quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vivem em Portugal 10,56 milhões de pessoas

A população em Portugal aumentou cerca de 1,9% na última década - mais 199 mil pessoas que em 2001.

"A população residente em Portugal em 21 de Março de 2011 era de cerca de 10,56 milhões. Este valor representa um crescimento de cerca de 1,9% face a 2001", pode ler-se no relatório com os resultados preliminares dos Censos, divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística.

Em relação às famílias, regista-se também um aumento em relação à última década. Em 2011 foram contabilizadas 4.079.577 famílias, o que siginfica um crescimento de 11,6%.

Os maiores crescimentos da população e das famílias, bem como dos alojamentos e edifícios, ocorreram nas regiões do Algarve e Autónoma da Madeira. Nestas regiões, o crescimento dos alojamentos atingiu níveis muito elevados, 36,9% e 36,0% respectivamente. Também os edifícios aumentaram significativamente em relação a 2001, 24,9% no Algarve e 23,0% na Região Autónoma da Madeira.

Os resultados preliminares dos Censos 2011 mostram que Portugal continua a ser um país com mais mulheres que homens. A relação de masculinidade (rácio homens/mulheres) continua a acentuar essa tendência, tendo passado de 93% em 2001 (dados definitivos) para 92% em 2011. Isto significa que existem actualmente 92 homens por cada 100 mulheres.
Fonte: aqui

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pais em dificuldade estão a "entregar" os filhos

Nos últimos dois ou três meses surgiram na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa/ Centro (CPCJ) cerca de dez casos de pais "que se demitiram completamente das responsabilidades" dos seus filhos. A afirmação foi feita por Teresa Espírito Santo, presidente da CPCJ , ao DN, que acrescentou que há pais "que vêm determinados a que sejamos nós a acolher os filhos".

O jornal avança que há pais que "entregam" os filhos porque não conseguem impor-lhes regras e limites, principalmente na adolescência. Outros, "depositam" as crianças porque têm carências financeiras e consideram que o Estado tem o dever de assumir a responsabilidade. Há ainda casos em que a comissão é utilizada pelos progenitores como meio para atingir um fim, seja acusar o outro de não cuidar do filho ou fazer tudo para levar o tribunal a rever as condições da guarda da criança.

Teresa Espírito Santo garante ao DN que este é um "fenómeno novo, com um ou dois anos, e em crescimento". Já Ricardo Carvalho, secretário-executivo da Comissão Nacional de Crianças e Jovens, afirma que este relatorio só aponta tendências mas reconhece que há cada vez mais pais a "utilizar as comissões para obter o que não conseguem nas decisões judiciais".

De acordo com o jornal DN, o relatório das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens revela que os pais já são a terceira entidade que mais apresenta situação de risco, a seguir às escolas e à polícia.
Fonte: aqui

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Álcool e crise



Um dos problemas que a crise económica – sobretudo a falta de emprego – está a gerar é a falta de esperança no futuro por parte de muita gente. E isto cria desânimo, depressão e corrida a produtos que possam fazer esquecer um pouco esse vazio da pessoa.

Fiz aqui há tempos menção a estudos que nos dão conta do abuso de álcool por parte da juventude universitária. E confirmei agora que se fala muito em bebida nos comentários do Facebook. Talvez mais do que em sexo, o que é sintomático.

Dados recentes dizem-nos que o número de mulheres nas reuniões de alcoólicos anónimos (AA) duplicou numa década, como também duplicaram os pedidos de ajuda, vindos de pessoas cada vez mais novas. Pelo menos é o que nos disse o secretário-geral da associação de Alcoólicos Anónimos de Portugal. Outrora viam-se muitos homens chefes de família a embebedarem-se pelo menos ao fim de semana. Hoje são as camadas jovens que fazem disso quase um ritual a cumprir, para não serem uns menos que os outros. Anónimos por natureza, os Alcoólicos Anónimos não gostam muito de falar ou fazer propaganda mas estão a tratar as muitas mazelas que o álcool vai fazendo aos que dele abusam e também às suas famílias.

Em 1935, um corretor da Bolsa de Nova Iorque, alcoólico, conheceu outro alcoólico, médico, e descobriram que era possível manterem-se afastados da bebida partilhando experiências. 10 de Junho de 1935 marcou o início da abstinência por parte do médico, que nos 15 anos seguintes ajudou mais de 5.000 alcoólicos.

Hoje os Alcoólicos Anónimos estão espalhados por 180 países. Em Portugal existem informalmente desde 1972 mas só foram reconhecidos a partir de 1978, constituindo-se como associação em 1997. E aproveitam o "seu" dia para divulgar o projecto, conviver e fazer reuniões abertas com os que querem deixar a bebida. Mas tudo de forma anónima. Para dar uma privacidade quase absoluta, reúnem muitas vezes onde outros grupos se reúnem: centros paroquiais ou culturais e clubes. Porque o anonimato é fundamental, a associação leva isso muito a sério.

