quinta-feira, 31 de março de 2011

António Barreto: Demissão do Governo foi um "golpe" de Sócrates

O sociólogo António Barreto afirmou que a demissão do Governo foi um "golpe" do primeiro-ministro José Sócrates para provocar eleições e vitimizar-se, aumentando as dificuldades para Portugal se financiar nos mercados.

António Barreto acrescentou que o momento actual do País "corresponde à ideia do primeiro-ministro, de provocar uma crise na qual ele possa, eventualmente, passar por vítima".


Cavaco Silva ouve esta quinta-feira o Conselho de Estado, numa reunião que tem como único ponto "pronunciar-se sobre a dissolução da Assembleia da República", no quadro da crise política que se seguiu à demissão, há uma semana, do primeiro-ministro.


O presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos acusou ainda José Sócrates de "caluniar" as entidades internacionais "a quem pede ajuda" e de "caluniar os credores" depois de pedir empréstimos.


"Esta duplicidade é um péssimo sinal para o exterior", salientou António Barreto, referindo que, se Portugal tivesse pedido ajuda externa há mais de um ano, teria estado em melhores condições para o fazer, e em melhores condições para cumprir eventuais programas de reformas económicas.


"Agora estamos em situação praticamente desesperada", disse ainda o sociólogo, que insistiu na necessidade de realizar uma auditoria às contas públicas.


"Se não se realizarem auditorias, há dois problemas. O primeiro é que damos mais um sinal negativo ao exterior, isto é, que temos algo a esconder. Em segundo lugar, perante o eleitorado português, perante os cidadãos, é um factor de deslealdade inadmissível", concluiu António Barreto.


Fonte: aqui

Jornal espanhol compara Sócrates a condutor em contramão

Aos olhos do ABC, Diário Digital espanhol, Sócrates é "um antipático contra todos".


Por insistir que Portugal não precisa de ajuda externa, o primeiro-ministro é comparado a um condutor que viaja em contramão numa auto-estrada convencido que os outros é que estão errados.

"O primeiro-ministro português assemelha-se a um condutor que avança a toda a velocidade na auto-estrada em sentido contrário, convencido que todos os outros é que estão errados. Os Governos europeus e as instituições comunitárias dão como certo que Portugal não irá conseguir sair da crise sem assistência financeira, mas José Sócrates contraria todos dizendo que o país pode superar os seus problemas com os seus próprios esforços", escreve o jornal espanhol.

E continua: "Na última cimeira europeia, em Bruxelas, o primeiro-ministro surpreendeu tudo e todos quando estendeu a mão aos jornalistas antes de se sentar e explicar a sua versão dos factos. E dada a sua fama de antipático, o gesto até poderia ser interpretado como uma espécie de despedida, tendo em conta que na próxima cimeira é possível que o Governo já esteja nas mãos da oposição. Mas inesperadamente, no final da cimeira, Sócrates atirou aos jornalistas: "Podem ter certeza que isto não é uma despedida, apesar de estar seguro que seria o que desejam".

Na mesma ocasião, o primeiro-ministro português atacou sem grandes dissimulações as perguntas incómodas, apesar de estarem em sintonia com as afirmações de outros Chefes de Estado: "O que causa a especulação são perguntas como as que estão a fazer.

Portugal não precisa de ajuda nenhuma e se o que se quer é acabar com os movimentos especulativos, é infantil acreditar que isso vai acontecer se pedirmos ajuda", cita o jornal.
Para acreditar em Sócrates, acrescenta o periódico, "temos de nos abster das partes mais importantes da sua biografia". É que o político "começou a sua carreira como fundador da juventude do partido social democrata e mais tarde, já socialista, a sua carreira no sector privado da construção, nos anos 80, foi uma das mais desastrosas da época, tendo mesmo sido destituído.

A sua licenciatura como engenheiro também levanta muitas dúvidas "tendo em conta que quatro das cinco disciplinas concluídas foram aprovadas por um professor que mais tarde foi ocupar um importante cargo no Governo de Sócrates. Já a quinta disciplina foi aprovada pelo próprio reitor da Universidade Privada de Lisboa que acabou por ser encerrada precisamente pelo cúmulo de irregularidades que foram surgindo à medida que se investigava o escândalo", continua o ABC. Mas o facto de alguns dos poucos exames feitos terem sido enviados por fax e ao Domingo não impediu o primeiro-ministro de aparecer na televisão a defender a sua honra e a acusar os seus adversários de estarem a inventar um esquema para o prejudicar, sublinha.

Agora, "do que se trata é de dinheiro. De muito dinheiro e da possível quebra de um país. O Presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, já fez as contas a Sócrates e assegura que Portugal precisa de um plano de resgate de mais de 70 mil milhões de euros para garantir o pagamento de uma dívida que está essencialmente nas mãos dos espanhóis", critica o jornal.

Fonte: aqui

quarta-feira, 30 de março de 2011

Cobra de Bronx ataca 140 mil no Twitter

Cobra mortífera desaparecida do Jardim Zoológico de Bronx (Nova Iorque) deveria ser motivo de preocupação, mas transformou-se num fenómeno misterioso, no Twitter. São 140 mil seguidores e ninguém a encontra.

Misterioso porque alguém decidiu vestir a pele do réptil desaparecido e criar uma conta (BronxZoosCobra) nesta rede social, vestindo a pele de uma personagem envolta em aparições enigmáticas.

Misteriosa também porque não é fácil explicar que um fenómeno perigoso possa gerar tanta euforia. É que a BronxZoosCobra já tem 140 mil seguidores. Apesar de tantos seguidores, continua bem escondida.

A cobra, recorde-se, desapareceu do Jardim Zoológico de Bronx e continua por encontrar. Na página oficial do zoo, foi colocado um comunicado, a informar que a cobra não deveria ser encontrada nos próximos dias e que a procura deveria demorar semanas.

Trata-se de um réptil perigoso, cuja picada pode matar um ser humano em cerca de 15 minutos. Muito mais inofensiva, a BronxZoosCobra continua a dar que falar nas redes sociais. Fonte: aqui

Há sempre uma razão para viver

terça-feira, 29 de março de 2011

Souto Moura ganha 'Nobel' da Arquitectura

O arquitecto Eduardo Souto de Moura, distinguido com o Prémio Pritzker, considerado o Nobel da Arquitectura, mostrou-se surpreendido com a atribuição do galardão, afirmando que não o ganhou «por ser excepcional».

«Uma das coisas que Siza Vieira (o outro arquitecto português vencedor do Pritzker) diz é que a primeira condição para ganhar prémios é não pensar neles. E, portanto, eu nunca esperei ganhar o Pritzker», disse Souto de Moura ontem à noite, em conferência de imprensa, num hotel de Lisboa.


«Se mo deram a mim, não é por ser excepcional. Eu adivinho que, com a crise internacional, a crise económica, os arquitectos excepcionais não vão ter grande futuro, porque acabou um certo estrelato na arquitectura», disse.


Sublinhando tratar-se de uma interpretação sua, «porque o júri foi unânime» e não conhece lá «ninguém pessoalmente», o arquitecto considerou «que tem algum significado esta entrega a um arquitecto português».


«Porque é um prémio americano, que entregam à Europa, que entregam ao país mais marginal da Europa, e talvez ao menos vistoso dos arquitectos portugueses, talvez dos mais sóbrios, por uma questão de formação, que defende quase a arquitectura anónima - bem feita, mas quase anónima -, a arquitectura simples, objectiva e pouco narrativa», argumentou.


Sobre as consequências deste prémio, Souto de Moura observou: «Para mim, é muito bom, porque estava muito preocupado com a minha actividade de arquitecto [no atelier de Lisboa emprega 10 arquitectos e no do Porto 35]. Praticamente, só trabalho lá fora (.) e assim vai haver mais trabalho».


Mas frisou: «Onde eu gosto mais de construir é aqui em Portugal, constrói-se bem (.) mas por mais boa vontade que haja não há investimento público».


Em Portugal, o arquitecto gostaria de acabar as suas obras: «Está tudo parado por falta de verbas», observou.


E deu alguns exemplos, como o Centro Cultural de Viana do Castelo, o metro do Porto - que «é um sucesso em termos de público» mas que gostaria que tivesse «uma segunda fase» - e, por último, um convento em Tavira, também por concluir.


Sustentou ainda que o facto de ter sido um português a ganhar o Pritzker pode ser benéfico para «o futuro dos escritórios de arquitectura em Portugal», porque, neste momento, «não há emprego, está tudo a emigrar».


«Temos bons arquitectos e a chamada geração à rasca está mesmo à rasca, está mesmo a sair [do país]. E não há para onde ir. Neste momento, os únicos sítios para onde os arquitectos jovens e sem ser jovens - da minha idade, cinquenta e tal - estão a ir é para a Suíça, porque a Europa não está famosa, e para o Brasil», comentou.


Se tivesse de destacar só uma das suas obras, escolheria o estádio de Braga, porque foi feita «no momento certo, no sítio certo».


Quanto às características que definem o seu estilo, Souto de Moura diz que este «transporta as tradições da arquitectura».


«Eu não acredito em saltos epistemológicos nem em invenções. Aliás, a imaginação é uma coisa perigosa na arquitectura. Acho que é preciso trabalho e há uma evolução e a arquitectura tem de ter um sentido de continuidade, tem de pegar na tradição e usar os meios actuais para ser melhor», defendeu.


Fonte: aqui

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mulheres unidas contra os piropos

Estão a surgir vários grupos de mulheres com o objectivo de combater todo o tipo de assédio nas ruas – desde os piropos e assobios às ofensas físicas mais sérias. Estas activistas e defendem que as mulheres estão desprotegidas na rua.

Uma das iniciativas partiu da britânica Vicky Simister, que fundou o Anti-Street Harassment UK (‘Grã-Bretanha contra o assédio nas ruas’, em tradução livre) depois de ter sido perseguida nas ruas de Londres por um grupo de homens que se insinuou sexualmente.

