sábado, 30 de março de 2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

A lata

O contrato com Sócrates para ser comentador semanal no canal público de televisão

O que Sócrates deve fazer é assumir as suas responsabilidades na crise, e pedir desculpa aos portugueses - e para isso basta uma entrevista pontual, sóbria, esclarecedora e responsável. É isso que os Portugueses merecem, é disso que a nossa democracia precisa, e é a isso que o Partido Socialista tem direito. Ficar a pastar nos comentários, pelo contrário, é puro circo político, e do pior: é usar o horário nobre do serviço público de televisão para jogadas de baixa política e de pura revanche política pessoal.

Veja aqui o texto todo, da autoria de MANUEL MARIA CARRILHO

quarta-feira, 27 de março de 2013

segunda-feira, 25 de março de 2013

VW Autoeuropa compra 839 milhões em Portugal

VW Autoeuropa compra 839 milhões em Portugal

domingo, 24 de março de 2013

sábado, 23 de março de 2013

O canal Sócrates

O regresso de José Sócrates prova que, como diz o povo, o criminoso volta sempre ao local do crime.
O convite a José Sócrates para comentador da RTP pode ter uma de três finalidades. Em primeiro lugar, se levarmos em conta o que disse a oposição sobre outros episódios recentes, como o despedimento do diretor de Informação, Nuno Santos, trata-se de uma jogada política de Miguel Relvas, que detém a tutela da televisão do Estado.
Neste caso, a finalidade seria tentar entalar António José Seguro. Com alguma razão, o atual líder do PS tem procurado fugir como o diabo da cruz da pesada herança que José Sócrates deixou ao partido e ao País.
Será uma pura maldade obrigar Seguro a ter de assistir todas as semanas às preleções do ex-primeiro-ministro socialista na RTP. Esta versão peca, porém, por atribuir a Relvas dotes políticos maquiavélicos que o ministro manifestamente não tem.
A segunda finalidade é mais prosaica: o regresso de José Sócrates prova que, como diz o povo, o criminoso volta sempre ao local do crime. A verdade é que, apesar dos supostos estudos filosóficos em Paris, o ex-líder do PS manteve sempre a ligação direta ao seu grupo de fiéis em Portugal.
A última vez que foi comentador na RTP, na altura com Santana Lopes, isso serviu-lhe de rampa de lançamento para se candidatar a primeiro-ministro. Neste cenário, o ex-líder do PS tentará agora reabilitar a imagem, porque ainda sonha com a possibilidade de ser Presidente da República em 2016.
A terceira hipótese é simples: a RTP pretende concorrer com os privados na guerra de audiências do comentário político. Sócrates, por ser odiado, mas também venerado por alguns, pode aumentar o número de telespectadores do canal público.
Falta saber se a televisão do Estado deve usar este tipo de argumentos, uma vez que é paga pelos contribuintes, que tão depauperados ficaram com os seis anos de governo do putativo comentador. Seja como for, à RTP exige--se serviço público. Espera-se, por isso, que Sócrates responda a algumas perguntas. A começar pela razão por que negociou com a troika o pagamento de 40 mil milhões de euros até 2021, pelos empréstimos contraídos, sendo que quase 10 mil milhões terão de ser reembolsados já em 2016. Ao contrário do que o próprio disse em Paris, as dívidas têm de ser pagas. Por todos nós.
Paulo Pinto Mascarenhas, Jornalista, aqui

quarta-feira, 20 de março de 2013

Devem ler o livro "O "Mundo da Sofia" [Jostein Gaarder] e ficam a saber tudo sobre filosofia e sobre fé "

A penhora do Cristo-Rei e o beijo do cardeal

 
Ontem Belmiro de Azevedo disse que se não houvesse salários baixos, não haveria emprego. De imediato foi contrariado. Em particular, porque com salários baixos as pessoas pouco compram nas lojas do Sr. Sonae. E em geral, porque como alguns dizem, o consumo é que cria emprego, não os patrões (o que também não é linearmente verdade, mas não adianta entrar aqui em pormenores).

Em todo o caso, o que muito me admirou foi os patrões pedirem o aumento do ordenado mínimo. Não sei se a notícia era a mesma, porque desde há uns anos ver notícias na televisão, cá em casa, é coisa quase impossível a horas decentes, mas estava certamente no mesmo bloco temático.