Quero com este artigo deixar aqui um alerta aos nossos jovens para que tenham cuidado com as bebidas alcoólicas e se já estão viciados procurem ajuda. O álcool é uma das piores drogas!

Fonte: O Amigo do Povo

sábado, 25 de junho de 2011

Pessoas especiais



Gato que ‘ladra’ causa sensação


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A Natureza continua a surpreender, com uma ajuda da internet: um gato foi visto a simular o ladrar de um cão.
Na filmagem, o felino surge sobre uma janela e parece disposto a ‘enfrentar’ o exterior com um som que muitos associam aos fiéis amigos de quatro patas.

Partilhado no YouTube há cerca de uma semana, o vídeo tornou-se um êxito em visualizações, contabilizando já mais de 2,5 milhões de visitas.
Fonte: aqui

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Presidente de Grândola nomeia filho para adjunto

O presidente da Câmara Municipal de Grândola, Carlos Beato, nomeou o seu filho para o cargo de adjunto do seu gabinete de apoio pessoal, decisão que qualifica como "consciente e responsável" mas que a oposição considera "completamente indefensável".

No despacho a que a agência Lusa teve acesso, assinado pelo autarca, é referido que, durante "quase dois anos", o Gabinete de Apoio à Presidência funcionou apenas com um "coordenador a tempo parcial" e uma secretária.

Carlos Beato justificou a decisão de não nomear um chefe de gabinete e um adjunto, como é seu direito pela lei que define o regime jurídico do funcionamento e as competências dos órgãos dos municípios e das freguesias, com a necessidade de "encontrar alguém com o perfil profissional e pessoal que garantisse a qualidade, a eficácia e a confiança que o desempenho destes cargos exige".

Tendo em conta "a dinâmica de desenvolvimento" que o concelho tem sentido, "as novas exigências ao nível das responsabilidades e atribuições dos municípios" e "as medidas de gestão cada vez mais rigorosas que têm de ser tomadas no âmbito da crise que o país e a região atravessam", o autarca decidiu nomear "o licenciado e pós-graduado Pedro Miguel Correia de Morais Beato", seu filho, para seu adjunto, tendo iniciado funções esta segunda-feira.

Em declarações à agência Lusa, Carlos Beato (PS) afirmou não ter pretendido "nomear um boy ou uma girl", mas apenas alguém para ajudá-lo e em quem "tivesse confiança pessoal e profissional".

Pedro Beato representa uma pessoa que conhece "há 29 anos", tendo uma "qualificação académica bastante pontuada" e que tem trabalhado em empresas do sector "privado ligadas à área do desenvolvimento e turismo".

O autarca admitiu ter pensado "muito" antes de tomar a decisão, mas qualificou-a como "forte, consciente e responsável", acrescentando que "é preciso ter coragem e ser limpo para fazer esta nomeação".

Rafael Rodrigues, vereador do Partido Comunista Português na Câmara de Grândola, afirma que, do ponto de vista do funcionamento do município, esta nomeação "não é de todo justificável", dada a "altura de crise" que se vive e por a câmara registar, desde o ano passado, "quebras significativas" das suas receitas.

Defendeu ainda que, no plano dos princípios, a decisão é "completamente indefensável", pois "contraria o princípio legal de que os eleitos não podem discutir e votar assuntos em que estejam relacionados familiares directos".

Do ponto de vista ético, apresentou a nomeação de Pedro Beato como "inqualificável", demonstrando "a forma como alguns eleitos utilizam os cargos públicos para seu benefício pessoal e familiar".
Fonte: aqui

terça-feira, 21 de junho de 2011

Passos já não nomeia novos governadores civis

É o primeiro sinal do “exemplo de rigor e de contenção” do Estado: o Governo hoje empossado já não irá nomear novos governadores civis. A medida foi anunciada hoje no discurso de posse do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Veja aqui:

- Reacções à tomada de posse do novo Governo
- Cavaco pede “solidez, consistência e durabilidade” ao Governo
- Comentário: para inventar um estado de graça
- Vítor Gaspar reuniu-se com troika antes da posse
- As palavras mais ditas por Passos e Cavaco
- Infografia: compare os governos de Passos e Sócrates
- Discurso na íntegra de Cavaco Silva
- Discurso na íntegra de Passos Coelho

domingo, 19 de junho de 2011

Leão dorme sesta em cima do tratador

O Centro Educativo e de Conservação de Felinos de Cedar Cove, situado no estado do Kansas (EUA), divulgou um vídeo em que um dos leões que habitam o parque de vida selvagem dorme uma sesta deitado em cima do seu tratador.

Nas imagens observa-se como o felino acaricia e lambe a cara de Steve Klein, tratador principal da instituição norte-americana dedicada à preservação da vida selvagem, chegando a receber lambidelas no rosto.

O objectivo da divulgação deste vídeo é angariar verbas para o Centro Educativo e de Conservação de Felinos de Cedar Cove.

Veja aqui o vídeo

sábado, 18 de junho de 2011

Deixa noiva no altar e foge com amante gay

O casamento de uma mulher na China tornou-se num pesadelo quando o amante do seu noivo apareceu em plena cerimónia.

