segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Governo apela aos jovens para emigrarem

Governo incentiva jovens desempregados a emigrar

"Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras", disse o governante, que falava para uma plateia de representantes da comunidade portuguesa em São Paulo e jovens luso-brasileiros.
Segundo o mesmo responsável, o país não pode olhar a emigração apenas com a visão negativista da "fuga de cérebros".
Para Miguel Mestre, se o jovem optar por permanecer no país que escolheu para emigrar, poderá "dignificar o nome de Portugal e levar know how daquilo que Portugal sabe fazer bem".
Caso a opção seja por, no futuro, voltar a Portugal, esse emigrante "regressará depois de conhecer as boas práticas" do outro país e poderá "replicar o que viu" no sentido de "dinamizar, inovar e empreender".
Com o intuito de capacitar o jovem português e aumentar os laços com outros países, o responsável diz que o governo português pretende incentivar também os intercâmbios estudantis e os estágios no estrangeiro.
Fonte: aqui

António Vieira dizia: «Para nascer Portugal, para morrer, o mundo». Continua a ser verdade!

sábado, 29 de outubro de 2011

"Penso em você todos os dias"

O pastor de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar.
A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central.

O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora.
Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia.
Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita.

A curiosidade do pastor crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali.
O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Jim.

Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar, que
ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali.

E disse a oração que fazia:
'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias.
Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'

O pastor, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse.
'É hora de ir' - disse Jim sorrindo.
Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.

O pastor ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes.
Teve então, um lindo encontro com Jesus.
Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem...

'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias.
Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'

Certo dia, o pastor notou que Jim não havia aparecido.
Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo.
Durante a semana em que Jim esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante.

A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como Jim não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... Nada!

Ao encontrá-lo, o pastor colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando Jim ouviu o comentário da enfermeira:
- Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar!!
Parecendo surpreso, o velho virou-se para o pastor e disse com um largo sorriso:
- A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz:

'Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias.
Agora sou eu quem o está observando... e cuidando! '

Jesus disse: 'Se vós tendes vergonha de mim, também me envergonharei de vós diante do meu Pai.'

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SE ASSIM NÃO FOSSE, COMO SERIA O SÉQUITO ESCOLHIDO!!!!!

 (Notícia do Público de 23/09/11)

«NINGUÉM ESTA IMUNE AOS SACRIFÍCIOS», disse ele.
O Cavaco na sua visita discreta aos Açores de 5 dias levou 30 acompanhantes, entre os quais:
- sua esposa
- o chefe da casa civil e sua esposa
- 4 assessores
- 2 consultores
- 1 médico pessoal
- 1 enfermeira
- 2 bagageiros???
- 2 fotógrafos oficiais
- 1 mordomo
- 12 agentes de segurança
e à chegada disse "Ninguém está imune aos sacrifícios".
Convém lembrar que quando o príncipe Carlos e a sua mulher Camila visitaram oficialmente Portugal, chovia e seguravam nos seus próprios guarda-chuvas. O nosso Presidente e mulher - na mesma ocasião tinham alguém que lhes segurava o guarda-chuva......
E ESTA HEIM??? Como diria o Fernando Pessa...

( Esta lista foi dada aos jornalistas, não pensem que isto é gozo!)

(Enviada por email)

"Violência não é a verdadeira natureza da religião"

Duranteo encontro inter-religioso em Assis, Bento XVI reconheceu que a religião tem um potencial para a violência e recordou o historial da Igreja neste campo, "cheio de vergonha".

As religiões também podem ser causa de violência, mas tal deve-se à deturpação do seu verdadeiro sentido, disse hoje Bento XVI, na sua primeira intervenção no encontro inter-religioso em Assis.

O Papa distinguiu duas correntes de violência no mundo actual: uma assume a forma de actos terroristas, muitas vezes com inspiração religiosa, enquanto a segunda se deve ao esforço contrário de afastar Deus e a religião da sociedade.

No que diz respeito à primeira categoria Bento XVI expressou não só a sua preocupação como a sua “vergonha” pela história de violência cristã.

“Que, no caso em questão, a religião motive de facto a violência é algo que, enquanto pessoas religiosas, nos deve preocupar profundamente. (…) O que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição”, afirmou.

Mais adiante referiu as culpas que a Igreja também tem neste aspecto: “Como cristão, quero dizer, neste momento: É verdade, na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã. Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza”.

A raiz do diálogo inter-religioso Bento XVI reconhece imediatamente, no seu discurso, que estas posições são vulneráveis a críticas. Afinal, quem tem a autoridade de definir o que é a verdadeira religião? “Contra isso, objecta-se: Mas donde deduzis qual seja a verdadeira natureza da religião? A vossa pretensão por acaso não deriva do facto que se apagou entre vós a força da religião? E outros objectarão: Mas existe verdadeiramente uma natureza comum da religião, que se exprima em todas as religiões e, por conseguinte, seja válida para todas?”

A resposta, para o Papa, está precisamente na autoridade dos líderes religiosos e é aí que se encontra ancorada a necessidade do diálogo inter-religioso: “Aqui situa-se uma tarefa fundamental do diálogo inter-religioso, uma tarefa que deve ser novamente sublinhada por este encontro”.

O Santo Padre passou então para a crítica ao extremo contrário: “O «não» a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, que foi possível só porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava por norma somente a si mesmo. Os horrores dos campos de concentração mostram, com toda a clareza, as consequências da ausência de Deus.”

O que preocupa o Papa não é, contudo, o ateísmo de Estado, mas antes o efeito desta negação de Deus no coração dos homens contemporâneos: “queria, antes, falar da «decadência» do homem, em consequência da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma alteração do clima espiritual. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contra-religião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal. O desejo de felicidade degenera num anseio desenfreado e desumano como se manifesta, por exemplo, no domínio da droga com as suas formas diversas. Aí estão os grandes que com ela fazem os seus negócios, e depois tantos que acabam seduzidos e arruinados por ela tanto no corpo como na alma”.
Outros crentes e não crentes Já no final da sua intervenção o Papa abordou a situação dos não crentes, cuja inclusão nesta “peregrinação pela verdade e pela paz” causou alguma surpresa e controvérsia. Bento XVI faz questão de distinguir entre os agnósticos que procuram a verdade e os “ateus combativos” que vivem na “falsa certeza” de que não existe um Deus: “Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas. Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que crêem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus”, concluiu.