Os patrões acham que o ordenado mínimo é curto. É mais do que curto, é miserável. Mas porque não o aumentam? É preciso o Estado aumentar o ordenado para os patrões o seguirem? Confesso que ver patrões queixarem-se que o Estado devia aumentar o ordenado mínimo foi dos episódios mais surreais dos últimos tempos.
E vai daí, fui ler a entrevista que Belmiro de Azevedo deu ao “Público” no dia 10 de março. Partilho agora estas pérolas, com destaque para o beijo do cardeal por o engenheiro ter evitado a penhora do Cristo-Rei. Também achei piada à sugestão de ler “O Mundo de Sofia” (da?) para ficar a saber tudo sobre filosofia e fé.

Revista 2 - É um homem católico?
Belmiro de Azevedo - Sou baptizado. Não fiz a segunda comunhão e agora vejo-me à rasca para rezar o terço. É o tal problema. Uma vez fui com a minha mulher a Coimbra quando morreu a irmã Lúcia e fui apanhado na fila e transformaram-me logo em crente. Não tenho nada contra. Esta história dos milagres não me incomoda nada. Quem acredita acredita.
Até há bem pouco tempo a Sonae era a única entidade a ter ganho uns milhões com o negócio em televisão?

... TVI?
De alguma maneira contratámos alguém, o José Eduardo Moniz [ex-director geral], que acabou por vir a ser, provavelmente, a pessoa mais importante da TVI dos últimos anos. Ele não tinha emprego. Conhecia-o de quando estudámos a entrada [da Sonae] na televisão. E, então surgiu aquela hipótese, pois a Igreja estava com alguns problemas.

Estamos em 1998 [aquisição e venda de créditos da TVI pela Sonae Tecnologias]?
Sim. Até levei um beijo na testa do cardeal-patriarca que estava no Centro Cultural de Belém. Fui ter com o João Salgueiro [presidente da CGD] para saber se a CGD ia executar a penhora que estava a garantir a dívida da Igreja. Sabem o que estava penhorado? O Cristo-Rei e o Santuário de Fátima. A Sonae assumiu a posição na TVI e assegurou que ia estudar uma solução que possibilitasse à CGD não fazer a penhora. As responsabilidades foram transferidas para nós. Estivemos lá mais ou menos seis meses. O Paes do Amaral arranjou o dinheiro, levantou-o e pagou tudo.
 
(…)
Como é que olha para a decisão de Bento XVI de resignar?
O Papa de quem mais gostei foi o João Paulo II. Sabe porquê? Porque era jogador de futebol. É outra louça. Uma vida frugal. Nesse aspecto senti-me mais próximo dele.

Compreende a decisão de Bento XVI?
Já devia ter feito há mais tempo. Uma vez, numa entrevista, na televisão, o bispo de Setúbal apertou-me: "Mas você tem ou não tem fé?" Respondi-lhe: "Se calhar a minha fé não é a sua definição de fé." Ter fé é diferente de se saber que o mundo vai ser diferente e que devo adaptar-me a essa mudança. Tenho fé de que o mundo vai ser sempre melhor. Agora, quem é o artista que está por detrás, quem fez o Universo... Devem ler o livro "O Mundo da Sofia" [Jostein Gaarder] e ficam a saber tudo sobre filosofia e sobre fé. A ideia de que existe um ser humano que concentra todos os poderes e insistir que um indivíduo, quando se sabe que não há nenhum corpo humano que não fique cada vez mais debilitado à passagem do tempo, deve ser Papa até ao fim, é uma coisa tola.

A Igreja deve adaptar-se aos novos tempos?
Há medida que a idade avança, até podemos ficar mais sábios, mas somos sábios mais ignorantes. Portanto, o Papa tomou a decisão correcta e a minha convicção é que daqui para a frente não voltará a haver cargos vitalícios. Foi esta, aliás, a decisão que tomei quando disse que não queria ter lugares executivos no grupo com mais de 70 anos. Vou fazer outras coisas que podem ser mais úteis.
Fonte: aqui

terça-feira, 19 de março de 2013

O conservador progressista


Fonte: aqui

RÓTULOS...