Quando se preparava para juntar-se ao marido, a jovem foi confrontada pelo amante do seu noivo, minutos antes do 'sim' que iria selar o compromisso matrimonial.

De acordo com o jornal 'International Business Times', o jovem apareceu na boda para impedir o matrimónio.

A noiva furiosa não hesitou em repreender e bater no noivo e no seu amante em plena rua e em frente aos convidados. Após vários minutos de discussão, o noivo fugiu com o seu amante de mão dada e a frustrada mulher correu atrás deles.
Fonte: aqui

A esperança patriótica no Governo Passos Coelho

Acompanhe aqui o pensamento do autor sobre o novo governo e sobre cada um dos ministros.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cinco regras básicas para evitar problemas no Facebook

Num mundo interligado por redes sociais e onde as possibilidades da tecnologia estão em constante expansão convém ter noção de que, mesmo na vida virtual, devem existir limites. Nesse sentido, a BBC compilou uma lista de cinco regras básicas a ter em atenção para evitar problemas no Facebook.

Não aceitar amizades de pessoas que desconhece

Adicionar como amigo? Pense antes de 'confirmar'.

Nestes dois casos, as pessoas que adicionaram quem mal conheciam acabaram por se arrepender.

Joanne Frail era jurada em julgamentos. Tendo conhecido Jamie Stewart, num processo em que esta era arguida por tráfico de drogas, procurou-a no Facebook e tornou-se sua amiga na rede. O contacto entre ambas chegou ao conhecimento da Justiça e, menos de um ano depois, Frail estava novamente num julgamento, só que desta vez era o seu. Foi constituida arguida por desrespeito às regras da Justiça.

Não reclamar da entidade patronal

Se à primeira vista é óbvio que dizer mal do chefe no Facebook pode ser um tiro no escuro, a verdade é que esse problema é surpreendentemente comum.

De acordo com a BBC, recentemente, uma mulher, identificada apenas como Lindsay, declarou no seu perfil: «Meu Deus, como odeio o meu trabalho!», seguido de ataques pessoais ao chefe. Poucas horas depois receberia um post do mesmo (que se encontrava entre os seus amigos) dizendo que ela não precisava de ir trabalhar no dia seguinte e que receberia a carta de demissão pelo correio.

Evite colocar fotografias problemáticas na rede

A menos que tenha as suas definições de privacidade bem editadas e actualizadas, o embaraço e vergonha são quase inevitáveis quando certas pessoas vêem determinadas fotografias que coloca no site.

Cuidado redobrado deve quem ocupa cargos públicos. No entanto, isso nem sempre se verifica.

Foi o caso dum vereador do País de Gales que viu publicadas na rede fotos em que estava mascarado de nazi. Essa fotografia levá-lo-ia a ser suspenso das suas funções.

Mostrar publicamente o quanto está a aproveitar um dia em que, supostamente, estava doente

Caso tenho dito que está doente para não ter de ir trabalhar fique longe do Facebook.

Uma canadiana Nathalie Blanchard, que estava de licença médica devido a uma depressão, conta que perdeu o subsídio depois da seguradora ter encontrado no Facebook fotos em que aparece divertindo-se, viajando e fazendo noitadas com amigos.

NÃO conte segredos

Não é possível guardar segredos no Facebook!

O governo de Israel foi um dos primeiros a preocupar-se com informações sensíveis na Internet depois da avaliação às páginas dos seus soldados ter revelado que estes publicavam fotografias de bases aéreas, centrais de operações e submarinos.

Após o episódio, as Forças Armadas de Israel estabeleceram novas regras, que proíbem, entre outras coisas, a publicação de fotos de pilotos ou membros de unidades especiais e qualquer coisa que mostre manobras militares específicas.

Fonte: aqui

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Melhorar a segurança interna do País

A delinquência crescente e a alta criminalidade exigem uma adaptação das leis penais, para corrigir a permissividade da revisão socialista, em 2007, do Código Penal e do Código do Processo Penal, mudança da assistência social para motivar a integração laboral, actualização das leis da imigração (e das regras de deportação automática), com a imposição de quotas, e regras mais estritas de atribuição de nacionalidade.

Não basta a reconfiguração do dispositivo policial para lidar com as ameaças em zonas problemáticas. Importa mudar a lei e a aplicação da lei. Com segurança cada vez menor, o bem estar social diminui.

Fonte: aqui

terça-feira, 14 de junho de 2011

Leoa interage com bebé de um ano em Zoo

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Portugal deverá deixar a zona euro dentro de 5 anos

O economista que previu a crise deixa o aviso: Os países da periferia da zona euro vão ter de abandonar a moeda única dentro de cinco anos.

Num artigo de opinião publicado no jornal Financial Times, o profeta da desgraça, como é conhecido, afirma que a actual crise das dívidas soberanas mostra tudo o que falhou na construção da União Monetária e no projecto da convergência e considera que, agora, só existe uma forma de recuperar a competitividade nos países do Sul da Europa.

