sábado, 30 de abril de 2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Vigário faz piruetas após casamento real


video

Um vigário foi gravado no momento em que aproveitou a ausência de pessoas no interior da Abadia de Westminster para demonstrar a sua agilidade fazendo várias piruetas. A cena insólita ocorreu depois do casamento do príncipe William e Catherine Middleton, quando os convidados já tinham abandonado o templo.

O sorridente religioso fez duas 'rodas' consecutivas na carpete vermelha que fora colocada na Abadia de Westminster e no vídeo está patente o seu sorriso.

Até esta hora não foi divulgada a identidade deste ginasticado membro da Igreja Anglicana.
Fonte: aqui

"Poema à mãe"


No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora

e noites rumorosas de águas matinais!

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...

Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal..."

Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...

Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe. Guardo a tua voz dentro de mim. E deixo-te as rosas...

Eugénio de Andrade

"Votar no Governo actual é votar na bancarrota"

O economista Álvaro Santos Pereira acredita que votar no actual Governo nas próximas eleições legislativas "é votar na bancarrota, é votar para os nossos filhos emigrarem".

"Vão haver consequências muito graves se votarmos no Governo actual. Votar no Governo actual, quando a mim é votar na bancarrota, é votar para os nossos filhos emigrarem, é votar para ter a maior taxa de desemprego dos últimos 90 anos. Votar neste Governo é votar na irresponsabilidades e certamente votar na bancarrota do país", afirmou o economista da universidade canadiana Simon Frasier durante a sua apresentação no evento final do movimento "Mais Sociedade".

De acordo com Álvaro Santos Pereira, as políticas "nos últimos quinze anos, agravaram os problemas da economia nacional" e que Portugal apresenta hoje "os piores indicadores económicos desde 1892, quando Portugal entrou em bancarrota" e que, não fosse o que considera ser a segunda vaga migratória dos últimos 160 anos, Portugal poderia ter uma taxa de desemprego "de cerca de 15 por cento".

Entre os principais problemas da situação nacional estão as "políticas irresponsáveis e irrealistas" e a prática de um "modelo económico errado".

Como tal, é necessário "fazer uma verdadeira consolidação orçamental", algo que não terá sido feito nos últimos anos, uma verdadeira reforma na administração pública, já que o PRACE foi "um fracasso total e um fingimento", combater o endividamento e tornar as contas públicas transparentes.

"O problema das contas públicas portuguesas é que são muito pouco transparentes. UTAO, OCDE, FMI... todos eles reclamam há anos que as contas públicas são pouco transparentes", defende.

Entre as propostas avançadas pelo economista podemos destacar a diminuição rápida da taxa social única, de 23,75 para 13,75 por cento - ou mesmo para 8,75 por cento -, compensado através de um aumento dos impostos sobre o consumo e de redução da despesa e ainda a extinção da possibilidade de recorrer a medidas extraordinárias como modo de diminuir de forma artificial o défice orçamental a cada ano.

"Todas as medidas extraordinárias têm de acabar, nunca mais devem ser utilizadas para disfarçar défices", diz.

Álvaro Santos Pereira defende ainda um corte de 10 por cento das aquisições de bens e serviços de todas as entidades públicas, de 10 e 15 por cento de todas as entidades e organismo não ligados à educação e saúde, baixar a despesa pública para 40 por cento do PIB, a fusão, extinção e redução de 33 a 50 por cento de todas as entidades públicas, a diminuição do número de municípios e de freguesias, e a extinção dos governos civis.
Fonte: aqui

terça-feira, 26 de abril de 2011

Opus Dei cresce na hierarquia da Igreja

Nomeação do novo bispo auxiliar do Porto, que pertence à Opus Dei, apanhou de surpresa outros bispos
O Opus Dei está a reforçar o seu poder entre a hierarquia de topo da Igreja católica portuguesa. Além de Jacinto Botelho, bispo de Lamego, esta organização tem agora mais um bispo, Pio Alves, que acaba de ser ordenado bispo auxiliar do Porto. Isto enquanto se especula sobre a possibilidade de José Rafael Espírito Santo, líder regional de Coimbra do Opus, poder vir a suceder, por vontade do Vaticano, a D. Albino Cleto, bispo daquela cidade - e que há um ano pediu a resignação, por limite de idade, imposta pelo Código de Direito Canónico.

O Opus Dei reage com prudência àquilo que parece ser uma nova tendência na hierarquia da Igreja. «Os padres do Opus Dei não procuram a função de serviço de dirigir dioceses, mas também não a rejeitam se lhes pedem esse serviço», explicou ao SOL Pedro Gil, director do gabinete de comunicação do Opus, acrescentando: «A Igreja precisa, sobretudo, de bispos santos e fortes, qualquer que seja a sua proveniência dentro dela».

Além dos dois bispos, o Opus conta com cerca de uma centena de padres espalhados por várias dioceses do país. E tem 30 padres em exclusivo a trabalhar para o movimento, dando formação, entre outras funções.

Confrontado pelo SOL, D. Jorge Ortiga, líder da Conferência Episcopal Portuguesa (CEF), garantiu que todas as nomeações de novos bispos têm seguido «o processo comum», adiantando que, em relação à substituição de D. Albino Cleto, «não há ainda qualquer» decisão.

O «processo comum» implica, segundo Ortiga, que o Núncio Apostólico em Portugal (o representante diplomático do Papa) escolha três nomes entre os indicados pelos bispos, e que os proponha ao Vaticano, que tem a última palavra. Mas segundo fontes da Igreja, a escolha de Pio Alves terá sido feita directamente por Rino Passigato, o actual Núncio, e apanhou mesmo de surpresa tanto o presidente da CEP como o próprio bispo do Porto, D. Manuel Clemente.