Enquanto isso o grupo internacional Hollaback! está a incentivar as vítimas dos piropos indesejados em todo o mundo a contar as suas histórias na internet e a identificar os locais onde ocorreram. Algumas chegam a publicar online fotos dos homens em questão.

Por outro lado, o site Stopstreetharassment.com (‘Chega de assédio nas ruas’), sugere que organizações obtenham dados sobre as ocorrências para, então, pensar como agir.

As activistas alegam que é difícil distinguir entre os homens que se limitam aos assobios e os que podem evoluir para a violência sexual.

In Correio da Manhã

ATÉ QUE ENFIM!...rrrrsss

Finalmente, encontrei! Aquilo que a minha mãe sempre me mandou tomar ... --

-- Não sabia é que se vendia em garrafas!

sábado, 26 de março de 2011

Eleições

1. Não há nada como viver tempos conturbados para ouvir palavras inesperadas. Manuel Alegre disse aos microfones da TSF que as eleições não iriam resolver nada. Não conhecêssemos a pessoa e não soubéssemos das suas convicções - que não restem dúvidas, o ex- -candidato à Presidência é um democrata - e poderíamos pensar que estávamos a ouvir um perigoso reaccionário.

Numa altura em que os representantes do povo decidiram que os seus mandatos não reflectem a vontade dos seus representados, Manuel Alegre decide afirmar que ouvir os cidadãos nas urnas é fútil. Um ditador não diria melhor.

O princípio de todas as ditaduras é exactamente esse: as eleições não resolvem nada e existe um homem ou um pequeno grupo de homens que sabe o que é o indicado para o resto da comunidade.

No fundo é um raciocínio muito parecido com aqueles que andam a apregoar aos quatro ventos a necessidade dum governo de salvação nacional. Assim uma coisa em que uns senhores muito inteligentes e muito preocupados com o destino nacional escolhiam outros senhores também muito inteligentes e muito preocupados para fazer aquilo que deve ser feito. E o que seria isso? Eles depois logo viam. E quem escolhia todos aqueles senhores? Pois...

Para quem não saiba, a democracia foi instituída, entre outras coisas, para acabar com este tipo de governação.

Claro que neste momento precisamos de acordos entre os vários responsáveis políticos e sociais, claro que a situação exige que sejamos flexíveis nas nossas convicções, claro que precisamos de escolher os melhores para os cargos políticos. Mas, por isto quer-se dizer que há momentos em que devemos prescindir de consensos, flexibilidade, e de optar pelos piores em detrimento dos melhores? Será que os senhores que apelam a este governo redentor pensam que só há possibilidades de ter tudo aquilo sem eleições, ou seja, sem ouvir o povo?

Os mercados, os credores, as dificuldades económicas que passamos e que iremos passar, não podem pôr em causa o mais sagrado princípio democrático: o direito de os cidadãos se pronunciarem sobre o seu destino.

Dir-me-ão que é tudo muito bonito, mas numa situação desesperada como a que passamos há coisas mais importantes que os tais princípios. Não é verdade. Não há boas soluções fora do respeito pela democracia. Não há sistema político que tenha feito mais pelo bem- -estar das populações. E, sempre que os valores democráticos são postos em causa, as consequências, cedo ou tarde, são catastróficas.

É que já só faltava mesmo que se pusesse em causa esse direito, ou melhor, que alguém questionasse a vontade, claramente expressa, de se ir para eleições. E essa vontade não foi fruto de qualquer interpretação da vontade popular através de manifestações nas ruas, análise de sondagens, greves ou qualquer outro fenómeno social. Nada disso. Foi através do regular funcionamento das instituições democráticas. A maioria, para não dizer a totalidade, dos deputados da Assembleia da República quer consultar os eleitores.

Não há soluções económicas sem primeiro se obterem soluções políticas, é esse também o cerne da democracia. Os nossos parceiros europeus também o sabem, e é por isso que as decisões sobre o futuro Mecanismo de Estabilidade Europeu foram adiadas para Junho: primeiro, a Alemanha e a Finlândia têm de resolver questões políticas internas.

Pena é que em muitas circunstâncias a Europa não utilize os instrumentos democráticos e se deixe governar por gente ou instituições sem mandato popular directo ou indirecto. Talvez seja por isso que vive tão profunda crise. Repito, não há boas soluções sem democracia, seja dentro de portas, seja no projecto europeu.

Vamos precisar dum governo com maioria parlamentar e dum amplo apoio popular. As soluções serão, sem dúvida, encontradas. Mas, é preciso ouvir primeiro os portugueses.

2. A campanha eleitoral já dura há duas semanas. Na primeira, os socialistas fixaram a sua mensagem política e na segunda desdobraram-se a divulgá-la. O PSD ainda não conseguiu mostrar a sua. É urgente que o faça, e que se mostre coordenado na sua exposição.

Quem pensar que o descontentamento com este governo chega para ganhar eleições está muito enganado.

PEDRO MARQUES LOPES, aqui

Boletim premiado registado em Chaves

O boletim português com a combinação vencedora do Euromilhões foi registado em Chaves, na Tabacaria Juviduque, que tem a fama de dar bons prémios e é, por isso, procurada por muitas pessoas.

"Já demos bons prémios. Esta não é a primeira vez. Já demos o segundo, o primeiro, já vendemos o primeiro da lotaria clássica, o segundo e o terceiro também", disse à Agência Lusa o proprietário, Francisco Duque.

Um apostador em Portugal e outro na Bélgica vão dividir o maior prémio de sempre do Euromilhões, no valor aproximado de 133 milhões de euros.

Habituado a dar sorte aos apostadores, Francisco Duque diz que como "vende bastante jogo, é natural que tenha mais possibilidades de dar primeiros prémios".

Quanto ao vencedor do maior prémio de sempre do Euromilhões, o proprietário da Juviduque disse que não sabe quem é.
In Diário de Notícias

As 10 coisas que as mulheres detestam no guarda-roupa dos homens

Há determinadas indumentárias, com as quais os homens gostam de se apresentar em público, que têm nas mulheres o efeito contrário ao dum íman. Aqui fica uma lista, feita pelo The Telegraph, em que se destacam 10 desses 'modelitos'. - AQUI

Então, se é homem, previna-se... Elas podem não gostar daquilo que você pensa que elas gostam.

Cientistas produzem esperma em laboratório


Veja aqui

sexta-feira, 25 de março de 2011

Cabras vão limpar espaços públicos

Rebanhos guiados por um pastor utilizados como cortadores de relva.

Não são esquisitas e comem tudo o que apanham pela frente. Vão acabar com o excesso de relva e de folhas, arbustos farfalhudos, restos de comida e até lixo, sem qualquer problema em empoleirar-se numa ribanceira para atingir os seus objectivos. E, melhor ainda, sem exigir o pagamento de salário... Rebanhos de cabras vão ser utilizados para limpar os espaços públicos do concelho de Guimarães, uma experiência-piloto que encontrou na Capital da Cultura, e na necessidade de contenção de despesas, um óptimo pretexto para a sua implementação
In Diário de Notícias

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sinal dos tempos

Não se vislumbra na oposição uma alternativa capaz de inverter o caminho para o abismo que se nos abriu pela frente.

A demissão do primeiro-ministro levou a quase totalidade dos comentadores ao rubro – mesmo aqueles que, ainda não há muito tempo, o cobriam de elogios e dos mais improváveis sucessos.

Pelo que se vai lendo e ouvindo, dá ideia de que todos os problemas de Portugal se resolvem, num ápice, com a simples e imediata remoção do eng. Sócrates da cena política nacional. Sem ele, o país conseguiria finalmente ultrapassar as suas debilidades crónicas, sem a sua insuportável arrogância os partidos chegariam serenamente a um amplo e necessário consenso do qual resultaria obviamente uma espécie de governo de salvação nacional, onde PS, PSD, CDS e até o próprio PCP se entenderiam sobre o futuro da Pátria e as medidas necessárias para assegurar a sua ressurreição.

Como seria de esperar, este radioso cenário conta com o apoio de inúmeros patriotas, dispostos a redimir o país de seis anos de pura propaganda e de total desgoverno. Infelizmente, esta soma de boas intenções tropeça num pequeno problema que dá pelo nome de realidade.

Antes de mais, porque o eng. Sócrates já deixou claro que não está na feliz disposição de se deixar remover. E o PS, a quem caberia o heróico papel de o substituir por um qualquer Luís Amado, prepara-se para o reeleger, com o entusiasmo possível, como secretário-geral, no próximo Congresso do partido. Mas principalmente, porque até agora, não se vislumbra por parte da oposição uma alternativa credível, capaz de inverter o caminho para o abismo que se nos abriu pela frente. Pelo contrário, as declarações da srª Merkel, ontem em Bruxelas, não deixaram margem para dúvidas: para além dos elogios ao eng. Sócrates, a chancelar alemã deixou claro que seja qual for o governo em funções, Portugal vai ter de cumprir os compromissos que assumiu com Bruxelas. E o dr. Passos Coelho que, até agora, se tem refugiado no chavão das reformas estruturais, mais tarde ou mais cedo, vai ter de apresentar medidas que poderão ser ainda mais duras do que aquelas que rejeitou, esta semana, na Assembleia da República.

Nem de propósito, o dia de ontem amanheceu com a hipótese de o PSD poder aumentar o IVA para 24 e 25 por cento, depois de, no Orçamento, ter impedido que o Governo o aumentasse para 23 por cento. Sinal dos tempos!

Constança Cunha e Sá
Fonte: aqui

Euromilhões com novas regras e dois sorteios por semana

O Euromilhões vai passar a ter um segundo sorteio, às terças-feiras, e aumentou o número de estrelas, de nove para 11, anunciou hoje, quinta-feira, o departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia em comunicado.

O maior número de estrelas, explica o documento, permitirá "aumentar os ciclos de jackpot e, consequentemente, o seu valor".