"Para regressarem ao crescimento e à competitividade, [os periféricos] devem deixar o euro e regressar à moeda nacional", alerta o responsável.

Roubini considera mesmo que, face às diferenças económicas, de políticas orçamentais, de taxas de câmbio reais e de competitividade no seio da Zona Euro, não restará outra alternativa aos países da periferia.

"Este cenário parece inconcebível nos dias que correm mesmo em Atenas ou Lisboa. Mas devido à inexistência de reformas estruturais profundas e aceleradas que compenssem essas diferenças, os cenários que hoje parecem irreais poderão fazer todo o sentido daqui a cinco anos", esclarece Roubini.

Fonte:
aqui

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Omeletas sem ovos

O facto deste governo, por culpa do anterior, não ter dinheiro para fazer obras dá-lhe a possibilidade de fazer Obra
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Qualquer governo, que tenha verdadeiras intenções de governar o país, confronta-se com o dilema da falta de recursos financeiros. O financiamento do Estado está dramaticamente limitado e condicionado. E o programa da troika é a política orçamental para os próximos três anos. Mas isto não são necessariamente más notícias, porque os grandes problemas do país resolvem-se sem dinheiro e os grandes projectos não passaram disso mesmo, grandes projectos de megalómano.
Os problemas orçamentais advieram também de se lançar dinheiro sobre os verdadeiros problemas nacionais. E o dinheiro, só por si, não resolve nada. Só é necessário ter políticas e a cabeça arrumada e, assim sendo, podemos fazer omeletas sem ovos.
Há (muitas) grandes áreas onde tal é possível. Vejamos apenas a justiça e a burocracia.
Como as grandes empresas e o Estado não terão possibilidade de aumentar o emprego, restam as pequenas e médias empresas. E aí está o problema social e económico: o elevado desemprego e a vida infernal em que as PME têm vivido. Aqui reside o verdadeiro nó górdio do crescimento da nossa economia. Tudo o resto é fumaça.
Basta falar com um pequeno empresário, seja das velhas ou das novas tecnologias, seja no Norte ou no Sul, para que ele conte centenas de pequenos entraves à sua actividade. Cada entrave leva semanas ou meses a resolver, o que representa semanas ou meses em que não se dedica àquilo que o empresário faz bem, que é gerir a empresa, fazer crescer a economia e o emprego. São as regras contabilísticas que foram pensadas para empresas com mil trabalhadores, ou são as leis dos impostos que são confusas, ou as da higiene na fábrica que pressupõem consultores e certificações de todo género. São as autorizações que nunca chegam, são as licenças que demoram anos, são as leis do trabalho inadequadas aos tempos de hoje e à pequena dimensão da exploração. E se a empresa for do sector agrícola ou agro-industrial então é o inferno no inferno.
Um amigo que tem, há vários anos, um excelente restaurante de grande sucesso, quis aumentar o negócio e trespassou outro uns quarteirões mais abaixo na rua. Esteve só quatro anos a pagar renda antes de o conseguir abrir. Os organismos de fiscalização inventavam sempre que havia uma porta a abrir em sentido contrário para não dar a licença. E de cada vez que lá iam perdiam-se mais seis meses. Outro amigo resolveu comprar um prédio antigo para, com uns familiares, o irem reabilitar e habitar. Tudo legal e legítimo, e sem especulação imobiliária, como outros gostam de salientar. Há seis ou sete anos que está tudo parado. Arruinou-se financeiramente, tem a vida num pequeno inferno, tudo porque a câmara (não refiro qual) ainda não despachou o processo, porque o perdeu, porque o deixou caducar, porque não tem um parecer que já foi emitido por outras autoridades há anos... Os exemplos são de todos os dias. Outro empresário meu conhecido foi para tribunal, num caso de trabalho, que ele mesmo queria perder, para fazer jurisprudência numa interpretação absurda da lei: ganhou, para sua frustração. Continua o inferno dele e dos trabalhadores. É assim a vida dos cidadãos e dos pequenos empresários, mas serão eles os únicos a fazer crescer este país.
Mas há outro sector (entre vários outros) em que podemos fazer omeletas sem ovos, que é a justiça. Todos sabemos sobre a justiça duas coisas: que funciona mal e cada vez pior; e, segundo, que temos muitos recursos afectos ao sector, por qualquer comparação internacional. Ou seja, o problema é grave e nunca foi falta de recursos. Se assim for, porque não pôr a justiça a funcionar? Há uma miríade de problemas que têm sido diagnosticados por muitos e, em particular, por Nuno Garoupa. Desde a organização do sistema à feitura das leis propositadamente confusas para alimentar jurisconsultos, aos códigos que estão para revisão desde que foram revistos, tudo parece um sonho mau. E mais uma vez os problemas caem em cima das pequenas empresas que não têm recursos para terem avenças com grandes escritórios de advogados. E caem, e de que maneira, sobre o cidadão incauto que, pela mesma razão, tem dificuldade em se defender.
Além disso a justiça, em custas e quejandos, é já de si caríssima. Se tiver a desdita de ser conhecido ou ser conhecido de alguém conhecido, poderá ser linchado nos jornais e abrir as notícias na televisão dias a fio. Tudo em nome da liberdade, mas sem Justiça. Ainda não foi arguido, ainda nem foi acusado, e já foi julgado e condenado. E sem apelo.
Sem justiça a funcionar não há verdadeira cidadania e logo a liberdade é sempre condicionada. Sem libertar a pequena economia não haverá mais emprego, o que agravará o já grave problema social do desemprego.
O facto deste governo, por culpa do anterior (não esqueçamos nem perdoemos), não ter dinheiro para fazer obras, dá-lhe a possibilidade de fazer Obra. E esta, nos casos citados, não absorve recursos, pelo contrário. Liberta a economia e cria emprego. Liberta recursos do Estado e das empresas. Liberta o cidadão de problemas potencialmente mais graves que muitas faltas de saúde. Isto será realmente importante, não há tempo nem recursos para fazer coisas, mas há a oportunidade para fazer omeletas sem ovos. Será que necessitámos de uma boa crise para se sair dela mais forte, fazendo o que há anos era necessário e urgente? Assim queiram os deuses.
Luís Campos e Cunha,Professor universitário, in Público, 2011060