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Há quem não ponha etiquetas só nos produtos. Há quem também se apresse a colocar rótulos nas pessoas. Do Papa Francisco (como, aliás, acerca de João Paulo II e de Bento XVI) se diz que é aberto no social, mas conservador na doutrina. Releve-se o carácter depreciativo deste último qualificativo, quase a saber a decepção ou reprimenda. Acontece que o Papa não é dono, mas servo. A doutrina não é do Papa, é de Cristo. O Papa recebe, não cria doutrina. E, quanto a ser conservador, depende da perspectiva. Quem é mais conservador? É a doutrina em relação ao nosso tempo ou é o nosso tempo em relação à doutrina? Se pensarmos bem, a doutrina incomoda porque questiona, porque convida à mudança. E mudar (sobretudo mudar a vida) custa muito e dói bastante!

domingo, 17 de março de 2013

"A fé dos descrentes"

O sucessor interino de Hugo Chávez afirmou que a doença do falecido "rompia toda a normalidade", um regresso à tese de que o cancro fora "provocado" pelos EUA e por isso se distinguia dos cancros comuns, inofensivos e ocasionalmente agradáveis.

-Mas nem tudo é mau, e o sr. Maduro tem razões para festejar. Primeiro porque subirá provavelmente à presidência não interina. Depois porque, conforme explicou em palestra televisiva, Chávez subiu às alturas e encontrou-se com Cristo, que talvez num intervalo das conversas com Alexandra Solnado lhe confidenciou: "Chegou a hora da América do Sul." Ou seja, Chávez fez lóbi no Céu e colocou um argentino em Roma. Embora os motivos pelos quais Chávez não arranjou um Sumo Pontífice venezuelano fiquem por esclarecer, os restantes factos são indesmentíveis. Duvidar disto é duvidar do potencial cancerígeno da CIA, do progresso social da Revolução Bolivariana e dos suínos ciclistas.


Quanto ao Papa propriamente dito, o meu discreto ateísmo não me inspira grandes considerações. Em compensação, o ateísmo ruidoso de muitos não os impede de emitir palpites sucessivos acerca da matéria. Pelo menos em Portugal, os media trataram de ouvir avidamente as opiniões de gente sem qualquer vínculo ao catolicismo, o que faz o mesmo sentido que questionar um adepto dos Los Angeles Lakers sobre o momento do Sporting. Neste caso, o fã de basquetebol diria provavelmente não saber nada a propósito. Já os ateus militantes não só sabem imenso a propósito do Vaticano como insistem em partilhar a sabedoria connosco.

Padecendo de uma estranha maleita que os impede de viver em paz sem que o líder de uma fé a que se dizem radicalmente indiferentes concorde com eles, os ateus militantes receberam o Papa Francisco sob três perspectivas. A perspectiva simpática apreciou a circunstância de o homem vir do hemisfério sul (porquê?) e ter sido nomeado contra o "sistema" (apesar de ter sido o "sistema" a nomeá-lo). A perspectiva hesitante lamenta que o homem não defenda o casamento homossexual, o aborto, a eutanásia e, afinal, cada imperativo dos bem pensantes. A perspectiva desconfiada descobriu (ainda que, conforme se comprova no site do Bloco de Esquerda, à custa de manipulações fotográficas) a afinidade entre o sr. Bergoglio e a antiga ditadura argentina. Enquanto os cardeais não designarem um herege para pastorear os crentes, o catolicismo não se redime.
Alberto Gonçalves no DN deste domingo (aqui).

sábado, 16 de março de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Análise de Leonardo Boff: "O Papa Francisco, chamado a restaurar a Igreja"

Papa Francisco um homem de boas contas...

Na última quinta-feira, o Papa Francisco parou no hotel, propriedade do Vaticano,
onde costuma hospedar-se durante as visitas a Roma, e onde estava antes do início do conclave,
para recolher a sua bagagem, pagar a conta e cumprimentar os funcionários
 
Opinião do ex-franciscano Leonardo Boff sobre o Papa Francisco. Copiada daqui.