Entretanto, estão para breve várias nomeações de bispos, que podem reforçar ainda mais o poder do Opus Dei na hierarquia da Igreja. É que, além de Albino Cleto, outros bispos pediram a resignação, já aceite pelo Papa, esperando agora ser substituídos. É o caso do bispo de Bragança-Miranda, D. António Moreira Montes, e do bispo auxiliar do Porto, D. João Miranda Teixeira, auxiliar do Porto. O bispo de Vila Real completa também 75 anos em Maio, tendo, por isso, de renunciar ao cargo.

Eleições na CEP


Além disso, aguarda-se a decisão do Papa quanto ao futuro de José Policarpo à frente dos destinos do Patriarcado de Lisboa, que poderá influenciar as movimentações nas várias dioceses. Tudo indica que, apesar de o actual patriarca ter pedido a renúncia por ter atingido os 75 anos, venha a ser reconduzido por mais dois anos.

A sucessão de Policarpo tem sido, de qualquer modo, alvo de muitas especulações. Manuel Clemente, bispo do Porto, foi sempre tido como o candidato mais forte ao lugar. No entanto, o nome de Francisco Marto, bispo de Leiria-Fátima, começou a surgir mais recentemente bem posicionado para substituir Policarpo.

Outro dos lugares poderosos da Igreja é o de presidente da CEP, cuja novo líder será escolhido no próximo dia 5 de Maio.

«Não posso continuar, pois os estatutos da Conferência Episcopal só permitem que se façam dois mandatos seguidos», explicou D. Jorge Ortiga ao SOL. Um dos nomes mais falados para o seu cargo é, mais uma vez, D. Manuel Clemente, actual bispo do Porto.

Fonte: aqui

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Três D

Três D orientavam o caderno de encargos da revolução de 25 de Abril de 1974 – democratizar, descolonizar e desenvolver. Durante anos democratizámos porque quisemos, descolonizámos como pudemos e desenvolvemos como soubemos. Trinta e sete anos depois, celebramos a revolução tendo pela frente três outros D – défice, dívida e desemprego. O maior défice de sempre (a par do de 2009), a maior dívida de sempre e também o maior desemprego de sempre.
Antes tínhamos um objectivo. Agora temos um resultado. É esta a grande diferença que vai da euforia de 1974 à depressão de 2011. As expectativas positivas de então mobilizavam a nossa cidadania. As consequências negativas de hoje chocam o comum dos cidadãos. É sempre assim quando falhamos. O sonho transforma-se em pesadelo.

A única grande coincidência, porém, entre as duas datas, é esta: num e noutro momento, chegámos a um ponto de bloqueio e precisámos de ajuda para o ultrapassar. Em 1974, a ajuda dos militares para nos devolver a liberdade e a democracia. Em 2011, a ajuda da Europa para nos recolocar no caminho da ordem financeira e, espera-se, do progresso económico. Numa e noutra ocasião, a vontade e a necessidade de mudar de vida.

Tal como em 74, também hoje o desafio é forte e tem de ser vencido. Trata-se de regenerar o País, prestigiar o Estado e mobilizar as energias da nação. Com todos os erros, falhas e omissões conhecidas, vencemos o desafio de Abril. O balanço da revolução é insuficiente mas é claramente positivo. Com todas as limitações e dificuldades que temos, também agora havemos de vencer. Levará tempo, mas a soberania, transitoriamente nos credores, há--de voltar aos cidadãos eleitores. Um país com oito séculos de História pode vacilar mas nunca perde a sua identidade.

P.S.: Sócrates, sem uma palavra de explicação ou agradecimento, afastou Teixeira dos Santos das listas de deputados. De forma liminar, sem dó nem piedade. Enquanto lhe deu jeito, usou o ministro; agora que o vê na mó de baixo, deitou-o fora. E ainda tentará insinuar que ele é o culpado da situação, para criar um bode expiatório. Aqui está o pior da política: ingratidão, falta de respeito e cinismo. À beira desta bofetada, as minhas críticas à actuação de Teixeira dos Santos soam a suavidade. Só falta mesmo saber como reage o ministro a esta suprema humilhação.
Luís Marques Mendes, in Correio da Manhã

sábado, 23 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Estamos bem entregues, estamos!

Olhem só isto:


Fernando Ulrich (BPI):
29 Outubro - "Entrada do FMI em Portugal representa perda de credibilidade"
26 Janeiro - "Portugal não precisa do FMI"
31 Março - "Por que é que Portugal não recorreu há mais tempo ao FMI?"

Santos Ferreira (BCP):
12 Janeiro - "Portugal deve evitar o FMI"
2 Fevereiro - "Portugal deve fazer tudo para evitar recorrer ao FMI"
4 Abril - "Ajuda externa é urgente e deve pedir-se já"

Ricardo Salgado (BES):
25 Janeiro - "Não recomendo o FMI para Portugal"
29 Março - "Portugal pode evitar o FMI"
5 Abril - "É urgente pedir apoio... já"

Fonte: aqui

Não divulgar é cumplicidade!

É preciso que se saiba

"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro,

mas os nossos gestores recebem, em média:

- mais 32% do que os americanos;

- mais 22,5% do que os franceses;

- mais 55 % do que os finlandeses;

- mais 56,5% do que os suecos"

(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)

E são estas "inteligências" que chamam a nossa atenção afirmando:

"os portugueses gastam acima das suas possibilidades".


Carta aberta ao Sr. Mário Soares, Sr. António José Seguro e a todos os políticos de Portugal

TENHAM VERGONHA

Sr. Mário Soares,


Sou um cidadão que trabalha, paga impostos, para que o Sr. e todos os restantes políticos de Portugal andem na boa vida.

Há dias, ouvi o Sr, doutamente, nas TV's, a avisar o povo português para que não se pusesse com greves, porque ainda ia ser pior.

Depois ouvi o Sr. António José Seguro, revoltar-se contra os impostos e colocar-se ao lado do povo.

Ouvi o Sr. perguntar onde estava a alternativa ao aumento de impostos, e aqui estou eu para lhe dar a alternativa.