quinta-feira, 9 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

A forma correcta de beber agua

Você sabia?


Beber água na hora certa maximiza a sua eficácia sobre o corpo humano:


2 copos de água depois de acordar - ajuda a ativar os órgãos internos


1 copo de água 30 minutos antes de uma refeição - ajuda a digestão

1 copo de água antes de tomar um banho - ajuda a reduzir a pressão arterial

1 copo de água antes de ir para a cama - evita derrame ou ataque cardíaco



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sócrates go on

Sócrates foi corrido nas urnas. O povo português fartou-se!
Sócrates lembra Maria de Lurdes Rodrigues, Valter Lemos e outros coveiros da educação em Portugal.
Sócrates lembra projectos faraónicos como o TGV e o novo aeroporto num país endividado até às orelhas.
Sócrates lembra os portugueses que nascem nas estradas ou têm que ir nascer a Espanha.
Sócrates lembra a desertificação do interior pelo qual, tirando uma ou outra via, sempre apresentada com o espalhafato propagandístico que caracterizou a sua governação, quase nada fez.
Sócrates lembra uma das maiores ondas de emigração dos tempos modernos.
Sócrates lembra um nível de desemprego de que não há memória.
Sócrates lembra a educação soviética: tirar os meninos à família pela manhã e entregar-lhos à noite, dando ao estado a função que em primeiro lugar pertence à família: educar.
Sócrates lembra a síncrese, a confusão, a falta de rumo. Tanto governou à direita no campo económico como se aliou à estrema-esquerda quando se tratou de causas fracturantes.
Sócrates lembra a hostilidade com que sucessivamente contemplou vários grupos sociais como professores, juízes e outros.
Sócrates lembra o oportunismo na governação, explorando sistematicamente um certo "pé-atrás" com que a população encara a função pública.
Sócrates lembra constantes trapalhadas em que se viu metido e que nunca explicou devidamente.
Sócrates lembra promessas não cumpridas.
Sócrates lembra o markting ao serviço da sua figura de político levado até à exaustão e à indeclinável saturação.
Sócrates lembra as contradições constantes, as inverdades sistemáticas, a arrogância abocanhante.
Sócrates lembra as tentativas de controle da justiça e da comunicação social.
Sócrates lembra a dívida galopante, o despesismo constante, o empobrecimento da população.
Sócrates não foi toda a crise, mas foi parte fundamental da crise.
Sócrates não teve uma ideia de nação, de pátria, de portugalidade. Movia-se como um tecnocrata, martelando até à saturação frases como: nós estabelecemos as aulas de substituição; nós implantamos o inglês no 1º ciclo; nós desenvolvemos as novas oportunidades; nós estimulámos as novas tecnologias...
Sócrates só soube cair na opinião dos portugueses. Depois de uma maioria absoluta, caiu para uma maioria relativa até bater no fundo com uma derrota estrondosa nas últimas eleições, não lhe restando outra alternativa que não fosse ir-se embora.
Sócrates foi. Não deixou saudades, antes uma sentimento de libertação. Seis anos que pareceram seis séculos!
O povo fartou-se do "quequismo" fútil do Bloco de Esquerda e infligiu-lhe uma enorme derrota eleitoral. Para contestação já existe o PC. Se o Bloco nada tem de novo e de motivante, então o eleitorado castiga-o. Foi o que aconteceu.
Quanto ao Partido Comunista, que manteve a sua base social de apoio dada a máquina partidária inexcedível, ele canta sempre vitória sejam quais forem os resultados. Desta vez, até com alguma razão já que ganhou um deputado. Mas não gostei nada do discurso do seu secretário-geral na noite das eleições. Uma certa humildade e amplitude democrática face aos resultados eleitorais era-lhe exigida.
Quanto à nova maioria de direita, ela resultou da vontade de mudança dos eleitores e da contestação ao socratismo.
A conjectura económica é trágica e não possibilita desvios. Portugal precisa de olhar em frente, de dar o salto, de vencer.
Criticamente todos somos chamados nesta hora a deitar a mão ao arado.
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A dúvida razoável

