sexta-feira, 30 de abril de 2010

Mãe, como és grande!!!

Todos os pergaminhos, todas as folhas de papel seriam pequenos, para descrever o significado de Mãe. És uma imensidade de bondade, estás sempre do nosso lado mesmo quando o não merecemos. Nas maiores dificuldades de cada um de nós, tu estás sempre pre­sente! Quando tu partes, o sentimento é de vazio, deixas um vácuo no íntimo de cada um de nós, que nem o tempo consegue repor. Vai-se sobrevivendo, porque a vida tem de continuar, pondo em prática tudo aquilo que fomos assi­milando ao longo da vida, que tu nos ensinaste, mas a tua perda é grande e só nos apercebemos quando partes. Não permitias, e não permites, que ninguém nos fizesse ou faça mal, sempre protec­tora, embora responsabilizando cada um dos nossos actos, tendo sempre presente o dom de perdoar.
Figura de Mãe: uma das maiores de toda a terra, tens pleno direito ao teu dia. Não! Tu não tens direito só a um dia! Tu tens direito a todos os dias, quer estejas presente, quer já tenhas parti­do. Tu moves o mundo e ajudas à sua transformação. Ajudas o Pai para que o sucesso se complete. Nem sempre o mundo sabe o quanto que te deve. Talvez não te deva nada, porque tu tudo fazes sem reivindicar nada para ti. Queres o bem-estar dos teus e não exiges nenhu­ma contrapartida.
Como tu sabes sofrer! Tal como a Mãe de todos nós, também tu sabes sofrer no teu silêncio: nas aventuras dos teus filhos, mostras sempre um sorriso quando te apetecia chorar, mas os teus dons de Mãe fazem com que muitas vezes, por magia, tu consigas transfor­mar e recuperar o que parecia irreme­diavelmente perdido. Deus deu-te esses dons, com que tu consegues remover montanhas, ninguém consegue o que tu consegues, usa-os, pois o Senhor de todo o Universo te compensará.
Quem mais poderia dar beleza à humanidade se tu não existisses? O teu requintado modo de observar, como se de telepatia se tratasse, faz de ti o ser mais belo que o Criador colocou no mundo, para que o mesmo fosse infinitamente belo.
Ó Mãe! Nunca deixes de existir. Faz com que o teu papel na sociedade seja cumprido e nunca vaciles no desem­penho do teu lugar, imprescindível, na sociedade em que vivemos. Mãe, tu não podes falhar. Mãe, tu és insubstituível. Ninguém pode ocupar o teu lugar. Mãe, tu és amor, tu és vida e guardas em ti segredos, que só tu conheces e pouco a pouco vais revelando a cada um dos teus descendentes, mesmo antes de verem a luz do dia.
Mães de todo o mundo, assumi o vosso papel insubstituível, a humanida­de conta convosco. Mesmo que tenhais de remar contra a maré, não vos deixeis intimidar, porque a vossa verdadeira missão tem o apoio vindo do Alto, de tal modo que serão despromovidos dos seus cargos todos aqueles que tentarem destruir a vossa missão e capacidades ímpares de fazer vingar o verdadeiro sentido do que deve ser a família, prin­cipal célula da humanidade.
João Almeida, in Jornal da Beira

Percurso de Bento XVI em Lisboa:

1.Chegada ao Aeroporto da Portela onde será recebido pelas autoridades portuguesas.
2.Passagem por Alvalade para dar a Extrema – Unção
3.Passagem no Estádio da Luz para ser recebido por Jesus
4.Missa no Terreiro do Paço
5.Viagem para o Porto
6.Funeral no Dragão
7.Bento XVI recebido por Pinto da Costa onde será levantada a hipótese da Santa Sé tentar contactar Pedroto para o presidente portista pedir desculpa pelo não cumprimento da promessa feita ao antigo treinador.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A ISLÂNDIA

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Apesar de tudo, agradecido à mãe


Nem sempre as mães acolhem como é seu dever os filhos. Umas vezes porque são fruto de amores proibidos, outras pelas mais diversas razões. Foi o caso contado há dias pela comunicação social. Um estudante argentino conseguiu através do Facebook, uma das redes sociais mais populares do mundo, encontrar a mãe e outros familiares.
O jovem de 23 anos, que mora em Córdova com a família adoptiva, foi abandonado no hospital com apenas sete dias de vida. Em Março, resolveu criar uma página no Facebook intitulada «Busco a mi mama» («Procuro a minha mãe»), conseguindo a ajuda de 25 mil pessoas que se uniram à campanha.
«Há uma semana apareceu uma amiga da minha mãe biológica, que a ajudou naquela época. Chama-se Iris e disse-me onde morava a família da minha mãe. Viajei com os meus pais adoptivos à Villa del Totoral, e lá encontrei os meus avós, tios e primos», contou o jovem ao jornal Clarin, citado pela BBC.
Como a mãe não estava na cidade, o encontro só ocorreu passado uns dias. «Ela abraçou-me, pediu desculpas, e eu perdoei e agradeci-lhe por me deixar ter vida», afirmou Mauricio.
«Eu queria agradecer porque ela deixou-me nascer, não me abortou. Manteve-me vivo durante os sete meses da gravidez», contou o rapaz, que garante estar agora «muito mais tranquilo e feliz» por conhecer a família de sangue.
In O Amigo do Povo

terça-feira, 27 de abril de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

FALAR BEM PORTUGUÊS :