Como o Sr. Mário Soares pediu que alguém lhe desse a alternativa à subida de impostos, aqui lhe deixo 10 medidas que me vieram à mente assim, de repente:

1 - Acabar com as pensões vitalícias e restantes mordomias de todos os ex-presidentes da República (os senhores foram PR's, receberam os seus salários pelo serviço prestado à Pátria, não têm de ter benesses por esse facto);

2 - Acabar com as pensões vitalícias e / ou pensões em vigor dos primeiros-ministros, ministros, deputados e outros quadros (os Srs deputados receberam o seu ordenado aquando da sua actividade como deputado, não têm nada que ter pensões vitalícias nem serem reformados ao fim de 12 anos; quando muito recebem uma percentagem na reforma, mas aos 65 anos de idade como os restantes portugueses - veja-se o caso do Sr. António Seguro que na casa dos 40 anos de idade já tem direito a reforma da Assembleia da República);

3 - Reduzir o nº de deputados para 100;

4 - Reduzir o nº de ministérios e secretarias de estado, institutos e outras entidades criadas artificialmente, algumas desnecessárias e muitas vezes até redundantes, apenas para dar emprego aos "boys";

5 - Acabar com as mordomias na Assembleia da República e no Governo, e ao invés de andarem em carros de luxo, andarem em viaturas mais baratas, ou de transportes públicos, como nos países ricos do Norte da Europa (no dia em que se anunciou o aumento dos impostos por falta de dinheiro, o Estado adquiriu uma viatura na ordem dos 140 mil ? para os VIP's que nos visitarão);

6 - Acabar com os subsídios de reintegração social atribuídos aos vereadores, aos presidentes de Câmara, e outras entidades (multiplique-se o número de vereadores existentes pelo número de municípios e veja-se a enormidade e imoralidade que por aí grassa);

7 - Acabar com as reformas múltiplas, sendo que um cidadão só poderá ter uma única reforma (ao invés de duas e três, como muitos têm);

8 - Criar um tecto para as reformas, sendo que nenhuma poderá ser maior que a do PR;

9 - Acabar com o sigilo bancário;

10 - Criar um quadro da administração do Estado, de modo a que quando um governo mude, não mudem centenas de lugares na administração do Estado;

Com estas simples 10 medidas, a classe política que vai desgraçando o nosso amado Portugal, daria o exemplo e deixaria um sinal inequívoco de que afinal, vale a pena fazer sacrifícios, e que o dinheiro dos portugueses não é esbanjado em Fundações duvidosas, em TGV's, em aeroportos, em obras sumptuosas.

Enquanto isso não acontecer, eu não acredito no Sr. Mário Soares, não acredito no Sr. António Seguro, e não acredito em nenhum político desde o Bloco de Esquerda ao CDS, nem lhes reconheço autoridade moral para dizerem ao povo o que deve fazer.

Em último caso, têm a palavra as Forças Armadas, que têm o ónus de defender o povo português de qualquer agressão externa e / ou interna e que paradoxalmente têm estado em silêncio perante o afundamento de Portugal.

Zé do Povo

Portugal

SÓ POR QUE FUI HONESTO...

Minha mulher perguntou:
Com quantas mulheres você já dormiu ?
E, orgulhosamente, respondi:
- Só contigo, meu amor. Com as
outras, fiquei acordado...



Horario de visita no Hospital: das 15 às 17 h.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Noivos austríacos sobem nus ao altar - Globo - DN

Noivos austríacos sobem nus ao altar - Globo - DN

O pastor da IURD

No congresso do PS em Matosinhos, José Sócrates deu imensas «garantias» sobre variadíssimas coisas.

E fê-lo cheio de convicção, como se acreditasse no que dizia.

E os que o escutavam pareciam também acreditar.

Não seria aquele o mesmo homem que, dois dias antes de pedir ajuda externa, afirmava que Portugal não precisaria de fazer nenhum empréstimo ao estrangeiro?

Em Matosinhos, Sócrates proclamou também que o PS vai salvar o país da crise em que a «irresponsabilidade da oposição» o mergulhou.

E atacava o comportamento do PSD, enfatizando: «Nós não vamos deixar que se esqueça o passado».

E dizia isto sem se rir.

Como se não fosse o mesmo homem que chefiou o Governo durante os últimos seis anos.

SócrateS dirá estas coisas com convicção ou com calculado cinismo?

Fá-lo-á inconscientemente ou terá plena consciência do que está a fazer?

Estará alucinado ou será um propagandista bem ciente do seu papel?

O caso é grave.

Ao assistir ao que se passava naquele salão de Matosinhos, eu interrogava-me: o PS não corre o risco de ser empurrado para uma aventura por um homem obcecado, megalómano e ansioso por uma revanche?

Aquele ambiente de hiper-excitação e glorificação acéfala do líder não será o prenúncio do fim?

SERÁ que no PS está tudo bom da cabeça?

Será que o PS se esqueceu de que, nos últimos 15 anos, esteve 12 no poder?

E de que valem as garantias de alguém que, por isto ou por aquilo, não cumpriu quase nenhuma das promessas que fez?

As suas promessas foram caindo uma a uma: a baixa dos impostos, o crescimento da economia, as grandes obras públicas, a diminuição do desemprego, a criação de 150 mil novos postos de trabalho, a redução do défice, etc., etc.

As raras promessas que Sócrates cumpriu foram as mais fáceis: a despenalização do aborto e o casamento dos homossexuais.

Percebe-se que as pessoas continuem a apreciar a sua energia, a sua combatividade, a sua resistência, o seu jeito para virar as culpas contra os adversários, o seu talento de vendedor, até o seu cinismo; mas depois de todas as cambalhotas a que assistimos, alguém de boa-fé poderá ainda acreditar nas suas garantias ?

De há três anos para cá, José Sócrates perdeu a capacidade de se antecipar aos acontecimentos - e passou a correr como um louco atrás deles.