José Sócrates sai de cena ao fim de seis anos, pela força do voto dos portugueses, que recusaram dar uma nova oportunidade ao líder que conduziu o País para a quase bancarrota, preferindo apostar na mudança personificada por Pedro Passos Coelho. Mas a escolha não exclui uma dúvida razoável: será ele o homem certo, capaz de resgatar o País da profunda crise em que se encontra?

Só o tempo o dirá, mas para já há uma certeza: o mais difícil está para vir. Na verdade, a tarefa do novo Governo (previsivelmente de coligação PSD/CDS) é enorme, pois não basta aplicar as medidas draconianas impostas pela troika, honrando o compromisso assumido pelo Estado português, é preciso ir mais longe, e pôr Portugal a crescer.

Exige-se, para já, rigor nas contas e criatividade nas estratégias, e uma atenção particular ao problema do desemprego, que assume proporções cada vez mais dramáticas. Sob o "espartilho" da troika, o novo Governo não terá margem para errar, e Pedro Passos Coelho nem sequer poderá contar com a ‘lua-de-mel' dos recém-eleitos.

Para Sócrates, o tempo também é de realismo, sem espaço para a arte da fuga, em que se revelou exímio... Além de perder o controlo dos destinos do País, perde também o do Partido Socialista, que terá de procurar agora um novo líder.

Fonte: aqui

domingo, 5 de junho de 2011

DIA MUNDIAL DO AMBIENTE



Habitualmente, estas efemérides assinalam aquilo que está em causa.

O Dia Mundial do Ambiente chama a atenção para o nosso (des)cuidado para com a natureza.

Nos últimos tempos, tem havido sobejos intentos de uma Teologia ecológica.

A partir da criação, há elementos de sobra para um crente se empenhar activamente na promoção de uma cultura de respeito para com a totalidade da obra de Deus.

Jürgen Moltmann, por exemplo, mobiliza-nos para a urgência de uma ética da reconciliação com Deus, com os homens e com a criação.

Haja em vista, desde logo, uma evidência: por cada vitória do Homem contra a natureza, surge uma revolta da natureza contra o Homem.

É que Deus perdoa sempre, o Homem perdoa às vezes, mas a natureza não perdoa nunca.

Ela sente-se. Estrebucha. Estremece. E revolta-se.

Saibamos, pois, respeitá-la e promovamos um ambiente são, harmonioso, sereno e pacificante.

Fonte: aqui

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Tribunal condena cão à morte por estar amaldiçoado

Um tribunal de rabis de Jerusálem condenou um cão à pena de morte por lapidação, alegando que o animal estava possuído pelo espírito de um advogado que havia sido amaldiçoado vinte anos antes.

O caso, segundo conta o diário ‘Yediot Aharonot, ocorreu na passada quarta-feira quando o cão entrou no tribunal de uma das comunidades ultra ortodoxas do bairro Meã Shearim e se negou a abandoná-lo, apesar das repetidas tentativas dos guardas.
Perante a atitude do cão, um dos juízes recordou que há 20 anos, no mesmo local, os seus antecessores tinham amaldiçoado um advogado cuja alma, ao falecer, deveria ficar encerrada no cão, um animal que a lei religiosa judia considera impuro.
O juiz, cuja identidade não foi revelada, disse ter reconhecido no cão espírito do advogado, que, indignado pela sua maldição, regressou ao tribunal para ser libertado. Os rabis ordenaram, então, apedrejar o animal até a alma sair e ser confirmada a sua morte.
O presidente do tribunal, o rabi Levin, desmentiu que o caso tenha ocorrido, mas um dos guardas confirmou os factos e assegurou que “havia sido dada uma ordem verbal a um grupo de crianças para que o apedrejassem, não como castigo ao animal, mas para libertar a alma do advogado que o atormentava”.
A sorte acabou por bater à porta do cão que, antes da sentença ser aplicada, conseguiu fugir do local e salvar a sua vida. As associações de defesa dos animais já decidiram que vão apresentar uma queixa contra o presidente do tribunal.
Fonte: aqui

O velho PSD está de volta e um novo PS também

Nas hostes do PSD, o inebriante perfume do poder sente-se a cada dia que passa com maior intensidade. Alimentado pelas sondagens favoráveis, o aparelho laranja acelera e atrai mais e mais militantes ou simpatizantes.

