segunda-feira, 30 de março de 2020
sábado, 28 de março de 2020
revolução viral ou então não
Escrevem e dizem alguns que, depois deste furacão chamado coronavírus, a nossa vida não voltará a ser a mesma. E falam muito de solidariedades, atenções, gestos maravilhosos que vão ocorrendo por todo o lado. Que as pessoas estão mais atentas aos seus vizinhos. E até certo ponto, é verdade. Dizem também que há menos poluição. Menos Co2. As águas mais limpas. Que, no plano climático, está a valer a pena. Que a natureza nos está a obrigar a rever o nosso estilo de vida. Que o capitalismo vai sofrer um desfalque. E por aí fora e por aí adentro. Mas será assim? Será assim no final deste período de contingência? Ou não será apenas um conto de fadas porque agora ninguém quer ver filmes de terror?
Li, no jornal espanhol “El Mundo”, que, em Espanha, na província espanhola de Cádis, onde um grupo de quase três dezenas de idosos tiveram de ser realojados pelo Governo depois de terem sido despejados de um lar por estarem infetados com a Covid-19, os veículos de transporte médico que transportavam os idosos foram apedrejados e um carro chegou mesmo a atravessar-se no caminho. Os populares receberam aqueles idosos com pedras e explosivos! Ora digam-me lá se isto não nos faz pensar! Por isso não sei se haverá alguma revolução viral. Até porque o vírus parece querer isolar-nos. E cada um parece preocupar-se mais com a sua sobrevivência que com a vida dos outros.
Deixem passar a pandemia e os meses ou anos que se lhe hão-de seguir, e veremos se não voltamos ao capitalismo destroçador, à economia que mata, à tecnocracia burguesa, ao individualismo antropocêntrico, às relações virtuais…
A revolução não está nas mãos do vírus, mas nas nossas mãos!
Fonte: aqui
sexta-feira, 27 de março de 2020
quinta-feira, 26 de março de 2020
À crise sanitária alia-se a recessão económica
O Banco de Portugal (BdP) divulgou
hoje, dia 26, o boletim económico de março em que atualiza as previsões
incorporando o impacto económico provocado pelo Covid-19. E confirma a
iminência duma recessão económica, podendo vir o PIB encolher até 5,7% este ano por causa do impacto da pandemia que
assola o país e a Europa, depois de ter atingido a China, podendo devastar
vários países do mundo.
No predito boletim, o nosso banco central apresenta dois cenários, como
explica o comunicado entretanto divulgado. No primeiro, o designado por cenário base, o impacto económico da pandemia será “relativamente
limitado” e a contração será de 3,7%. Já no designado por cenário adverso, o impacto será “mais significativo devido
à paralisação mais prolongada da atividade económica em vários países”, pelo
que a queda do PIB será de 5,7%.
É a incerteza e complexidade da situação que leva o BdP a equacionar duas
hipóteses de cenário, já que não é “possível apresentar um cenário mais
provável”.
Na verdade, segundo o BdP, “as perspetivas para a economia portuguesa
deterioraram-se abrupta e significativamente em resultado do impacto da
pandemia Covid-19”. E “a pandemia corresponde a um
choque económico adverso com efeitos muito significativos e potencialmente
prolongados no tempo em termos do bem-estar dos cidadãos e da atividade
das empresas”. Se vier a desenhar-se o cenário adverso, o PIB português cairá mais
do que no pior ano da crise financeira, pois, em 2012, o PIB caiu 4%.
O banco central considera que as projeções procuram ter em conta o
potencial impacto das políticas adotadas pelas autoridades nacionais e
europeias em face do choque, mas o certo é que “ambos os cenários contemplam
uma recessão da economia portuguesa em 2020” e que o pico do choque
acontecerá no 2.º trimestre, iniciando-se uma recuperação no 2.º semestre.
Ainda não estamos longe da última vez que o BdP atualizou as suas previsões
e as perspetivas são bem diferentes. Em dezembro de 2019, o banco central
antecipava um crescimento do PIB de 1,7%, após ter crescido 2,2% em 2019, 2,6%
em 2018 e 3,5% em 2017. Porém, desde então, mudou tudo com a propagação do novo
coronavírus, o que obrigou à quase total paralisação da economia. Para combater
este “choque”, Carlos Costa, governador do BdP, já defendeu a emissão de eurobonds, títulos de dívida
comunitários.
Não se percebe como já em dezembro de 2019, face ao surto do novo corona vírus
na China, as previsões do BdP referentes a 2020, se mostram imunes ao provável
contágio, subvalorizando os efeitos plúrimos da globalização e não tendo em
conta que hoje a China, as suas pessoas e os seus interesses estão espalhados
praticamente por todo o mundo. Por outro lado, por mais e maiores críticas que
se possam fazer ao seu regime político, o sistema é de portas abertas, podendo
lá entrar com certa normalidade os cidadãos de todo o mundo e de lá sair. Não
tem o BdP consultores para a saúde, para o serviço social e para a educação?
São já muitas as previsões, com pressupostos diferentes, que apontam para
uma forte recessão: no cenário otimista, o NECEP – Católica Lisbon Forecasting Lab prevê uma
contração de 4%; o Fórum para a competitividade aponta para uma
queda entre 1 a 2%; e um estudo da IESE Business School aponta
para os 2,9%.
As previsões do NECEP, divulgadas, a 23 de março, na
folha trimestral de conjuntura relativa ao 1.º trimestre deste ano, apresentam
várias hipóteses de contração do PIB. Segundo as suas previsões, a contração
poderá variar entre 4% (cenário otimista) e 20% (cenário
mais pessimista),
sendo que o cenário central prevê que o PIB encolha 10%. Efetivamente, os
economistas da UCP assumem que “a pandemia criou uma disrupção generalizada na economia
mundial” e admitem como cenário mais provável o
“colapso abrupto das economias desenvolvidas”, apesar de
continuar a haver uma “elevada incerteza sobre a dimensão e a duração da
contração” uma vez que estamos perante uma crise de caraterísticas ímpares,
“marcada por um duplo choque do lado da oferta e do lado da procura”. Por isso, a sua nova estimativa de
crescimento económico para Portugal em 2020 contempla três cenários: um cenário central, em que a fase crítica da epidemia dura cerca de
três meses, encolhendo PIB 10% e subindo a taxa de desemprego para os
10,4%; um cenário pessimista, em que o controlo da epidemia se prolonga
por seis meses, encolhendo o PIB 20% e subindo a taxa de desemprego para
os 13,5%; e um cenário otimista, em que essa fase crítica não se prolonga muito
para além de abril, encolhendo o PIB 4% e subindo a taxa de desemprego
para os 8,5%.