Começou a tentar tapar com medidas avulsas os buracos que iam surgindo.

E, através de uma propaganda agressiva e dispendiosa, tentou criar uma realidade artificial.

Mas a realidade acaba sempre por se impor - e o Governo viu-se forçado a lançar mão de sucessivos PECs.

Sentia-se que o país escorregava num plano inclinado do qual não conseguia sair.

Por essa razão, muita gente sentiu-se aliviada com o pedido de ajuda externa: era preciso interromper aquela correria sem fim à vista.

Agora, o líder socialista continua a correr desvairadamente atrás de uma quimera.

Recauchutado, apresenta-se como novo às eleições.

Na história que conta, tudo corria bem em Portugal - até que a oposição, num acto irresponsável, lançou o país na desgraça.

E os socialistas fingem acreditar, porque é o que querem ouvir.

No discurso final do Congresso, quando se esperava uma intervenção cautelosa chamando os portugueses à realidade, abrindo as portas a futuros compromissos, preparando o país para as dificuldades que aí vêm, Sócrates não resistiu a ser ele próprio: fanfarrão, glorificando a sua governação, espadeirando à direita e à esquerda, prometendo mundos e fundos.

Sócrates não parecia um candidato a primeiro-ministro: parecia o pastor de uma igreja evangélica.

E o Congresso do PS não parecia o Congresso de um partido político: parecia um encontro da IURD.

Jaime Gama foi o único que mostrou lucidez.

O resto dos socialistas quer continuar a viver no reino da ilusão.

José António Saraiva, in Sol

Imprescindível VER e OUVIR isto que as televisões não mostraram!...

Não deixem de ouvir o discurso de um militante do PS - em pleno Congresso! São só 2 minutos.

http://www.youtube.com/watch?v=aT6qTn5Fhk0

Futuro Presidente da AR?


domingo, 17 de abril de 2011

A frase de J. Ratzinger contra Bento XVI?

J. Ratzinger escreveu em 1968: "Acima do Papa encontra-se a própria consciência, à qual é preciso obedecer em primeiro lugar; se fosse necessário, até contra o que disser a autoridade eclesiástica. O que faz falta na Igreja não são panegiristas da ordem estabelecida, mas homens cuja humildade e obediência não sejam menores do que a sua paixão pela verdade, e que amem a Igreja mais do que a comodidade da sua própria carreira." Continuou a pensar assim enquanto Prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé? O que pensará hoje? Fonte: aqui

sábado, 16 de abril de 2011

Anúncio põe família real britânica a dançar

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A operadora de telemóveis T-Mobile recorreu a sósias da família britânica para fazer uma antecipação do que será a cerimónia nupcial do príncipe William com Kate Middleton. Só que nesta versão da realidade todos demonstram dotes para a dança nada consentâneos com o protocolo exigido nestas ocasiões.

Os mais irrequietos ao longo dos mais de dois minutos de vídeo são o sósia do príncipe Harry, irmão do noivo, e as suas 'primas'. No entanto, o próprio arcebispo de Cantuária mostra ter ritmo nas pernas.

Mais fleumático na vida real, o príncipe Carlos não resiste a fazer embater as suas ancas nas da sósia de Camilla Parker-Bowles.

Mais discreta é a sósia da rainha Isabel II, que se limita a bater palmas e a fazer o tradicional aceno para os convidados, enquanto os actores que interpretam os dois noivos transformam a abadia uma verdadeira pista de dança.

In Correio da Manhã

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A jaula

É a bizarria do momento: para quê eleições, sem falar de campanha eleitoral, quando PS e PSD vão assinar a mesma cartilha com a União Europeia e o FMI? Não seria preferível pedir umas massas intercalares e só depois negociar o pacote inteiro?

Eis a ‘imaginação’ que o dr. Cavaco sugeriu aos europeus, para receber destes a chacota inevitável: imaginação? Para um povo arruinado que não se governa nem se deixa governar? Não há ‘imaginação’ para ninguém. O que, de certa forma, se compreende e agradece: se, por hipótese académica, houvesse agora uma esmola momentânea, não custa adivinhar como seria a campanha eleitoral. Até 5 de Junho, teríamos o conhecido cortejo de promessas e mentiras sobre um país inexistente. A partir de 6 de Junho, a dolorosa verdade sobre o real estado do Estado.

Se não servir para mais nada, espera-se que a visita da UE e do FMI sirva, pelo menos, para termos uma noção aproximada do buraco onde estamos metidos. Antes de escolher o próximo caseiro. Por paradoxal que pareça, só enjaulando os partidos do regime é possível libertar os eleitores.

João Pereira Coutinho, Correio da Manhã

quinta-feira, 14 de abril de 2011

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Passa veneno na vagina para matar marido com sexo oral


As brigas entre casais podem, em casos extremos, terminar em homicídio ou tentativa do mesmo. Foi o caso de um casal de Rio Preto, no Brasil, em que a mulher, após discutir com o conjugue decidiu terminar-lhe com a vida de uma forma invulgar: passou veneno na vagina e convidou o homem para sexo oral.

De acordo com o jornal ‘Região Noroeste', o caso só não se tornou numa tragédia porque o marido, S.G.A., de 43 anos, suspeitando da mudança de humor da mulher, decidiu cheirar o órgão sexual dela antes de iniciar o acto.

Ao sentir um cheiro tóxico, a vítima começou a sentir-se mal e decidiu parar, dirigindo-se posteriormente ao hospital para averiguar o problema. Depois de realizar análises sanguíneas, foram detectados níveis consideráveis de uma substância venenosa.

Foi então iniciada uma investigação policial, sendo que a mulher suspeita de tentativa de homicídio, E.F.P.A, ainda não foi encontrada pelas autoridades.

Na origem do conflito do casal estaria um pedido de separação por parte do homem, que sofre de problemas de hipertensão.
Fonte: aqui

Já foi formalizado o pedido de ajuda de Portugal...


