipapa de que
se possa derivar para uma luta contra o Papa legítimo e a quem tanto Ratzinger
como Sarah prometeram obediência incondicional. Não obstante, a obediência diz
respeito ao acolhimento das decisões e instruções, não ao silêncio quanto a
temas em debate, embora sem que um ou outro possam usar da pretensa autoridade moral
que detêm para se sobreporem às opiniões e opções dos demais.
***
Recentemente
pôs-se na mesa do debate a questão da ordenação sacerdotal de homens casados no
decurso do Sínodo dos Bispos para a Amazónia, visto que muitas comunidades
ficam por demasiado tempo sem a celebração da Eucaristia. Por isso, muitos dos
grupos dos círculos linguísticos propuseram que se estabelecesse a
possibilidade da ordenação de homens casados já amadurecidos e aceites pelas
comunidades naquelas paragens amazónicas.
Porém,
Francisco no seu discurso final, relevando os diagnósticos feitos e as diversas
vertentes do Sínodo (pastoral, cultural, social e ecológica), passou em silêncio tal hipótese.
Agora, o
Cardeal Sarah tem um livro intitulado “Das
profundezas dos nossos corações”, que, segundo a antecipação do Le Figaro, que publicou algumas das suas
páginas, enaltece as virtualidades e o mérito do celibato sacerdotal defendendo
a sua obrigatoriedade na Igreja latina, sustentando-se no Novo Testamento e
alegadamente com raízes no Antigo Testamento, bem como respaldando-se na
História da Igreja. E chega a aduzir que ocasiões houve em que se autorizou a
ordenação sacerdotal de homens casados desde que se comprometessem à
abstinência das relações sexuais a partir da ordenação.
O livro insere
um texto de 7 páginas que Bento XVI enviou a Sarah com a indicação de que o
poderia publicar como entendesse e que o Cardeal sintetizou com fidelidade numa
só página como salienta Bento XVI. Além disso, o Cardeal redigiu uma introdução
e uma conclusão que dá como assinadas por si e por Bento XVI, constando na capa
os dois como autores, o que dá a ideia de que o livro foi escrito a quatro
mãos: Ratzinger e Sarah.
Confrontado
com a situação, Bento XVI, sem pôr em causa a boa-fé de Sarah, pediu, através
de Dom
Georg Gänswein, Prefeito da Casa Pontifícia e secretário particular do Papa
emérito, que retirassem o seu nome da edição, porquanto não autorizou a
assinatura conjunta como coautor do livro. E Gänswein esclareceu às agências Kna e Ansa:
“O Papa emérito,
de facto, sabia que o cardeal estava preparando um livro e tinha enviado um
pequeno texto seu sobre o sacerdócio, autorizando-o a usá-lo como o desejasse.
Mas não tinha aprovado nenhum projeto para um livro assinado conjuntamente nem
tinha visto e autorizado a capa. Foi um mal-entendido, sem questionar a boa-fé
do cardeal Sarah.”.
***
Dificilmente
o Papa emérito se desliga do equívoco em razão da publicidade do caso. Arriscou
enviar o texto e dizer que o recetor publicasse como entendesse. Este, em vez
de escrever o seu livro e inserir o texto para comentar sustentando-se da
autoridade académica e experiencial de Bento XVI, fê-lo coautor para ganhar
força. E o livro tem impacto, mas o Cardeal fica enfraquecido, devendo retirar
o nome de Bento em futuras edições. Quem tudo quer tudo perde.
Veremos o
que escreverá Francisco na sua exortação apostólica pós-sinodal decorrente do
último Sínodo, o da Amazónia. Recorde-se que, tal como referiu o diretor da
sala de Imprensa da Santa Sé, Francisco, na conferência de imprensa no regresso
do Panamá, citou uma frase de São Paulo VI: “Antes
quero dar a vida que mudar a lei do celibato”. E acrescentou:
“Pessoalmente,
penso que o celibato é uma dádiva para a Igreja. (...) Não estou de acordo com
permitir o celibato opcional. Haveria qualquer possibilidade apenas nos lugares
mais remotos; penso nas ilhas do Pacífico... [...] Haveria necessidade
pastoral, e o pastor deve pensar nos fiéis.”.