Este último cenário toma em consideração medidas adicionais e mais
incisivas para lá das já anunciadas pelo Governo. Não obstante, segundo os
economistas, qualquer destes cenários “corresponderá a um
agravamento significativo do desemprego e em termos de perda do rendimento
das famílias” (Sobre dados do NECEP, cf Tiago Varzim, “No cenário otimista, PIB encolhe 4% e desemprego sobe para os 8,5% em 2020,
prevê Católica”, in Observador,
23 de março).
No dia 25, Mário Centeno, que prometeu não deixar o
Governo pelo menos enquanto durar a crise, admitiu que o país tem de se preparar para enfrentar uma recessão e disse
que Portugal tem capacidade para a enfrentar, obviamente com algum auxílio e a
solidariedade da UE.
Caso a economia encolha 3,7%, como prevê o cenário base do BdP, a taxa de desemprego, que está na casa dos 6%, subirá para os
10,1%, como antecipa o banco central, que projeta uma queda do emprego de 3,5%
e diz que a evolução projetada para o desemprego depende da configuração
e magnitude das medidas de política que possam ser implementadas de imediato.
Quanto
à queda do PIB neste cenário, o BdP
espera que o consumo privado se reduza em 2,8%, este ano, refletindo o aumento
de forçada poupança das famílias face ao ambiente de incerteza e a ligeira queda
do rendimento disponível real – queda mitigada pelas medidas que o Governo já
anunciou, “antecipando-se um aumento significativo das
transferências públicas para as famílias em 2020“, o que levará a um
crescimento do consumo público na ordem dos 2,1%.
O maior decréscimo, pelo menos em termos percentuais, ocorrerá no
investimento. Segundo, o BdP, a formação bruta de capital fixo
cairá 10,8%, “devido à forte redução do investimento empresarial e,
em menor magnitude, do investimento residencial”, sendo a incerteza a
condicionar o investimento das empresas.
E a recessão, quase certa a nível mundial, fará cair a pique (-12,1%) as exportações de bens e serviços, tal como as
importações (-11,9%). O destaque (pela
negativa), neste âmbito, vai para as exportações de turismo e transportes, que serão “fortemente
afetadas pelas limitações à movimentação de pessoas” e registarão
acentuada queda. Porém, como a evolução das exportações e importações é
semelhante, as contas externas continuarão positivas num ano em que
beneficiarão da diminuição do preço do petróleo.
O banco central assume, no atinente à evolução dos preços, que “prevalece
algum efeito descendente sobre os preços” dada a natureza desde choque, levando
a taxa de inflação a permanecer “em níveis baixos ao longo de todo o horizonte
de projeção: 0,2% em 2020, 0,7% em 2021 e 1,1% no último ano do horizonte”.
Se o PIB encolher 5,7%, como prevê o cenário adverso, as exportações de
bens e serviços cairão 19,1%, pois a recessão global e o colapso do comércio
mundial tirarão muita da procura externa dirigida à economia portuguesa. Pela
mesma razão, as importações cairão 18,7%. E a queda simultânea de exportações e
importações permitirá manter positivas as contas externas. A taxa de desemprego
subirá para os 11,7%, sendo que este cenário incorpora uma “maior destruição de capital e perda de emprego”, assim como
“uma maior incerteza e níveis de turbulência mais significativos nos mercados
financeiros”. Neste caso, o que levará à queda do PIB será
a redução do consumo privado em 4,8%, este ano. Com efeito, segundo o BdP, “as
famílias reduzem mais significativamente as despesas de consumo num cenário de
maior incerteza, caraterizado também por uma maior queda do emprego, níveis
mais elevados da taxa de desemprego e condições financeiras mais desfavoráveis”.
Além disso, o investimento levará um tombo de 14,9%. Neste cenário, haverá deflação
em 2020. “A taxa de inflação permanece em níveis ainda mais baixos ao
longo de todo o período, prevendo-se que se situe em -0,1% este ano, 0,5% em
2021 e 0,7% em 2022”, como esclarece o banco central.
Apesar de ter apresentado dois cenários para a situação atual, o BdP
adverte, tal como têm feito as instituições ou economistas que já avançaram com
previsões (algumas bem díspares das do supervisor), que a elevada incerteza dá azo a muito poucas certezas, pelo que não
podem ser excluídos cenários ainda mais adversos. E sustenta que o
país tem agora “vulnerabilidades específicas”, desde logo por causa da
importância do setor do turismo, o que “implica uma elevada exposição à
redução esperada da procura global deste tipo de serviços, que será muito
significativa”. Por outro lado, como adverte o supervisor, um choque
económico desta dimensão coloca dificuldades acrescidas ao tecido empresarial,
dominado por empresas de pequena dimensão e com relativamente frágil situação
financeira. E a situação das famílias não é melhor, visto que existe uma elevada
percentagem perto ou abaixo do limiar de pobreza, o que faz com que tenham uma
“reduzida margem de absorção do choque” no seu rendimento.
É claro que o banco central português, embora não tenha previsões tão
negras como o NECEP, não fecha a porta a cenários como os que este núcleo da
UCP desenha. Com efeito, observa:
“A crise desencadeada pelo novo
coronavírus constitui um inédito e sério desafio às diversas políticas económicas,
que deverão dar prioridade à resposta de curto prazo ao impacto provocado pela
pandemia, mas as considerações de médio prazo deverão também ser tidas em conta”.
Porém, enquanto reitera a necessidade duma coordenação a nível europeu com
a “necessária solidariedade e a adoção de políticas partilhadas a nível
europeu”, o Banco de Portugal deixa, no final, uma mensagem de esperança:
“Em Portugal, tal como em crises passadas,
os agentes económicos e a sociedade em geral saberão solidariamente ultrapassar
a atual situação de emergência, devendo retirar-se os ensinamentos que permitam
um melhor desempenho no futuro, num quadro de cooperação europeia e
internacional”.
É uma mensagem parecida com algumas do Presidente da República. Talvez seja
útil atender ao que diz o Primeiro-Ministro: agora, tratar da saúde de todos e
ajudar as empresas e as famílias; em junho relançar a economia.