Estava a Edite Estrela numa bomba da A2 a caminho do Algarve quando vê começarem a chegar muitas motos. Quando um dos motociclistas lhe passa ao pé, ela pergunta :
-Desculpe, mas aonde vão todas estas motos ?
- Vamos para Faro. - diz o motociclista.
Imediatamente a Senhora Dona Edite Estrela, com um sorriso condescendente, diz :
-Lamento, mas o que disse não está correcto.
-Ahn ? (que é como quem diz: desculpe não percebi, importa-se de repetir)
-O senhor é de Lisboa ?
-Sou. Porquê ?
-Então deveria ter dito 'Eu vou a Faro', porque isso implica que vai e volta . Se disser 'Eu vou para Faro' isso implica que vai e não volta , o que não é correcto.
O motociclista começa então a fazer uma cara de concentração à Edite.
-Não está a perceber o que eu disse ? - Pergunta ela, muito solícita
-Não, não! Eu percebi! Estou é a pensar se a mando à merda... ou para a merda...
(Por email)

TU SABES QUE ESTÁS A FICAR LOUCO NO SÉCULO XXI QUANDO:

1. Envias um e-mail ou usas o Messenger para conversar com a pessoa quetrabalha na mesa ao teu lado;
2. Usas o telemóvel na garagem de casa para pedir a alguém que te ajude a levar as compras;
3. Esquecendo o telemóvel em casa (coisa que não tinhas há 10 anos atrás), ficas apavorado e voltas para buscá-lo;
4. Levantas-te pela manhã e quase que ligas o computador antes de tomar o café;
5. Conheces o significado de tb, qd, cmg, mm, dps, k, ...;
6. Não sabes o preço de um envelope comum;
7. A maioria das piadas que conheces, recebeste por e-mail (e ainda por cima ris sozinho...);
8. Dizes o nome da tua empresa quando atendes ao telefone em tua própria casa (ou até mesmo o telemóvel!!);Digitas o '0' para telefonar de tua casa;
10. Vais para o trabalho quando está a amanhecer, voltas para casa quando anoitece;
11. Quando o teu computador para de funcionar, parece que foi o teucoração que parou;
11. Estás a ler esta lista e a concordar com a cabeça e sorrir;
12. Estás a concordar tão interessado na leitura que nem reparaste que a lista não tem o número 9;
13. Retornaste à lista para verificar se era verdade que faltava o número 9 e nem viste que há dois números 11;
14. E AGORA ESTÁS A RIR DE TI MESMO!!!
15. Já estás a pensar para quem vais enviar esta mensagem;
16. Provavelmente agora vais clicar no botão 'Reencaminhar'... É a vida...que mais poderias fazer?... foi o que eu fiz também...
Feliz modernidade.

ESTA NOITE SONHEI COM O MÁRIO LINO

por Miguel de Sousa Tavares
Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três.
- Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio.
- Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm deter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade. Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

(http://avozdaabita.blogspot.com)

Ai, o reino animal......

Um elefante vê uma cobra pela primeira vez.
Muito intrigado pergunta:
- Como é que fazes para te deslocar? Não tens patas!
- É muito simples - responde a cobra - rastejo, o que me permite avançar.
- Ah... E como é que fazes para te reproduzires? Não tens tomates!
- É muito simples - responde a cobra já irritada - não preciso de tomates, ponho ovos.
- Ah... E como é que fazes para comer? Não tens mãos nem tromba para levar acomida à boca!
- Não preciso! Abro a boca assim, muito grande, e com esta enorme garganta engulo a minha presa directamente.
- Ah... ok! Ok! Mas então, resumindo.... rastejas, não tens tomates e só tens garganta... És Chefe de quem ?????!!

domingo, 25 de abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010


Provérbios de Abril

Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
Abril, Abril, está cheio o covil.
Em Abril águas mil.
Em Abril queima a velha o carro e o carril.
Em Abril, cada pulga dá mil.
Em Abril, lavra as altas, mesmo com água pelo machil.
Em Abril, vai onde deves ir, mas volta ao teu covil.
Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
Não há mês mais irritado do que Abril zangado.
No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.
Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.
Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.
Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.

Um príncipe da arábia saudita foi estudar para a Alemanha.

Um príncipe da arábia saudita foi estudar para a Alemanha.
Um mês depois escreveu uma carta ao pai a dizer :
-"Berlin é espectacular, o povo muito simpático e estou a gostar de cá estar mas sinto-me um pouco constrangido por ir para a Universidade no meu Mercedes dourado quando os professores viajam de comboio".
Algum tempo depois recebeu a resposta do pai numa carta com um milhão de dolares. Na carta o pai dizia :
-"Pára de nos embaraçares! Compra um comboio para ti também."

É mesmo à Judeu!...

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Uma fábula ao contrário

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"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objectos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer de uma cadeia transnacional de sanduíches saturados de gordura…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, que morreu no ano 399 antes de Cristo, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."
Frei Betto

Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
Fernanda Braga da Cruz

Avaliação dos alunos - novas tendências pedagógicas

QUESTÃO PROPOSTA: 6 + 7 = ???

RESULTADO APRESENTADO PELO ALUNO: 6 + 7 = 18

ANÁLISE E AVALIAÇÃO DO PROFESSOR

ANÁLISE :
  • A grafia do número 6 está absolutamente correcta; O mesmo se pode concluir quanto ao número 7;
  • O sinal operacional + indica-nos, correctamente, que se trata de uma adição;
  • Quanto ao resultado, verifica-se que o primeiro algarismo (1) está correctamente escrito e corresponde de facto ao primeiro algarismo da soma pedida.
  • O segundo algarismo pode muito bem ser entendido como um três escrito simetricamente - repare-se na simetria, considerando-se um eixo vertical!
  • Assim, o aluno enriqueceu o exercício recorrendo a outros conhecimentos. A sua intenção era, portanto, boa.

AVALIAÇÃO:

Do conjunto de considerações tecidas nesta análise, podemos concluir que: A atitude do aluno foi positiva: ele tentou!