De facto, há muitas regiões em que a
privação da Eucaristia é crassa e penosa. E é preciso obviar a isso. Talvez
seja necessário incentivar sustentadamente a emergência de mais sacerdotes
celibatários, ordenar homens casados amadurecidos, ampliar a ordenação de
diáconos permanentes estendendo-a às mulheres e desenvolver uma amplidão de
ministérios não ordenados na Igrejas, que muito podem fazer na catequese,
liturgia e odegética.
E o caso de Sarah e Bento XVI ficará
nos termos do pluralismo, pois nenhum falou nem pode falar ex catetdra.
2020.01.16 – Louro de Carvalho
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
segunda-feira, 13 de janeiro de 2020
quarta-feira, 8 de janeiro de 2020
Henrique Joaquim: “Assistencialismo não tira da rua as pessoas sem-abrigo”

“O assistencialismo não tira a pessoa da rua, não resolve o problema; ainda que naquela noite tenha matado a fome a uma pessoa, não a tira dessa condição”, diz o gestor da Estratégia Nacional de Integração dos Sem-abrigo, Henrique Joaquim, que esta quinta-feira, 2 de Janeiro, iniciou as suas funções. Em entrevista ao Público e Rádio Renascença, o responsável acrescenta que o objectivo “tem que ser sempre tirar a pessoa” da condição de sem-abrigo.
Henrique Joaquim descreve a realidade da população sem-abrigo, segundo os dados de 2018: cerca de 3.400 pessoas a nível nacional, menos de metade das quais efectivamente sem tecto (a viver na rua, em prédios abandonados ou em carros) e as que, mesmo não estando na rua estão sem casa (têm alojamento que pode ser temporário); a maior parte está na área metropolitana de Lisboa e são homens e muitas vezes vive ainda problemas de saúde, carência económica ou dependências.
O novo responsável da ENIS avisa que a boa vontade, quando não é organizada, pode ter efeitos perversos e diz que é um “mito urbano” a ideia de que há pessoas que preferem continuar a viver na rua: “Em oito anos de trabalho na rua, nunca encontrei ninguém que conscientemente me dissesse” isso, refere na entrevista, disponível no Público.
Fonte: aqui
quinta-feira, 2 de janeiro de 2020
sábado, 28 de dezembro de 2019
O ataque à Porta dos Fundos e a indignação selectiva

Assisto com espanto às reacções de consternação ao ataque feito ao Porta dos Fundos. Tenho lido por aí comparações várias ao terrorismo islâmico, ao Charlie Hebdo, até cheguei a ler um texto onde se explicava que era um ataque a quem só queria unir todos através do humor.
É preciso ser claro: é evidente que o especial de Natal dos humoristas brasileiros não justifica o uso de violência. Mas também é preciso ter sentido das proporções e não confundir o arremesso de dois cocktails molotovs a um edifico vazio por um grupo integralista político, com o terrorismo islâmico, e ainda menos com o ataque feito ao Charlie Hebdo, onde os atacantes tinham o objectivo claro de matar.
Nem a Porta dos Fundos passou de repente a ser uma pobre vítima. Os humoristas brasileiros decidiram fazer um especial de Natal com o único objectivo de causar polémica, sabendo que assim teriam sucesso. E decidiram causar polémica escarnecendo da fé dos cristãos. O seu objectivo não foi fazer humor, foi mesmo ofender, certos de que as respostas a este especial, tantas vezes desproporcionadas, seriam suficientes para lhes garantir o sucesso.
E assim foi. Este filme não tem sucesso graças a qualquer mérito próprio, mas só pela polémica que gerou. Infelizmente desta vez a indignação foi longe de mais.