2020.03.26 –
Louro de Carvalho
terça-feira, 24 de março de 2020
Marina Mota - Portugal à Gargalhada
No meio deste tempo de clausura, precisamos de rir. Caso contrário, podemos ficar mentalmente trucidados...
Semear, plantar, construir, edificar, tecer – achegas para a crise pandémica

Em 1985, Maria de Lourdes Pintasilgo publicou o livro Dimensões da Mudança. O primeiro capítulo, “Tempo de Mudança”, é um comentário ao capítulo 32 do livro bíblico de Jeremias: Jerusalém é invadida, Jeremias anuncia a queda e é preso. Deus diz-lhe que compre um campo, o que faz com todas as formalidades, dentro da prisão.
Este comentário foi escrito a pedido das edições Hachette, Paris, para a reedição da Bíblia Ilustrada, publicada em 1982. Sobre o texto escrito por Maria de Lourdes Pintasilgo, é dito que:
condensa a perspetiva que caracteriza a intervenção social e política de Maria de Lourdes Pintasilgo: não há situações totalmente fechadas. É sempre possível abrir uma brecha, tornar a esperança viável. Mesmo em situações de bloqueio, à denúncia dos erros sobrepõe-se o anúncio de que a vida renasce nos gestos mais simples e mais concretos. E, esses gestos, há que fazê-los, sem hesitação.
Algumas frases soltas retiradas desse capítulo:
(…) É que, quando tudo se disse, nada mais resta senão agir a palavra. Denunciar as consequências do cerco que nos rodeia, que vai devastar tudo, que possivelmente está minando tudo, não é só dizer as palavras que o significam.
É dizer, imediatamente e da forma mais evidente, que a liberdade não está num “depois” mas está no próprio cerne da situação que vivemos.
É dizer que, contra o cerco não há senão uma solução – retomar os gestos quotidianos, semear, plantar, construir, edificar, tecer.
(…) Dizer, pelo gesto, que o diálogo e a troca entre os homens passam pelo que lhes é mais próximo. O comércio entre os homens, a comunicação entre eles, no sentido clássico, diz que a vida pode recomeçar.
Agir a palavra. (…)
Texto de Margarida Amélia Santos, presidente da Fundação Cuidar o Futuro, instituída por Maria de Lourdes Pintasilgo
Aqui
segunda-feira, 23 de março de 2020
sábado, 21 de março de 2020
NADA SERÁ COMO ANTES
O coronavirus COVID 19 vai mudar a vida das pessoas. Nada será como antes.
- A crise económico-social vem aí, segundo os especialistas, forte e marcante.
- A poluição no mundo está a diminuir em virtude da acelerada paragem económica. Se a segunda é má, a primeira é ótima.
- Por imposição da pandemia, as famílias ficam em casa. Redescobrir o valor da presença, convívio, partilha, encantamento familiares é um belo desafio.
- O maldito coronavirus põe em questão muitos dos nossos comportamentos e atitudes, mormente nas relações homem/natureza e questiona o nosso modelo de desenvolvimento que o capitalismo selvagem tem proposto.
- Também o materialismo de vida e o relativismo moral são postos em causa. Esta guerra contra o inimigo invisível, põe perguntas que muita gente deitava para trás das costas: DONDE VIMOS? O QUE FAZEMOS AQUI? PARA ONDE VAMOS?
Nada melhor que este excelente vídeo para ajudar a situar a questão. Reflete quem sabe. Aprendamos com quem sabe.
- A crise económico-social vem aí, segundo os especialistas, forte e marcante.
- A poluição no mundo está a diminuir em virtude da acelerada paragem económica. Se a segunda é má, a primeira é ótima.
- Por imposição da pandemia, as famílias ficam em casa. Redescobrir o valor da presença, convívio, partilha, encantamento familiares é um belo desafio.
- O maldito coronavirus põe em questão muitos dos nossos comportamentos e atitudes, mormente nas relações homem/natureza e questiona o nosso modelo de desenvolvimento que o capitalismo selvagem tem proposto.
- Também o materialismo de vida e o relativismo moral são postos em causa. Esta guerra contra o inimigo invisível, põe perguntas que muita gente deitava para trás das costas: DONDE VIMOS? O QUE FAZEMOS AQUI? PARA ONDE VAMOS?
Nada melhor que este excelente vídeo para ajudar a situar a questão. Reflete quem sabe. Aprendamos com quem sabe.
sexta-feira, 20 de março de 2020
quarta-feira, 18 de março de 2020
Presidente da República declara Emergência Nacional (em atualização)

Ouvido o Conselho de Estado, obtida a concordância do Governo, com a aprovação da Assembleia da República sem votos contra, o Presidente da República declarou nesta quarta-feira a Emergência Nacional para combater esse terrível inimigo invisível que é Covid-19.
O processo:
1° Presidente da República avança com Decreto Presidencial onde declara Emergência Nacional
2° Assembleia da República aprova decreto presidencial
3° Conselho Ministros decide medidas a adotar, bem como data de início e fim de cada uma dessas medidas - será amanhã
Ou seja, até ser realizada a reunião do Conselho de Ministros nada muda. Amanhã saberemos das decisões e quais as nossas obrigações perante este estado de Emergência Nacional, até ao final desta reunião tudo se mantém.
Durante a sessão parlamentar, primeiro-ministro alertou que a curva epidemiológica da Covid-19 no país "não acabará nos próximos 15 dias, terá um pico em meados de abril, e só poderá ter um termo, se tudo correr no melhor dos cenários, em finais de maio". António Costa alertava para o facto de a declaração de emergência, que foi aprovada sem votos contra pelos deputados, não resolver o problema do novo coronavírus. "Não há nenhum decreto de emergência que tenha um efeito salvífico de resolver a crise pandémica", alertou.
Garantindo a "inequívoca solidariedade institucional" do Governo com o Presidente da República, António Costa voltou a sublinhar - já o tinha feito antes, em conferência de imprensa - que "não se trata de suspender a democracia". "Continuaremos a ser uma sociedade aberta, de cidadãos livres", garantiu o líder do executivo, que na manhã de quinta-feira reúne o Conselho de Ministros para definir em concreto as medidas do estado de emergência. Medidas que terão em conta o "sentido da adequação e proporcionalidade", garantiu, mas sublinhando também que serão cometidos erros pelo caminho: "Temos com humildade de procurar agir com a melhor evidência científica, com a consciência que temos de tomar decisões hoje que amanhã terão de ser corrigidas, que hoje tomaremos decisões que amanhã serão consideradas excessivas e que não tomaremos outras que serão consideradas imprescindíveis".