Antes de falar Bento XVI vários outros participantes tomaram a palavra. Houve algumas referências à situação dos cristãos no Médio Oriente e ao estatuto de Jerusalém.

O rabino David Rosen, encarregado do diálogo entre o judaísmo e as outras religiões falou sobre a paz, dizendo que não é só uma questão pragmática mas também um caminho profundo.

Um hindu e um budista tomaram ainda a palavra bem como um porta-voz das religiões tradicionais africanas que resolveu fazer uma oração entoada, que recorda a urgência do espírito pelo próximo e o respeito pela natureza e pela criação, dizendo que só assim se alcança a paz para todos.
Fonte: aqui

Humor sobre a crise na União Europeia

“Um grego, um irlandês e um português vão beber um copo a um bar. Quem paga a conta? A Alemanha."

"Porque é que a Grécia não consegue obter o novo plano de ajuda da troika? Porque na Grécia ninguém trabalha o suficiente para acabar de preencher o formulário de candidatura”.


“A Alemanha não descarta sair da Zona Euro, mas só se levar todas as notas e moedas”.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Só o número de ex-deputados com pensão para toda a vida (de todas as cores e para todos os gostos) já ultrapassa os 400 beneficiários

Os nomes dos políticos que recebem do Estado a pensão mensal vitalícia e passaram a ser secretos. A Comissão Nacional de Protecção de Dados cujo presidente é eleito pelos deputados, considera que “a pensão mensal vitalícia não é uma informação pública….” in Correio da Manhã

Então, acham que isto se endireita com estes vampiros à solta? Nunca haverá dinheiro que chegue!
Os partidos políticos criaram em Portugal, um sistema de roubo legal para os seus membros, baseado na acumulação de reformas e pensões vitalícias.
Só o número de ex-deputados com pensão para toda a vida (de todas as cores e para todos os gostos) já ultrapassa os 400 beneficiários. O valor dessa regalia rondará os oitocentos mil Euros por mês.

Mário Soares “papa de reformas” mais 500.000 Euros por ano.
Alberto João Jardim, tem uma reforma do Estado de 4.124 Euros, obtida num serviço público onde nunca trabalhou (Secretaria Regional de Turismo), recebe um ordenado por inteiro de 84 mil Euros. Acresce a este valor mais 40% de despesas de representação, o que dá 94.467 Euros, ganha mais do que o primeiro-ministro Espanhol.
Cavaco Silva recebe do Banco de Portugal 4.152 Euros, da Universidade Nova de Lisboa 2.328 Euros e de primeiro-ministro 2.876 Euros.
Manuel Alegre recebe um valor de 3.219,95 Euros por ter trabalhado um ano RDP num cargo que nem ele sabe qual era (1974/1975).
Santana Lopes obteve uma reforma de primeiro-ministro após seis meses de trabalho, que acumulou depois com a reforma de deputado.
Marques Mendes mal fez 50 anos de idade, tratou de logo de requerer uma pensão de 2.905 Euros.
Freitas do Amaral, ao saber que lhe faltava pouco tempo para obter a reforma vitalícia de deputado, desligou-se do CDS, mas não da Assembleia da Republica enquanto não completou o tempo necessário para a obter.
Carlos Brito, quando obteve a sua reforma, mandou “passear” o PCP, onde durante décadas militou.
Fernando Rosas, dirigente do Bloco de Esquerda, quando atingiu os 8 anos necessários para solicitar a sua de deputado, mandou a Assembleia às urtigas.
Mira Amaral, antigo ministro de Cavaco Silva depois de obter uma reforma de deputado, em 21 meses obteve uma reforma da Caixa Geral de Depósitos no valor de 18.000 Euros mensais.
Campos e Cunha, ministro das finanças de Sócrates, após ter trabalhado 6 anos no Banco de Portugal, e com apenas 49 anos, obteve uma reforma de 114.784 Euros.
Diogo Leite Campos, do PSD. À semelhança de outros camaradas de partido, bastarem-lhe 6 anos no Banco de Portugal para obter mais uma reforma do Estado.
Vasco Franco, figura de proa do PS, obteve uma reforma de deputado de 3.035 Euros.
Recebe ainda uma outra como deficiente de guerra por ter sido ferido em Moçambique depois de 1974.
Centenas de governantes e deputados de todas as cores políticas, independentemente da sua idade ou da sua competência, têm sido contemplados e nós, os nossos filhos e os nossos netos iremos suportar por muitos e bons anos estas reformas douradas.
Será que estes (e outros) também vão pagar 50% do 14º mês?????????
(Enviado por email)

SALÁRIOS MÍNIMOS NA EUROPA

O IVA a 23% e os salários mínimos

Afirma o Sr. Ministro das Finanças que o aumento da taxa do IVA para 23% nas facturas do gás e da electricidade...
"Passará da taxa reduzida para a taxa normal, à semelhança da esmagadora maioria dos países da União Europeia", frisou Vítor Gaspar.

Então comparemos também os SALÁRIOS MÍNIMOS NA EUROPA
Eurolândia:
Luxemburgo - 1.757,56€
Irlanda - 1.653,00€
Bélgica - 1.415,24€
Holanda - 1.400,00€
França - 1.377,70€
Espanha - 748,30€
Portugal - 485,00€
.. UE
Reino Unido - 1.035,00€
.. Extra-UE
Suíça - 2.916,00€
(Enviado por email)

D I V I N A L esta D. Beatriz

A D. Beatriz, senhora alentejana, 80 anos, solteira, organista numa igreja da Diocese de Beja.
É admirada por todos pela sua simpatia e doçura.