Mas assim como não tenho qualquer problema em condenar quem atacou de forma irresponsável a Porta dos Fundos, também não tenho qualquer problema em condenar quem usa o ódio para se promover.
É das coisas mais espantosas tomar consciência que no tempo em que Bernardo Silva é condenado por fazer uma graça com um amigo africano, em que carreiras são destruídas por graçolas machistas com vinte anos, num tempo onde a linguagem é controlada ao pormenor de modo a não ofender nenhuma minoria, não exista qualquer pudor em zombar com a fé de tantos milhões de pessoas, sobretudo quando centenas de milhares de cristãos são perseguidos, e alguns até mortos, por professarem a sua fé.
A Porta dos Fundos decidiu achincalhar da fé daqueles que são mortos na Nigéria, presos na China, silenciados no mundo Árabe. E não só não foi censurada pelos habituais inquisidores contemporâneos, como aqueles que legitimamente se revoltaram com o filme foram, esses sim, considerados como inimigos da liberdade.
É aliás extraordinário como um cocktail molotov contra um prédio vazio causa bastante mais comoção do que crianças mortas na Síria ou na Nigéria.
Eu não tenho qualquer problema em condenar o ataque à Porta dos Fundos. Mas não tenho paciência para a indignação selectiva, que censura graças com homossexuais, mas se ri com as ofensas aos cristãos, que se indigna com o ataque sem qualquer vítima no Brasil, mas que olha para o lado quando milhares de cristãos são mortos pelo mundo fora.
Espero que de futuro aqueles que se dizem cristãos saibam responder a este género de demonstrações de desprezo e ódio dando testemunho da caridade cristã. Mas também fico à espera que todos os indignados profissionais, que hoje tanto defendem a Porta dos Fundos, demonstrem a mesma indignação da próxima vez que um cristão for morto pela sua fé. E sobretudo, espero que os humoristas brasileiros, que aproveitaram este episódio para se vitimizar, abandonem o discurso de ódio e ataque a quem só quer viver a sua fé sem ser insultado.
Fonte: AQUI
sábado, 21 de dezembro de 2019
A palavra a quem sabe. Onde nasceu Jesus?

D. António Couto explica magistralmente o que aconteceu a Maria e a José: «Não havia lugar para eles na sala (Lucas 2,7). Note-se que o texto refere, de forma clara, sala, grego "katályma", e não hospedaria, como se lê em muitas e preconceituosas traduções. Na verdade, Lucas sabe bem dizer hospedaria, como faz na passagem do bom samaritano (Lucas 10,34), em que usa o termo grego "pandocheîon". "Katályma" não significa hospedaria. Significa sala. Pode ser a sala do andar superior (Lucas 22,11), mas é, neste caso, a sala de hóspedes que a arqueologia pôs a descoberto no rés-do-chão de muitas das casas da Palestina do tempo de Jesus. Esta sala apresenta forma quadrada ou rectangular, com um banco rochoso ao longo das paredes, destinado ao descanso das pessoas. Uma única porta de entrada dava acesso à sala a pessoas e animais. Ao fundo da sala localizava-se outra porta, que dava para um estábulo, para onde as pessoas conduziam naturalmente os animais. É neste estábulo anexo à sala de hóspedes que vai nascer Jesus, e é também aqui que se compreende perfeitamente a presença da manjedoura (Lucas 2,7 e 12)»
quarta-feira, 11 de dezembro de 2019
O filme 'Especial de Natal Porta dos Fundos - A Primeira Tentação de Cristo' está gerando revolta entre cristãos
180 mil pessoas exigem que Netflix retire filme do Porta dos Fundos

Na sinopse do filme "Especial de Natal Porta dos Fundos : A Primeira Tentação de Cristo”, um breve texto apresenta: "Jesus está fazendo 30 anos e traz um convidado surpresa para conhecer a família. Um especial de Natal tão errado que só podia ser do Porta dos Fundos".