Nesta quinta-feira, o governo pôs em marcha medidas que pode ver aqui.
Neste sentido, atenda às 10 medidas que deve seguir durante o
os próximos 15 dias de Estado de Emergência:
1) Isolamento obrigatório para infetados pela covid-19 e para casos suspeitos. Estes cidadãos arriscam-se a crime de desobediência civil se saírem do local do isolamento.
2) Proteção especial para idosos (acima dos 70 anos) e outros grupos de risco. Só devem sair de casa para questões essenciais: compras, banco, CTT, serviços de saúde ou passear animais de companhia. Não há um horário especial para saídas à rua.
3) Não há recolhimento obrigatório mas as restantes pessoas têm "dever de recolhimento". Isto é, não devem andar na rua, a não ser para o essencial, incluindo ir trabalhar, se não for possível o teletrabalho. Apoio a familiares, acompanhar crianças em curtas atividades ao ar livre e passear animais de companhia também são exceções.
4) Fica fechado um conjunto de serviços públicos, incluindo lojas do cidadão. Muitos desses serviços podem ser encontrados online ou via telefone. Mantém-se os postos de apoio ao cidadão localizados junto das autarquias. A marcação prévia é aconselhada.
5) Negócios abertos ao público têm de fechar. Espaços como padarias, mercearias, supermercados, farmácias, quiosques, bombas de gasolina ou bancos mantêm-se abertos. O atendimento deve ser feito por postigo. Centros comerciais também fecham, excluindo lojas de bens "essenciais" no interior.
6) Restaurantes fecham ao público. Podem continuar a trabalhar em regime de "take away". Por sua vez, o racionamento de bens alimentares não é uma opção em cima da mesa.
7) Empresas onde não há contacto com o público continuam a laborar. Devem ser cumpridas normas de segurança e higiene. Nos casos em que é possível, é recomendado o teletrabalho.
8) Forças de segurança estarão na rua para encerrar negócios, sensibilizar população e recomendar idosos a não sair de casa.
9) Haverá "regras orientadoras" para a realização de funerais, para evitar concentração de pessoas.
10) Governo criou gabinete de crise para responder à pandemia, que integra oito ministros.
Amanhã o governo irá tomar outras medidas, mais viradas para a área económica…
É oficial. Só pode sair de casa se for para fazer uma destas 20 coisas
Estas obrigações entram em vigor às 00h00 do dia 22 de março.
No decreto, tal como António Costa já tinha explicado esta quinta-feira, impõe-se o confinamento obrigatório, em estabelecimento de saúde ou em casa, dos doentes infetados com a Covid-19. Para os maiores de 70 anos e os imunodeprimidos e os portadores de doença crónica também existem fortes restrições à circulação.
E para todos os outros, que não estão doentes e têm menos de 70 anos? O Governo elaborou uma lista com 20 tarefas que justificam a saída à rua. Assim, só podem circular em espaços e vias públicas, para algum dos seguintes propósitos:
a) Aquisição de bens e serviços;
b) Deslocação para efeitos de desempenho de atividades profissionais ou equiparadas;
c) Procura de trabalho ou resposta a uma oferta de trabalho;
d) Deslocações por motivos de saúde, designadamente para efeitos de obtenção de cuidados de saúde e transporte de pessoas a quem devam ser administrados tais cuidados ou dádiva de sangue;
e) Deslocações para acolhimento de emergência de vítimas de violência doméstica ou tráfico de seres humanos, bem como de crianças e jovens em risco, por aplicação de medida decretada por autoridade judicial ou Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, em casa de acolhimento residencial ou familiar;
f) Deslocações para assistência de pessoas vulneráveis, pessoas com deficiência, filhos, progenitores, idosos ou dependentes;
g) Deslocações para acompanhamento de menores:
- Em deslocações de curta duração, para efeitos de fruição de momentos ao ar livre;
- Para frequência dos estabelecimentos escolares, ao abrigo do n.º 1 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março.
i) Deslocações para participação em ações de voluntariado social;
j) Deslocações por outras razões familiares imperativas, designadamente o cumprimento de partilha de responsabilidades parentais, conforme determinada por acordo entre os titulares das mesmas ou pelo tribunal competente;
k) Deslocações para visitas, quando autorizadas, ou entrega de bens essenciais a pessoas incapacitadas ou privadas de liberdade de circulação;
l) Participação em atos processuais junto das entidades judiciárias;
m) Deslocação a estações e postos de correio, agências bancárias e agências de corretores de seguros ou seguradoras;
n) Deslocações de curta duração para efeitos de passeio dos animais de companhia e para alimentação de animais;
o) Deslocações de médicos-veterinários, de detentores de animais para assistência médico-veterinária, de cuidadores de colónias reconhecidas pelos municípios, de voluntários de associações zoófilas com animais a cargo que necessitem de se deslocar aos abrigos de animais e de equipas de resgate de animais;
p) Deslocações por parte de pessoas portadoras de livre-trânsito, emitido nos termos legais, no exercício das respetivas funções ou por causa delas;
q) Deslocações por parte de pessoal das missões diplomáticas, consulares e das organizações internacionais localizadas em Portugal, desde que relacionadas com o desempenho de funções oficiais;r) Deslocações necessárias ao exercício da liberdade de imprensa;
s) Retorno ao domicílio pessoal;
t) Outras atividades de natureza análoga ou por outros motivos de força maior ou necessidade impreterível, desde que devidamente justificados.
Fonte: aqui
terça-feira, 17 de março de 2020
segunda-feira, 16 de março de 2020
Sinal dos tempos...
"Esta dolorosa e ameaçadora pandemia apresenta-se como um sinal dos tempos:
- o homem não é Deus de si próprio
- a ciência e a tecnologia não encerram a última palavra de Esperança.
Para nós cristãos, esta circunstância pode ser vivida como uma séria interpelação:
- ao primado de Deus nas nossas vidas
- à importância da vivência fraterna do mandamento novo do amor."
(Arcebispo de Évora)
- o homem não é Deus de si próprio
- a ciência e a tecnologia não encerram a última palavra de Esperança.