  • Os procedimentos estão correctamente encadeados: os elementos estão dispostos pela ordem precisa.
  • Nos conceitos, só se enganou (?) num dos seis elementos que formam o exercício, o que é perfeitamente negligenciável.
  • Na verdade, o aluno acrescentou uma mais-valia ao exercício ao trazer para a proposta de resolução outros conceitos estudados - as simetrias - realçando as conexões matemáticas que sempre coexistem em qualquer exercício...
  • Em consequência, podemos atribuir-lhe um 'EXCELENTE' e afirmar que o aluno 'PROGRIDE ADEQUADAMENTE'.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Afinal o que é o sexo?

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CARTA DE UM CIDADÃO À DEPUTADA PS INÊS DE MEDEIROS

Excelentíssima Senhora Deputada Dona Inês de Medeiros,

Chère Madame

O IRRITADO teve, aqui há umas semanas, o topete de escrever uma carta a Vossa Excelência sobre a importante matéria das viagens semanais de Vossa Excelência, em classe executiva, a Paris, luminosa quão merecida cidade de residência de Vossa Excelência.
Permite-se agora o cullot de voltar à augusta presença de Vossa Excelência. Antes de mais, portanto (como diria o camarada Jerónimo), as mais humildes desculpas pelo atrevimento deste seu servo e amigo.
Tem o IRRITADO seguido, com a admiração e a estima que, no fundo da alma, nutre por Vossa Excelência, as vicissitudes por que tem passado a história do ingente problema que a aflige: quem paga as viagens de Vossa Excelência a Paris? Sim, Quem?
Parece que ninguém!
Anda meio mundo preocupado com o assunto, sendo o mais aflito de todos Sua Excelência o Senhor Deputado José Lelo[i], mui Ilustre Presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, entidade a quem, sem sombra de dúvida, caberá mandar pagar as viagens de Vossa Excelência.
Ora, como é sabido, o insigne cidadão tem várias dificuldades do tipo mental, coisa de que não terá culpa, uma vez que já nasceu assim. Daí que, por mais voltas que dê ao limitado bestunto com que foi brindado pela criação, não consegue encontrar o competente penduricalho orçamental onde caibam os 1.200 euros que custa cada viagem/semanal em executiva (luxo!) de Vossa Excelência.
Em que triste miserabilismo vive a Pátria do Senhor Dom João V!
Se Vossa Excelência andar por cá uns 10 meses por ano, teremos umas 45 viagens, o que, contas feitas, se cifrará nuns meros 54.000 euros, ou seja, em moeda antiga, uns míseros 10.826.028.000 réis. Em 4 anos de mandato, a coisa não passará, como é evidente, de 43.304.112.000 réis, ou, em moeda republicana, 43.304 contos mais uns pós.
Tem Vossa Excelência toda a razão quando, solene e superiormente, declara "não sei quem paga nem quanto custa". Era o que faltava, Vossa Excelência preocupar-se com problemas destes, coisa para lelos e quejandos, gente de somenos. Vossa Excelência não sabe, nem tem que saber, o valor em jogo. "Nada disso passa por mim", declarou. Mais. Vossa Excelência, como é de timbre entre os socialistas, não se preocupa com o assunto. "Escolhi uma (agência de viagens), e passei a marcar por essa: telefono e recebo os bilhetes". É assim mesmo! A altíssima dignidade de Vossa Excelência não permite, sequer, que erga o mimoso cul da poltrona para tratar de coisas menores. Como é óbvio, alguém traz o bilhete, alguém há-de pagar, Vossa Excelência não desce a problemas de lelos. Viaja, e acabou-se. Muito bem!
Teve o IRRITADO a desfaçatez, na sua anterior missiva, de suscitar a curiosidade de Vossa Excelência para o facto de haver cidadãos - ainda que, como é lógico, gente de qualidade inferior à sua - que fazem Lisboa/Paris/Lisboa por uns 150[ii] euros, no mesmo avião que Vossa Excelência utiliza, mas lá para trás, com o cul não tão à larga e sem champanhe nem refeição quente.
É certo que Vossa Excelência não tem que descer ao ponto de aceitar sugestões do IRRITADO. Não pode este, porém, deixar de, com todo o respeito, dizer que, se Vossa Excelência o fizesse, o Lelo gastaria 14,5 vezes menos do que vai acabar por gastar com as viagens de Vossa Excelência.
Tudo isto não passa, como é evidente, de fruto da mentalidade capitalista do IRRITADO, coisa incompatível com a majestática dignidade socialista de Vossa Excelência.
20.3.10
António Borges de Carvalho

[i] Lelo - doido, vaidoso (Dicionário Universal da Língua Portuguesa, Texto Editora).
[ii] Algo me diz que Vossa Excelência, antes de subir ao altar doirado em que se encontra, viajava por 150 euros, como a plebe. Agora, já nem quer saber quanto custa, ou custava, a sandocha e o assento apertadinho. Pois faz Vossa Excelência muito bem! Socialisme oblige.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O problema de um é problema de todos


Viver em Comunidade
“- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!! ”
A galinha, disse:“
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.”
O rato foi até o porco e lhe disse:
“ - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !!!”
" - Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.”
O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:
“ - O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não! ”
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pegado. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher…
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.
( autor desconhecido)

Conheça o que representam os dedos da sua mão

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domingo, 18 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

Talvez no final de 2011

Em menos de dois meses, Passos Coelho alterou significativamente o seu discurso sobre a necessidade de substituir com a maior rapidez o Governo de José Sócrates e a eventualidade de eleições antecipadas. Se, a meio de Fevereiro e em plena campanha para a liderança do PSD, afirmava sem rodeios que «é preferível termos eleições, é preferível enfrentar uma crise política do que estar todos os dias em permanente crise política», já no final de Março, no discurso de vitoria nas directas do PSD, refreava a sua ânsia e garantia que os sociais-democratas «estão disponíveis para ajudar o Governo a ultrapassar as dificuldades em que o país se encontra».
E, ao terminar agora o Congresso da consagração em Carcavelos, a mensagem de Passos Coelho já mudara quase 180 graus: «Não há pressa para chegar ao Governo. Não estou à espera de uma primeira oportunidade para deitar o Governo abaixo e provocar eleições». A posição de liderança, como se percebe, abre outras perspectivas sobre os problemas e uma nova visão sobre o mundo.