O tal “amigo” (Fábio Porchat) que o personagem de Jesus (Gregório Duvivier) traz para passar alguns dias em sua casa seria também seu “namorado”, segundo a história. Porém ao longo da trama, o parceiro se revela como o diabo.
Uma petição online (Change.org) que exige que a Netflix retire a série de seu acervo já conseguiu mais de 180 mil assinaturas em apenas 5 dias após sua criação. O objetivo é atingir 200 mil.
“Pelo impedimento do filme de Natal da Netflix e porta dos fundos, por ofender gravemente os cristãos”, diz a descrição do abaixo-assinado.
Cada internauta que assinou a petição deixou um comentário, manifestando seu repúdio ao Porta dos Fundos por seu escárnio ao cristianismo e também à Netflix por promover o filme.
Fonte: aqui
Nota: Falta de respeito. Cheira que tresanda a intolerância religiosa. Abusos contra a fé de milhões.
Deus não precisa que O defendamos. Nós é que precisamos de nos defendermos de quem, de uma forma tão vil, tenta enlamear o Senhor da nossa fé.
Para ganhar dinheiro vale tudo?
Façam isso com a fé muçulmana e vão ver o que lhes acontece…
Mas fiquem a saber os autores e actores de tão horrenda história que Cristo continua de braços abertos para os acolher…
É a grandeza bela de Deus.
Na sinopse do filme "Especial de Natal Porta dos Fundos : A Primeira Tentação de Cristo”, um breve texto apresenta: "Jesus está fazendo 30 anos e traz um convidado surpresa para conhecer a família. Um especial de Natal tão errado que só podia ser do Porta dos Fundos".
O tal “amigo” (Fábio Porchat) que o personagem de Jesus (Gregório Duvivier) traz para passar alguns dias em sua casa seria também seu “namorado”, segundo a história. Porém ao longo da trama, o parceiro se revela como o diabo.
Uma petição online (Change.org) que exige que a Netflix retire a série de seu acervo já conseguiu mais de 180 mil assinaturas em apenas 5 dias após sua criação. O objetivo é atingir 200 mil.
“Pelo impedimento do filme de Natal da Netflix e porta dos fundos, por ofender gravemente os cristãos”, diz a descrição do abaixo-assinado.
Cada internauta que assinou a petição deixou um comentário, manifestando seu repúdio ao Porta dos Fundos por seu escárnio ao cristianismo e também à Netflix por promover o filme.
Fonte: aqui
Nota: Falta de respeito. Cheira que tresanda a intolerância religiosa. Abusos contra a fé de milhões.
Deus não precisa que O defendamos. Nós é que precisamos de nos defendermos de quem, de uma forma tão vil, tenta enlamear o Senhor da nossa fé.
Para ganhar dinheiro vale tudo?
Façam isso com a fé muçulmana e vão ver o que lhes acontece…
Mas fiquem a saber os autores e actores de tão horrenda história que Cristo continua de braços abertos para os acolher…
É a grandeza bela de Deus.
sábado, 30 de novembro de 2019
DEPUTADOS INGLESES...
GOSTAVA QUE ASSIM FOSSE EM PORTUGAL.
NEM ERA PRECISO TANTO!
PARTILHO ESTE TEXTO QUE ME ENVIARAM.
NEM ERA PRECISO TANTO!
PARTILHO ESTE TEXTO QUE ME ENVIARAM.

A isto é que se pode chamar verdadeira democracia....
Só tenho a acrescentar que o número de assentos é inferior ao número de deputados, de modo que, quem chega tarde fica de pé. O resultado é que nas votações importantes, os deputados que querem ficar sentados, fazem bicha começando às 6 da matina à porta do Parlamento para registarem a ordem de chegada.
Só tenho a acrescentar que o número de assentos é inferior ao número de deputados, de modo que, quem chega tarde fica de pé. O resultado é que nas votações importantes, os deputados que querem ficar sentados, fazem bicha começando às 6 da matina à porta do Parlamento para registarem a ordem de chegada.