Para nós cristãos, esta circunstância pode ser vivida como uma séria interpelação:
- ao primado de Deus nas nossas vidas
- à importância da vivência fraterna do mandamento novo do amor."
(Arcebispo de Évora)
sábado, 14 de março de 2020
"É o momento de ser responsável e ficar em casa"
"A saúde deve estar sempre em primeiro lugar. Este é um momento excecional e há que seguir as indicações tanto das instituições saúde como das autoridades públicas. Só assim poderemos combater tudo isto de forma eficaz.
Este é o momento de ser responsável e ficar em casa. Além disso, é perfeito para desfrutar com os teus aquele tempo que nem sempre podes ter para eles."
(Lionel Messi, jogador do Barcelona)
Não sejamos inconscientes!

Chocante! Num momento destes, esta gente não tem consciência! Quem faz isto, não pensa em si nem nos outros.
O governo precisa de ser mais musculado e encerrar estes locais de total insegurança sanitária.
Sejam nacionais ou estrangeiros…
Embora menos, continua a ver-se muita gente em cafés, por longo tempo, à conversa, sem respeito pela distância indicada. Também na rua se vêm namorados em poses envolventes, grupos a conversar numa proximidade perigosa.
E será que as regras de higiene estão a ser levadas a sério???
- Saia de casa só mesmo quando tiver que sair…
- Está a necessitar de arejar? Saia sozinho e dê um passeio por caminhos mais isolados, vá a um monte e contacte com a natureza…
- Em casa, conviva, brinque, dialogue em família. Tantas vezes as famílias se queixam que não têm tempo para conviver, aproveite agora.
- Vejam filmes em comum e discutam-nos
- Preparem juntos uma refeição
- Distribuam tarefas
- Joguem, revivendo antigos jogos populares
- Leiam um livro
- Prepare tarefas que irá executar depois desta emergência
- Estude
- Se é cristão, pegue na Bíblia e no terço e reze
É TEMPO DE ESTAR EM CASA.
Não seja asas do coronavirus!
sexta-feira, 13 de março de 2020
terça-feira, 10 de março de 2020
POST DA DRA ANA MARINHO SOARES (USF FELGUEIRAS)
Controlar a epidemia tem de ser uma PRIORIDADE
Escrevo isto para que chegue por favor ao máximo de pessoas a minha advertência.
Estamos perante uma epidemia e é necessário que TODOS façam a SUA parte para a travarmos!
Como médica sinto-me na obrigação de alertar porque vejo muitas pessoas que chegam a ridicularizar a situação e ignoram as importantes medidas preventivas.
Estou farta de ler posts a dizerem que há mais pessoas a morrerem de fome, e de acidentes e de outras coisas do que com COVID 19, desvalorizando a epidemia. Isso é verdade, há imensas outras coisas que matam muito mais que o Covid mas são assuntos independentes, não são?!Resolver um assunto é resolver um assunto, resolver outro assunto é resolver outro assunto. Porque é que eu vou estar a comparar a fome ao Covid? Os dois são para resolver, ok? Ou porque há mais pessoas a morrerem de fome e a morrerem de acidentes já não temos de travar esta epidemia?
Estou farta de Ler que a gripe comum é mais grave que o Covid 19. Isso não é verdade! Não sou eu que o digo é a Organização Mundial de Saúde. Querem entidade mais idónea que esta? O Covid 19 tem-se mostrado mais agressivo e com mais casos que terminam em morte (principalmente em idosos e pessoas com patologias crónicas).
Acho especialmente que esta ideia errada que foi passada de que Covid 19 é igual a gripe comum foi muito prejudicial porque está a fazer com que as pessoas não tomem as medidas preventivas de uma forma seria e adequada, pensando que não têm de mudar os hábitos porque nunca o fizeram e todos os anos há gripe...
Neste momento Felgueiras tem casos de Covid por isso controlar a epidemia tem de ser uma PRIORIDADE para os Felgueirenses.
Acredito que esta desvalorização pode ser muito prejudicial para o nosso concelho porque pode levar a mais contágios por imprudências evitáveis.
O nosso concelho já tem como sabem, casos confirmandos de Covid 19 e é preciso que TODOS colaborem para “cortarmos” os contágios.
E o que têm de fazer é muito pouco...
1- Deixem de espirrar e tossir para o ar.... é sempre, sempre para o braço
2- Lavem as mãos muitas vezes, e é fundamental lavar sempre as mãos antes de tocar no rosto, antes de comer, depois de mexer em algo que passe por “muitas mãos” como o dinheiro por exemplo 3-Não cumprimentem ninguém com aperto de mão e não dêem beijinhos a ninguém! Mesmo aos vossos pais, avós, filhos, não dêem beijos...
4- Depois de limparem o nariz deitem o lenço logo ao lixo
5- Se estão de quarentena... façam a quarentena!!!
6- Se tiver tosse, febre, falta de ar e viajou recentemente ou esteve em contacto com um caso de COVID 19 deve ligar para a linha 24 ( não deve ir nem ao centro de saúde nem à urgência hospitalar) 7- Evitem multidões, estar em sítios fechados com muita gente, etc
8- Aconselho os cafés, lojas comerciais, serviços, etc a desinfetarem regularmente as maçanetas das portas ao longo do dia
9- Muitas pessoas não têm Facebook... não consigo que esta mensagem chegue principalmente aos mais idosos (que são também os que mais riscos correm). Transmitam-lhes todos os cuidados que eles devem ter... sejam portadores das medidas preventivas que eles devem tomar.