Uma tarde, convidou o novo padre da igreja para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá.
Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com água e, lá dentro, boiava um preservativo.
Quando a D. Beatriz voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu e perguntou-lhe o porquê de tal decoração em cima do órgão.
E responde ela apontando para a jarra: "Ah! refere-se a isto? Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei um pacotinho no chão. As indicações diziam para
colocar no órgão, manter húmido e que, assim, ficava prevenida contra todas as doenças. E sabe uma coisa? Este Inverno ainda não me constipei".
A Fé é QUE NOS SALVA...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

As crises criam oportunidades para redistribuir riqueza

As crises criam oportunidades para redistribuir riqueza. Consoante as forças políticas que as controlam, a redistribuição irá num sentido ou noutro. Imaginemos que a redução de 15% do rendimento aplicada aos funcionários públicos, por via do corte dos subsídios de Natal e de férias, era aplicada às grandes fortunas, a Américo Amorim, Alexandre Soares dos Santos, Belmiro de Azevedo, Famílias Mello, etc. Recolher-se-ia muito mais dinheiro e afectar-se-ia imensamente menos o bem-estar dos portugueses. À partida, a invocação de uma emergência nacional aponta para sacrifícios extraordinários que devem ser impostos aos que estão em melhores condições de os suportar. Por isso se convocam os jovens para a guerra, e não os velhos.
Não estariam os super-ricos em melhores condições de responder à emergência nacional? Esta é uma das perplexidades que leva os indignados a manifestarem-se nas ruas.
Mas há muito mais. Perguntam-se muitos cidadãos: as medidas de austeridade vão dar resultado e permitir ver luz ao fundo do túnel daqui a dois anos? Suspeitam que não porque, para além de irem conhecendo a tragédia grega, vão sabendo que as receitas do FMI, agora adoptadas pela UE, não deram resultado em nenhum país em que foram aplicadas – do México à Tanzânia, da Indonésia à Argentina, do Brasil ao Equador – e terminaram sempre em desobediência e desastre social e económico.

Boaventura de Sousa Santos, in Visão 20 Outubro 2011

Veja aqui o artigo todo.

O Desenvolvimento do Subdesenvolvimento



Boaventura de Sousa Santos

Visão 20 Outubro 2011



Está em curso o processo de subdesenvolvimento do país. As medidas que o anunciam, longe de serem transitórias, são estruturantes e os seus efeitos vão sentir-se por décadas. As crises criam oportunidades para redistribuir riqueza. Consoante as forças políticas que as controlam, a redistribuição irá num sentido ou noutro. Imaginemos que a redução de 15% do rendimento aplicada aos funcionários públicos, por via do corte dos subsídios de Natal e de férias, era aplicada às grandes fortunas, a Américo Amorim, Alexandre Soares dos Santos, Belmiro de Azevedo, Famílias Mello, etc. Recolher-se-ia muito mais dinheiro e afectar-se-ia imensamente menos o bem-estar dos portugueses. À partida, a invocação de uma emergência nacional aponta para sacrifícios extraordinários que devem ser impostos aos que estão em melhores condições de os suportar. Por isso se convocam os jovens para a guerra, e não os velhos. Não estariam os super-ricos em melhores condições de responder à emergência nacional?
  Esta é uma das perplexidades que leva os indignados a manifestarem-se nas ruas. Mas há muito mais. Perguntam-se muitos cidadãos: as medidas de austeridade vão dar resultado e permitir ver luz ao fundo do túnel daqui a dois anos? Suspeitam que não porque, para além de irem conhecendo a tragédia grega, vão sabendo que as receitas do FMI, agora adoptadas pela UE, não deram resultado em nenhum país em que foram aplicadas – do México à Tanzânia, da Indonésia à Argentina, do Brasil ao Equador – e terminaram sempre em desobediência e desastre social e económico. Quanto mais cedo a desobediência, menor o desastre.  Em todos estes países foi sempre usado o argumento do desvio das contas superior ao previsto para justificar cortes mais drásticos. Como é possível que as forças políticas não saibam isto e não se perguntem por que é que o FMI, apesar de ter sido criado para regular as contas dos países subdesenvolvidos, tenha sido expulso de quase todos eles e os seus créditos se confinem hoje à Europa. Porquê a cegueira do FMI e por que é que a EU a segue cegamente? O FMI é um clube de credores dominado por meia dúzia de instituições financeiras, à frente das quais a Goldman Sachs, que pretendem manter os países endividados a fim de poderem extorquir deles  as suas riquezas e de fazê-lo nas melhores condições, sob a forma de pagamento de juros extorsionários e das privatizações das empresas públicas vendidas sob pressão a preços de saldo, empresas que acabam por cair nas mãos das multinacionais que actuam na sombra do FMI. Assim, a privatização da água pode cair nas mãos de uma subsidiária da Bechtel (tal como aconteceu em Cochabamba após a intervenção do FMI na Bolívia), e destinos semelhantes terão a privatização da TAP, dos Correios ou da RTP.  O back-office do FMI são os representantes de multinacionais que, quais abutres, esperam que as presas lhes caiam nas mãos. Como há que tirar lições mesmo do mais lúgubre evento, os europeus do sul suspeitam hoje, por dura experiência, quanta pilhagem não terão sofrido os países ditos do Terceiro Mundo sob a cruel fachada da ajuda ao desenvolvimento.  Mas a maior perplexidade dos cidadãos indignados reside na pergunta: que democracia é esta que transforma um acto de rendição numa afirmação dramática de coragem em nome do bem comum? É uma democracia pós-institucional, quer porque quem controla as instituições as subverte (instituições criadas para obedecer aos cidadãos passam a obedecer a banqueiros e mercados), quer porque os cidadãos vão  reconhecendo, à medida que passam da resignação e do choque à indignação e à revolta, que esta forma de democracia partidocrática está esgotada e deve ser substituída por uma outra mais deliberativa e participativa, com partidos mas pós-partidária, que blinde o Estado contra os mercados, e os cidadãos, contra o autoritarismo estatal e não estatal. Está aberto um novo processo constituinte. A reivindicação de uma nova Assembleia Constituinte, com forte participação popular, não deverá tardar.