Os nove países europeus participantes no totojogo- Áustria, Bélgica, França, Irlanda, Luxemburgo, Portugal, Espanha, Suíça e Reino Unido - acordaram ainda em criar uma 13.ª categoria de prémios, "na qual os apostadores têm a hipótese de ganhar aproximadamente 4,00 euros com o acerto em apenas 2 dos números sorteados", lê-se no referido comunicado.

Segundo a Santa Casa, com o novo sistema "a probabilidade de ganhar um prémio aumenta significativamente, passando de 1 em 24 para 1 em 13 - com um número total de prémios expectável de 4,6 milhões por semana, correspondendo a mais do dobro dos anteriores (1,9 milhões por semana)".

O início do registo de apostas para o concurso de terça-feira ocorrerá no sábado, dia 7 Maio, com o primeiro sorteio a realizar-se no dia 10 Maio, escreve o departamento de Jogos que, para marcar o lançamento deste sorteio o primeiro prémio será "um Super Jackpot Mínimo Garantido de 100 milhões de euros".
In Diário de Notícias

Judeu inteligente!

Um pai judeu, com a melhor das intenções, enviou o seu filho para o colégio
mais caro da comunidade Judia.
Apesar das suas intenções, Samuel não ligava puto às aulas.

Notas do primeiro mês:
Matemática 2
Geografia 3.5
Historia 1.7
Literatura 2
Comportamento 0

Estas espantosas classificações repetiam-se de mês a mês, até que o pai se cansou:
- Samuel ouve bem o que te vou dizer, se no próximo mês as tuas notas e o teu comportamento não melhorarem, vou-te mandar estudar para um colégio católico.

No mês seguinte as notas do Samuel foram uma tragédia, só comparável ao naufrágio do Titanic e o pai cumpriu com a sua palavra.
Através de um rabino próximo da sua família, contactou com um bispo que lhe recomendou um bom Colégio Franciscano para o qual Samuel foi enviado.

Notas do primeiro mês:
Matemática 18
Geografia 16
Historia 16
Literatura 20
Comportamento 20

Notas do segundo mês:
Matemática 20
Geografia 18
Historia 18
Literatura 20
Comportamento 20.

O pai surpreendido perguntou-lhe:
- Samuel,0 que é que te aconteceu para teres tão boas notas? Como é que se deu este milagre?
- Não sei, papá. Apresentaram-me a todos os colegas e a todos os professores e, logo de tarde fomos a uma igreja.
Quando entrei, vi um homem crucificado, com pregos nas mãos e nos pés, com cara de ter sofrido muito e todo ensanguentado.
Perguntei, quem é Ele?
E respondeu-me um aluno dos cursos superiores:
'Ele era um judeu como tu'.
Então disse para mim: Bolas,... aqui temos que estudar, que estes gajos não são para brincadeiras.

quarta-feira, 23 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Atolado em porcaria

O carteiro que roubava os cheques das reformas aos velhos pensionistas, morre e vai para o inferno. Lá encontra o Diabo que lhe diz:
- Como castigo pelos teus pecados em vida, vais ficar uma eternidade dentro de um imenso tanque cheio de porcaria e atolado até ao queixo.
Ele olha para o lado e vê o Ministro Teixeira dos Santos, dentro do mesmo tanque com a porcaria só pela cintura.
O carteiro irritado, chama o demónio e reclama:
- Desculpa lá!! Assim não dá!! Tem dó, eu não roubei tanto assim! Só roubei o dinheiro dos reformados da minha terra, mas nunca ninguém conseguiu provar nada contra mim e estou aqui quase afogado em porcaria, enquanto o Ministro Teixeira dos Santos que roubou o
ordenado e a reforma a tantos funcionários públicos e pensionistas, está atolado em porcaria só até à cintura?
O diabo, muito zangado, olha para o Ministro Teixeira dos Santos e grita:
- Teixeira dos Santos! Sai já de cima da cabeça do Sócrates!!!!!
(Enviado por email)

A Geração Y

sexta-feira, 18 de março de 2011

Sem-abrigo descobre que é filho de multimilionário

Jerry Winkler, um holandês de 28 anos, vivia nas ruas de Amesterdão quando descobriu que era filho único de um multimilionário com quem a sua mãe tivera uma aventura amorosa.

A vida de Jerry, um ex-toxicodependente, deu então uma reviravolta, como o próprio explica: «Foi uma transformação total. Um dia estava a dormir na rua e no outro dei comigo num apartamento no centro de Amesterdão com conta e dinheiro no banco».

Jerry viveu uma infância traumática, depois de a mãe ter sido diagnosticada com um tumor cerebral acabou por ser internado num abrigo para menores e durante cinco anos foi empurrado de uma casa para outra, de uma família para outra, até que caiu na delinquência e dependência de drogas.

No entanto, dedicou-se a tentar encontrar o seu pai verdadeiro. Primeiro descobriu que sua mãe havia tido um caso amoroso no trabalho e, daí, as pistas levaram-no ao director da companhia, Alfred Winkler, um empresário milionário que havia morrido sem deixar herdeiros.

Depois, encontrou um artigo num jornal de 2006 acerca do homem que poderia ser seu pai e entrou em contacto com o jornalista que o escrevera, avança a BBC.

Conta que combinaram encontrar-se e que assim que chegou o jornalista lhe disse que ele era muito parecido com a pessoa que ele havia entrevistado anos antes.

Jerry procurou então a fundação à qual o pai havia doado toda a fortuna depois de morrer e foi sujeito, por pedido dos advogados responsáveis pela gestão da fundação, a um teste de DNA.

O resultado do exame demonstrou que a probabilidade de ser filho de Alfred Winkler era de 99,999%.

De acordo com o ex-sem-abrigo, «esse momento nunca será esquecido. O advogado chamou-me e quando me contou o resultado comecei a chorar, a sentir-me furioso, louco, tudo ao mesmo tempo».

O dinheiro que recebeu permitiu-lhe «ter uma casa, um carro, viajar», mas, mais importante, «um frigorifico cheio de comida». E explica que «às vezes, quando acordo de manhã na minha cama, ao lado de minha namorada, tenho que me beliscar para ver se estou acordado».

Inspirado pela sua história de vida Jerry criou uma fundação para jovens sem-abrigo.

Fonte: aqui

quarta-feira, 16 de março de 2011

Neverunderestimateanoldbroad

Ouvir quem sabe do nosso país

António Barreto
Sociólogo, presidente da Fundação Manuel dos Santos, apaixonado por fotografia e viagens, fala sobre a vida e a morte, sobre viagens de comboio … e, evidentemente, de Portugal no momento presente.


António Barreto lançou há um ano a Pordata: uma base de dados sobre Portugal contemporâneo. Além da Pordata, dos livros low cost e de conferências, tem em mãos diversos projectos. Dois sobre Saúde, seis sobre Educação, seis sobre Justiça: “Estamos a estudar – explica o sociólogo – os manuais de matemática, os de português, os custos da saúde, o segredo de Justiça, a fazer um enorme inquérito sobre a relação entre valores culturais, religião, tradições, democracia, Governo e desenvolvimento económico, e a estudar o que renderam 30 anos de fundos europeus”.
A sua maneira de ver a escola é muito clara: “O que é uma escola? É um sítio onde as meninas vão a correr e os cavalos a saltar e coisas desse género. Isso é uma estupidez total. É um sítio onde se aprende por prazer? Isso é uma total estupidez. Aprender não é lúdico, é trabalho, é esforço”.
Sobre o desenvolvimento económico de Portugal, António Barreto não hesita em apontar caminhos: “Devíamos gastar milhões por ano com o desenvolvimento florestal, com o tratamento das doenças da floresta, do pinheiro, do sobreiro. Não fazemos nada disso, ou quase nada. Devíamos gastar com o mar. Há 30 anos que deixámos de investir no mar ou de gastar com o peixe. Há um único caso em que, em 30 ou 40 anos, Portugal conseguiu vencer em quase todas as frentes, que é o caso do vinho. E curiosamente, no vinho o Estado não meteu o bedelho. Foram os empresários, os técnicos, os enólogos que criaram dezenas de boas empresas, dezenas de bons vinhos que são vendidos no mundo inteiro, que ganham prémios”.
Ficou na memória de todos o discurso que pronunciou nas comemorações oficiais do 10 de Junho de 2009, em que afirmou sem meias palavras que o exemplo que damos na vida vale muito mais que as palavras que dizemos ou escrevemos. “O meu discurso – explica António Barreto - era especialmente para os dirigentes portugueses, para os líderes partidários, os dirigentes políticos, militares, empresariais e sindicais, porque é de cima que vem o exemplo. O bom e o mau. Tantas vezes ouço apelos desses dirigentes à população para que trabalhe mais, aperte o cinto, corra riscos, inove, chegue a horas, seja honesta, etc., e tantas vezes vejo os exemplos exactamente ao contrário... Não sei se fui ouvido, mas era essa a intenção”.
Não pretende ser moralista e muito menos apresentar-se como modelo. Mas custa-lhe assistir à dissolução de antigos valores morais, que eram sólidos e deixaram de o ser. Por exemplo, diz o sociólogo: “A palavra dada. A honradez. Hoje em dia pedir a alguém que seja honrado, que seja honesto, provoca geralmente sorrisos. As pessoas acham que é lírico, que é do século XIX. Sim. Mas a honradez é uma boa virtude. Tento sistematicamente ser honrado. Não sei se serei sempre, ou se poderei ser sempre, mas nunca deixo de o tentar. Por outro lado, assistimos a outra coisa mais arrepiante que é cada pessoa fazer a sua própria moral”.
Mesmo se para tanta gente é sinal de modernidade, cada um seguir critérios éticos somente à sua medida, António Barreto não tem receio de denunciar: ”É terrível, porque isto quer dizer que o princípio e o fim dos seus critérios de acção, pensamento e valores são eles próprios. Como se cada qual tivesse direito a ter a sua própria moral. Se uma pessoa rouba, mata, é responsável por fraudes, diz mentiras ou engana os outros mas diz: ‘Estou muito bem com a minha consciência e isso é o que interessa’, isso não pode ser verdade”.
Os valores comuns não são imutáveis, estão sempre ligeiramente em mudança, mas vão acompanhando a tradição filosófica, política e cultural ao longo dos tempos. Tudo isto vai criando novos valores morais e éticos que duram muito tempo. Não há valores definitivos, nem pode haver. A moral pública hoje é diferente do que era há 100 ou 200 anos, mas é uma construção colectiva dos povos, das nações, dos estados, das culturas, do pensamento. “Mas não pode resumir-se – insiste António Barreto - ao código moral de cada um. Todas as pessoas podem dizer que estão de acordo com o seu próprio código moral, até o Al Capone! Está a tornar-se comum a todos os dirigentes portugueses estarem bem com a sua consciência individual. Isto é aterrador!”.
Confessa que vive simultaneamente feliz e insatisfeito. A coisa que mais gostava no mundo era cantar, mas não tem ouvido. Voz até talvez tenha, mas falta-lhe talento. Também gostava de ser um grande fotógrafo. Para o ser precisaria de dedicar muito mais tempo à fotografia, mesmo se tem belas fotografias e muitas publicadas em livro. Gostava de ter escrito um romance. Fez a maior parte das viagens que desejava fazer. As melhores, para António Barreto, foram as de comboio: “É a melhor maneira de viajar que existe no mundo. Não há nada que se compare. Podemos estar de pé, sentados, passear, andar, namorar, dormir, entrar e sair várias vezes, comer, ler, fotografar, ver a paisagem, jogar, beber, conhecer pessoas... Muitas destas coisas não se podem fazer no carro nem sequer no avião. Tem muito de romanesco, claro. Há muitos livros e muitos filmes passados em comboios, com crimes, amores e desamores vividos em comboios”.
Confessa-se não crente, mesmo se cresceu num ambiente católico. Depara-se muitas vezes com a pergunta sobre o sentido da vida, particularmente quando a morte leva alguém que ama. Conta a experiência da perda do irmão: “Era o meu irmão mais próximo na idade e durante vários anos vivemos juntos ou muito perto um do outro. Fiquei muito triste e sinto a falta dele, mas tenho tão boa memória dele e da minha vida com ele que é isso que me faz viver bem. E posso dizer o mesmo do meu pai, da minha mãe e de todas as pessoas que amei. Tive a bênção de viver muitos anos com o meu pai e a minha mãe, e isso foi uma verdadeira alegria”.
Fonte: aqui