DEPUTADOS NO REINO UNIDO
Não é de estranhar, mas é interessante saber... como tudo é diferente...
Os deputados do Reino Unido, na "Mãe dos Parlamentos",
1 . não têm lugar certo onde sentar-se, na Câmara dos Comuns;
2 . não têm escritórios, nem secretários, nem automóveis;
3 . não têm residência paga pelos Contribuintes (pagam pela sua casa em Londres ou nas províncias) - Detalhe: e pagam, por todas as suas despesas, normalmente, como todo e qualquer trabalhador !
4 . não têm passagens de avião gratuitas, salvo quando ao serviço do próprio Parlamento;
5. E o seu salário equipara-se ao de um Chefe de Secção de qualquer repartição pública!
6.--Não têm computador pessoal nem telefone privado na sua mesa da bancada.
2 . não têm escritórios, nem secretários, nem automóveis;
3 . não têm residência paga pelos Contribuintes (pagam pela sua casa em Londres ou nas províncias) - Detalhe: e pagam, por todas as suas despesas, normalmente, como todo e qualquer trabalhador !
4 . não têm passagens de avião gratuitas, salvo quando ao serviço do próprio Parlamento;
5. E o seu salário equipara-se ao de um Chefe de Secção de qualquer repartição pública!
6.--Não têm computador pessoal nem telefone privado na sua mesa da bancada.
Em suma, são VERDADEIROS SERVIDORES DO POVO
A propósito, sabiam que, em Portugal, os funcionários não deputados que trabalham na Assembleia têm um subsídio equivalente a 80 % do seu vencimento ?
Isto é, se cá fora ganhasse 1000,00 €, lá dentro ganharia 1800,00 €. Porquê ? Profissão de desgaste rápido ???
E por que é que os jornais não falam disto ? Porque têm medo ? Ou não podem ?
Joaquim Correia Duarte, in Facebook
sábado, 23 de novembro de 2019
SER OU NÃO SER CIGANO, EIS A QUESTÃO!
Nunca tive problemas de identidade de género, mas sim de espécie e de etnia. De espécie porque gostaria de ser ave, para me poder deslocar por via aérea e não ter de pagar impostos. E de etnia porque sou branco, ou caucasiano, como agora se diz dos desgraçados que não têm a sorte de ser de nenhuma minoria étnica, ou espécie protegida. Mesmo sendo duro de ouvido e caixa-de-óculos, nem sequer pertenço à privilegiada minoria que, à conta das suas deficiências, tem direito a um lugar de estacionamento privativo na via pública. .
Que significa, hoje, ser branco? Pois bem, em princípio ter a culpa de todos os malefícios da civilização ocidental. Se eu fosse africano, era uma vítima por direito próprio e poderia lamentar por esse mundo fora a desventura da escravatura, da opressão, do colonialismo, do imperialismo, das descobertas, da evangelização, etc. Mas sendo como sou, é óbvio que sou um opressor, um colonialista, um mercador de escravos, um imperialista, etc. .
Se ao menos fosse uma jovem sueca com pouca vontade de estudar, gosto em velejar e queda para a pieguice, podia percorrer os fóruns internacionais – consta que em breve, se vai estrear no parlamento português! – choramingando a minha infância roubada e os meus verdes sonhos desfeitos. Com efeito, são conhecidas as imensas dificuldades em que vivem as jovens escandinavas, ao contrário da escandalosa opulência das adolescentes sírias, nigerianas, paquistanesas, sudanesas, etíopes, venezuelanas, etc. Como adulto, eu sei que sou o principal responsável pelas alterações climáticas, pela extinção dos ursos polares, pelo aquecimento global, pelos plásticos que inundam os oceanos, pelo buraco do ozono e pela subida do nível da água do mar. .