Homem queima a Bíblia no Vaticano


Fonte: aqui

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Criança suicida-se aos 10 anos: Porquê?

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Criança de dez anos pôs anteontem fim à vida

“Menino gozado há um ano”

"Há um ano que nos apercebemos de que as crianças gozavam com as orelhas do Rafael, mas pensávamos que era uma situação resolvida. É de lamentar, sinceramente. Ele era um menino querido". As palavras são de uma professora da Escola Pedro Santarém, em Benfica, Lisboa, onde estudava Rafael Pereira – a criança de dez anos que anteontem de manhã enrolou uma corrente ao pescoço e terminou com a vida quando estava em casa sozinho. Segundo uma vizinha, o menino estava "cansado de ser gozado".
Chocada com a notícia da morte do seu aluno, a docente disse ainda que Rafael era um estudante com "necessidades especiais e era acompanhado por um psiquiatra, mas nada fazia prever tal tragédia". O corpo de Rafael Pereira é hoje autopsiado no Instituto de Medicina Legal de Lisboa. "Custa acreditar que ele morreu", concluiu a professora, que não se quis identificar.
Ontem, o ambiente era de consternação em casa da mãe de Rafael. "Estamos a sofrer muito", disse uma familiar, não acrescentando mais qualquer esclarecimento. O CM sabe que o pai e a avó já estão em Lisboa. Mal souberam da morte do menino viajaram desde o Alentejo.
A par da violência escolar (bullying) de que era alvo, física e psicológica, Rafael tinha ainda problemas relacionados com hiperactividade, o que lhe valia vários conflitos com os professores e colegas, que com ele frequentavam o 5º ano.
Na semana passada, a mãe tinha sido chamada pelo director de turma por causa de problemas com professores e colegas. De resto, ao que o nosso jornal apurou junto de vizinhos, a família é ajudada pela Segurança Social. Na casa da mãe de Rafael vivem mais duas tias e um sobrinho que ali vai passar alguns fins--de-semana – está institucionalizado. Rafael, filho único, quando podia visitava o pai no Alentejo. Este tem problemas de toxicodependência.
Fonte: aqui

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Prazo de validade chegou aos casamentos

Veja aqui

O Carlinhos e a História de Portugal

Pergunta a Professora:

- Carlinhos, sabe a quem é que se deve o pinhal de Leiria?

- Fónix, ó s'tora, então essa merda também não está paga?!

Parlamento aprova extinção preventiva das fundações

A maioria PSD/CDS-PP aprovou hoje em votação final global a proposta de lei do Governo para a extinção preventiva das fundações públicas, com a abstenção de todas as bancadas parlamentares da oposição. Durante a discussão em plenário do diploma, que visa fazer um censo do número de fundações públicas de direito público e privado e de fundações privadas que detêm património ou recebem dinheiro do Estado, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, garantiu que as fundações com «trabalho qualitativo» na área social e no ensino superior estão salvaguardadas na extinção preventiva.
Segundo Hélder Rosalino, a extinção de fundações públicas de direito público e de direito privado detidas maioritariamente por entidades estaduais, fim de apoio financeiro e do estatuto de utilidade pública são medidas «preventivas e só isso».
Desta forma, acrescentou, o Governo «levará em avaliação a natureza qualitativa e o trabalho qualitativo que tem vindo a ser desenvolvido pelas fundações activas na área da solidariedade social e do Ensino Superior».
Apesar de preventivas, as extinções entram em vigor e são definitivas a menos que as entidades respondam a um questionário sobre a sua natureza e função «na perspectiva do que é a relação custo/benefício em função da utilização de fundos públicos».
«As medidas preventivas são só isso e visam assegurar o cumprimento tempestivo e efectivo da resposta ao questionário. Se não houvesse esta medida, esta iniciativa teria outros resultados», indicou ainda o secretário de Estado, frisando que o primeiro objectivo da proposta é fazer um censo do «Estado paralelo» das fundações.
Ainda durante o período de votações regimentais foi aprovado com os votos favoráveis do PSD, CDS-PP e PS e a abstenção do PCP, BE e PEV a proposta do Governo que procede à sexta alteração à Lei de Organização e Processo do Tribunal de Contas.
Fonte: aqui

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Elefante escapa a ataque de crocodilo

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Padre de Covas do Barroso, Boticas, condenado hoje a uma pena de três anos de prisão com pena suspensa

O Vigário Geral da Diocese de Vila Real ( diocese a que pertence o padre condenado) ressalvou que "um membro da Igreja Católica ter seis armas, cerca de 800 munições de diferentes calibres, um engenho explosivo e uma mira telescópica na residência paroquial é uma "falha muito grande".
E, afirmou, "tem de pagar pela asneira que cometeu", por isso, apesar de considerar a condenação "demasiada pesada", acredita que o "castigo foi proporcional à falha". "Não se tolera um padre ter seis armas em casa. É demasiado", referiu. O vigário-geral da diocese salientou ainda que ter seis armas em casa transmite a ideia de serem para "comercializar".
Veja aqui

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Cães na praia. Espectáculo!

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Há vida para além da austeridade

Veja aqui o vídeo.

A sociedade líquida

Este nosso tempo é-o na perplexidade. Vejo muita gente angustiada com o que aí está e sobretudo com o que aí pode vir. De facto, ninguém reflexivo, que não tenha metido a massa encefálica no frigorífico, pode viver como se o amanhã não pudesse ser a hecatombe e o caos. Há épocas na História de relativo sossego, mas a nossa é de sobressalto. A crise é imensa, e é sobretudo moral. Crise de valores.
Três exemplos.