Mobilizados pela perspectiva das portas que se hão-de abrir nos ministérios ou nos institutos, barões e baronetes mostram-se, empolgam-se e agitam-se na linha da frente para insinuar as suas quotas pessoais nas sinecuras do poder. O PSD era o partido mais português de Portugal e os últimos dias mostram que essa condição que sempre esteve na base das suas forças e das suas fraquezas se mantém inalterada. Por cada ponto a mais nas sondagens há mais cem ou mil militantes e simpatizantes nas arruadas e mais uma mão cheia de notáveis prontos a esquecer divergências internas ou a deixar para trás reservas quanto ao líder para se juntarem à vaga de fundo.

Ao contrário de Passos, que acaba a corrida eleitoral com o trunfo na mão de um partido aparentemente unido, José Sócrates chega ao fim rodeado apenas pelos que já não o podem deixar.

As multidões que ainda o apoiam nas arruadas são genuínas expressões do PS popular e interclassista que sobreviveu à modernidade da política espectáculo e que, nestas eleições, revelou uma dedicação à causa do partido apenas comparável à do PCP. Mas, à parte dos militantes de base que, como se podia ouvir por estes dias, se dispõem a viajar de Vila Flor de Trás-os-Montes até Santa Maria da Feira para apoiar Sócrates, uma boa parte das figuras gradas do PS anteciparam as férias e resguardaram-se para o virar de página que as sondagens auguram no PS.

Depois de um Soares distante e mais preocupado em alimentar a memória do partido do que o seu futuro próximo, Sócrates chega ao final da campanha sem os históricos ao seu lado. Os seus ex-ministros ou titãs como Jaime Gama esforçam-se por ser discretos. Para não aparecer só, Sócrates teve de convocar figuras gastas e sem densidade política, como Manuel Pinho, para não aparecer mais só.

A política, bem se sabe, move-se pelas ideias mas ainda mais pelos interesses e é por isso que, com excepção do núcleo duro da militância, os partidos atraem as suas figuras gradas ou as multidões de interessados em estar do lado certo da história em função das expectativas que geram.

Na última semana, o PSD enterrou anos de dissídio e de ódios pessoais e foi capaz de unir barões e bases, aparelho e intelectuais sob a égide do expectável regresso ao poder. Nesses mesmos dias, o PS conseguiu ainda convocar a militância de base para as ruas, mas as suas elites estiveram longe de comparecer em peso. E quando apareceram disseram meias palavras ou trataram de falar de temas genéricos para um dia poderem dizer que o passado socrático foi superficial e efémero.

Neste ambiente de euforia e amargura, cinismo e festa, hipocrisia e generosidade, realidade e desejo reflecte-se afinal a iminência de um fim de ciclo. A história não costuma ser justa com os vencidos e adora vexar os vencedores. Por isso, já se pode ver o PSD até há pouco dividido e letárgico a reerguer-se para reclamar a sua quota de poder; pode também adivinhar-se o PS até agora unido e liderante a baixar a cabeça e a fazer as contas sobre quanto custará mudar de vida a tantos e tantos dos seus militantes.

A alternância democrática tem facturas destas. Sendo em si uma coisa boa, acaba sempre com a contaminação do poder e esta fusão de contrários acaba por gerar momentos e personagens nem sempre bons de ver.

Fonte: aqui

Padre agride mulher com filha ao colo

Mulher foi agredida pelo padre de 89 anos quando foi tratar do baptizado da filha

Parecia ser um simples processo de baptizado, mas acabou com o padre a agredir uma mulher com um bebé ao colo. Sandra Benavente, de 35 anos, foi terça-feira à residência paroquial de Oliveirinha, Aveiro, tratar do baptizado da filha de nove meses. A certidão de crisma da madrinha terá gerado uma discussão. Seguiram-se ameaças e o padre agrediu a murro a mulher, que trazia a bebé ao colo, escreve o «Correio da Manhã».

O padre António Antão, de 89 anos, recusou-se a falar ao jornal sobre o assunto. O bispo de Aveiro garantiu que o problema está «resolvido». Já a vítima garante que não vai retirar a queixa.

A discussão começou com a certidão de crisma da madrinha, irmã da vítima. «Ela está a dar aulas em Quarteira, no Algarve, mas tem todo o seu percurso religioso aqui e, por isso, não tinha sentido pedir o documento lá», explicou Sandra ao CM.

A mulher, que tinha a bebé ao colo, insistiu com o pároco, que acabou por injuriar Sandra e expulsá-la da habitação. Entretanto chegaram outras duas mulheres e o pároco insinuou que Sandra já se teria prostituído.

«Pedi-lhe explicações, ele ameaçou-me e eu disse-lhe: se quer bater, bata», explica. O padre parece ter levado à letra e começou a agredir a murro a mulher, com a bebé ao colo. «Foi horrível. Ele empurrou-a. Ela quase caiu e, por sorte, a bebé não bateu com a cabeça na esquina de um móvel», contou uma testemunha, que tirou a bebé dos braços da mãe.

«Ele ficou ainda pior, parecia que estava possuído, pôs-me fora de casa ao murro», conta a vítima, que apresentou queixa na PSP e fez exames no Gabinete de Medicina Legal de Aveiro. As marcas de agressões são visíveis nos braços, costas e peito.