(Enviado por email)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Trova do Vento que Passa

Deputado indonésio apanhado a ver pornografia no parlamento

Um deputado do maior partido islâmico da Indonésia, Arifinto, foi apanhado a ver pornografia no seu ‘tablet’ durante uma sessão parlamentar, na última sexta-feira, acabando por se demitir após o escândalo.

O deputado foi apanhado a navegar num site pornográfico durante cerca de dois minutos, enquanto se discutia a construção do novo parlamento.

Arifinto começou por negar o sucedido, alegando ter aberto a página em questão por engano. No entanto, as fotografias tiradas mostram que o deputado possuía seis pastas com imagens pornográficas.

Esta caso foi ainda mais escandaloso uma vez que o deputado em questão era um defensor da aprovação das leis anti-pornografia no país.

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Fonte: Correio da Manhã

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O PS fez 'mais um comício do que um Congresso', diz Soares

O Congresso do PS «foi mais um comício do que um Congresso» disse esta noite Mário Soares, em entrevista à RTP. O antigo Presidente da República afirmou também que «Cavaco Silva podia ter evitado esta crise política».

Entrevistado por Fátima Campos Ferreira, Soares explicou que assistiu ao Congresso pela televisão, «melhor do que se lá estivesse». O antigo líder do PS considerou ainda que «teria sido melhor falar mais para fora do que só para o partido».

Sobre a magna questão de quem é o responsável pela actual crise, disse que, nestes casos, «as culpas são normalmente repartidas» e que seria «bom que pusessem as críticas de lado e olhassem para o interesse nacional».

«Se os partidos não se entenderem são responsáveis pela desgraça», concluiu.

Acerca dos líderes dos principais partidos portugueses, e que, no limite, serão os responsáveis pela resolução da crise que o país atravessa, deixou algumas considerações.

Se ao falar sobre o secretário-geral do PS disse que este «é um homem inteligente», quando questionado pela jornalista acerca de Passos Coelho deixou o elogio: é homem «simpático e com bom senso».

E será Passos bom governante? «Isso é como os melões, só depois de abertos é que se percebe».

Mais tarde, referiu-se a Angela Merkel, Nicolas Sarkozi e Sílvio Berlusconi, afirmando que «dos três não se aproveita um».

Mário Soares, um dos signatários de um documento em que se apela ao Chefe do Estado e aos principais partidos para que se empenhem num «compromisso nacional», pré e pós eleitoral, deixou aos portugueses uma palavra de «esperança, bom senso e convicção de que somos um grande país».«Lá fora todos nos respeitam, apesar do que pensamos», assegurou.
Fonte: Correio da Manhã

BANDEX — MENTIRAS



José Sócrates canta uma balada com acompanhamento sinfónico. A primeira regra é: não dizer mentiras.

domingo, 10 de abril de 2011

sábado, 9 de abril de 2011

Qual é o melhor sogro?

O MELHOR SOGRO DO MUNDO É O NOSSO SÓCRATES, PELO FACTO DE DEIXAR TUDO À NORA.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Haverá mesmo 33% de malucos em Portugal?

No dia em que José Sócrates lançava finalmente a toalha ao chão e pedia que o FMI viesse salvar a pátria da bancarrota, uma sondagem da Universidade Católica atribuía 33% de intenções de voto ao PS nas próximas eleições.

Esta sondagem vem na linha de outras que colocam os socialistas na casa dos trinta por cento, um resultado de tal modo espantoso que cada vez que vejo estes números nos jornais tenho vontade de me beliscar para ter a certeza de que estou acordado. Como é possível que alguém com o cérebro irrigado ainda ponha a hipótese de votar em José Sócrates no próximo dia 5 de Junho?

Dir-me-á, caro leitor – e estou certo de que esta é a pergunta que assombra metade dos portugueses –, que ninguém tem a certeza de que Pedro Passos Coelho venha a ser melhor primeiro-ministro do que Sócrates. É verdade. Ninguém pode ter a certeza. Sem dúvida que eu preferia que o PSD tivesse outro líder. Sem dúvida que Passos e a sua ‘entourage’ estão longe de entusiasmar quem quer que seja. Sem dúvida que os erros cometidos nas últimas semanas não auguram nada de bom. Mas pense comigo, caro leitor. Imagine que vai construir uma casa nova e só tem dois empreiteiros disponíveis: um deles é construtor há muitos anos, e deixou desabar todas as casas onde pôs as mãos; o outro tem pinta de poder ser tão mau quanto ele, mas nunca construiu casa alguma. A qual deles entregaria você a obra?


Admitir que 33% de portugueses possam vir a ilibar com o seu voto o comportamento do primeiro-ministro nos últimos seis anos é inconcebível para mim. Só pode ser gente que se encontrasse Sócrates numa viela escura a esfaquear uma velhinha viria defender publicamente que ele estava a promover a acupunctura entre a terceira idade. Caro leitor: votar no PS, ainda vá. Mas votar em Sócrates? Votar em Sócrates não tem perdão.


João Miguel Tavares, aqui

Empresa só contrata quem trabalhar nu

Há empresas que apresentam pré-requisitos considerados bizarros para quem procura emprego. É o caso da ‘Nude House’, uma empresa de informática britânica que apenas aceita como funcionárias mulheres que se sintam à vontade a trabalhar nuas.

Chris Taylor, proprietário da ‘Nude House’, é naturista há 20 anos e afirma que o espaço cria um ambiente perfeito para trabalhar para todos os que procuram um lugar limpo, quente e divertido.

"Somos a primeira empresa do Mundo a ter semelhante ideia, pelo que estamos com dificuldades para anunciar as vagas. O problema é que as pessoas parecem confundir a questão de estar sem roupa com a falta de limites para os funcionários", referiu Taylor, de 63 anos.

'De acordo com o proprietário da Naked House, está a ser feito um esforço para “identificar e rejeitar os que procuram este trabalho apenas para ver corpos nus ou que querem apenas sexo”. “Os naturistas não funcionam dessa forma”, garante.