10- Evite viajar para fora do país
11- Nada de pânico! Concentrem-se em fazer estas medidas todas bem. Nós sabemos que em média uma pessoa infetada transmite a doença a duas ou a três pessoas. Nós podemos ser mais rápidos que a infeção se cada um de vocês fizer tudo direitinho e passar a mensagem a 3, 4, 5 pessoas que também façam tudo direitinho e por sua vez cada uma delas faça tudo direitinho e continue a transmissão de informação adequada, quebrado assim muitas, muitas correntes de transmissão
11- Se todos fizermos tudo bem os danos serão mínimos e quem sabe no S Pedro e nas Vitórias já poderemos beijar-nos e abraçar-nos e brindarmos à união da nossa terra, do nosso concelho e do que juntos podemos fazer por um bem maior, pela saúde de todos.
sexta-feira, 6 de março de 2020
Um mulher escreve sobre o Dia Internacional da Mulher
"E já é outra vez Dia da Mulher
É a mesma história há anos. Dia 8 de março há uma espécie de comoção geral, todas as entidades públicas e privadas fazem conferências alusivas ao Dia da Mulher, as televisões desdobram-se em edições especiais sobre a desigualdade, o fardo da dupla jornada e o horror da violência doméstica. E no dia seguinte voltamos a ter as mulheres como cidadãs de segunda, ou pelo menos como titulares de direitos de segunda. E sempre as perguntas: mas porque é que tu dizes "direitos humanos das mulheres?", ou "mas tu não achas que não faz sentido ter um dia da mulher já que não há um dia do homem?", ou a tão em voga "mas não achas ridículo essa coisa do "eles e elas", "portugueses e portuguesas"?"
Este ano prometi que ia ter calma. E que não iria responder, que se quisessem recorrer apenas ao feminino para convocar todo o género humano que eu me oporia com igual veemência (embora me fizesse sorrir), ou que não responderia com o facto de haver no mundo apenas 22% de mulheres nos parlamentos e 16% nos executivos; que uma em cada três mulheres sofrerá ao longo da sua vida uma forma de violência; que há 200 milhões de raparigas e mulheres que foram vítimas de mutilação genital feminina e que se o ritmo atual continuar teremos mais 15 milhões até 2030; que todos os dias casam cerca de 38 mil meninas e raparigas, 14 milhões todos os anos; que os crimes de honra todos os anos ceifam a vida a milhares de raparigas e mulheres; que os crimes ligados ao dote matam com igual virulência; que a violação como arma de guerra é recorrente em todos os conflitos armados por todo o planeta; que a maior parte das vítimas de tráfico de seres humanos são mulheres; que a seleção pré--natal do sexo e o infanticídio de meninas em algumas partes do mundo põem em causa a sustentabilidade demográfica de regiões e interpela, em baixa, todas as projeções populacionais anteriores pois faltam mulheres; que 99% das mortes maternas por causas evitáveis ocorrem em países em desenvolvimento; que há mais de 220 milhões de mulheres que querem e não têm acesso a meios e serviços modernos de planeamento familiar e tantas outras que não podem decidir autonomamente sobre a sua fertilidade; que faltam respostas adequadas ao género e à idade para mais de 25 milhões de raparigas e mulheres que estão em situação de precisar de assistência humanitária; que as mulheres em Portugal ganham menos 17% do que os homens e que, por isso, para ganharem o mesmo teriam que trabalhar mais 65 dias por ano; que nos meios de comunicação social apenas uma em cada quatro notícias é dada por mulheres ou sobre mulheres.Se as mulheres perfazem mais de 50% da humanidade como é que podemos tolerar este balanço, sobretudo quando sabemos como construir mais igualdade? Não chega um dia internacional da mulher.
Dia 8 não nos deem flores ou chocolates. Ergam a vossa voz e empenhem-se na igualdade. É bom para as meninas, raparigas e mulheres, mas também para as sociedades: a igualdade reduz os custos da discriminação (as violências desde logo) e aumenta a produtividade e a riqueza dos países. E mais do que isto são direitos humanos. Universais."
Mónica Ferro, Ex-secretária de Estado da Defesa e professora do ISCSP
Fonte: aqui
quarta-feira, 4 de março de 2020
Uma alma que se eleva, eleva o mundo
Vivera ao lado de um anjo sem notar a sua presença
História maravilhosa da Serva de Deus Elizabeth Leseur que nasceu em Paris, França, em 1866; Ela recebeu da família uma sólida educação cristã e valioso patrimônio cultural, que utilizou durante toda a vida na qualidade de escritora. Era esposa de um ateu, materialista e colaborador de jornais anti-clericais, que tudo fez para extinguir a fé da esposa. Elisabeth, porém, percebeu a fragilidade das hipóteses materialistas e quis controlar a validade dos seus argumentos, dedicando-se intensamente ao estudo da Religião, do Evangelho e de São Tomás de Aquino. Este aprofundamento só contribuiu para tornar mais convicta a sua vida cristã, levando-a a exercer o apostolado entre os intelectuais e incrédulos, como também a praticar obras de caridade.
Era uma francesa culta e fervorosa, amiga das artes, das letras, da filosofia, etc, casada com um homem culto e destacado na sociedade francesa; mas ateu, que não acompanhava a fé de Elizabeth. Era o Sr. Felix Leseur.
A vida inteira Elizabeth rezou e se imolou pela conversão de seu esposo; o acompanhava nos mais altos eventos sociais onde Deus estava ausente, e sua alma chorava em silencio e oblação a Deus; até que um dia ela veio a falecer sem ver o marido se converter. Muito se empenhou pela conversão de seu marido, sem o conseguir, até o momento de sua morte.
Mas eis que Elizabeth tinha escrito um Diário Espiritual; e, um belo dia o seu esposo o encontrou depois de sua morte, e o leu com interesse. Foi o suficiente para que ele se convertesse profundamente. Ao ler aquelas páginas cheias de fé e de sofrimento oferecido a Deus diariamente, aquele homem foi tocado profundamente e percebeu que vivera ao lado de um anjo sem notar a sua presença. Agora derramava lágrimas de tristeza por não ter vivido aquela fé maravilhosa ao lado da esposa falecida. Sua conversão foi tão profunda que deixou o mundo, abandonou as esferas sociais onde era exaltado e se fez Frade dominicano com o nome de Frei Feélix Leseur. Do céu, Elizabeth converteu o seu Félix. Depois ele publicou “O Diário de Elizabeth Leseur”; editou também “Cartas a respeito do Sofrimento”, Paris 1918; “A Vida Espiritual”, Paris 1918; “Cartas aos Incrédulos”, Paris 1922.
Elisabeth deixou escrita uma famosa sentença, que revela o segredo do seu êxito apostólico: "Uma alma que se eleva, eleva o mundo inteiro". Elevando-se em Deus no silêncio, na paciência e no amor perseverante, ela conseguiu elevar seu marido e, com ele, muitos e muitos irmãos, pois na comunhão dos Santos o cristão se torna espiritualmente fecundo, sem mesmo poder avaliar o alcance de sua vida fiel e tenaz.