terça-feira, 15 de março de 2011

CASAMENTOS INFANTIS NA PALESTINA?

Será verdade? Que cultura é esta de um povo ou Religião?

Veja aqui.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Comido por cães

"Isto é todos os dias assaltos e incêndios. Eles drogam-se mesmo à nossa frente. Não podemos sair de casa. Eu vivo com medo! Já tivemos uma reunião com o presidente da câmara, António Costa, e nada é feito. E agora isto", conta ao CM Cândida da Silva, 72 anos.

A idosa vive na Azinhaga do Beco, no bairro da Musgueira, em Lisboa, há 41 anos, onde ontem foi encontrado o cadáver de um homem em adiantado estado de decomposição. As causas da morte estão a ser apuradas e alguns dos membros do corpo foram comidos por cães.

A maior parte das casas da Azinhaga da Musgueira pertencem à Câmara de Lisboa e estão devolutas. Ali se acomoda uma comunidade alargada de toxicodependentes e alguns sem-abrigo. "Isto é um perigo. Todos os dias cheira a queimado. Fazem fogueiras com todo o lixo que se encontra abandonado nas casas e tenho medo de que se pegue à minha", conta Cândida da Silva. Os moradores da zona juntaram-se junto ao armazém abandonado onde foi encontrado o cadáver. Vivem em sobressalto com os constantes assaltos, que acontecem "de dia e de noite".

Alguns moradores, que pediram para não ser identificados, explicaram que até já enviaram fotografias ao presidente da Câmara de Lisboa. "Temos gasto rios de dinheiro com advogados, ofícios, cartas registadas e, até hoje, nada. Ninguém vem limpar isto e nem nos dão outras casas para podermos sair daqui", adiantam.

O sentimento de insegurança e de revolta aumentou com a descoberta do cadáver do homem num armazém abandonado há mais de cinco anos, onde funcionaram os estúdios de uma empresa cinematográfica. Foi o cheiro nauseabundo que chamou a atenção de um vizinho que por ali passava à hora de almoço.

A PJ esteve no armazém a recolher indícios, mas para já nada aponta para um cenário de crime.

In Correio da Manhã

domingo, 13 de março de 2011

À rasquinha

O brutal aperto do cinto está a conduzir-nos para territórios onde a esperança não existe.

Foram muitos milhares pelo país inteiro. Verdadeiras multidões revoltadas, sobressaltadas, assustadas com o estado a que isto chegou. O grande drama das manifestações de ontem é aquilo que as forças políticas chamam ‘ausência de enquadramento’, e o que se viu? Uma imensa multidão que protestava contra a precariedade do trabalho, que exigia trabalho, que exigia que a política mudasse, que os políticos mudassem, que reivindicava um emprego estável, que revelava indignação, que não se queria confundir com a política clássica, embora de uma forma ou de outra todos os partidos quisessem tirar benefícios das ‘manifs’ e lá estavam lamuriando os mesmos lugares-comuns.

Porém, esta exuberante manifestação de massas, à rasca ou aflita, preocupada ou desorientada, não possuía um carácter revolucionário, ideologicamente sustentado, politicamente dirigido. Saíram à rua milhares de revoltados, e com razão, de gente de todas as idades zangada, e com toda a razão, mas revolucionários apenas surgiu a caricatura que dá pelo nome d’Os Homens da Luta. E este é o pior sinal deste ‘sobressalto cívico’ – o brutal aperto do cinto está a conduzir-nos para os territórios onde a esperança não existe. Nem caminho para a procurar. Bastava ler os cartazes para se saber que a maioria estava dentro do poema de José Régio, sem saber para onde iam, sabendo apenas que não queriam ir por aqui.

Do outro lado desta perplexidade, surgem mais medidas de austeridade, que ainda só foram anunciadas mas cuja ruindade vai atingir mais severamente os milhões de portugueses, incluindo aqueles que saíram à rua, do que a severidade dos quotidianos que estamos a viver, e o caminho por onde vamos não augura nada de bom.

Não existe nada pior do que um povo desorientado, que sofre e refila, e não conhece o caminho e muito menos reconhece aqueles que lhe são apresentados. É neste descontrolo que se abrem as portas para os ditadores, para a emergência dos homens providenciais que acabam sempre com um punho de ferro sobre a própria liberdade.

A política está em crise. Numa grave crise que este grupo líder da ‘geração à rasca’ identificou. Basta ouvi-los falar sobre as virtudes da esquerda e da direita, sobre as misérias deste partido e do outro, multiplicando ódios e revoltas, sem produzir revolucionários nem revoluções, nem preocupados com a procura da verdade que é preciso encontrar para que este país saia da ruína em que caiu. O ambiente que Portugal está a viver recorda-me Hemingway. Pois os sinos dobram, e não perguntes por quem dobram. Eles estão a dobrar por nós.

Francisco Moita Flores, in Correio da Manhã

sábado, 12 de março de 2011

Fim do Governo Sócrates?

O líder do PSD reafirmou hoje em Viana do Castelo que não irá "viabilizar as medidas do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC)" anunciadas sexta-feira e acusou o Governo de não "passar cartão a ninguém".

Pedro Passos Coelho reiterou que não irá "ceder" no que concerne ao novo PEC anunciado. "O PSD não vai discutir nem negociar as medidas de um novo PEC. O Governo comprometeu-se em Bruxelas com o que não está em condições de garantir no seu país", afirmou.

O líder do principal partido da oposição acusou ainda o Governo de se comprometer "em Bruxelas sem passar cartão a ninguém", sobre o planeamento de um novo PEC. "A oposição, reunida na véspera a discutir uma moção de censura no parlamento, não soube de nada. Eu próprio recebi um telefonema apenas na véspera a avisar que iam ser apresentas novas medidas de restrições. Os parceiros sociais que estiveram reunidos em concertação social com o Governo foram também surpreendidos".

Para Pedro Passos Coelho "não é normal em democracia o desprezo pelas instituições e pelas pessoas" que o Governo tem demonstrado neste processo.

O líder do principal partido da oposição ao Governo de José Sócrates considerou que se está "numa altura de começar a assumir responsabilidades". "É preciso clarificar as coisas. Assumimos um compromisso com o país ao viabilizar um Orçamento de Estado que tinha medidas difíceis, de emergência e dissemos que se esse orçamento fosse executado seria difícil, mas que teríamos a situação controlada", justificou.
Fonte: aqui

quinta-feira, 10 de março de 2011

Reacções ao discurso de Cavaco Silva

A Censura de Cavaco
Se a acção futura de Cavaco Silva for em linha de coerência com o seu discurso de ontem, este Governo terá pouquíssimo tempo de vida.

Foi uma violenta censura sem moção aquilo a que se assistiu ontem na casa da democracia.

Cavaco tomou posse como Presidente da República, mas o texto que leu por cima de José Sócrates é um cru programa de governo. Para este segundo mandato, o Presidente abandonou o plano do dever ser e ditou um pragmático ter de ser fundado em números, citações e percentagens.

Histórico, este é um discurso que compromete Cavaco com a acção: se não houver crescimento económico que sustente os custos sociais da necessária consolidação orçamental, o que fará o Presidente?

Se o Estado – isto é o Governo – não contiver a sua avidez despesista, consumindo assim o pouco dinheiro disponível no crédito para a iniciativa privada "com autonomia do poder político" – esse necessário empreendedorismo apontado às exportações, com produtos que "integrem conteúdo tecnológico", o que fará o Presidente?