Sediada em Buckinghamshire, em Inglaterra, a ‘Nude House’ promete um ordenado de 27 mil euros por ano a todas as programadoras informáticas que aceitem o emprego.

"Ninguém vai chegar cá e ver pessoas a fazer sexo em cima das mesas", garante Chris Taylor, reforçando que “ninguém será contratado pela beleza ou pela aparência”.

O principal objectivo é que os funcionários se desinibam, “que experimentem a sensação de trabalhar sem roupa”.

Fonte: aqui

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vejam a preocupação do nosso primeiro-ministro momentos antes de nos comunicar que ia pedir ajuda externa...

Palavras para quê? Está tudo dito.... Veja aqui

Resgate para o País mudar de vida

As peripécias da comunicação de Sócrates ao País são uma metáfora deste lamentável processo que acabou com o resgate externo. O primeiro-ministro anunciou demasiado tarde uma medida que deveria ter sido tomada, sem dramas, há várias semanas.

Portugal já pagou com muitos milhões de euros em juros e em má nota da República, dos bancos e das grandes empresas, esse atraso. A realidade impôs-se à teimosia do primeiro-ministro, que tinha feito da resistência à intervenção externa o seu mote favorito no debate político.

O primeiro governante a atirar a toalha ao chão foi o ministro das Finanças, que em declaração escrita ao ‘Negócios' reconhecia - após o fracasso de uma emissão de dívida pública de que se pagaram juros pornográficos e sem interesse para os investidores externos - que o pedido de ajuda era inevitável. O desinteresse dos investidores institucionais seguiu-se ao grito de alerta dos maiores banqueiros nacionais, sem dinheiro e com a torneira do crédito do BCE ameaçada por causa da degradação do ‘rating'. As declarações de Santos Ferreira e de Ricardo Espírito Santo Salgado, o maior banqueiro nacional, aceleraram um processo que Sócrates queria adiar para 5 de Junho.

Depois do descrédito externo a que Portugal chegou, o resgate é um mal menor. Não é um processo indolor. Vai custar muitos sacrifícios. Infelizmente, Portugal já é um cliente habitual de operações de salvamento externo. É a terceira desde 1977, mas esta será mais difícil que as anteriores porque o País perdeu o poder sobre a sua política monetária e cambial.

Com o escudo, a primeira medida seria a desvalorização da moeda, que é uma forma indirecta de cortar rendimento às famílias mas que tornava a economia mais competitiva, porque baixava o preço das exportações e tornava mais caras as importações. Como compartilhamos o euro, as medidas substitutas vão ser mais difíceis, mas nos remédios estarão os habituais cortes no rendimento e o aumento de impostos. A vantagem da intervenção é que os parceiros europeus, com assistência do FMI, vão vigiar as medidas necessárias. Portugal tem mesmo de mudar de vida, com contas verdadeiras, sem truques, com um Estado mais bem gerido e uma economia que tenha por motor o sector produtivo.
Fonte:
Aqui

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Portugal "brinca" junto de um ninho de víboras

- Crise de valores e económico-social, bancarrota, desemprego, milhares no limiar da pobreza, reformas e ordenados que podem ser penalizados, geração à rasca, crise política, economia que regride, Portugal de mão estendida à Europa, corrente migratória como já não se via há décadas...

- Entretanto, as agência de viagens anunciam aviões cheios para os diferentes locais de veraneio de perto e médio curso, por ocasião das férias da Páscoa. O mesmo acontece com as unidades hoteleiras algarvias: cheias.

- Ao mesmo tempo, há escolas que anunciam que vão manter as cantinas abertas durante as férias da Páscoa para atender as crianças necessitadas, evitando assim que possam passar fome.

- Vemos pessoas que se queixam da falta de meios económicos mas que diariamente tomam o pequeno almoço nos cafés, muitas vezes toda a família. Sem falar já nos do "ordenado mínimo" que são clientes habituais desses locais e mais do que uma vez ao dia.

- Simultaneamente aparecem várias entidades privadas que prestam assistência social a dizerem que é cada vez maior o número de pessoas que bate à suas portas em busca de ajuda para o seu dia-a-dia, a ponto de as mesmas entidades estarem preocupadas com as suas diminutas possibilidades face ao fluxo dos que as procuram.

- Concomitantemente a night está pejada de jovens, pavoneando-se em belas carros e enfiados dentro da melhor roupa da moda, enquanto consomem até lá pra riba. - Enquanto isto, apesar da crise e do desemprego, os empresários agrícolas requisitam trabalhadores no estrangeiro porque os portugueses declinam esse trabalho. Há empresas ligadas ao vestuário e à exportação que não conseguem mão-de-obra. Mesmo no interior, existem empresas que queriam investir e não o fazem porque não conseguem trabalhadores (há dias, os jornais falavam da Insarcol, de Moimenta da Beira).

- No meio disto tudo, os políticos dizem e desdizem-se. O que hoje afirmam e prometem pode ser completamente diferente daquilo que depois acontece. Fazem da guerrilha política o seu modo de vida, jogam ping-pong com a crise e não apresentam projectos e ideias mobilizadoras. - O povo português deixa muito a desejar em valores cívicos e em opções democráticas. Como é possível que o partido que escolheu Sócrates para candidato a primeiro-ministro obtenha nas mais recentes sondagens mais de 30%? Mas os portugueses andam a brincar à democracia? Não têm memória nem prezam a dignidade? Mas alguém tem tratado tão mal o país e os portugueses como este político? Olhem, basta olhar em volta, nem é preciso mais, para ver o estado em que este governo deixou o país ao fim de 6 anos! Votemos onde quisermos, neste partido ou naquele, em branco, como a consciência nos solicitar, mas sabendo que o voto premeia e castiga, então que seja castigado quem nos trouxe a este estado. Para lição futura.