Nas redes sociais havia anunciado que o futuro Papa iria se chamar Francisco. E não me enganei. Por que Francisco? Porque São Francisco começou sua conversão ao ouvir o Crucifixo da capelinha de São Damião lhe dizer: "Francisco, vai e restaura a minha casa; olhe que ela está em ruinas”(S.Boaventura, Legenda Maior II,1).
Francisco tomou ao pé da letra estas palavras e reconstruíu a igrejinha da Porciúncula que existe ainda em Assis dentro de uma imensa catedral. Depois entendeu que se tratava de algo espiritual: restaurar a “Igreja que Cristo resgatara com seu sangue”(op.cit). Foi então que começou seu movimento de renovação da Igreja que era presidida pelo Papa mais poderoso da história, Inocêncio III. Começou morando com os hansenianos e de braço com um deles ia pelos caminhos pregando o evangelho em língua popular e não em latim.
É bom que se saiba que Francisco nunca foi padre mas apenas leigo. Só no final da vida, quando os Papas proibiram que os leigos pregassem, aceitou ser diácono à condição de não receber nenhuma remuneração pelo cargo.
Por que o Card. Jorge Mario Bergoglio escolheu o nome de Francisco? A meu ver foi exatamente porque se deu conta de que a Igreja, está em ruinas pela desmoralização dos vários escândalos  que atingiram o que ela tinha de mais precioso: a moralidade e a credibilidade.
Francisco não é um nome. É um projeto de Igreja, pobre, simples, evangélica e destituída de todo o poder. É uma Igreja que anda pelos caminhos, junto com os últimos; que cria as primeiras comunidades de irmãos que rezam o breviário debaixo de árvores junto com os passarinhos. É uma Igreja ecológica que chama a todos os seres com a doce palavra de “irmãos e irmãs”. Francisco se mostrou obediente à Igreja dos Papas e, ao mesmo tempo, seguiu seu próprio caminho com o evangelho da pobreza na mão. Escreveu o então teólogo Joseph Ratzinger: ”O não de Francisco àquele tipo de Igreja não poderia ser mais radical, é o que chamaríamos de protesto profético”(em Zeit Jesu, Herder 1970, 269). Ele não fala, simplesmente inaugura o novo.
Creio que o Papa Francisco tem em mente uma Igreja assim, fora dos palácios e dos símbolos do poder. Mostrou-o ao aparecer em público. Normalmente os Papas e Ratizinger principalmente punham sobre os ombros a mozeta aquela capinha, cheia de brocados e ouro que só os imperadores podiam usar. O Papa Francisco veio simplesmente vestido de branco e com a cruz de bispo. Três pontos são de ressaltar em sua fala e são de grande significação simbólica.
O primeiro: disse que quer “presidir na caridade”. Isso desde a Reforma e nos melhores teólogos do ecumenismo era cobrado. O Papa não deve presidir com como um monarca absoluto, revestido de poder sagrado como o prevê o direito canônico. Segundo Jesus, deve presidir no amor e fortalecer a fé dos irmãos e irmãs.
O segundo: deu centralidade ao Povo de Deus, tão realçada pelo Vaticano II e posta de lado pelos dois Papas anteriores em favor da Hierarquia. O Papa Francisco, humildemente, pede que o Povo de Deus reze por ele e o abençoe. Somente depois, ele abençoará o Povo de Deus. Isto significa: ele está ai para servir e não par ser servido. Pede que o ajudem a construir um caminho juntos. E clama por fraternidade para toda a humanidade onde os seres humanos não se reconhecem como irmãos e irmãs mas reféns dos mecanismos da economia.
Por fim, evitou toda a espetacularização da figura do Papa. Não estendeu os braços para saudar o povo. Ficou parado, imóvel, sério e sóbrio, diria, quase assustado. Apenas se via a figura branca que olhava com carinho para a multidão. Mas irradiava paz e confiança. Usou de humor falando sem uma retórica oficialista. Como um pastor fala aos seus fiéis.
Cabe por último ressaltar que é um Papa que vem do Grande Sul, onde estão os pobres da Terra e onde vivem 60% dos católicos. Com sua experiência de pastor, com uma nova visão das coisas, a partir de baixo, poderá reformar a Cúria, descentralizar a administração e conferir um rosto novo e crível à Igreja.
Fonte: aqui

quarta-feira, 13 de março de 2013

Duas opiniões sobre o novo Papa


O sucessor de Bento XVI, que renunciou ao pontificado, foi eleito no quinto escrutínio da reunião eleitoral iniciada esta terça-feira, após pouco mais de 24 horas de votações à porta fechada. Escolheu o nome "Francisco".
Francisco tem menos dois anos do que Joseph Ratzinger quando este foi eleito em abril de 2005, aos 78 anos.