O ex-vice-presidente da Câmara do Porto Paulo Morais afirmou recentemente que "o centro de corrupção em Portugal tem sido a Assembleia da República". De facto, o Parlamento português "parece mais um verdadeiro escritório de representações, com membros da comissão de obras públicas que trabalham para construtores e da comissão de saúde que trabalham para laboratórios médicos". "A legislação vem dos grandes escritórios de advogados, que também ganham dinheiro com os pareceres que lhes pedem para interpretar essas mesmas leis e ainda ganham a vender às empresas os alçapões que deixaram na lei." "Os deputados estão ao serviço de quem os financiou e não de quem os elegeu."

Toda a gente ficou atónita, quando se soube que, no CEJ, os candidatos a magistrados e juízes tinham copiado no exame e que havia suspeitas de que teriam conhecido antecipadamente o seu enunciado.

Há casos de médicos com 80 e 90 anos e alguns até já mortos que continuaram a receitar medicamentos em 2010. Calcula-se que cerca de 40 por cento dos gastos do Estado com a comparticipação em medicamentos possa ser irregular.

E agora? Evidentemente, os crimes devem ser julgados. Mas é essencial compreender que a solução da nossa vida colectiva não pode ser entregue exclusivamente ao Direito Penal. Por duas razões fundamentais. Não é possível legislar sobre tudo e, depois, nesse quadro, seria necessário colocar um polícia junto de cada cidadão, mas, como os polícias também são cidadãos, ter-se-ia de pôr um polícia a guardar outro polícia e assim sucessivamente. Lá está Juvenal, que aqui já citei: "custos custodit nos; quis custodiet ipsos custodes?" (a guarda guarda-nos; quem guardará a guarda?).

Para dizer que a formação ética para os valores vinculativos (a honra, a virtude, a dignidade, o respeito, a lealdade, a solidariedade, a rectidão, a verdade...) é essencial.

Mas a questão é esta: quem formará para os valores? As famílias desestruturadas? As escolas sem norte e onde os professores lutam por um lugar de sobrevivência? A Igreja moralmente ferida? As televisões em guerra por audiências tolas?

Quando se instalou como valor primeiro o ter em vez do ser, começou a caminhada para o abismo. Por um lado, o ter; por outro, o individualismo.

O famoso sociólogo polaco Zygmunt Bauman, professor emérito da Universidade de Leeds (Reino Unido), chamou a esta situação "modernidade líquida". As nossas sociedades são individualistas, e nelas são precários os laços tanto íntimos como sociais. Diz ele: "Ao contrário dos corpos sólidos, os líquidos não podem conservar a sua forma, quando pressionados por uma força exterior, por mínima que seja. Os laços entre as suas partículas são demasiado fracos para resistir. Ora, este é precisamente o traço mais marcante do tipo de coabitação humana característico da 'modernidade líquida'. Daí, a metáfora que proponho."

Neste quadro, percebe-se a dificuldade de hoje para assumir compromissos de longo termo, pois não se quer restringir a futura liberdade de escolha. Daí a tendência para que "todos os laços que se dão sejam fáceis de desfazer, que todos os compromissos sejam temporários, válidos apenas até 'nova ordem'".

Cá está a dificuldade para manter o amor e a moralidade. Por um lado, quer-se um "parceiro leal e dedicado", mas, por outro, "ninguém se quer comprometer". E o cumprimento dos deveres morais "é custoso, não é uma receita para uma vida fácil e sem preocupações, segundo as promessas da publicidade para os bens de consumo".
Anselmo Borges, aqui

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Nem a morte escapa aos cortes

O Orçamento do Estado para 2012 limita o subsídio por morte, atribuído pelo Estado aos funcionários públicos, a um valor máximo de 2515 euros.Actualmente a lei estabelece que os familiares sobrevivos dos trabalhadores da Administração Pública têm direito a um subsídio equivalente a «seis vezes o valor da remuneração mensal» que o funcionário auferia. A proposta de orçamento para o próximo ano impõe um tecto ao montante atribuído, que não poderá agora ultrapassar os 2515 euros (seis vezes o indexante dos apoios sociais, que nesta altura está nos 419 euros).
De acordo com a lei - um decreto de 1995 que se integra no regime de protecção social da função pública - o subsídio por morte é atribuído, numa prestação única, ao cônjuge, descendentes ou ascendentes do trabalhador falecido, sendo pago pelos «serviços onde o funcionário exercia funções».
O diploma abrange os funcionários dos serviços e organismos da administração central, regional e local, os que trabalham na dependência da Presidência da República, da Assembleia da República e das instituições judiciárias, os magistrados judiciais e do Ministério Público, bem como o pessoal das Forças Armadas e das forças de segurança.
O subsídio é atribuído por morte de um trabalhador no activo (a atribuição não depende do falecimento em serviço, casos em que há um enquadramento legal específico), na situação de aposentado ou reformado.
A proposta do Orçamento do Estado esclarece que as alterações agora introduzidas «apenas são aplicáveis às prestações referentes a mortes ocorridas após a entrada em vigor do presente diploma».
Fonte: aqui

Purificadores de água são inúteis onde há rede pública

Os equipamentos apresentados no mercado como purificadores da água da torneira «não fazem qualquer sentido» em locais onde existe rede pública de distribuição, que tem qualidade adequada ao consumo, afirmou hoje fonte da entidade reguladora.
 
Veja aqui o texto todo.