Dito & Feito

Portugal fartou-se de Sócrates

É verdade que Passos Coelho deveria ter apresentado, ao Parlamento e ao país, um conjunto de propostas alternativas às do PEC 4 que chumbou. E não o fez.

É verdade que, ao falar, de forma desgarrada, de uma hipotética subida do IVA para 25%, o líder do PSD se viu forçado a passar os três dias seguintes a desvalorizar tal sugestão e a autojustificar-se pelo que dissera. E pelo que, involuntariamente, revelou daquilo que será o PEC do PSD.

É verdade que as prolixas Linhas de Orientação para o Programa Eleitoral do PSD, anteontem divulgadas, não passam de um conjunto de generalidades e intenções mal redigidas, ainda sem quaisquer medidas concretas que permitam perceber o que aí virá com o PSD no Governo.

É verdade que fica, de tudo isto (e de múltiplos sinais anteriores), a sensação de que há bastante amadorismo político e impreparação nesta direcção do PSD. Bem como - até agora, pelo menos - um claro défice de propostas partidárias para a governação do país.

Tudo isto é verdade. Mas não é menos verdade que são os Governos que perdem o poder e não as supostas virtudes das Oposições que o ganham. A estas, basta-lhes estarem lá no momento certo, mesmo impreparadas e titubeantes, em que cai o Governo. E ocuparem o lugar.

Foi assim com a saturação do cavaquismo em 1995 que deu o poder a Guterres, foi assim com a impotência do guterrismo em 2001 que entregou o Governo a Durão, foi assim em 2004 com a deserção do barrosismo seguida pelo desvario do santanismo que ofereceram a Sócrates uma impensável maioria absoluta. E voltará a ser assim com o próximo desabar do socratismo que passará o poder para as mãos do centro-direita.

Por muito bom que Sócrates pareça ser no seu teatro eleitoral de vitimização e por muito imberbe que Passos Coelho pareça estar no seu tirocínio para primeiro-ministro, a verdade é que o país se cansou deste chefe do Governo. Das suas mentiras e fantasiosas ilusões, da sua arrogância, da desgraça económica e social a que nos conduziu nestes anos.

Portugal fartou-se de Sócrates. De vez. E já não há volta a dar-lhe. O último acto está marcado para Junho.

José António Lima, in Sol

terça-feira, 5 de abril de 2011

46% dos portugueses e 39% dos espanhóis querem união ibérica

Veja AQUI

A (não) agenda

O engº Pinto de Sousa adoptou um discurso pré-eleitoral que procura operar a síntese entre o argumento ‘ad terrorem’ e o patriotismo tipo prof. Salazar.

Através do primeiro, explica que Portugal vai para o abismo, porque ele não encontrou apoios suficientes para o seu PEC 4. Através do segundo, ao diabolizar a "ajuda externa", considerando-a um custo e um mal inaceitáveis para a Pátria, e, quem a incentivar, é mau português, para não dizer "mau chefe de família".

Ele, Pinto de Sousa, não precisa de ajuda de ninguém que venha de fora, só do seu dedicado e acrisolado amor ao trabalho, da sua competência e da sua incomparável qualidade de estadista (à custa das algibeiras dos cidadãos). Quem quiser apoio de fora, e então se for do FMI, não é digno do voto dos portugueses! A única verdade neste encadeado de raciocínios é a de que estamos próximos do abismo, e, se assim é, a única acção admissível para um líder seria não deixar que nos precipitássemos ainda mais, e, assim, se evitar o colapso. Se alguém se portou mal ao não apoiar o PEC 4, o País que o puna, mas fazer o País afundar-se quando se tem e hipótese de o não deixar é no mínimo criminoso. Ao não pedir ajuda quando já anteriormente o fizera, o engº Pinto de Sousa apenas quer poder emergir das cinzas em que provavelmente vai deixar o País se o não fizer. Ele pretende ter razão à custa do afundamento do País, só se importando com a sua vitória, mesmo que o edifício esteja destruído. Ele não quer um Portugal vencedor. Vencedor… só ele! Portugal é um seu instrumento, não o fim da sua política. Se o engº Pinto de Sousa gostasse – mesmo pouco – de todos nós, não afundava Portugal. Ele apenas quer ter razão, apenas gosta dele próprio! Ele odeia o FMI, mas então porque é que deixa Portugal permanecer nessa instituição em vez de dela nos retirar?

Ele não quer ajuda externa, mas anda a pedir ao coronel Kadhafi, ao presidente Chávez, aos Chineses, aos Brasileiros, a tudo o que está próximo, dinheiro e ajuda! Pensará ele na sua suprema sabedoria que alguém nos empresta um cêntimo sem garantias? Será que ele julga que o Mundo o considera um gestor de eleição? Será que ele ainda não interiorizou que o Mundo inteiro sabe ter sido ele, e só ele e o seu governo, quem nos conduziu a esta situação? Ele luta, esbraceja, é avassalador, energético, é tudo isso, mas quanto mais o é, mais se afunda no pântano que criou! O que ele quer é que seja Passos Coelho a pedir ajuda externa e não ele! O que ele quer é sacudir a água do capote como se não fosse ele a provocar a tempestade!

Ângelo Correia, aqui

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Uma cobra morreu envenenada pelo silicone, após morder o seio de uma modelo

As informações são do jornal britânico, mas o fato ocorreu há duas semanas. A modelo israelense Orit Fox estava fazendo gracinhas com uma cobra para uma TV espanhola, quando foi atacada. Fox foi levada ao hospital, onde recebeu vacina antitétano. A cobra não sobreviveu. O vídeo traz o momento do ataque. Pode parecer assustador, mas a modelo ficou bem.
video

Ministro desafia desempregados a trabalharem na agricultura

«Gostaria de ver mais gente que está no desemprego a aproveitar a oportunidade que o sector da Agricultura cria, porque há de facto uma criação de postos de trabalho na área», disse António Serrano, à margem de uma visita a diversos investimentos do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) na região algarvia.