PENSAMENTOS DA BEATA ELIZABETH LESEUR
"Sejamos como a vela, que consome a sua própria substância para dar luz e calor aos que a cercam".
“Uma alma que se eleva, eleva o mundo inteiro”.
“Não sabemos todo o bem que fazemos, quando fazemos o bem”.
"Não chores ao perderes o sol; as lágrimas te impedirão de ver as estrelas."
“As nossas ações e as nossas omissões têm repercussões que vão até o infinito…”
“Um coração que ama, seja quem for o amado, ama ao mundo todo e o faz melhor.”
“Minha alma tem sede de se entregar, de se dar, de ser compreendida e de tudo partilhar. Ela suspira por aquilo que dura e queria, às vezes, sacudir o fardo das incompreensões, das hostilidades, das mesquinharias que, de fora, pesando sobre ela e a machucam. Tenho sede de infinito, de imortalidade. Tenho sede de vida, da única vida, plena, eterna, com todas as nossas ternuras reunidas no seio do Amor infinito. Meu Deus, tenho sede de ti”.
“Toda a vida é uma responsabilidade, e somos culpados não apenas pelo mal que fazemos, mas também pelo bem que deixamos de fazer”.
“Como não procurar dar quando se recebeu muito? Como não amar quando um Amor Infinito renovou e transformou a nossa vida?”
“Pensar é belo; orar é melhor; amar é tudo”.
“Quero amar com um amor especial àqueles a quem seu nascimento, sua religião ou suas ideias afastam de mim”.
“Não aceitar tudo, senão tratar de compreender tudo; não aprovar tudo, senão perdoar tudo; não aceitar tudo, senão buscar o grão de verdade que está contido em tudo. Não rechaçar nenhuma ideia ou desejo, por torpe o débil que pareça."
“Uma alma que se eleva, eleva o mundo inteiro”.
“Não sabemos todo o bem que fazemos, quando fazemos o bem”.
"Não chores ao perderes o sol; as lágrimas te impedirão de ver as estrelas."
“As nossas ações e as nossas omissões têm repercussões que vão até o infinito…”
“Um coração que ama, seja quem for o amado, ama ao mundo todo e o faz melhor.”
“Minha alma tem sede de se entregar, de se dar, de ser compreendida e de tudo partilhar. Ela suspira por aquilo que dura e queria, às vezes, sacudir o fardo das incompreensões, das hostilidades, das mesquinharias que, de fora, pesando sobre ela e a machucam. Tenho sede de infinito, de imortalidade. Tenho sede de vida, da única vida, plena, eterna, com todas as nossas ternuras reunidas no seio do Amor infinito. Meu Deus, tenho sede de ti”.
“Toda a vida é uma responsabilidade, e somos culpados não apenas pelo mal que fazemos, mas também pelo bem que deixamos de fazer”.
“Como não procurar dar quando se recebeu muito? Como não amar quando um Amor Infinito renovou e transformou a nossa vida?”
“Pensar é belo; orar é melhor; amar é tudo”.
“Quero amar com um amor especial àqueles a quem seu nascimento, sua religião ou suas ideias afastam de mim”.
“Não aceitar tudo, senão tratar de compreender tudo; não aprovar tudo, senão perdoar tudo; não aceitar tudo, senão buscar o grão de verdade que está contido em tudo. Não rechaçar nenhuma ideia ou desejo, por torpe o débil que pareça."
Fonte: aqui
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
Eutanásia: Associação de Cuidados Paliativos lamenta decisão e pede esclarecimentos
A Associação Portuguesa dos Cuidados Paliativos lamentou a aprovação da despenalização da eutanásia no parlamento e pediu um esclarecimento ao Ministério da Saúde.
"O nosso receio é que os serviços de cuidados paliativos que sejam instrumentalizados para dar cumprimento a esta morte a pedido" e, nesse sentido, a associação pede "um esclarecimento por parte da senhora ministra e da Comissão Nacional de Cuidados Paliativos".
Duarte Soares referiu que o que se sabe pela ciência é que "os médicos que estão mais envolvidos no fim de vida são aqueles que mais rejeitam a eutanásia".
Por outro lado, defendeu, "os serviços de cuidados paliativos são muitos escassos", acrescentando: "Estamos sempre a falar em investimento, portanto, é necessário clarificar se são estes meios escassos, que fazem uma cultura completamente diferente, que vão ser utilizados para esta matéria".
Sobre a aprovação na generalidade dos cinco projetos para a despenalização da morte medicamente assistida, Duarte Soares, afirmou que não foi uma surpresa.
"Era expectável a decisão por parte do parlamento", afirmou, mas o presidente da associação acredita que "ainda não é o final deste longo processo".
Mas a associação vê com "muita tristeza" a aprovação de um "ato que pode aparentar ser progressista e moderno, mas que na verdade nada vem acrescentar àquilo que é a necessidade de investirmos em serviços de cuidados paliativos e de apoio efetivamente aos milhares de portugueses que querem viver com dignidade até ao fim", salientou.
Apesar de acreditar que esta decisão ainda vá demorar "bastante tempo" a ser colocada no terreno, Duarte Soares disse que "a associação será a primeira a alertar as entidades competentes quando a decisão de hoje se transformar na realidade da Holanda em que muitos dos casos ultrapassam completamente as barreiras legislativas que são hoje colocadas".
"Teremos esse papel e olhamos para o futuro com muito otimismo e com muita resiliência, percebendo que a associação representa e lidera um movimento cívico que é completamente distinto na sua cultura", vincou.
Contudo, ressalvou: "Hoje é um dia importante e que teremos obrigatoriamente que respeitar".
O projeto do PS foi o mais votado, com 127 votos, 10 abstenções e 86 votos contra, sendo o do BE o segundo mais votado, com 124 deputados a favor, 14 abstenções e 85 contra.
O diploma do PAN foi aprovado com 121 votos, 16 abstenções e 86 votos contra.
O projeto do PEV recolheu 114 votos, 23 abstenções e 86 votos contra, enquanto o diploma da Iniciativa Liberal recolheu 114 votos favoráveis, 23 abstenções e 85 contra.
A votação nominal, um a um, demorou 30 minutos, a exemplo do que aconteceu na votação de 2018.
Estiveram presentes 222 dos 230 deputados.
Fonte: aqui
A Associação Portuguesa dos Cuidados Paliativos (APCP) lamentou hoje a aprovação da despenalização da eutanásia no parlamento e pediu um esclarecimento ao Ministério da Saúde sobre os médicos que vão proceder à sua prática.