Guilherme d'Oliveira Martins considera escolha do nome Francisco uma mensagem forte para todos os católicos

«Simplicidade» com que o sucessor de Bento XVI se dirigiu ao mundo constitui também um «sinal» para a hierarquia da Igreja

 O presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d’Oliveira Martins, considera o facto de a Igreja passar a contar com um Papa chamado Francisco uma mensagem forte para todos os católicos.
“Num tempo de imediatismo e de indiferença, de crise de valores e de perplexidade não pode passar despercebida a escolha do nome de um Santo de proximidade, de pobreza e de amor”, realça o antigo ministro da Educação, numa nota enviada hoje à Agência ECCLESIA.
O cardeal argentino D. Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires de 76 anos, foi escolhido hoje para suceder a Bento XVI, que resignou ao seu pontificado a 11 de fevereiro.
Guilherme d’Oliveira Martins destaca a questão do novo Papa, na sua primeira aparição publica, ter feito “questão de se dirigir a todos os homens e mulheres de boa vontade numa abrangente palavra de renovação e de esperança”.
Para o também presidente do Tribunal de Contas, a celeridade com que foi tratada a eleição do Papa argentino (bastaram cinco votações) “é um sinal positivo, do mesmo modo que é importante que tenha sido eleito um Sumo Pontífice vindo da América do Sul”.
Aquele responsável salienta a “simplicidade” com que o agora Francisco I se dirigiu à multidão na Praça de São Pedro e ao mundo, que na sua opinião constitui também um “sinal” para a hierarquia da Igreja.
“É preciso não esquecer que no Conclave de 2005 o novo Papa terá já sido um forte candidato o que atesta em prol do seu prestígio que pôde preservar junto dos restantes cardeais ao longo dos últimos anos”, sustenta.
Quanto ao futuro deste pontificado, para Guilherme d’Oliveira Martins “importa neste momento responder aos desafios muito fortes e intensos perante os quais a Igreja Universal se encontra”, acrescentando que “existem bons motivos de esperança”.
O fumo branco indicativo da eleição do novo Papa saiu hoje da chaminé colocada sobre a Capela Sistina a partir 19h06 locais (menos uma em Lisboa).
Francisco I tem menos dois anos do que Joseph Ratzinger quando este foi eleito em abril de 2005, aos 78 anos.

Vaticano: Franciscano Joaquim Carreira das Neves fala num Papa «inesperado»

Religioso mostra-se «muito feliz» pela eleição de Francisco I

O franciscano Joaquim Carreira das Neves considerou hoje como "inesperada" a eleição de Francisco I, um "Papa vindo de fora da Europa" mas confessou-se "muito feliz".
"Sinto-me muito feliz pelo colégio de Cardeais terem escolhido um Papa da Argentina, um país classicamente católico", disse em declarações à Agência ECCLESIA.
O teólogo confessou não conhecer muito bem o Papa eleito, apesar de já se ouvir falar neste nome e de não saber se é de uma "vertente intelectual" ou se é teólogo mas gostou das suas primeiras palavras proferidas na varanda de São Pedro.
"Pareceu-me ser um homem de extrema humildade e simplicidade e tocou-me particularmente a benção que deixou ao seu povo".
O pedido de oração a todo o povo surpreendeu o teólogo franciscano que considerou um "ato arrojado" e de grande "fraternidade".
O padre Carreira das Neves adiantou ainda que a escolha do nome é outra surpresa para a Igreja Católica que nunca teve um Papa Francisco.
"Como franciscano penso que se escolheu o nome por Francisco de Assis, acredito que poderá ser o Papa da renovação da Igreja", concluiu.
In agência ecclesia

terça-feira, 12 de março de 2013

Conclave começa hoje com rigoroso ritual

Conclave começa hoje com rigoroso ritual

Teve início às 10h  desta terça-feira (12) a missa que marca a abertura do conclave para a escolha do papa...