Passos Coelho pode não ter ainda afinado uma alternativa programática com pés e cabeça, com propostas concretas e clarificadoras, limitando-se a lançar sugestões rebuscadas, como a do Conselho Superior da República para examinar as nomeações políticas, ou a avançar com matérias estratosféricas para a generalidade dos portugueses, como a de uma urgentíssima revisão constitucional. Mas ganhou já reforçada sensibilidade a vozes como a do Presidente Cavaco Silva, que não se cansa de defender a «estabilidade política para enfrentar os problemas económicas e sociais do país», a conselhos como o do banqueiro Ricardo Salgado, quando avisa que «não é o momento de estarmos novamente com eleições», ou à preocupante imagem de Portugal nos palcos europeus e nos mercados internacionais.

O novo líder do PSD está, pois, mais sensível às exigências do cargo que agora ocupa. E daquele que pretende vir a ocupar. Para lá chegar – com a crise que o país atravessa, o desgaste crescente que a aplicação do PEC irá provocar no Governo e a imagem cada vez mais debilitada de Sócrates – só tem que esperar sentado. E não se mexer muito. Para não cometer disparates políticos irreparáveis. Porque é esse o seu maior risco até chegar a S. Bento. Não já em 2010, como entretanto percebeu. Talvez no final de 2011.
http://sol.sapo.pt/Blogs/jal/default.aspx

Bancos têm 2 mil milhões de euros em casas que não vendem

A crise está a colocar de dia para dia mais casas nas mãos dos bancos, que não as conseguem vender. O valor global dos imóveis executados por hipotecas já ascende a 2 mil milhões de euros, tendo aumentado 17 % de 2008 para 2009.
O banco com mais casas em seu poder é o BCP, seguindo-se o BES a grande distância.
Numa altura em que há cada vez mais portugueses com dificuldade em pagar os empréstimos das casas, os bancos acumulam imóveis nos seus activos, fruto das execuções de hipotecas.
Embora as instituições financeiras tenham interesse em escoá-los rapidamente, o valor de imóveis inscrito nos balanços subiu 17%, totalizando mais de 1,9 mil milhões de euros, no último ano, segundo dados recolhidos pelo SOL.
In Sol

As coisas nem sempre são o que parecem

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sócrates: "Manso é a tua tia, pá"

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Os debates parlamentares entre Francisco Louçã e José Sócrates costumam ser sempre efusivos e dos mais animados na Assembleia da República. Mas esta sexta-feira, a troca de ideias azedou.
O deputado do Bloco de Esquerda questionava o primeiro-ministro sobre as remunerações e prémios dos gestores públicos e as sucessivas explicações dadas ao longo do debate quinzenal no Parlamento. Numa das suas intervenções, Louçã comentou: 'Sr. primeiro-ministro, vejo que de intervenção em intervenção vai ficando um pouco mais manso'.
Foi esta a frase que acendeu o rastilho para a reacção de Sócrates. Com o microfone desligado, o Chefe do Executivo respondeu: 'Manso é a tua tia, pá!'. O som não é audível, mas as imagens da AR/TV captaram a imagem em que é perceptível a frase.
O comentário ainda mereceu o reparo de Louçã: 'Não baixe o nível, porque não é assim que deve ser o debate no Parlamento'.

Correio da Manhã

Desejo de grávida...

A esposa grávida acorda durante a noite e chama o marido
- Amor... Amo-or!
- Hummmm???!!!
- Acorda!
- Hummm?!
- Acoorda!!!!
Desorientado e assustado, o marido levanta-se e pergunta:
- O que é que aconteceu?!
- Estou com um desejo desejo...
- Desejo???
- Sim... De comer carne de corvo...
- Corvo???
- Mas onde é que eu vou arranjar um corvo, agora???
- Vai ao zoo...
- Estás maluca!!! Não vou agora ao zoo! Vou mas é pintar um frango de preto, e depois comes!!!
- Não como carne de corvo e talvez ainda te vás arrepender se nosso filho nascer com carinha de corvo.
Passam-se nove meses e chega o dia do parto e, quando o homem vai ver seu querido filho, vê que o seu herdeiro é pretinho, mesmo pretinho. Meio apanhado, cheio de remorso, corre para casa da mãe e diz:
- Mamãe, eu não quis dar carne de corvo a minha mulher quando ela estava grávida e sentiu esse desejo e agora o meu filho nasceu preto como o corvo!!!
A mãe, bem-humorada, consola o filho que está em pranto:
- Não chores meu filho...Quando eu estava grávida de ti, tive desejo de comer carne de touro, não consegui... e tu nasceste cornudo e só agora é que se nota!!!

Portugal é o "próximo problema global"

Portugal, tal como a Grécia, está à beira da bancarrota, gastou demasiado nos últimos anos e nem sequer está a realizar cortes sérios. Num blogue de opinião publicado no New York Times, Simons Johnson, antigo economista chefe do FMI, e Peter Boone, da "London School of Economics", traçam um cenário de enorme dificuldade para Lisboa nos próximos anos. O título do texto é claro: "O próximo problema global: Portugal".