Tenho também o infortúnio de pertencer a uma família normal: o meu pai não era alcoólico, nem batia na minha mãe, em cujo caso eu seria um coitadinho inimputável, com direito a selfie presidencial e visita ministerial, à conta dos traumas de uma infância desgraçada. Talvez até pudesse invocar uma terrível herança genética, que me fizesse impune de qualquer tropelia e me desse direito a viver do rendimento social de inserção, como qualquer honesto subsídio-dependente. .
Para maior desgraça, sou cristão, ou seja, representante da inquisição, das cruzadas, da fé cega que sempre lutou contra a razão das luzes, das trevas de mil anos que impediram o desenvolvimento da civilização ocidental, até ao seu glorioso ressurgimento, por virtude e graça da revolução francesa e, sobretudo, da guilhotina. Sim, fui eu que queimei, na fogueira da intolerância religiosa, Giordano Bruno e Joana d’Arc e calei, para sempre, Galileu, que se atreveu a dizer que não era o sol que girava à volta da terra, mas o contrário. E, através do Index, censurei todas as obras-primas do livre pensamento. .
Pior ainda, sou padre. Ora, é sabido que esta gente é, segundo a comunicação social, do piorio. Um qualquer engenheiro comete um crime e, na imprensa, a sua profissão e título académico são silenciados, a favor de uma genérica alusão à sua condição masculina (homem/indivíduo) e idade (sexagenário, etc.). Mas se um sacerdote for acusado de um hediondo crime, mesmo sem qualquer fundamento, como recentemente aconteceu com um pároco da diocese de Setúbal, é certo e sabido que a comunicação social publicitará a sua condição sacerdotal. Mas depois, quando se apurar a sua absoluta inocência, como já aconteceu, fará o favor de nada dizer. .
Ora bem, a Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial (CICDR), do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, da Presidência do Conselho de Ministros, na sua “Posição sobre referências a nacionalidade, etnia, religião ou situação documental em notícias a partir de fontes oficiais e em meios de comunicação social”, de 10 de Abril de 2006, expressamente recomenda aos media que “evitem na construção de notícias, a referência a nacionalidade, etnia, religião ou situação documental, sempre que esta não seja um eixo explicativo do essencial da notícia” (nº 2). .
Ou seja, se um conjunto de pessoas de uma determinada minoria, ou etnia, ataca um posto da GNR, ocupa uma esquadra da PSP ou invade um quartel de bombeiros, a imprensa não deve revelar a sua nacionalidade, raça, religião ou situação documental. Seria portanto politicamente incorrecto dizer que um ciclista, com o cartão de cidadão caducado, atropelou uma idosa; ou que um ateu praticante exerce como carteirista no eléctrico nº 28; ou que um caixeiro-viajante de Minde, etnia que até tem um dialecto próprio, se dedica à contrafação; ou que um empresário apache tem dívidas ao fisco. .
Portanto, o que está a dar é ser minoria. Ora, os cristãos são, obviamente, uma minoria em termos globais, e os padres uma espécie em vias de extinção, que carece, por isso, da proteção da CICDR. De facto, os católicos, enquanto povo de Deus e súbditos do Papa, que é o chefe do Estado do Vaticano, têm uma nacionalidade própria e são equiparáveis a uma comunidade de imigrantes. Por outro lado, pelo baptismo, pertencem à ‘raça’ dos filhos de Deus e poucos têm a situação documental em dia (sobretudo as contas com Deus Nosso Senhor). Portanto, a CICDR, tal como fez em relação aos africanos e roma, aliás ciganos, deve obrigar a imprensa a não denunciar a condição cristã dos protagonistas das notícias que constroem – é o termo empregue no documento citado! – por vezes, diga-se de passagem, com grande criatividade….
Há, contudo, uma excepção, em cujo caso a referência cristã ou sacerdotal não deve ser silenciada: quando essa condição é o “eixo explicativo do essencial da notícia”. Seria o caso de um padre que se embebedou com vinho de missa, ou de uma beata que, violando a lei seca, fabrica e comercializa, clandestinamente, água-benta. .