Os 115 cardeais que têm direito a voto e vão eleger o sucessor do papa Bento XVI (na foto)
foto: Agência Ansa
Teve início às 10h desta terça-feira (12) a missa que marca a abertura do conclave para a escolha do papa. Os 115 cardeais que têm direito a voto e vão eleger o sucessor do papa Bento XVI estarão concentrados para a primeira votação do conclave, marcada para às 17h . Eles participam de ritual, que inclui missa, juramento e uma pequena procissão a pé, acompanhada por cantores religiosos.
A previsão dos especialistas em Vaticano, os vaticanistas, é que o conclave dure de três a 11 dias. No século 20, as eleições mais rápidas foram as dos papas João Paulo II, em 1978, e Bento XVI, em 2005. A eleição do papa João Paulo II levou três dias. A mais longa do século passado foi a de São Pio X, que demorou cinco dias.
No conclave ocorrerá hoje apenas uma votação à tarde. A previsão é que a fumaça branca, no caso de eleito o papa, ou escura, se não houver consenso, seja emitida pela chaminé na Capela Sistina, na Praça de São Pedro, no fim da tarde ou começo da noite. O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, lembrou ontem (11) que quando Bento XVI foi eleito, em 2005, a fumaça branca foi vista no fim da tarde.
Antes da votação, os cardeais fazem um juramento de manter o sigilo sobre tudo o que ocorrer durante o conclave. Há um juramento comum e outro individual. No comum, cada cardeal, com a mão sobre o Livro dos Evangelhos, diz que: “Prometo e juro, assim que Deus me ajude e os Santos Evangelhos me guiem”.
O processo de votação segue um ritual, no qual cada cardeal escreve o nome do seu escolhido em uma cédula de papel, em tamanho retangular, e disfarçando a letra. Cada eleitor deve depositar a cédula, na presença de seis cardeais – três escrutinadores e a mesma quantidade de revisores.
Após a votação, as cédulas são contadas e recontadas. Cada um dos votos é costurado com linha e depois colocado no forno para ser queimado. A cor que revela se houve escolha do papa é dada por um produto químico que é adicionado. A cor branca indica que foi escolhido o sucessor. A cor escura mostra que o conclave ainda buscará o consenso.
Em caso de ausência de consenso, devem ocorrer até duas votações por dia durante o conclave. Para a eleição do papa, são necessários dois terços dos votos dos presentes, no caso 77 cardeais. Se em três dias não houver consenso, a votação deverá ser suspensa por 24 horas para orações e reflexões. Depois, são promovidos mais sete dias de votações até completar um total de 34.
Se depois de 34 votações não for alcançado o consenso, é feita uma eleição entre os dois candidatos que mais receberam votos. O escolhido deve dizer se aceita ser papa. Em caso positivo, ele é apresentado aos fiéis na Praça de São Pedro. Em seguida, são feitos os preparativos para a chamada cerimônia de coroação.
Fonte:  aqui

Os locais chave do Conclave - Globo - DN

Os locais chave do Conclave - Globo - DN

Dos 115 cardeais que participarão da eleição do sucessor do papa emérito Bento XVI, 60 são da Europa

segunda-feira, 11 de março de 2013

Marta invade jogo e morde dois futebolistas

Loris Benito, do Zurique,
apanhou o animal
mas foi mordido na mão
e chegou a ser assistido

Uma marta entrou no relvado de um jogo de futebol e a partida teve de ser interrompida.
Tudo se passou este fim-de-semana na Suíça, numa partida em que se defrontavam as equipas de Thun e Zurique, que acabou por vencer por 4-0.

O animal invadiu o campo e um dos jogadores, Loris Benito, do Zurique, apanhou o animal. No momento em que o retirava do terreno de jogo foi mordido.

Depois desta tentativa falhada, coube ao guarda-redes David da Costa, já munido de luvas, afastar a marta do local. O que não impediu o animal de voltar a morder a mão deste jogador...
A marta é um animal carnívoro da classe dos mamíferos.
Fonte:  aqui

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional das Mulheres

Ana Vicente no "Público", aqui

quinta-feira, 7 de março de 2013

"Deixa a Cúria, Pedro"

 
Deixa a Cúria, Pedro,
Desmonta o sinédrio e as muralhas,
Ordena que todos os pergaminhos impecáveis
sejam alterados
pelas palavras de vida e amor.
Vamos ao jardim das plantações de banana,
revestidos e de noite, a qualquer risco,
que ali o Mestre sua o sangue dos pobres.
--
A túnica/roupa é essa humilde carne desfigurada,
tantos gritos de crianças sem resposta,
e memória bordada dos mortos anónimos.
--
Legião de mercenários assediam a fronteira da aurora nascente
e César os abençoa a partir da sua arrogância.
Na bacia arrumada, Pilatos se lava, legalista e covarde.
--
O povo é apenas um "resto",
um resto de esperança.
Não O deixes só entre os guardas e príncipes.
É hora de suar com a Sua agonia,
É hora de beber o cálice dos pobres
e erguer a Cruz, nua de certezas,
e quebrar a construção - lei e selo - do túmulo romano,
e amanhecer
a Páscoa.
--
Diz-lhes, diz-nos a todos
que segue em vigor inabalável,
a gruta de Belém,
as bem-aventuranças
e o julgamento do amor em alimento.
--
Não te conturbes mais!
--
Como tu O amas,
ama-nos a nós,
simplesmente,
de igual a igual, irmão.
--
Dá-nos, com seus sorrisos, suas novas lágrimas,
o peixe da alegria,
o pão da palavra,
as rosas das brasas...
... a clareza do horizonte livre,
o mar da Galileia,
ecumenicamente, aberto para o mundo.
--
Pedro Casaldáliga, bispo emérito de S. Félix do Araguaia (Brasil), para reflexão pós-renúncia papal, aqui