Se "o esforço colectivo", que enfatizou, não visar resultados também nos sectores económicos tradicionais: na floresta, no mar, no turismo e lazer, na agricultura, o que fará o Presidente?

Depois deste discurso económico musculado, Cavaco terá obrigação de fazer mais do que apelar ao "sobressalto cívico" na vida colectiva.

O "civismo de exigência", a que exortou, começa por aplicar-se a si, como Presidente da República.

Ora, depois das palavras de ontem, que tanto aturdiram o Parlamento, Cavaco colocou a fasquia da sua "magistratura activa" tão alta quanto está o juro da dívida soberana.

Octávio Ribeiro, in Correio da Manhã


Cavaco vai à manif dos jovens?
Estava-se à espera de moção de censura para hoje, mas aconteceu ontem. Não fosse a palavra já estar deslavada pelo jornalismo nacional (sobretudo em títulos), eu escreveria aqui que Cavaco Silva, na sua tomada de posse, arrasou a política económica do Governo. Hoje, a Francisco Louçã basta-lhe dizer de minuto a minuto, "como disse ontem o Presidente", para interpelar no fim a bancada do PSD, e já agora a do CDS, que ontem foi a mais entusiástica a aplaudir Cavaco: "Evidentemente, os vossos votos contra este Governo já estão garantidos a favor desta minha moção de censura..." Ou já não é o PSD, e já agora (desde ontem) o CDS, cavaquista? Mas o mais extraordinário com o agora reempossado Presidente português não foi ele fazer o pleno da sua área política e conjunturalmente dar razão ao Bloco, esquerdista mas do espectro parlamentar. O mais extraordinário é a onda "geração à rasca" que ele decidiu cavalgar, ou melhor, em terminologia mais geracional, surfar. Dedicou as páginas finais do seu discurso aos jovens, dedicando-lhes a decisão de se ter recandidatado, gabou-lhes a disposição para uma política "mais limpa" e incitou- -os a mostrarem às outras gerações o que valem. Ao que parece, ontem tomou posse Cavaco Silva, o Jovem. O Presidente vai à manifestação do dia 12?
FERREIRA FERNANDES, in Diário de Notícias

quarta-feira, 9 de março de 2011

Discurso de Tomada de Posse do Presidente da República, Assembleia da República, Palácio de São Bento, 9 de Março de 2011


Senhor Presidente da Assembleia da República, Senhor Primeiro-Ministro e Membros do Governo, Senhoras e Senhores Deputados, Senhoras e Senhores,

Ao iniciar funções como Presidente da República, quero começar o meu mandato saudando o povo português de uma forma muito calorosa.

Saúdo todos os Portugueses, quer os que vivem no nosso País, no Continente e nas Regiões Autónomas, quer os que engrandecem o nome de Portugal nas comunidades da Diáspora.

Saúdo os Portugueses que me ouvem, mas também aqueles que, através da língua gestual, acompanham a palavra fraterna que lhes quero dirigir neste dia.

De todos serei Presidente.

Serei Presidente dos Portugueses que me honraram com o seu voto mas também daqueles que o não fizeram. É perante todos, sem excepção, que aqui assumo o compromisso solene de cumprir e fazer cumprir a Lei Fundamental da nossa República.

Ao Senhor Presidente da Assembleia da República, que desempenha com grande sentido de Estado a exigente missão de presidir à instituição onde a democracia e o pluralismo se realizam todos os dias, agradeço as palavras que me dirigiu.

Assumo perante vós, Senhores Deputados, o firme e sincero propósito de colaborar com a Assembleia da República, na certeza de que o momento que o País atravessa exige uma especial cooperação entre as diversas instituições democráticas.

Ao Governo e ao Senhor Primeiro-Ministro reitero o compromisso de cooperação que há cinco anos assumi perante os Portugueses. Pela minha parte, pode contar o Governo com uma magistratura activa e firmemente empenhada na salvaguarda dos superiores interesses nacionais.

Enquanto Presidente da República cumprirei escrupulosamente os compromissos que assumi perante os Portugueses no meu manifesto eleitoral. No quadro de todos os poderes que me são conferidos pela Constituição, serei rigorosamente imparcial no tratamento das diversas forças políticas, mantendo neutralidade e equidistância relativamente ao Governo e à oposição.

Irei cooperar com os demais órgãos de soberania para que Portugal ultrapasse as dificuldades do presente e actuarei como elemento moderador das tensões da vida política e como factor de equilíbrio do nosso sistema democrático.

Agradeço a presença nesta cerimónia dos representantes de países amigos, em particular dos países de língua oficial portuguesa. Reconheço no vosso gesto um sinal de apreço por uma nação soberana de muitos séculos, orgulhosa do seu passado e confiante no seu futuro.

Senhor Presidente da Assembleia da República,

Senhoras e Senhores Deputados,

Como sempre tenho afirmado, só um diagnóstico correcto e um discurso de verdade sobre a natureza e a dimensão dos problemas económicos e sociais que Portugal enfrenta permitirão uma resposta adequada, quer pelos poderes públicos quer pelos agentes económicos e sociais e pelos cidadãos em geral. A informação objectiva sobre a situação económica e social do País é um bem público que beneficia a sociedade no seu conjunto, porque estimula comportamentos favoráveis à resolução das dificuldades.

Os indicadores conhecidos são claros. Portugal vive uma situação de emergência económica e financeira, que é já, também, uma situação de emergência social, como tem sido amplamente reconhecido.

Acredito que conseguiremos ultrapassar os problemas actuais se formos capazes de dar uma resposta verdadeiramente colectiva aos desafios que temos à nossa frente, o que exige transparência e um conhecimento rigoroso e completo da situação em que nos encontramos. Como em tudo na vida, para delinearmos o melhor caminho para atingirmos o futuro que ambicionamos, temos de saber de onde partimos.

Nos últimos dez anos, a economia portuguesa cresceu a uma taxa média anual de apenas 0,7%, afastando-se dos nossos parceiros da União Europeia. Esta divergência foi ainda mais evidente no caso do Rendimento Nacional Bruto, que constitui uma medida aproximada do rendimento efectivamente retido pelos Portugueses. O Rendimento Nacional Bruto per capita, em termos reais, cresceu apenas 0,1% ao ano, reflectindo na prática uma década perdida em termos de ganhos de nível de vida.

De acordo com as últimas estimativas do Banco de Portugal, "o crescimento potencial da economia portuguesa, o qual determina a capacidade futura de reembolso do endividamento presente", é actualmente inferior a 1% e, em 2010, o valor real do investimento ficou cerca de 25% abaixo do nível atingido em 2001.

O défice externo de Portugal tem permanecido em valores perto de 9% do produto, contribuindo, por força do pagamento de juros ao exterior, para a deterioração do saldo da balança de rendimentos, cujo défice anual, de acordo com o Banco de Portugal, se aproxima rapidamente dos 10 mil milhões de euros, privando a nossa economia de recursos fundamentais para o seu desenvolvimento.

Simultaneamente, a taxa de poupança nacional tem vindo a decair, passando de cerca de 20% do produto em 1999 para menos de 10% nos últimos dois anos.

Em 2010, o desemprego atingiu mais de 600 mil pessoas, o que contrasta com cerca de 215 mil em 2001. Nestes dez anos, a taxa de desemprego subiu de 4% para um valor de 11%.

Os dados publicados pela Comissão Europeia indicam que, em 2008, o número de residentes em Portugal que se encontravam em "risco de pobreza ou exclusão social" superava os 2 milhões e 750 mil, o que equivale a cerca de 26% da nossa população. De acordo com as informações qualitativas disponibilizadas pelas instituições que operam no terreno, esta situação ter se á agravado nos últimos dois anos.

A margem de manobra do Estado português para acudir às necessidades de crescimento da economia e para combater os problemas de natureza social encontra-se severamente limitada, como o provam os níveis da despesa pública, da dívida pública e do endividamento do Sector Empresarial do Estado, a que acrescem os encargos futuros com as parcerias público-privadas.

Também a capacidade dos agentes nacionais acederem ao crédito e de financiarem, quer as suas necessidades de capital quer o crescimento da economia, está cada vez mais dificultada. O saldo devedor da Posição de Investimento Internacional, que corresponde ao grau de endividamento líquido da economia, é superior a 100% do produto.

Os mercados continuam a limitar fortemente o recurso ao financiamento por parte do sistema bancário nacional, o que se reflecte num agravamento das restrições de acesso ao crédito por parte das famílias e das empresas e num aumento das taxas de juro.

Além disso, o financiamento do Estado continua a ser feito a taxas anormalmente elevadas, condicionando o funcionamento do sistema financeiro português e da nossa economia. É elementar perceber que, como escreve o Banco de Portugal no seu último Boletim Económico, e cito, "o actual contexto de elevados prémios de risco da dívida soberana para Portugal implica um serviço da dívida externa acrescido". Existe, assim, um risco sério de o pagamento de juros ao exterior travar a indispensável redução do desequilíbrio externo, mesmo no caso de um comportamento positivo das exportações.

Vários outros indicadores podiam ser apresentados para confirmar que Portugal se encontra numa situação particularmente difícil.

Neste contexto, surpreende que possa ter passado despercebido nos meios políticos e económicos o alerta lançado pelo Governador do Banco de Portugal, em Janeiro passado, de que, e cito, "são insustentáveis tanto a trajectória da dívida pública como as trajectórias da dívida externa e da Posição de Investimento Internacional do nosso País".

Senhor Presidente da Assembleia da República,

Senhoras e Senhores Deputados,

Portugal está hoje submetido a uma tenaz orçamental e financeira - o orçamento apertando do lado da procura e o crédito apertando do lado da oferta. Este quadro afectará negativamente o crescimento económico e a qualidade de vida das famílias, a não ser que os responsáveis políticos, económicos e financeiros correspondam, com firmeza e sem ambiguidades, à obrigação que têm de libertar o país desta situação.