A APCP apela para uma "tomada de posição firme e concreta" relativamente a "quem vão ser os elementos do Estado ou do Sistema Nacional de Saúde ou os clínicos que vão proceder à prática desta decisão", disse à agência Lusa o presidente da associação, Duarte Soares."O nosso receio é que os serviços de cuidados paliativos que sejam instrumentalizados para dar cumprimento a esta morte a pedido" e, nesse sentido, a associação pede "um esclarecimento por parte da senhora ministra e da Comissão Nacional de Cuidados Paliativos".
Duarte Soares referiu que o que se sabe pela ciência é que "os médicos que estão mais envolvidos no fim de vida são aqueles que mais rejeitam a eutanásia".
Por outro lado, defendeu, "os serviços de cuidados paliativos são muitos escassos", acrescentando: "Estamos sempre a falar em investimento, portanto, é necessário clarificar se são estes meios escassos, que fazem uma cultura completamente diferente, que vão ser utilizados para esta matéria".
Sobre a aprovação na generalidade dos cinco projetos para a despenalização da morte medicamente assistida, Duarte Soares, afirmou que não foi uma surpresa.
"Era expectável a decisão por parte do parlamento", afirmou, mas o presidente da associação acredita que "ainda não é o final deste longo processo".
Mas a associação vê com "muita tristeza" a aprovação de um "ato que pode aparentar ser progressista e moderno, mas que na verdade nada vem acrescentar àquilo que é a necessidade de investirmos em serviços de cuidados paliativos e de apoio efetivamente aos milhares de portugueses que querem viver com dignidade até ao fim", salientou.
Apesar de acreditar que esta decisão ainda vá demorar "bastante tempo" a ser colocada no terreno, Duarte Soares disse que "a associação será a primeira a alertar as entidades competentes quando a decisão de hoje se transformar na realidade da Holanda em que muitos dos casos ultrapassam completamente as barreiras legislativas que são hoje colocadas".
"Teremos esse papel e olhamos para o futuro com muito otimismo e com muita resiliência, percebendo que a associação representa e lidera um movimento cívico que é completamente distinto na sua cultura", vincou.
Contudo, ressalvou: "Hoje é um dia importante e que teremos obrigatoriamente que respeitar".
O projeto do PS foi o mais votado, com 127 votos, 10 abstenções e 86 votos contra, sendo o do BE o segundo mais votado, com 124 deputados a favor, 14 abstenções e 85 contra.
O diploma do PAN foi aprovado com 121 votos, 16 abstenções e 86 votos contra.
O projeto do PEV recolheu 114 votos, 23 abstenções e 86 votos contra, enquanto o diploma da Iniciativa Liberal recolheu 114 votos favoráveis, 23 abstenções e 85 contra.
A votação nominal, um a um, demorou 30 minutos, a exemplo do que aconteceu na votação de 2018.
Estiveram presentes 222 dos 230 deputados.
Fonte: aqui
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
Francisco, um Papa incapaz de reformar a Igreja
Havia uma certa expectativa relativamente à
exortação apostólica que surgiria como corolário do sínodo dos bispos que
decorreu em Roma entre 6 e 27 de outubro, mas os 111 parágrafos do texto
"Querida Amazónia", escritos pelo Papa Francisco, mostram uma Igreja
incapaz de se reformar.
Não há qualquer porta aberta para o fim do
celibato dos padres, nem tão pouco sinais para a instituição do diaconado
feminino.
A Igreja Católica tem uma gigantesca dificuldade em promover uma revolução
doutrinal. Setores mais conservadores controlam com mão férrea o Vaticano e nem
mesmo um Papa com o perfil do argentino Jorge Mario Bergoglio tem conseguido
ultrapassar esse domínio. É claro que poderíamos atirar para o domínio do
inverosímil a ordenação sacerdotal de homens casados, mesmo que isso
correspondesse a uma exceção criada para as regiões do globo mais carenciadas
de padres, como a Amazónia. É muito difícil a Igreja dar esse passo. Por várias
razões. Porque isso colide com uma doutrina mais tradicionalista, põe em causa
um património que se preserva de forma cumulativa e porque, na verdade, mexe
com dogmas inabaláveis, por exemplo a aceitação do divórcio e, pior ainda, dos
recasados. Imagine-se se um padre casado decidisse, a determinada altura, pôr
fim ao seu matrimónio...
No entanto, há outros modos de equacionar este tema. A Igreja Católica
continua a confrontar-se com uma grave crise de vocações, também tributária das
exigências feitas a quem quer servir o próximo, mas se sente incapaz de uma
abstinência sexual para a vida toda. Por outro lado, hoje os leigos vivem a sua
fé de outro modo e, decerto, seria mais profícuo encontrarem na sua paróquia
alguém com uma experiência de vida mais próxima dos problemas reais que uma
família enfrenta no seu quotidiano...
Há ainda a questão do diaconado feminino e aqui devo reconhecer que tenho
uma colossal dificuldade em entender o atual rumo da Igreja Católica cuja fé
professo. O papel da mulher continua circunscrito a uma menoridade difícil de
aceitar. Nesta exortação apostólica, o Papa Francisco fala da necessidade de
estimular o "aparecimento de novos serviços e carismas femininos",
mas deixa claro que esses trabalhos não passarão pela ordenação sacerdotal. Eis
aqui uma limitação que tira futuro a uma Igreja que precisa urgentemente de
outros caminhos para atrair para si leigos que se sentem cada vez mais
descrentes desta doutrina que os homens do Vaticano insistem em manter.
Felisbela Lopes, Professora Associada com Agregação da Universidade do
Minho
JN, 14/2/2020
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
ALIVIAR SIM, MATAR NÃO

«Diga-se o que se disser, a vida é a coisa mais bela»
O sofrimento humano é uma realidade do percurso pessoal, que pode atingir formas devastadoras, é verdade. Mas o próprio respeito devido ao sofrimento dos outros e ao nosso deve fazer-nos considerar duas coisas: 1) que temos de recorrer aos instrumentos médicos e paliativos ao nosso alcance para minorar a dor; 2) que temos de reconhecer que o sofrimento é vivido de modo diferente quando é acompanhado com amor e agrava-se quando é abandonado à solidão.»
José Tolentino Mendonça, Cardeal
terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
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