Na freguesia, a população diz que o que se passou não é novo. Todos reconhecem a obra do padre Antão em Oliveirinha, mas, segundo um popular, «com o passar dos anos, tem-se tornado numa pessoa insuportável».

Fonte: aqui

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O que é preciso saber sobre a bactéria E. coli O104:H4

Este tipo de bactéria Escherichia coli, conhecido como “bactéria dos hambúrgueres”, causa periodicamente intoxicações alimentares graves. Para evitar o perigo, basta respeitar sempre – e não apenas agora, quando a realidade no-lo lembra – algumas regras simples de higiene.

O que são as bactérias Escherichia coli?

São bactérias na sua grande maioria inofensivas e importantes para a saúde. Fazem parte da flora intestinal normal dos mamíferos, incluindo os seres humanos.

E as E. coli enterohemorrágicas (EHEC) como a que tem provocado o surto de infecções alimentares na Alemanha?

São estirpes de E. coli que adquiriram a capacidade de fabricar uma toxina, a verocitotoxina ou shiga. A infecção do ser humano por uma bactéria deste tipo pode provocar gastroenterites agudas, com cólicas abdominais, diarreia com sangue, febre moderada e vómitos, requerendo uma hospitalização em 5 por cento dos casos. Nos doentes hospitalizados, pode evoluir para uma síndrome hemorrágica que se revela mortal em 3 a 5 por cento dos casos, chamada síndrome hemolítica-urémica ou SHU.

O que é a síndrome hemolítica-urémica (SHU)?

É a fase em que a infecção se espalha pelo organismo, causando estragos nos vasos sanguíneos – com especial afinidade pelos rins, onde os danos podem ser irreversíveis. A queda do número de plaquetas em circulação no sangue causa hemorragias.

Qual é a origem destas bactérias tóxicas?

A primeira estirpe foi identificada na carne picada nos anos 1980 nos EUA e designada por O157:H7. A bactéria responsável pelo actual surto de SHU na Alemanha é de uma estirpe muito próxima, O104:H4. Pensa-se que estas bactérias surgiram de uma combinação genética de E. coli normais com bactérias patogénicas (talvez shigella) devido à utilização de tecidos animais na alimentação industrial, nomeadamente bovina. Estas E. coli também costumam ser resistentes aos antibióticos, o que poderá ser devido ao tratamento dos animais com antibióticos.

Qual é o habitat natural destas bactérias patogénicas?

As estirpes patogénicas de E. coli vivem no intestino dos bovinos e suínos, animais a quem não causam doença.

Quais são as principais vias de transmissão para os seres humanos?

A infecção propaga-se sobretudo através da carne picada de vaca insuficientemente cozinhada, donde o nome de “bactéria dos hambúrgueres” por vezes dado a estas bactérias. No matadouro ou no talho, resíduos animais podem contaminar a carne e esta, ao ser picada, fica misturada com os produtos contaminados. Se não for bem cozinhada, a bactéria permanecerá viva no interior da carne. Algo que não acontece com os bifes, por exemplo, uma vez que a bactéria fica nesse caso à superfície da carne e é eliminada pelo calor da cozedura. Sem os devidos cuidados, as fezes das vacas contaminadas podem também fazer passar a bactéria para o leite, que é uma outra fonte de infecção humana quando consumido sem pasteurização.

E a contaminação via os legumes?

Não é a mais habitual, mas as hortaliças podem ser contaminadas por água de rega contaminada, por fertilizantes naturais ou por terem estado em contacto com fezes de animais contaminados em qualquer fase da sua produção, transporte, venda ou preparação.

Os sintomas da infecção são sempre agudos?

Conforme os casos, podem passar despercebidos ou dar origem à panóplia de sintomas já acima referida. Na maior parte dos casos, a situação resolve-se passados uns dias (com ou sem hospitalização).

A infecção é transmissível de uma pessoa para outra?

Se uma pessoa estiver infectada sem o saber (seja porque ainda não manifestou a doença, o que pode demorar vários dias, seja porque tem uma forma assintomática), ela é susceptível, em caso de insuficiente higiene das suas mãos ao sair da casa de banho, de contaminar os alimentos ao manuseá-los.

A infecção responde aos antibióticos?

Para além destas bactérias serem resistentes a muitos antibióticos, um tal tratamento até pode fazer piorar a situação, ao matar as bactérias da flora intestinal que poderiam ajudar a controlar a proliferação das bactérias patogénicas.

Quais são as precauções a ter em relação aos alimentos?

Estas bactérias morrem a temperaturas superiores aos 70.ºC ou inferiores aos –20.ºC. As hortaliças cozidas durante uns dez minutos não apresentam perigo e, em princípio, os ultra-congelados também não. Mesmo assim, é aconselhável cozer muito bem a carne picada. Os legumes e verduras que vão ser consumidos crus devem ficar de molho em água com 4 a 5 gotas por litro de lixívia, antes de serem muito bem passados por água.

Por Ana Gerschenfeld, aqui