Esta é a realidade que não deve ser ignorada e que é minha obrigação deixar bem clara no início do meu segundo mandato como contributo para que a urgência de actuar seja por todos apreendida. A resolução dos problemas exige plena consciencialização da situação em que estamos. É urgente encontrar soluções, retomar o caminho certo e preparar o futuro. Esta é uma tarefa que exigirá um esforço colectivo, para o qual todos somos chamados a contribuir.

Ao Estado cabe definir com clareza as linhas estratégicas de orientação, as prioridades e os principais desígnios para o todo nacional. Estas serão referências essenciais não apenas para o sector público mas também para a iniciativa privada.

Além disso, é imperativo melhorar a qualidade das políticas públicas. Em particular, é fundamental que todas as decisões do Estado sejam devida e atempadamente avaliadas, em termos da sua eficiência económica e social, do seu impacto nas empresas e na competitividade da economia, e das suas consequências financeiras presentes e futuras. Não podemos correr o risco de prosseguir políticas públicas baseadas no instinto ou em mero voluntarismo.

Só com políticas públicas objectivas, consistentes com uma estratégia orçamental sustentável e com princípios favoráveis ao florescimento da iniciativa privada, poderemos atrair investimento para a economia portuguesa e ambicionar um crescimento compatível com as nossas necessidades. Sem crescimento económico, os custos sociais da consolidação orçamental serão insuportáveis.

Neste contexto difícil, impõe se ao Presidente da República que contribua para a definição de linhas de orientação e de rumos para a economia nacional que permitam responder às dificuldades do presente e encarar com esperança os desafios do futuro.

Em coerência com o que tenho defendido e com o que está inscrito no meu manifesto eleitoral, entendo que há princípios muito claros de orientação estratégica que Portugal deve assumir. Face à situação em que o País se encontra, há que actuar simultaneamente no domínio estrutural, visando a resolução dos desequilíbrios que têm afectado a economia portuguesa, e no domínio conjuntural, visando mitigar o impacto negativo da actual crise sobre o emprego, sobre as empresas e sobre os Portugueses mais carenciados.

A nível estrutural, e como há muito venho a insistir, temos de apostar de forma inequívoca nos sectores de bens e serviços transaccionáveis. Só com um aumento da afectação de recursos para a produção competitiva conseguiremos iniciar um novo ciclo de desenvolvimento. Este é um desafio que responsabiliza, em primeiro lugar, o Estado e o sistema financeiro. De resto, é fundamental que os Portugueses assimilem, de forma convicta, a necessidade de produzir mais bens que concorram com a produção estrangeira. Um défice externo elevado e permanente é, por definição, insustentável.

Ainda no âmbito da afectação de recursos, é necessário estimular a poupança interna e travar a concessão indiscriminada de crédito, em especial para fins não produtivos e para sustentar gastos públicos. É imperioso reafectar o crédito disponível para as pequenas e médias empresas criadoras de valor económico e de emprego e para as exportações.

Em paralelo, é essencial traçar um caminho que permita o reforço da nossa competitividade e o aumento da produtividade do trabalho e do capital. A perda de competitividade da economia portuguesa é talvez o sintoma mais grave das nossas fragilidades.

Neste contexto, é crucial a realização de reformas estruturais destinadas a diminuir o peso da despesa pública, a reduzir a presença excessiva do Estado na economia e a melhorar o desempenho e a eficácia da administração pública.

Só com uma gestão rigorosa, determinada e transparente das contas públicas será possível um crescimento económico duradouro, a criação de novos e melhores empregos e a consolidação da credibilidade externa. A sustentabilidade das finanças públicas portuguesas é uma questão iniludível para a confiança dos investidores internacionais. Quando a taxa de juro da dívida pública é superior à taxa de crescimento nominal da economia aumenta a exigência em relação ao saldo primário das contas públicas.

É preciso valorizar a iniciativa empresarial e o conceito de empresa como espaço de diálogo e cooperação entre gestores e trabalhadores, captar e manter investimento de qualidade e aproveitar as vantagens comparativas de que Portugal dispõe.

É crucial aprofundar o potencial competitivo de sectores como a floresta, o mar, a cultura e o lazer, as indústrias criativas, o turismo e a agricultura, onde detemos vantagens naturais diferenciadoras. A redução do défice alimentar é um objectivo que se impõe levar muito a sério, tal como a remoção dos entraves burocráticos ao acesso da iniciativa privada à exploração económica do mar.

O futuro da economia portuguesa depende bastante da capacidade de acrescentar valor, de inovar e de incorporar mais conteúdo tecnológico nos nossos produtos. A interligação entre as empresas e os estabelecimentos de ensino superior e centros de investigação é da maior relevância.

Ainda no plano estrutural, é necessário garantir uma fiscalidade mais simples, transparente e previsível, melhorar a qualidade do investimento em formação e qualificação dos recursos humanos, assim como assegurar mais eficiência, credibilidade e rapidez no funcionamento do sistema de justiça. A justiça desempenha um papel crucial no desenvolvimento económico, como fonte de segurança e de previsibilidade, e funciona como referência para a captação de investimento internacional.

Senhor Presidente da Assembleia da República,

Senhoras e Senhores Deputados,

Na actual situação de emergência impõem-se, também, medidas de alcance conjuntural, que permitam minorar os efeitos imediatos da crise e criar o suporte económico e social necessário às transformações estruturais. Exige-se, em particular, um esforço determinado no sentido de combater o flagelo do desemprego.

A expectativa legítima dos Portugueses é a de que todas as políticas públicas e decisões de investimento tenham em conta o seu impacto no mercado laboral, privilegiando iniciativas que criem emprego ou que permitam a defesa dos postos de trabalho.

Por outro lado, é essencial valorizar o papel das empresas e do empreendedorismo, da mesma forma que se celebra, por exemplo, o sucesso dos nossos atletas na obtenção de títulos internacionais.

É importante reconhecer as empresas e o valor por elas criado, em vez de as perseguir com uma retórica ameaçadora ou com políticas que desincentivam a iniciativa e o risco. No actual contexto, são elas que podem criar novos empregos e dar esperança a uma geração com formação ampla e diversificada e que não consegue entrar no mercado de trabalho. São as empresas que podem dinamizar as exportações e contribuir para a contenção do endividamento externo. Não podemos assistir de braços cruzados à saída de empresas do nosso País. Pelo contrário, temos que pensar seriamente no que é que podemos fazer para atrair mais empresas.

O essencial do investimento rentável e virado para os sectores transaccionáveis vem das empresas privadas. Precisamos de valorizar, em particular, quem tem vontade e coragem de inovar e de investir sem precisar dos apoios do Estado.

É especialmente decisivo atrair os jovens para a iniciativa empresarial. O empreendedorismo jovem é hoje uma realidade em desenvolvimento no nosso país que deve ser apoiada para que surjam muitos mais casos de sucesso. Portugal precisa de uma nova vaga de empreendedores. Empreendedores com autonomia do poder político, que não esperem qualquer tipo de protecção ou de favores, cidadãos empenhados na qualidade e na inovação, dispostos a assumir riscos e a competir no mercado global.

Os nossos autarcas, que saúdo nesta ocasião solene, já compreenderam que o poder local adquiriu um novo perfil, a que correspondem novas exigências.

As autarquias podem assumir um papel fulcral na valorização da iniciativa empresarial, na criação de emprego e, genericamente, na resposta às dificuldades económicas e sociais das respectivas regiões.

Para além do contributo em iniciativas de apoio aos mais carenciados, tenho constatado que existe um número crescente de autarcas que estão a reorientar as suas prioridades para o tecido produtivo e para a valorização económica das suas regiões e dos seus recursos. Este é um caminho de futuro e também aquele que poderá ter um impacto mais rápido na economia nacional.

As iniciativas locais de emprego e os investimentos de proximidade são aqueles que podem produzir resultados de forma mais imediata e que melhor podem ser avaliados, reformulados ou reproduzidos.

Urge remover os obstáculos à reabilitação urbana, cujas potencialidades de criação de emprego e de promoção turística, embora há muito reconhecidas, permanecem em larga medida desaproveitadas.

Não podemos privilegiar grandes investimentos que não temos condições de financiar, que não contribuem para o crescimento da produtividade e que têm um efeito temporário e residual na criação de emprego. Não se trata de abandonar os nossos sonhos e ambições. Trata-se de sermos realistas.

As políticas activas de emprego desempenham também um papel importante no combate ao desemprego. A concertação social tem uma responsabilidade particular na definição de políticas de rápido efeito, avaliando resultados, corrigindo erros e servindo a criação efectiva de emprego.

A inovação e a incorporação de conteúdo tecnológico nos bens que produzimos são essenciais. Contudo, não podemos deixar de ver o potencial e a importância dos chamados sectores tradicionais. As vantagens competitivas adquiridas e aprofundadas por estes sectores, bem como a experiência que já têm do mercado internacional, não podem ser desaproveitadas nem vítimas de preconceitos. Estão em causa sectores tipicamente criadores de emprego, contribuintes positivos para a nossa balança externa e que são, além disso, elementos essenciais de coesão social e territorial.

Aumentar a eficiência e a transparência do Estado e reduzir o peso da despesa pública são prioridades não apenas de natureza estrutural, mas também conjuntural.

Realismo, avaliação rigorosa das decisões, justiça na distribuição dos sacrifícios e melhoria do clima de confiança são exigências impostas pelo presente, mas que devemos também às gerações futuras. O caminho é possível, mas não será fácil nem rápido.

Reitero a minha convicção de que está em causa um esforço colectivo. É importante, por isso, que Governo, Assembleia da República e demais responsáveis políticos assumam uma atitude inclusiva e cooperante, que seja também factor de confiança e de motivação para os nossos cidadãos. A estabilidade política é uma condição que deve ser aproveitada para a resolução efectiva dos problemas do País. Seria desejável que o caminho a seguir fosse consubstanciado num programa estratégico de médio prazo, objecto de um alargado consenso político e social.