Se, porventura, a CICDR não permitir a equiparação dos fiéis católicos, leigos e clérigos, a uma minoria étnica a proteger e salvaguardar dos ataques mediáticos, aviso já que me declaro africano-descendente. É, aliás, muito provável que o seja, porque tudo indica que o primeiro casal humano surgiu em África e, portanto, todos somos originariamente africanos. É verdade que tenho a tez clara, mas não é óbice, porque também há africanos albinos, que são até mais brancos do que eu. Ou então, à conta do meu reincidente nomadismo – nasci na Holanda, vivi no Brasil, na Grécia, em Espanha e Itália e, em Portugal, já residi em Braga, Coimbra, Porto, Oeiras e Lisboa! – assumo-me, com muita honra, cigano! .
NOTA. Com este texto não se pretende justificar a injusta discriminação de nenhuma etnia ou minoria, nem desconsiderar a escravatura, o alcoolismo, a violência doméstica, a Inquisição, os deficientes ou os beneficiários do rendimento social de inserção. Apenas se chama a atenção para a forma como alguma imprensa discrimina os cristãos, sobretudo os sacerdotes católicos.
Que significa, hoje, ser branco? Pois bem, em princípio ter a culpa de todos os malefícios da civilização ocidental. Se eu fosse africano, era uma vítima por direito próprio e poderia lamentar por esse mundo fora a desventura da escravatura, da opressão, do colonialismo, do imperialismo, das descobertas, da evangelização, etc. Mas sendo como sou, é óbvio que sou um opressor, um colonialista, um mercador de escravos, um imperialista, etc. .
Se ao menos fosse uma jovem sueca com pouca vontade de estudar, gosto em velejar e queda para a pieguice, podia percorrer os fóruns internacionais – consta que em breve, se vai estrear no parlamento português! – choramingando a minha infância roubada e os meus verdes sonhos desfeitos. Com efeito, são conhecidas as imensas dificuldades em que vivem as jovens escandinavas, ao contrário da escandalosa opulência das adolescentes sírias, nigerianas, paquistanesas, sudanesas, etíopes, venezuelanas, etc. Como adulto, eu sei que sou o principal responsável pelas alterações climáticas, pela extinção dos ursos polares, pelo aquecimento global, pelos plásticos que inundam os oceanos, pelo buraco do ozono e pela subida do nível da água do mar. .
Tenho também o infortúnio de pertencer a uma família normal: o meu pai não era alcoólico, nem batia na minha mãe, em cujo caso eu seria um coitadinho inimputável, com direito a selfie presidencial e visita ministerial, à conta dos traumas de uma infância desgraçada. Talvez até pudesse invocar uma terrível herança genética, que me fizesse impune de qualquer tropelia e me desse direito a viver do rendimento social de inserção, como qualquer honesto subsídio-dependente. .
Para maior desgraça, sou cristão, ou seja, representante da inquisição, das cruzadas, da fé cega que sempre lutou contra a razão das luzes, das trevas de mil anos que impediram o desenvolvimento da civilização ocidental, até ao seu glorioso ressurgimento, por virtude e graça da revolução francesa e, sobretudo, da guilhotina. Sim, fui eu que queimei, na fogueira da intolerância religiosa, Giordano Bruno e Joana d’Arc e calei, para sempre, Galileu, que se atreveu a dizer que não era o sol que girava à volta da terra, mas o contrário. E, através do Index, censurei todas as obras-primas do livre pensamento. .
Pior ainda, sou padre. Ora, é sabido que esta gente é, segundo a comunicação social, do piorio. Um qualquer engenheiro comete um crime e, na imprensa, a sua profissão e título académico são silenciados, a favor de uma genérica alusão à sua condição masculina (homem/indivíduo) e idade (sexagenário, etc.). Mas se um sacerdote for acusado de um hediondo crime, mesmo sem qualquer fundamento, como recentemente aconteceu com um pároco da diocese de Setúbal, é certo e sabido que a comunicação social publicitará a sua condição sacerdotal. Mas depois, quando se apurar a sua absoluta inocência, como já aconteceu, fará o favor de nada dizer. .