«Havendo tanta oportunidade de emprego na Agricultura (.), temos hoje, face ao crescimento dos hortícolas e frutícolas, uma incapacidade de conseguir atrair gente que está no desemprego para trabalhar neste sector»
, explicou António Serrano, acrescentando que esta situação tem levado «muitos empresários a recorrer a imigrantes, nomeadamente à Tailândia».

«Senão houvesse necessidade não estávamos a recorrer a mão de obra externa. Havendo desemprego e havendo oferta de trabalho, acho que tem de haver algum ajustamento e esperar que as pessoas possam também ser cativadas para trabalhar nesta área»
, adiantou. Fonte: aqui

Pois!...

- Finalmente parece que alguns políticos começam a manifestar algum interesse pela agricultura... Há tempos foi o Presidente da República, agora é o Ministro... Muito tarde, mas é um sinal.
- Um trabalhador agrícola, ganhando 40 euros por dia, trabalhando 22 dias por mês, recebe um ordenado mensal de 880 euros, bastante mais do que o ordenado mínimo.
- Face ao desemprego, à crise e a tantas necessidades pelas quais passa tanta gente, não poderia ser o trabalho agrícola uma saída?
- Com tanto desemprego, por que motivo têm os empresários agrícolas de recorrer ao trabalho dos imigrantes? - No fundo, no fundo, somos um povo de preconceitos, sempre com a preocupação das aparências, mantendo em pleno século XXI mentalidades parolas de que alguns trabalhos não dignificam nem ficam bem ao estatuto social...
- Nos países desenvolvidos há muita gente com cursos superiores a servir às mesas nos restaurantes e a trabalhar nos campos. As nossas manias deixam-nos na cauda da Europa e de mãos estendidas à ajuda externa. ATÉ QUANDO???

domingo, 3 de abril de 2011

FCPorto festeja o título às escuras.

Acabara a partida no Estádio da Luz e o Porto vencera por 2-1. Com tal resultado, o Porto tornava-se automaticamente campeão. Lógica e compreensível a alegria portista. E logo na casa do arqui-rival!
Pois, só que as luzes do Estádio foram desligadas e a água de regar a relva foi ligada... Nada que estancasse os festejos azuis-e-brancos.

Pinto da Costa:
«Apagaram-se as luzes e ficaram as trevas»

PRESIDENTE IRÓNICO APÓS CONQUISTA DO TÍTULO


O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, comentou desta forma o título portista. "Vencer um campeonato é sempre uma sensação de muita emoção e já ganhei tantos...
Agora ser na Luz ou noutro sítio, para mim era absolutamente indiferente."
"Apagou-se tudo...até a luz.
Foi uma vitória total dentro do campo, com um critério de arbitragem como todos viram. Para a vitória ser mais completa, apagou-se a luz e ficaram as trevas", continuou.
“Qual o segredo para o FC Porto ser campeão? Foi tudo sorte. O Benfica é realmente uma grande equipa...", frisou

In O Jogo

Painéis

O que precisa saber para instalar um sistema solar

Veja aqui

Fazem falta juizes assim do antigamente!!

(Carregue na imagem para ver em tamanho maior)

sábado, 2 de abril de 2011

Há maquinistas que ganham 50 mil euros

Os trabalhadores da CP - que hoje estão mais uma vez em greve, nomeadamente, contra os cortes salariais -, têm vencimentos anuais muito acima da média portuguesa. De acordo com a folha salarial da CP a que o SOL teve acesso, um inspector-chefe de tracção recebe 52,3 mil euros, há maquinistas com salários superiores a 40 mil euros e operadores de revisão e venda com remunerações que ultrapassam os 30 mil euros por ano.

No total, os trabalhadores da CP dispõem de 195 itens que contribuem para engordar a sua remuneração variável no final do ano. O número atípico de apoios, ajudas e subsídios tem contribuído para que a empresa engrosse a factura com remunerações. Em 2009 foi de 104,5 milhões de euros anuais (segundo os últimos dados disponíveis).

«O salário dos maquinistas, por exemplo, engloba abonos de produção, subsídios fiscais, ajudas de custo e subsídio de agente único», explica fonte oficial da empresa pública. «Só por se apresentar ao trabalho, cada maquinista recebe mais de seis euros por dia, devido ao subsídio de assiduidade».

Os diversos subsídios são resultado das negociações entre as várias administrações que têm passado pela empresa e os sindicatos de trabalhadores ao longo dos anos. Ao todo, representam mais de metade - 54,3% - dos encargos totais com salários.

Apenas em subsídios de condução, a CP gasta cerca de quatro milhões de euros, aos quais se juntam 2,4 milhões de euros em prémios de condução e 3,3 milhões de euros em prémios de chefia.

«O tempo médio de escala dos maquinistas é de oito horas por dia, num total de 40 horas semanais. Mas, em média, o tempo de condução está entre as três e as quatro horas diárias», sublinha a mesma fonte.

Já as diuturnidades (subsídio por antiguidade) custam 3,3 milhões de euros à empresa e os gastos o pagamento por trabalho em dias de descanso não compensados ascendem aos 4,5 milhões de euros.

Os trabalhadores da CP estão em greve às horas extraordinárias até ao final de Abril, devido ao anúncio de 815 despedimentos no grupo e aos cortes salariais exigidos pelo Governo. A CP prevê «fortes perturbações» na circulação de comboios, durante o dia de hoje.

Também no Metropolitano de Lisboa, outra empresa detida pelo Estado, existem vencimentos de luxo. Há uma secretária administrativa que recebeu 64,6 mil euros em 2009, dos quais 5,7 mil dizem respeito a subsídios de carreira administrativa.

No total, existem 14 técnicos superiores que ganham mais do que os vogais do conselho de administração. Um destes técnicos auferiu 114 mil euros em 2009, mais 42 mil euros do que o chairman.

Fonte: aqui