Portugal é o "próximo problema global"

A ajuda europeia à Grécia não está a resolver o problema mas antes a adiar uma situação cada vez mais complicada que, de acordo com estes dois economistas, quando a "tomada for finalmente desligada, pelo menos uma nação irá terminar com um problema doloroso". E Portugal é o próximo alvo dos mercados financeiros. Tal como a Grécia, afirmam, está "economicamente à beira da bancarrota" e tanto Atenas como Lisboa "parecem muito mais perigosos do que a Argentina parecia em 2001, quando entrou em incumprimento".
Os dois economistas afirmam que Portugal "gastou demasiado nos últimos anos, fazendo crescer a sua dívida para 78 por cento do Produto Interno Bruto no final de 2009".
A dívida, continuam, "tem sido largamente financiada por estrangeiros e, tal como a Grécia, o país não tem pago os juros devidamente, mas tem refinanciado os pagamentos dos juros todos os anos através da emissão de nova dívida".
Peter Boone e Simon Johnson dizem que "vai chegar a altura em que os mercados financeiros se vão recusar a financiar este esquema ponzi" (esquema em pirâmide).
Faltam medidas mais duras A análise à situação económica portuguesa continua com críticas aos líderes políticos que, dizem, "não estão preparados para fazer os cortes necessários".

"Os portugueses não estão sequer a discutir cortes sérios", dizem os economistas. "Estão à espera e com esperança que possam crescer para sair desta trapalhada, mas tal crescimento só pode chegar através de um espantoso crescimento económico a nível global".
(Enviado por email)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Padre e o Secador

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O mendigo milionário

Curt Degerman, um mendigo sueco, durante 40 anos vagueou pelas ruas da cidade de Skellefteå, no norte da Suécia, montado numa bicicleta velha à procura de latas e garrafas no interior dos caixotes do lixo. O que ninguém sabia é que com o dinheiro que conseguia reunir com a venda das latas investia na bolsa.
De facto, quando não apanhava latas, Curt Degerman deslocava-se à biblioteca da cidade e lia atentamente os jornais financeiros aproveitando para estudar atentamente o mercado de acções.
«Curt da Lata», nome como ficou conhecido pelos jornais suecos, utilizou todos os conhecimentos que a imprensa financeira lhe fornecia para transformar o escasso dinheiro que reunia com a venda das latas e garrafas num conjunto valioso de acções e fundos de investimento. E nunca deixou de viver uma vida de miséria, comendo os restos que apanhava nos caixotes de lixo.
Assim deixou cerca de 1,1 milhão de euros que acabram por ser disputados nos tribunais por um primo e um sobrinho.
Aqui

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sacerdotes pedófilos: um pânico moral

Por Massimo Introvigne
(tradução e recebido de É o Carteiro)