Ora bem, a Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial (CICDR), do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, da Presidência do Conselho de Ministros, na sua “Posição sobre referências a nacionalidade, etnia, religião ou situação documental em notícias a partir de fontes oficiais e em meios de comunicação social”, de 10 de Abril de 2006, expressamente recomenda aos media que “evitem na construção de notícias, a referência a nacionalidade, etnia, religião ou situação documental, sempre que esta não seja um eixo explicativo do essencial da notícia” (nº 2). .
Ou seja, se um conjunto de pessoas de uma determinada minoria, ou etnia, ataca um posto da GNR, ocupa uma esquadra da PSP ou invade um quartel de bombeiros, a imprensa não deve revelar a sua nacionalidade, raça, religião ou situação documental. Seria portanto politicamente incorrecto dizer que um ciclista, com o cartão de cidadão caducado, atropelou uma idosa; ou que um ateu praticante exerce como carteirista no eléctrico nº 28; ou que um caixeiro-viajante de Minde, etnia que até tem um dialecto próprio, se dedica à contrafação; ou que um empresário apache tem dívidas ao fisco. .
Portanto, o que está a dar é ser minoria. Ora, os cristãos são, obviamente, uma minoria em termos globais, e os padres uma espécie em vias de extinção, que carece, por isso, da proteção da CICDR. De facto, os católicos, enquanto povo de Deus e súbditos do Papa, que é o chefe do Estado do Vaticano, têm uma nacionalidade própria e são equiparáveis a uma comunidade de imigrantes. Por outro lado, pelo baptismo, pertencem à ‘raça’ dos filhos de Deus e poucos têm a situação documental em dia (sobretudo as contas com Deus Nosso Senhor). Portanto, a CICDR, tal como fez em relação aos africanos e roma, aliás ciganos, deve obrigar a imprensa a não denunciar a condição cristã dos protagonistas das notícias que constroem – é o termo empregue no documento citado! – por vezes, diga-se de passagem, com grande criatividade….
Há, contudo, uma excepção, em cujo caso a referência cristã ou sacerdotal não deve ser silenciada: quando essa condição é o “eixo explicativo do essencial da notícia”. Seria o caso de um padre que se embebedou com vinho de missa, ou de uma beata que, violando a lei seca, fabrica e comercializa, clandestinamente, água-benta. .
Se, porventura, a CICDR não permitir a equiparação dos fiéis católicos, leigos e clérigos, a uma minoria étnica a proteger e salvaguardar dos ataques mediáticos, aviso já que me declaro africano-descendente. É, aliás, muito provável que o seja, porque tudo indica que o primeiro casal humano surgiu em África e, portanto, todos somos originariamente africanos. É verdade que tenho a tez clara, mas não é óbice, porque também há africanos albinos, que são até mais brancos do que eu. Ou então, à conta do meu reincidente nomadismo – nasci na Holanda, vivi no Brasil, na Grécia, em Espanha e Itália e, em Portugal, já residi em Braga, Coimbra, Porto, Oeiras e Lisboa! – assumo-me, com muita honra, cigano! .
NOTA. Com este texto não se pretende justificar a injusta discriminação de nenhuma etnia ou minoria, nem desconsiderar a escravatura, o alcoolismo, a violência doméstica, a Inquisição, os deficientes ou os beneficiários do rendimento social de inserção. Apenas se chama a atenção para a forma como alguma imprensa discrimina os cristãos, sobretudo os sacerdotes católicos.
Fonte: aqui
terça-feira, 19 de novembro de 2019
Subscrever:
Mensagens (Atom)