Espero que todos os agentes políticos e poderes do Estado e os agentes económicos e financeiros estejam à altura das dificuldades do momento e dêem sentido de futuro aos sacrifícios exigidos aos Portugueses.

Da União Europeia devemos esperar não apenas que assegure a estabilidade e a sustentabilidade da Zona Euro, mas também que desenvolva uma estratégia comum e solidária que promova o crescimento, o emprego e a coesão.

Senhor Presidente da Assembleia da República,

Senhoras e Senhores Deputados,

A nossa sociedade não pode continuar adormecida perante os desafios que o futuro lhe coloca. É necessário que um sobressalto cívico faça despertar os Portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos.

O País terá muito a ganhar se os Portugueses, associados das mais diversas formas, participarem mais activamente na vida colectiva, afirmando os seus direitos e deveres de cidadania e fazendo chegar a sua voz aos decisores políticos. Este novo civismo da exigência deve construir-se, acima de tudo, como um civismo de independência face ao Estado.

Em vários sectores da vida nacional, com destaque para o mundo das empresas, emergiram nos últimos anos sinais de uma cultura altamente nociva, assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e de domínio que o crescimento desmesurado do peso do Estado propicia.

É uma cultura que tem de acabar. Deve ser clara a separação entre a esfera pública das decisões colectivas e a esfera privada dos interesses particulares.

Os cidadãos devem ter a consciência de que é preciso mudar, pondo termo à cultura dominante nas mais diversas áreas. Eles próprios têm de mudar a sua atitude, assumindo de forma activa e determinada um compromisso de futuro que traga de novo a esperança às gerações mais novas.

É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia.

Esta é uma tarefa de todos, cada um tem de assumir as suas próprias responsabilidades. É essencial que exista uma união de esforços, em que cada português se sinta parte de um todo mais vasto e realize o quinhão que lhe cabe.

Necessitamos de recentrar a nossa agenda de prioridades, colocando de novo as pessoas no fulcro das preocupações colectivas. Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático. Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI. Precisamos de um combate firme às desigualdades e à pobreza que corroem a nossa unidade como povo. Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.

A pessoa humana tem de estar no centro da acção política. Os Portugueses não são uma estatística abstracta. Os Portugueses são pessoas que querem trabalhar, que aspiram a uma vida melhor para si e para os seus filhos. Numa República social e inclusiva, há que dar voz aos que não têm voz.

No momento que atravessamos, em que à crise económica e social se associa uma profunda crise de valores, há que salientar o papel absolutamente nuclear da família. A família é um espaço essencial de realização da pessoa humana e, em tempos difíceis, constitui o último refúgio e amparo com que muitos cidadãos podem contar. A família é o elemento agregador fundamental da sociedade portuguesa e, como tal, deve existir uma política activa de família que apoie a natalidade, que proteja as crianças e garanta o seu desenvolvimento, que combata a discriminação dos idosos, que aprofunde os elos entre gerações.

O exercício de funções públicas deve ser prestigiado pelos melhores, o que exige que as nomeações para os cargos dirigentes da Administração sejam pautadas exclusivamente por critérios de mérito e não pela filiação partidária dos nomeados ou pelas suas simpatias políticas.

A coesão entre as gerações representa um importante activo de que Portugal ainda dispõe. Os jovens não podem ver o seu futuro adiado devido a opções erradas tomadas no presente. É nosso dever impedir que aos jovens seja deixada uma pesada herança, feita de dívidas, de encargos futuros, de desemprego ou de investimento improdutivo.

O exemplo que temos de dar às gerações mais novas é o exemplo de uma cultura onde o mérito, a competência, o trabalho e a ética de serviço público sejam valorizados. Entre as novas gerações, Portugal dispõe de recursos humanos altamente qualificados. Se nada fizermos, os nossos melhores jovens irão fixar-se no estrangeiro, processo que, aliás, já começa a tornar-se visível.

É fundamental que a sociedade portuguesa seja despertada para a necessidade de um novo modo de acção política que consiga atrair os jovens e os cidadãos mais qualificados. O afastamento dos jovens em relação à actividade política não significa desinteresse pelos destinos do País; o que acontece, isso sim, é que muitos jovens não se revêem na actual forma de fazer política nem confiam que, a manter-se o actual estado de coisas, Portugal seja um espaço capaz de realizar as suas legítimas ambições. Precisamos de gestos fortes que permitam recuperar a confiança dos jovens nos governantes e nas instituições.

Seria extremamente positivo que os jovens se assumissem como protagonistas da mudança, participando de forma construtiva, e que as instituições da nossa democracia manifestassem abertura para receber o seu contributo. A geração mais jovem deve ser vista como parte da solução dos nossos problemas.

Numa sociedade que valoriza o mérito, a educação é o elemento-chave da mobilidade social. Aqueles que dispõem de menores recursos, mas que revelem méritos e capacidades, têm de ser apoiados, para que não se aprofundem situações intoleráveis de desigualdade entre os Portugueses.

Temos de despertar toda a sociedade para a importância do investimento na excelência da nossa educação. Todos os estabelecimentos de ensino que se destaquem pelos seus resultados têm de merecer o reconhecimento da sociedade e do Estado. Só assim se cumprirá o ideal de premiar o mérito que norteou a nossa República centenária.

Senhor Presidente da Assembleia da República,

Senhoras e Senhores Deputados,

Ao tomar posse como Presidente da República, estou firmemente convicto de que existem razões de esperança para o nosso País.

Ao longo da sua História, Portugal viveu dificuldades e, com coragem, determinação e vontade de vencer, foi capaz de ultrapassá-las.

Logo a seguir à revolução do 25 de Abril, a sociedade civil deu uma prova excepcional da sua vitalidade na forma como acolheu, sem convulsões, quase um milhão de Portugueses que regressaram de África, em condições extremamente difíceis. Graças ao apoio das famílias e de diversas instituições, a sua integração no País processou-se sem sobressaltos de maior, apoiada naquela que é uma das melhores qualidades do nosso povo: a capacidade que revela para, nas horas difíceis, dar provas de um espírito de solidariedade e de entreajuda que é absolutamente extraordinário. Esse espírito é nosso, é único, é o espírito de Portugal.

Todos os dias, encontramos esse espírito solidário nas diversas campanhas de apoio aos mais desfavorecidos. Os jovens participam nessas campanhas como voluntários, aos milhares. Sem nada pedirem em troca, sem pensarem em cargos ou proveitos para si próprios. Aos jovens, que nos dão tantas lições de vida, quero deixar aqui, neste dia, o testemunho da minha admiração mais profunda.

Temos jovens talentosos que ombreiam com os melhores do mundo, em inovação empresarial, em qualidade académica e científica, em criatividade artística e cultural. Há uma nova geração que ganha sucessivos prémios nas mais diversas áreas da investigação, que assume papéis de liderança nos mais variados projectos, que participa com grande entusiasmo e admirável generosidade em acções de voluntariado social ou nas campanhas de defesa do ambiente.

Os nossos jovens movem-se hoje à escala planetária com uma facilidade que nos surpreende. Cidadãos do mundo, familiarizados com as novas tecnologias e a sociedade em rede, dispõem de um capital de conhecimento e de uma vontade de inovação que são admiráveis. Muitos dos académicos, investigadores, profissionais de sucesso e jovens empresários que trabalham no estrangeiro aspiram a regressar ao seu país, desde que possuam condições para aqui fazerem florescer as suas capacidades. Temos de aproveitar o enorme potencial desta nova geração e é nela que deposito a esperança de um Portugal melhor.

Foi especialmente a pensar nos jovens que decidi recandidatar-me à Presidência da República. A eles dediquei a vitória que os Portugueses me deram. Agora, no momento em que tomo posse como Presidente da República, faço um vibrante apelo aos jovens de Portugal: ajudem o vosso País!

Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam.

Sonhem mais alto, acreditem na esperança de um tempo melhor. Acreditem em Portugal, porque esta é a vossa terra. É aqui que temos de construir um País à altura das nossas ambições. Estou certo de que, todos juntos, iremos vencer.

Obrigado.

NÃO SUBESTIMEM O QUE ESTÁ A ACONTECER

Escusado é negar aquilo que acontece. E perigoso é subestimar o eco daquilo que ocorre.

Há uma vaga de descontentamento que percorre praticamente todas as camadas sociais e todos os estratos profissionais.

Dirão que, apesar de tudo, hoje vive-se melhor que outrora. É possível que se viva melhor. Mas as pessoas sentem-se pior.

Há uma mudança simbólica a que importa prestar atenção.

O computador corresponde à enxada de outros tempos.

Tal como, antigamente, havia várias enxadas em cada casa, actualmente existem diversos computadores em cada apartamento.

A diferença é a seguinte.

Outrora, mesmo em épocas de crise, recorria-se à enxada e alguma coisa vinha em troca. Podia não dar para prosperar, mas sempre dava para sobreviver.

Hoje em dia, manuseia-se o computador e nem sempre sai alguma coisa em troca.

É que, enquanto outrora, havia uns terrenos à porta de casa, hoje é difícil encontrar um emprego perto ou longe da habitação.

E sem um emprego, de pouco vale a competência.

Há quem recuse trabalhos. A qualificação gera expectativas. Não poder realizá-las facilmente conduz a toda a sorte de frustrações.

É provável que os protestos de sábado incluam exigências puramentes retóricas, irrealistas.

Defender a demissão de toda a classe política parece uma tonteria. Os políticos podem não ser os ideais, mas são necessários.

Trata-se, porém, de um sinal. O que se quer não será tanto que os políticos saiam, mas que os políticos mudem.

Estamos, portanto, diante de um apelo à regeneração da classe política. Sibilinamente, a mensagem não é tanto que saiam estes políticos. É que apareçam outros. Outros políticos. E sobretudo outras formas de fazer política.