Por que motivo se volta a falar de sacerdotes pedófilos, com acusações que remontam à Alemanha, a pessoas próximas do Papa, e talvez mesmo ao próprio Papa? A sociologia tem alguma coisa a dizer sobre isto, ou deve deixar o assunto exclusivamente ao cuidado dos jornalistas? Parece-me que a sociologia tem muito a dizer, e que não deve calar-se por receio de desagradar a algumas pessoas. Do ponto de vista do sociólogo, a actual discussão sobre os sacerdotes pedófilos constitui um exemplo típico de «pânico moral». O conceito surgiu nos anos 70 do século XX, para explicar a «hiperconstrução social» de que alguns problemas são objecto; mais precisamente, os pânicos morais foram definidos como problemas socialmente construídos, caracterizados por uma sistemática amplificação dos dados reais, quer a nível mediático, quer nas discussões políticas. Os pânicos morais têm ainda duas outras características: em primeiro lugar, problemas sociais que existem desde há várias décadas são reconstruídos, nas narrativas mediáticas e políticas, como problemas «novos», ou como problemas que foram objecto de um alegado crescimento, dramático e recente; em segundo lugar, a sua incidência é exagerada por estatísticas folclóricas que, embora não confirmadas por estudos académicos, são repetidas pelos meios de comunicação, podendo inspirar persistentes campanhas mediáticas. Por seu turno, Philip Jenkins sublinhou o papel dos «empresários morais», pessoas cujos interesses nem sempre são óbvios, na criação e na gestão destes pânicos. Os pânicos morais não fazem bem a ninguém; distorcem a percepção dos problemas, comprometendo a eficácia das medidas destinadas a resolvê-los. A uma análise mal feita não pode nunca deixar de se seguir uma intervenção mal feita.
Sejamos claros: na origem dos pânicos morais estão condições objectivas e perigos reais; os problemas não são inventados, as suas dimensões estatísticas é que são exageradas. Numa série de interessantes estudos, Philip Jenkins mostrou que a questão dos sacerdotes pedófilos é talvez o exemplo mais típico de pânico moral; com efeito, estão aqui presentes os dois elementos característicos desta situação: um dado real de partida, e um exagero deste dado por obra de ambíguos «empresários morais».
Comecemos pelo dado real de partida. Há sacerdotes pedófilos. Alguns casos, repugnantes e perturbadores, foram alvo de condenações peremptórias, e os próprios acusados nunca se declararam inocentes. Estes casos – passados nos Estados Unidos, na Irlanda, na Austrália – explicam as severas palavras proferidas pelo Papa, bem como o pedido de perdão que dirigiu às vítimas. Mesmo que se tratasse apenas de dois casos – ou de um só –, seriam sempre demais; contudo, a partir do momento em que não basta pedir perdão – por muito nobre e oportuna que tal atitude seja –, sendo preciso evitar que os casos se repitam, não é indiferente saber se foram dois, ou duzentos, ou vinte mil. Como também não é irrelevante saber se os casos são mais ou menos numerosos entre os sacerdotes e os religiosos católicos do que entre outras categorias de pessoas. Os sociólogos são muitas vezes acusados de trabalhar com a frieza dos números, esquecendo que, por detrás dos números, se encontram pessoas; acontece porém que, embora insuficientes, os números são necessários, porque são o fundamento de uma análise adequada.
Para se compreender como é que, a partir de um dado tragicamente real, se passou a um estado de pânico moral, é pois necessário perguntar quantos são os sacerdotes pedófilos. Os dados mais amplos sobre esta matéria foram recolhidos nos Estados Unidos onde, em 2004, a Conferência Episcopal encomendou um estudo independente ao John Jay College de Justiça Criminal da Universidade de Nova Iorque, que não é uma universidade católica e que é unanimemente reconhecida como a mais autorizada instituição académica americana em criminologia. De acordo com este estudo, entre 1950 e 2002, 4392 sacerdotes americanos (num total de 109.000) foram acusados de manter relações sexuais com menores; destes, pouco mais de uma centena foram condenados pelos tribunais civis. O reduzido número de condenações por parte do Estado deriva de vários factores. Em alguns casos, as vítimas – efectivas ou presumidas – acusaram sacerdotes que já tinham morrido, ou cujos alegados crimes já tinham prescrito; noutros casos, a acusação e a condenação canónica não corresponde à violação de nenhuma lei civil, como acontece, por exemplo, em diversos estados americanos em que o sacerdote tenha tido relações com uma – ou mesmo com um – menor com mais de dezasseis anos que tenha consentido no acto. Mas também houve muitos casos clamorosos de sacerdotes inocentes que foram acusados, casos que se multiplicaram na década de 1990, quando alguns escritórios de advogados perceberam que podiam arrancar indemnizações milionárias na base de simples suspeitas. Os apelos à «tolerância zero» justificam-se, mas também não deve haver tolerância relativamente à calúnia de sacerdotes inocentes. Acrescento que, relativamente aos Estados Unidos, os números não mudariam de forma
significativa se lhes juntássemos o período de 2002 a 2010, porque o estudo do John Jay College já fazia notar o «notável declínio» do número de casos observado no ano 2000. As novas investigações foram muito poucas, e as condenações pouquíssimas, devido às rigorosas medidas introduzidas, quer pelos bispos americanos, quer pela Santa Sé.
O estudo do John Jay College afirma, como muitas vezes se lê, que 4% dos sacerdotes americanos são «pedófilos»? Nem pensar. De acordo com o referido estudo, 78,2% das acusações que já ultrapassaram a puberdade. Ter relações sexuais com uma rapariga de dezassete anos não é certamente um acto de virtude, muito menos para um sacerdote; mas também não é um acto de pedofilia. Assim, os sacerdotes acusados de pedofilia efectiva nos Estados Unidos foram 958 em cinquenta e dois anos, ou seja, dezoito por ano; as condenações foram 54, ou seja, pouco mais de uma por ano. Referem-se a menores.
O número de condenações penais de sacerdotes e religiosos noutros países é semelhante ao dos Estados Unidos, ainda que não exista, relativamente a nenhum país, um estudo completo como o do John Jay College. Na Irlanda, são frequentemente citados relatórios governamentais, que definem como «endémica» a presença de abusos nos colégios e orfanatos (masculinos) geridos por algumas dioceses e ordens religiosas, e não há dúvida de que houve casos de gravíssimos abusos sexuais de menores neste país. Uma análise sistemática destes relatórios permite contudo perceber que muitas das acusações dizem respeito à utilização de meios correctivos excessivos ou violentos. O chamado Relatório Ryan, de 2009, que recorre a uma linguagem muito dura no que diz respeito à Igreja Católica, assinala, em 25.000 alunos de colégios, reformatórios e orfanatos, no período analisado, 253 acusações de abusos sexuais por parte de rapazes e 128 por parte de raparigas (e nem todas são atribuídas a sacerdotes, religiosos ou religiosas), de natureza e gravidade diversas, raramente referidas a crianças pré-púberes e que ainda mais raramente conduziram a condenações.