sábado, 15 de outubro de 2011

Actualidade em três tempos

1 Passado. De quem é a culpa? Dos eleitores, que sempre acreditam e só punem em última instância. Dos políticos, que governam em função dos ciclos eleitorais, e às vezes dos amigos. Da Justiça, que raramente consegue identificar culpados. Dos decisores económicos, que se habituaram a olhar o lucro como valor absoluto. De todos nós, que, no fundo, aceitámos e gostámos do rendimento social de inserção, dos juros bonificados para a compra de habituação, da multiplicação dos empregos no sector do Estado. A verdade é que tivemos mais de 35 anos de grande desenvolvimento, sempre a subir a partir da entrada no espaço que hoje se chama União Europeia. Fomos acumulando défices excessivos, ano após ano, e aumentando a dívida pública, que hoje já passa os 100% do PIB. Extasiados pela facilidade da vida, pela multiplicação das auto-estradas e outras obras, pelo crédito fácil e barato, deixámos que os governantes enfraquecessem a Justiça e a investigação que agora dizem querer recuperar, descurassem os mecanismos de controlo do Estado que agora dizem pretender emagrecer, não exigissem da regulação, não combatessem o estado de corrupção crescente. O BPN é o símbolo deste país em regressão, onde as parcerias público-privadas formam um delta no qual desaguam todos os interesses. O povo que trabalha não sabe disto, ou compreende-o vagamente, mas este é o desesperante Portugal que existe, no qual cresce a indignação e não tarda romperá aos gritos pelas ruas.
2 Presente. Aqui chegados, não temos alternativa ao caminho apontado por Pedro Passos Coelho no arranque do horrível jantar de quinta-feira: é preciso colocar as contas em dia, cumprir as metas do défice, honrar a palavra dada aos credores. Só assim poderemos voltar a crescer e começar a pagar o que devemos. Não é popular dizer isto quando os sacrifícios que agora surgem carregam sobre quem nunca fez mais do que trabalhar honrada e esforçadamente enquanto os amigos daqueles que os pedem se entretiveram a delapidar o País. Essa é a perversidade do momento. Portugal tem uma economia frágil e está num mundo em crise, num espaço europeu ameaçado pela recessão e num sistema capitalista que se tornou, por perversidade e falta de escrúpulos, autofágico. Mas há gente que roubou e escapou; e há gente que na governação deu mostras de uma irresponsabilidade total. Ainda assim, temos de voltar a acreditar, na vida, no futuro, e esperar que esta onda de austeridade seja regulada pelo bom senso. Não é justo que o combate ao gigantismo do Estado seja feito apenas pela perda da qualidade de vida dos funcionários públicos. Há que calibrar estas medidas assim que possível - e, sobretudo, faz sentido acreditar neste caminho como uma maneira de chegar à renegociação inevitável com os credores. Cavaco Silva fez esta semana em Itália uma esclarecida declaração, à atenção dos líderes do eixo, que em seu tempo não cumpriram as regras hoje consideradas sagradas. Temos de fazer a nossa parte e pagar por anos de irresponsabilidade colectiva, é certo; mas a Europa não deve pensar que pode multiplicar realidades como a Grécia sem pagar por isso também um preço.
3 Futuro. Conhecedores das dificuldades financeiras, é preciso tratarmos da economia. Sem crescimento, inevitavelmente confirmar-se-á à fácil previsão da esquerda do bota-abaixo: recessão, desemprego. O Governo tem de acordar rapidamente com os bancos o recurso aos 12 mil milhões que a troika lhes destinou para fazerem face ao crédito. Esse dinheiro faz falta às empresas e já vai demasiado longo o braço-de-ferro que visa defender os actuais equilíbrios de poder dentro dos bancos que a utilização dessa linha poderia destruir.
Ah, e temos de descortinar o ministro da Economia. Ministro das Finanças, como vemos, existe. Vítor Gaspar tem inabaláveis convicções, e actua. Álvaro Santos Pereira desvanece-se todos os dias, cada vez mais apático, com a mesma facilidade com que se evaporou a sua receita mágica da descida da TSU sobre cujas virtualidades Pedro Passos Coelho, ainda não correctamente informado da realidade, tanto discorreu na última campanha (e que, agora, até a troika engoliu...). Se não houver rápidas novidades, está aqui, no Ministério da Economia, um problema que tem de ser resolvido.
JOÃO MARCELINO, aqui

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Educação dos filhos

Há, desde há muito, algum mal-estar entre professores e outros educadores acerca da maneira como os pais educam os seus filhos, o que traz reflexos negativos no comportamento dos mesmos.

E uma notícia recente vem confirmar que este problema não é só português. Uma sondagem realizada pelo Guardian Teacher Network, a que responderam cerca de 1922 docentes britânicos, dá conta que 50 por cento dos professores consideram que os alunos são hoje mais impertinentes do que quando entraram na profissão e 81 por cento destes consideram que o falhanço dos pais em cumprir o seu papel e a desagregação da família nuclear estão na base desta situação.
Sobre os pais, cerca de metade dos professores inquiridos especifica que estes os apoiam menos do que quando ingressaram na profissão. Entre os que assim pensam, 79 por cento atribuem esta mudança a um declínio das competências parentais; 65 por cento afirma que o valor dado à educação pelos pais diminuiu e 59 por cento sustenta que os horários de trabalho cada vez mais longos estão a afastá-los dos filhos.
No mesmo dia em que recebi esta notícia, uma mãe desabafava comigo a dificuldade em educar um dos filhos. E dizia-me: "Os professores acham que a culpa é minha e do pai, mas nós temos feito tudo o que está nas nossas mãos para o chamar à realidade. O mais velho tem bom comportamento e aproveitamento e este tem nos dado problemas que chegam."Fui professor, durante 16 anos, do 7.º até ao 12.º anos, e conheci casos em que efectivamente a culpa era dos pais mas outros deviam-se pura e simplesmente ao temperamento dos alunos e ao modo como o educador lidava com eles.

O papel dos pais é fundamental mas há miúdos que se deixam facilmente instrumentalizar por outros colegas, tanto para o bem como para o mal. E mais: um comportamento acomodado nem sempre dá bons resultados. Tenho dito isto muitas vezes aos catequistas. Já vi muitos miúdos com comportamentos difíceis a serem bons cristãos e bons pais e filhos e óptimos cidadãos e outros que nunca levantaram problemas a serem uns incapazes em todos os planos.
Quero com isto dizer que ninguém deve desanimar perante as dificuldades em educar as novas gerações.

In O Amigo do Povo

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Play-off do Euro 2012


Portugal vai jogar primeiro na Bósnia

Portugal vai defrontar a Bósnia no play-off de apuramento para o Euro 2012 que se realizará na Polónia e na Ucrânia, ficou decidido esta quinta-feira, em Cracóvia (Polónia). Repete-se o confronto que deu acesso ao Mundial da África do Sul, em 2010, quando a Selecção conseguiu dois triunfos pela margem mínima (1-0) frente à equipa dos Balcãs. O primeiro jogo será na Bósnia, a 11 de Novembro, ficando a decisão em território nacional, quatro dias mais tarde.