Julgo que as pessoas compreendem a necessidade de sacrifícios. O que não entendem tão bem é que os sacrifícios pendam sempre para o mesmo lado, para o lado do povo.

As pessoas não digerem, por exemplo, que, em tempo de recessão, os gestores públicos tenham vencimentos de monstruosa brutalidade.

No fundo, aspira-se por justiça.

É claro que a eficácia não será muito grande. Não basta encher as ruas. Eficaz seria se as ruas não se esvaziassem durante muitos dias, até a situação mudar.

Só que não estamos na Tunísia nem no Egipto. E, apesar de tudo, vivemos numa democracia. Embora doente, a democracia tem recursos como o diálogo, a negociação.

Parece-me, contudo, despropositado tratar, depreciativamente, estas pessoas como deolindos.

As canções dos Deolinda e dos Homens da Luta são ecos de algo que emerge de uma profundidade muito grande.

Há aqui sintomas de algo muito forte. Não é do pedestal que as coisas se resolvem.

Já houve canções que funcionaram como despertadores aglutinadores.

Os Homens da Luta podem não ter primores de erudição, mas não são tão destituídos de valor como alguns querem fazer crer.

O que aconteceu ontem, em Viseu, é mais um aviso. Há quem esteja alerta, desperto. Há quem não desista. Sobretudo quando o desespero litiga com a esperança.

Fonte: aqui

terça-feira, 8 de março de 2011

Chile rende-se a Shakiro

Volta e meia, os concursos televisivos apresentam um concorrente que surpreende tudo e todos. No Chile, Rodolfo Burgos deixou o júri e a plateia do programa Soy yo de queixo caído.

Quando lhe perguntaram quem era, o jovem vendedor juntou as mãos e, ensaiando um movimento de dança do ventre celebrizado por Shakira (por exemplo no vídeo da canção oficial do último Mundial de futebol) disse o nome da cantora colombiana.

Seguiram-se os risos e a voz de Rodolfo: o timbre exactamente igual.

O Chile e o mundo chamam-lhe agora "Shakiro" e está a ser um sucesso também nas redes sociais.

Veja aqui o vídeo

segunda-feira, 7 de março de 2011

Leia antes de ver as imagens:

Kseniya Simonova foi a vencedora da edição Ucraniana do Got Talent-Tens Talento-, fez uma animação da invasão da alemanha na Ucrânia durante a Segunda Guerra Mundial, tendo usado os dedos e uma superfície com areia.
Trouxe lágrimas aos olhos de juízes e do público.
Foram 8 minutos maravilhosos que demonstraram um talento especial e trouxeram, através da arte, a memória viva de uma guerra que marcou várias gerações.
É de arrepiar mesmo.
Artes assim deveriam circular na Web.
Clique no endereço abaixo:

http://pelapapas.com.mx/htmls/animacion-arena-2.html

JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO DE AMIGOS

Um grupo de amigos de 50 anos discutia para escolher o restaurante onde iriam jantar. Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque as GARÇONETES usavam mini-saias e blusas muito decotadas.

10 anos mais tarde, aos 60 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante. Decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque a comida era muito boa e havia uma excelente carta de vinhos.

10 anos mais tarde, aos 70 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante. Decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque lá havia uma rampa para cadeiras de rodas e até um pequeno elevador.........

10 anos mais tarde, aos 80 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante. Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical. Todos acharam que era uma grande idéia porque nunca tinham ido lá.

domingo, 6 de março de 2011

OS HOMENS DA LUTA VOLTARAM A DAR POPULARIDADE AO FESTIVAL

Tão grande tem sido o esforço da RTP em promover o Festival da Canção e foi o público a devolver-lhe algum do impacto que já teve.

Diga-se que o festival deste ano se encaminhava para não se afastar da sensaboria habitual.

O júri distrital, constituído por especialistas em música, inclinava-se para premiar, uma vez mais, um género estilizado.

Via-se a preocupação dos compositores em decalcar estereótipos que já alcançaram êxito.

Tudo muito esgotado. Tudo muito estafado. Sem o menor índice de criatividade.

Confesso que, desde 1981, nunca mais consegui ver um festival da canção.

Naquele tempo, o país parava. Agora, quase ninguém liga.

Ontem, porém, o público, chamado a pronunciar-se por telefone, baralhou todas as contas e deu a vitória aos Homens da Luta.

Hoje, não se falou de mais nada. O Festival da Canção voltou a ser assunto dominante.

A canção é para ser cantada lá fora, mas o efeito está a fazer-se sentir cá dentro.

Salvas as devidas distâncias (no tempo e na densidade), a comparação com Paulo de Carvalho, em 1974, é inevitável.

A classificação no Eurofestival foi medíocre, mas o impacto no país foi enorme.

A canção dos Homens da Luta é uma paródia de pendor nihilista, muito ao jeito dos tempos que vivemos.

Não deixa de ser curioso notar o anúncio, feito em palco, da participação na manifestação do próximo sábado.

Espanta a onda de críticas à qualidade da composição vencedora.

A canção, em si, não é nada de especial. Mas as outras também não eram, propriamente, um primor.

Mas o que mais se destaca é a intuição do povo.

Os Homens da Luta são um típico produto da nossa época.

O povo percebeu isso mais depressa que os especialistas, ainda prisioneiros de baladas que fazem eco de um tempo que já lá vai.

Fonte: aqui

sábado, 5 de março de 2011

ALTERNÂNCIA SEM ALTERNATIVA?

Se dúvidas houvesse de que poderemos vir a ter uma alternância sem alternativa, o que aconteceu há dias fez questão de as dissipar.

Muitos já incorporaram a ideia de que é possível, a curto ou a médio prazo, haver uma alternância no Governo do País.

Mas dessa alternância dificilmente advirá uma alternativa. E a prova foi a discussão em torno dos vencimentos dos gestores públicos.

O partido da alternância recusou-se a ser alternativa. Votou ao lado do Governo.

Daí que as sondagens não mostrem nenhum partido a descolar. Para que serve uma alternância que não constitua uma alternativa? Para fazer igual, que fiquem os mesmos, pensarão não poucos.

Numa questão tão sensível, perdeu-se uma oportunidade soberana de sinalizar a diferença.

Muitos começam a ficar resignados e destituídos de esperança. E daí as vozes, como as de Rui Rio ou Jorge Sampaio, que preconizam uma reflexão mais funda.

Neste tempo em que tudo corre a uma velocidade desmedida, não deixa de ser sintomático que uma alternância se vá esgotando ainda antes de ser experimentada...
Fonte: aqui

sexta-feira, 4 de março de 2011

VENENO PARA MATAR MARIDO

Numa pequena cidade do interior, uma mulher entra em uma farmácia e fala ao farmacêutico:
- Por favor, quero comprar arsênico.
- Mas... não posso vender isso ASSIM!
- Qual é a finalidade?
- Matar meu marido!!
- Pra este fim... piorou... não posso vender!!!
A mulher abre a bolsa e tira uma fotografia do marido,transando com a mulher do farmacêutico..
- Ah bom!... COM RECEITA É OUTRA COISA.

JÁ NÃO É FICÇÃO CIENTÍFICA

http://www.youtube.com/watch?v=6Cf7IL_

quinta-feira, 3 de março de 2011

Abortista arrependido

Faleceu, no passado dia 22 de Fevereiro, o médico Bernard Nathanson, um dos maiores activistas pró-aborto e pró-vida.
Nathanson dedicou a maior parte da sua vida a lutar pela questão do aborto: inicialmente, manifestou-se a favor da legalização do aborto e praticou milhares; mais tarde, depois de um doloroso processo interior, manifestou-se contra.

Em finais dos anos 70, Nathanson começou a ter dúvidas sobre as suas práticas. Numa conferência em Lisboa, em 1998, explicou que ele e os seus colegas apresentavam graves perturbações do sono, problemas no casamento e pesadelos.

Formado em 1949, especializou-se em obstetrícia e ginecologia. Testemunhou em primeira mão as complicações resultantes de abortos ilegais nas mulheres pobres que acorriam ao hospital de Manhattan e convenceu-se da necessidade de lutar pela legalização do aborto nos Estados Unidos.
Fundou a National Association for the Repeal of Abortion Laws, que ainda hoje existe e é conhecida como NARAL Pro-Choice America, e dedicou-se não só à campanha pela legalização, mas também à prática de abortos.
Uma vez legalizada a prática, Nathanson tornou-se director do Centro de Saúde Sexual e Reprodutiva em Nova Iorque. Durante a sua vigência, o centro praticou cerca de 60 mil abortos. A estes acrescentava cinco mil feitos directamente por ele e outros 10 mil por residentes sob as suas ordens.
Com o avanço da tecnologia ecográfica, Nathanson acabaria por mudar radicalmente de opinião. Dedicou a sua vida "a tentar desfazer o mal que tinha feito", falando em todo o mundo, incluindo Portugal, e apresentando-se sempre em público como "responsável por mais de 75 mil abortos", alertando para "as técnicas propagandísticas dos adeptos da despenalização".
Em 1985, fez um curto documentário, chamado "O Grito Silencioso", que acompanha a gestação e mostra imagens reais de um aborto a ser praticado. No vídeo, vê-se o feto a recuar perante a agulha e a abrir a boca, no que aparenta ser um grito.
Apesar das suas origens judaicas e ateístas, baptizou-se na Igreja Católica em 1996, vários anos depois de se converter à causa pró-vida. Segundo o próprio, o seu interesse pelo Catolicismo nasceu precisamente da identificação com as posições da Igreja em relação ao aborto.

In O Amigo do Povo

quarta-feira, 2 de março de 2011

Finalmente parece que acordámos...

A data marcada já está marcada.

12 de Março de 2011 - Um milhão de pessoas na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política.

Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares depessoas. A guerra contra a chulisse, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos!
Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? E não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes;

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES....;

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder – há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES
PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privadas), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela
precisam;

26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos deveriam pagar.
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Há quem lhe chame a frase do ano. Será?

(enviado por email)