As polémicas das últimas semanas, relativas à Alemanha e à Áustria, expõem uma característica típica dos pânicos morais: apresentar como «novos» factos ocorridos há muitos anos ou, como em alguns casos, conhecidos parcialmente há mais trinta anos. O facto de eventos ocorridos em 1980 terem chegado à primeira página dos jornais apresentados como se tivessem acontecido ontem – e com particular insistência no que diz respeito à Bavária, a área geográfica de onde o Papa é originário –, e de deles resultarem violentas polémicas, com ataques concentrados, que todos os dias anunciam, em estilo gritante, novas «descobertas», mostra claramente que o pânico moral é
promovido por «empresários morais» de forma organizada e sistemática. O caso que – de acordo com os títulos de alguns jornais – «envolve o Papa» é um caso de manual; refere-se a um episódio de abusos que teve lugar na Arquidiocese de Munique da Baviera e Freising, da qual era Arcebispo o actual Pontífice, e que remonta a 1980. O caso veio à luz em 1985 e foi julgado por um tribunal alemão em 1986, estabelecendo, entre outras coisas, que a decisão de instalar o sacerdote em questão na diocese não tinha sido tomada pelo Cardeal Ratzinger, nem era sequer do seu conhecimento, circunstância que não é propriamente de estranhar numa diocese grande, com uma burocracia complexa. A verdadeira questão deve ser, pois: o que leva um jornal alemão a decidir recuperar o caso, e trazê-lo à primeira página vinte e quatro anos depois?
Uma pergunta desagradável – porque o simples facto de a colocar parece uma atitude defensiva, e também não consola as vítimas –, mas importante, é a de saber se um sacerdote católico corre, pelo facto de o ser, mais riscos de vir a ser pedófilo ou de abusar sexualmente de menores do que a maioria da população, duas situações que, como se viu, não são idênticas, porque abusar de uma rapariga de dezasseis anos não é ser pedófilo. É fundamental responder a esta pergunta, para descobrir as causas do fenómeno, e portanto para poder evitá-lo. De acordo com os estudos de Philip Jenkins, comparando a Igreja Católica dos Estados Unidos com as principais denominações protestantes, a presença de pedófilos é, dependendo das denominações, duas a dez vezes superior entre os pastores protestantes. A questão é relevante, porque mostra que o problema não é o celibato, dado que, na sua maioria, os pastores protestantes são casados. No mesmo período em que uma centena de sacerdotes católicos eram condenados por abusos sexuais de menores, o número de professores de educação física e de treinadores de equipas desportivas jovens, também quase todos casados, considerados culpados do mesmo delito nos tribunais americanos atingia os seis mil. Os exemplos podem multiplicar-se, e não só nos Estados Unidos. E o principal dado a ter em conta, de acordo com os relatórios periódicos do governo americano, é o de que dois terços dos abusos sexuais a menores não são feitos por estranhos, ou por educadores – incluindo os sacerdotes católicos e os pastores protestantes –, mas por membros da família: padrastos, tios, primos, irmãos e pelos próprios pais. E existem dados semelhantes relativamente a muitos outros países.
E há um dado ainda mais significativo, mesmo que politicamente incorrecto: 80% dos pedófilos são homossexuais, são homens que abusam de outros homens. E – voltando a citar Philip Jenkins – 90% dos sacerdotes católicos condenados por abusos sexuais de menores e pedofilia são homossexuais. Se a Igreja Católica tem efectivamente um problema, não é o do celibato, mas o de uma certa tolerância da
homossexualidade nos seminários, que teve particular incidência nos anos 70, a época em que foi ordenada a grande maioria dos sacerdotes que foram posteriormente condenados por abusos. Um problema que Bento XVI está a corrigir com todo o vigor. De forma mais geral, o regresso à moral, à disciplina ascética, à meditação sobre a verdadeira e grandiosa natureza do sacerdócio, são os melhores antídotos contra a verdadeira tragédia que é a pedofilia; e o Ano Sacerdotal também deve ter esse objectivo.
Relativamente a 2006 – altura em a BBC emitiu o documentário de Colm O’Gorman, deputado irlandês e activista homossexual – e a 2007 – altura em que Santoro apresentou a respectiva versão italiana em Annozero –, não há, na realidade, grandes novidades, à excepção de uma crescente severidade e vigilância por parte da Igreja. Os casos dolorosos dos quais se tem falado nas últimas semanas não são todos inventados, mas sucederam há vinte ou trinta anos.
Ou talvez haja uma novidade. Como se explica esta recuperação, em 2010, de casos antigos e muitos deles já conhecidos, ao ritmo de um por dia, atacando de forma sempre mais directa o Papa, um ataque aliás paradoxal, tendo em consideração a enorme severidade, primeiro do Cardeal Ratzinger, e depois de Bento XVI, relativamente a este tema? Os «empresários morais» que organizam o pânico têm objectivos específicos, objectivos esses que se vão tornando cada vez mais claros, e que não são a protecção das crianças. A leitura de certos artigos permite compreender que – na véspera de escolhas políticas, jurídicas e mesmo eleitorais que, um pouco por toda a Europa e pelo mundo, põem em questão a administração da pílula RU486, a eutanásia, o reconhecimento das uniões homossexuais, temas em que a voz da Igreja e do Papa é quase a única que se ergue a defender a vida e a família – poderosos grupos de pressão se esforçam por desqualificar preventivamente esta voz com a acusação mais infamante, que é também, hoje em dia, a mais fácil de fazer: a acusação de favorecer ou tolerar a pedofilia. Estes grupos de pressão mais ou menos maçónicos são uma prova do sinistro poder da tecnocracia, evocado pelo mesmo Bento XVI na encíclica Caritas in Veritate e denunciado por João Paulo II na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1985 (de 08.12.1984), quando se referia aos «desígnios ocultos», a par de outros «abertamente propagandeados», «com vista a subjugar os povos a regimes em que Deus não conta».
Vivemos realmente numa hora de trevas, que traz à mente a profecia de um grande pensador católico do século XIX, o piemontês Emiliano Avogadro della Motta (1798-1865), que afirmava que das ruínas provocadas pelas ideologias laicistas nasceria uma verdadeira «demonolatria», que se manifestaria de modo especial no ataque à família e à verdadeira noção do matrimónio. Restabelecer a verdade sociológica sobre os pânicos morais relativamente aos sacerdotes e à pedofilia não permitirá travar este grupo de pressão, mas poderá constituir, pelo menos, uma pequena e devida homenagem à grandeza de um Pontífice e de uma Igreja feridos e caluniados porque se recusam a calar-se nas matérias que dizem respeito à vida e à família.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Esteve mal o cardeal Bertone