A maior estrela da Bósnia é o avançado Dzeko, do Manchester City, e que já foi colega do defesa português Ricardo Costa quando ambos estavam no clube alemão Wolfsburgo, tal como o meio-campista goleador Misimovic.
Outro conhecido dos portugueses é o médio Rahimic, do CSKA de Moscovo, que foi titular na final da Taça UEFA conquistada ao Sporting no relvado do Estádio de Alvalade.
Já o lateral-esquerdo Lulic integra o plantel da Lazio e é um dos adversários dos leões na fase de grupos da Liga Europa.

EQUIPA-TIPO DA BÓSNIA
Hasagic; Mujdza. Spalic, Pandza e Lulic; Rahimic, Pjanic, Medujanin e Misimovic; Ibricic e Dzeko
A Bósnia ficou em segundo lugar do Grupo D, com menos um ponto que a França, e não perde há seis jogos, tendo sofrido apenas um golo, de penálti, previsamente no encontro com os gauleses na última jornada do Grupo D.
A sua maior goleada até hoje teve por vítima o Luxemburgo, no dia 7 de Outubro, por cinco golos a zero. A pior derrota foi contra a Croácia, por 0-4, em 2006.

Quadro completo dos jogos:
Bósnia - Portugal
Turquia - Croácia
Estónia - Rep. da Irlanda
Rep. Checa - Montenegro

Fonte: aqui

Café e cirrose


O café pode contra-atacar os efeitos tóxicos do álcool no fígado e ajudar a evitar a cirrose, dizem pesquisadores. Num estudo com mais de 125.000 pessoas, uma xícara de café ao dia cortou o risco de cirrose alcoólica em 20%. Quatro xícaras ao dia reduzem o risco em 80%. O efeito benéfico mostrou-se constante para homens e mulheres de diversos grupos étnicos.
Ainda não está claro se a protecção vem da cafeína ou de algum outro ingrediente do café, diz um dos autores do estudo, o médico Arthur Klatsky. Ele, porém, adverte que é melhor cortar no álcool do que encharcar-se de café.
Nem todos os bebedores que abusam do álcool desenvolvem cirrose, uma cicatriz permanente do fígado que prejudica a capacidade do órgão filtrar as toxinas do sangue. Klatsky disse que a nova descoberta poderia ajudar a entender por que o fígado de algumas pessoas sobrevive ao abuso. A hepatite C e outras doenças também podem provocar cirrose. O café não se mostrou eficiente contra essas causas.
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O mesmo estudo mostrou que bebedores de café obtêm resultados melhores em exames para medir o funcionamento do fígado, independentemente de beberem álcool ou não.
In O Amigo do Povo

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Arquidiocese de Braga constrói hotel sénior

A Arquidiocese de Braga investiu 1,7 milhões de euros na construção de um hotel sénior, um espaço residencial para idosos com capacidade para 40 utentes.
Arquidiocese de Braga constrói hotel sénior
D. Jorge Ortiga
O equipamento foi baptizado de "hotel", porque não é um lar de idosos convencional, "dá plena liberdade de movimentos e total autonomia" aos utentes, segundo o bispo da diocese, Jorge Ortiga.
"É como se estivessem, de facto, num hotel, com a única diferença de que não ficam uma ou duas noites, mas sim para toda a vida", explicou o bispo à Lusa.
"Ali já funcionou a Casa Sacerdotal, agora vai funcionar um hotel sénior", acrescentou Jorge Ortiga, sublinhando que esta obra, além da requalificação do património da arquidiocese, visa também "combater o despovoamento" do centro da cidade.
"O que queremos é que seja um local de repouso mas também de convívio, de encontro de amigos, onde os utentes se sintam bem. É um espaço com muita qualidade e muita dignidade", acrescentou ainda o bispo.
O Betânia - Hotel Sénior tem quatro suites de casal, 18 suites individuais e sete duplas, e ocupa uma parte do edifício do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, no centro histórico da cidade, a "dois passos" da Sé. Os utentes pagam uma jóia de entrada e, depois, uma mensalidade fixa.
O hotel deverá começar a funcionar, no máximo, dentro de um mês, já que a obra está concluída, aguardando apenas pelas vistorias e pela licença de habitabilidade.
Fonte: aqui

EU NÃO QUERO ACREDITAR!
Penso que a Igreja não cessa de dar tiros nos pés!
Numa altura em que o desemprego atinge duramente o país - e  distrito de Braga é dos mais atingidos pelo flagelo, pois é o 3º  onde há maior falência de empresas - a arquidiocese bracarense investiu 1,7 milhões de euros na construção de um hotel sénior!!!
Tanta vez que o Arcebispo de Braga pede atenção para os mais necessitados, e agora este hotel???
Que falta de coerência entre palavras e actos!
Não são os ricos que precisam. Quem realmente precisa são os pobres e estes não cessam de aumentar.
Escandaloso!

Governo quer proibir reformas antecipadas antes dos 57 anos

A partir de janeiro de 2012, quem quiser pedir reforma antecipada não poderá fazê-lo antes dos 57 anos e sem que tenha completado 32 anos de descontos para a Segurança Social, noticia hoje o Jornal de Negócios.
De acordo com o documento preliminar a que o Jornal de Negócios teve acesso, a medida faz parte da proposta de Orçamento de Estado para 2012 discutida em Conselho de Ministros.
Até aqui, era permitido pedir reforma antecipada a partir dos 55 anos, e dos 30 de descontos, mediante um corte no valor da pensão. Mas o jornal avança que se o Governo seguir em frente com as intenções plasmadas no documento, a idade mínima para sair do mercado sobe para os 57 anos e com pelo menos 32 de descontos.
Outras medidas
Segundo o mesmo jornal, o Governo tenciona propor a alteração da fórmula de cálculo da taxa de penalização da reforma. Até 2011, descontava-se 0,5 por cento por cada mês de antecipação até aos 65 anos, mas a partir de janeiro a penalização será de 6 por cento ao ano, independentemente da reforma ter sido antecipada em 1 ou 12 meses.
Mantém-se, porém, a redução da penalização em 12 meses por cada período de 3 anos que exceda os 32 anos de descontos.
O documento prevê também uma redução para metade do acréscimo no pagamento aos trabalhadores da função pública pelas horas extraordinárias até final de 2013.
Em cima da mesa, está ainda uma outra proposta. Os aposentados da função pública que ganham entre 485 euros e 727,5 euros podem perder a isenção de descontos para a ADSE a partir de 2012, passando a descontar 1,5 por cento do valor da pensão.
Fonte: aqui