Número dois do Vaticano
liga pedofilia a homossexualidade

O secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone, estabeleceu uma relação entre pedofilia e homossexualidade , rejeitando uma ligação ao celibato a que estão submetidos os padres
.
"Demonstraram muitos sociólogos, muitos psiquiatras, que não há uma relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros demonstraram, e disseram-mo recentemente, que há uma relação entre homossexualidade e pedofilia", declarou aos jornalistas Tarcisio Bertone, que se encontra em visita ao Chile.
"Isto é verdade, este é o problema", sublinhou o número dois do Vaticano, citado pela agência EFE, quando questionado sobre se a suspensão do celibato ajudaria a acabar com os casos de abusos sexuais a menores cometidos por sacerdotes.
Bertone, que no Chile visitou as zonas mais afectadas pelo sismo do passado dia 27 de Fevereiro, sublinhou ainda que a Igreja Católica nunca mandou esconder os casos de pedofilia ou suspender as investigações.
Disse ainda que o Papa Bento XVI se reuniu com algumas vítimas, pedindo, "em várias ocasiões", perdão pelos casos de abuso e estando disposto a continuar a fazê-lo.
( http://dn.sapo.pt/inicio/globo)

Senhor cardeal Bertone:

Como dizia o meu velho professor de Moral no Liceu, Vossa Reverência tem muita reverência, mas não tem razão.
O senhor nem sequer está atenta às horríveis notícias de crianças violadas pela família.
O senhor nem sequer está atentos às notícias que referem a percentagem de crianças violadas por homens casados ou por solteiros heterosexuais.
O senhor vive de uma obsessão que lhe tolda a razão: atribuir aos homossexuais todos os males morais que há no mundo.
Existe um lobby gay que, usufruindo de meios poderosos, ataca a Igreja sem ligar a modos? Não sei se existe, mas não me custa a creditar.
Mas supúnhamos que existe. Então o senhor cardeal fica-se pelo Antigo Testamento: "olho por olho, dente por dente". O que no caso, quer dizer: se me atacas, ataco-te.
Onde coloca o senhor cardeal o mandamento novo? Na prateleira? Cristo não veio salvar a todos? Ou o senhor é adepto do racismo na salvação?
Depois, surge surge a dúvida. O meu avô dizia que "todo o animal acossado, é um animal perigoso." Não é isto que a Igreja tem feito em relação aos homossexuais? Marginalizar, desprezar, não acolher?
Senhor cardeal, se não há - e não há- relação entre o celibato e a pedofilia; também não há - e não há - relação entre homossexualidade e pedofilia. As estatísticas confirmam-no. Imensos e categorizados sociólogos, muitos psiquiatras confirmam-no.
Como o senhor e a maioria de homens e mulheres deste planeta estou absolutamente contra contra o horrível crime da pedofilia. Mas não quero atirar areia para os olhos dos outros. Que cada um assuma as suas responsabilidades. A Igreja também.
Amadeu da Silva Costa, cristão, casado e pai de filhos - Lisboa

(Textos enviados como comentário a um post deste blog por Amadeu da Silva Costa ao autor , com pedido de publicação no mesmo. A foto é da nossa pesquisa, bem como a disposição gráfica.)

Noé em Portugal

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Grande mulher... Nao ha disto em portugal?????

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Um País de vendedores

Não levem a mal, deixem-me por favor dizer que o discurso de Passos Coelho no congresso do PSD foi uma enorme cortina de fumo sobre os verdadeiros problemas que afligem os súbditos deste desgraçado e cada vez mais pobre País.
Nem uma palavra sobre o endividamento externo, a dívida pública, o aumento de impostos, o congelamento dos salários, o défice do Estado e o miserável crescimento económico previsto no PEC até 2013. Nada. Falou na urgente revisão constitucional, na lei eleitoral, deu uma pequena lição de chinês e resumiu a história de ‘Alice no País das Maravilhas’. Pois é. A carruagem começou a andar e a sensação que fica é que a um engenheiro relativo vendedor de ilusões vai suceder um economista relativo vendedor de ilusões. Triste sina.
António Ribeiro Ferreira, Correio da Manhã

Duas tatuagens (Coelhinho de Páscoa e Papai Noel)

Páscoa e Natal...

Uma senhora muito bonita procura um tatuador e pede-lhe:
- Faça-me na minha nádega esquerda um lindo coelhinho de Páscoa.
O tatuador trabalhou e fez um perfeito coelhinho, que ela adorou.
- Agora, faça-me um Papai Noel com o seu saco de presentes na minha nádega direita.
O tatuador trabalhou e fez um lindo trabalho, que ela aprovou incondicionalmente.
Ela perguntou quanto era, pagou e, quando ia sair, o tatuador perguntou:
-Minha senhora, o seu pedido para mim foi inédito e isso deixou-me muito curioso.
Por favor diga-me:
- Por que um coelho de Páscoa numa nádega e um Papai Noel na outra?
Ela respondeu:
- É para eu calar a boca do meu marido que diz sempre que lá em casa não tem nada de bom
para comer entre a Páscoa e o Natal.

DE ALENTEJANOS:
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Trabalhadores ganham 18 vezes menos do que executivos

Um trabalhador de uma das empresas que compõem o PSI20 ganha 18 vezes menos do que um executivo. Ou seja: teria de trabalhar 18 anos para conseguir auferir o valor que os administradores executivos ganham em 12 meses.

De acordo com o ‘Jornal de Negócios’, o número de anos de trabalho sobe para 26 se se tiver em conta a comparação entre um funcionário com o presidente executivo da empresa.

Das 17 empresas analisadas, cada trabalhador ganhou em média 39 mil euros ilíquidos no ano passado, valor que se pode traduzir num ordenado bruto mensal de 2,8 mil euros. Já um administrador executivo das cotadas recebeu em média 706 mil euros no ano passado, valor que corresponde a uma média mensal bruta superior a 50 mil euros.
Correio da Manhã

Só uma pergunta:
Quantas empresas oferecem aos trabalhadores uma média de 39 mil euros brutos (ilíquidos)?

domingo, 11 de abril de 2010

sábado, 10 de abril de 2010

Os três frades perdidos no deserto

Três fardes perderam-se no deserto. Completamente desorientados, aflitos, amedrontados.
Andaram, andaram até que encontraram a tenda de um beduíno.
Nasceu-lhes uma alma nova. Finalmente alguém que os podia ajudar.
Bateram à porta e apareceu um homem que simpaticamente os atendeu.
- O senhor pode indicar-nos o Norte?
- Não sei, responde o homem. - Eu não tenho bússola...
- Então pode indicar-nos as horas?
- Também não, não uso relógio...
Os frades debandaram abatidos e desalentados.
Nisto ouviram chamar:
- Ó senhores, ó senhores, esperem aí!
Os frades voltaram e o homem disse categoricamente:
- São três horas, exactamente!
- Como sabe se afirmou não ter relógio!? - indagaram os frades.
- Olhem, depois da meia noite, a minha mulher costume ir mijar de hora a hora. Acaba agora mesmo de ir pela terceira vez.
- Hum!! - murmuraram os frades! - Se houvesse um relógio desses no convento não faltava quem lhe desse corda!