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

SISTEMA OPERATIVO DO CASAMENTO

Prezado Técnico.
Há um ano e meio troquei o programa [Noiva 1.0] pelo [Esposa 1.0] e verifiquei que o Programa gerou um aplicativo inesperado chamado [Bebê.exe] que ocupa muito espaço no HD.

Por outro lado, o [Esposa1.0] se auto-instala em todos os outros programas e é carregado automaticamente assim que eu abro qualquer aplicativo.
Não funcionam mais aplicativos como [Cerveja_Com_A_Turma 0.3], [Noite_De_Farra 2.5] ou [Domingo_De_Futebol 2.8] e o sistema trava assim que eu tento carregá-los novamente.
Além disso, de tempos em tempos um executável oculto (vírus) chamado [Sogra 1.0] aparece, encerrando abruptamente a execução de um comando.
Não consigo desinstalar este programa. Também não consigo diminuir o espaço ocupado pelo [Esposa 1.0] quando estou rodando meus aplicativos preferidos.
Sem falar também que o programa [Sexo 5.1] sumiu do HD.
Eu gostaria de voltar ao programa que eu usava antes, o [Noiva 1.0], mas o comando [Uninstall.exe] não funciona adequadamente.
Poderia ajudar-me? Por favor!
Ass: Usuário Arrependido

  RESPOSTA:
Prezado Usuário.
Sua queixa é muito comum entre os usuários, mas é devido, na maioria das vezes, a um erro básico de conceito: muitos usuários migram de qualquer versão [Noiva 1.0] para [Esposa 1.0] com a falsa idéia de que se trata de um aplicativo de entretenimento e utilitário.
Entretanto, o [Esposa 1.0] é muito mais do que isso: é um sistema operacional completo, criado para  controlar todo o sistema!
É quase impossível desinstalar [Esposa 1.0] e voltar para uma versão [Noiva 1.0], porque há aplicativos criados pelo [Esposa 1.0], como o [Filhos..dll], que não poderiam ser deletados, também ocupam muito espaço, e não rodam sem o [Esposa 1.0].
É impossível desinstalar, deletar ou esvaziar os arquivos dos programas depois de instalados. Você não pode voltar ao [Noiva 1.0] porque [Esposa 1.0] não foi programado para isso.
Alguns usuários tentaram formatar todo o sistema para em seguida instalar a [Noiva Plus] ou o [Esposa 2.0], mas passaram a ter mais problemas do que antes.
Leia os capítulos 'Cuidados Gerais' referente a ' Pensões Alimentícias' e 'Guarda das crianças' do software [CASAMENTO].
Uma das melhores soluções é o comando [DESCULPAR.EXE /flores/all] assim que aparecer o menor problema ou se travar o programa. Evite o uso excessivo da tecla [ESC] (escapar).
Para melhorar a rentabilidade do [Esposa 1.0], aconselho o uso de [Flores 5.1], [Férias_No_Caribe 3.2] ou [Jóias 3.3].
Os resultados são bem interessantes!
Mas nunca instale [Secretária_De_Minissaia 3.3], [Antiga_Namorada 2.6] ou [Turma_Do_Chopp 4.6 ], pois não funcionam depois de ter sido instalado o [Esposa 1.0] e podem causar problemas irreparáveis ao sistema.
Com relação ao programa [Sexo 5.1], esqueça! Esse roda quando quer.
Se você tivesse procurado o suporte técnico antes de instalar o [Esposa1.0] a orientação seria: NUNCA INSTALE O [ESPOSA 1.0] sem ter a certeza de que é capaz de usá-lo!
Ass: Técnico

(Enviado por email)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A BANDA DESENHADA QUE EMOCIONOU O MUNDO

Quando tu eras bem pequeno...

...eles gastavam horas a ensinar-te a usar os talheres nas refeições...

... ensinaram-te a vestir, a amarrar os cordões dos sapatos, a abotoar a camisa..

limparam-te quando sujavas as fraldas, ensinaram-te a lavar o rosto e a tomar banho, a pentear os teus cabelos...

...ensinaram-te valores humanos...

Por isso...

...quando eles ficarem velhos um dia...

...quando eles começarem a ficar mais esquecidos e demorarem a responder...

...não te chateies com eles...

...quando eles começarem a esquecer-se de fechar os botões da camisa, de amarrar os cordões dos sapatos...

...quando eles começarem a sujar-se nas refeições...

...quando as mãos deles começarem a tremer enquanto penteiam cabelo...

...por favor, não os apresses... Porque tu estás a crescer aos poucos, e eles estão a envelhecer...

...basta a tua presença... a tua paciência... a tua generosidade... a tua retribuição...

...para que os corações deles fiquem aquecidos...

...se um dia eles não conseguirem equilibrar-se ou caminhar direito...

...segura firmemente as mãos deles e acompanha-os bem devagar respeitando o ritmo deles durante a caminhada... da mesma forma que eles respeitaram o teu ritmo quando te ensinaram a andar...

Fica perto deles... Assim como...

...eles sempre estiveram presentes na tua vida, sofrendo por ti... Torcendo por ti...
e vivendo "POR TI"
“Não eduques o teu filho para ser rico, educa-o para ser feliz”.
“Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO”
(Max Gehringer)
(Enviado por ermail)