A quinoa é um grâo muito benéfico para a saúde

 
 
A ONU declarou 2013 o Ano Internacional da Quinoa, um 'superalimento' produzido há milhares de anos nos Andes, e que surge agora como um "novo aliado na luta contra a fome".
A quinoa é pouco conhecida mas é um grâo muito benéfico para a saúde, pois é rico em ferro, fósforo, cálcio, vitaminas B1, B2 e B3.
Ela possui também vitaminas C e E, embora em menores quantidades. Grão originário da Bolívia, a quinoa tem alto poder nutritivo, e além da grande quantidade de vitaminas e minerais, é bastante rica em fibras.
 
O consumo da quinoa é mais difundido na forma de grãos, podendo ser utilizada na preparação de pães, pudins, massas para biscoitos ou panquecas, ou da forma que melhor agradar ao paladar do consumidor. É possível também cozinhar o grão e usá-lo na salada, ou em sopas ou junto com o arroz. No entanto, também as folhas podem ser consumidas refogadas e os botões das flores cozidos como brócolis.
Base da alimentação no império Inca, a quinoa ficou conhecida como grão sagrado. Outros benefícios do consumo desse cereal (que pode ser encontrado também na forma de flocos e farinha), são a prevenção de doenças como cancro de mama, osteoporose e problemas cardíacos. Ajuda, ainda, a melhorar a imunidade e a memória e a recuperar os tecidos.
Fonte: aqui

Leão mata mulher que fazia amor na selva

AQUI

quarta-feira, 6 de março de 2013

Pérolas da investigação criminal em Portugal - Piadas involuntárias e reais:

Excertos verídicos de autos elaborados pela GNR e PSP, peças processuais e Diligências
 
 
- Um agente da PSP desloca-se à residência de um casal que anda desavindo e escreve no auto de notícia que: "o sr. x anda muito frustrado porque pagou cerca de 5 mil euros pelos implantes mamários da sua mulher e suspeita que outro cidadão está a usufruir desses dividendos".

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 - A GNR participa acidente e explica que "naquele local o asfalto da estrada era de terra batida".

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 - O gatuno era "herdeiro e vozeiro naquele tipo de condutas".

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 - Auto de notícia em que se diz que a ofendida foi encontrada em "lã-jeri"

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- O arguido era "de raça nómada".
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 - Auto de notícia em que a GNR denuncia o furto de 24 galinhas das quais uma era galo.

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 - O arguido resolve acabar o seu requerimento de uma forma cordial: " Pede deferimento" e logo a seguir ... "As minhas sinceras condolências".

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 - "O denunciado proferiu vários impropérios na Língua de Camões e também em língua francesa"

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 - Diligência de inquérito: "Solicite à PSP que, em 48h, diligencie por identificar o denunciado que se sabe ter cerca de 16 anos e usar boné"

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 - Quem comete o crime de "borla" é um "borlista" profissional.
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 - Auto de denúncia : "enquanto proferiam tais ameaças permitiam-se ainda chamar nomes ofensivos tais como " vaca, jornalista, advogada, ladra, que era boa era para ir para a Ordem dos Advogados".

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 - Um arguido antes de bater no ofendido atirou-lhe com uma caixa em plástico, "nomeadamente um tampa-roer".

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 - "O arguido atirou um paralelo-ipípado".

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 - "O arguido trazia uma techerte azul às riscas".

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 - "Os meliantes colocaram-se em fuga, ao volante de uma Picap"

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  - Na sequência de uma queixa por crime de furto de um veículo a GNR informa que recuperou a dita viatura no entanto a mesma vinha cheia de moças.

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 - Caso de uma averiguação de causa de morte em que foi determinada a "autópsia parcial" do cadáver.

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 Exmo Sr. Procurador
Venho comunicar a V. Exa. que na EN que liga Penamacor ao Sabugal foi encontrado um cadáver morto, que pela fala parece ser espanhol...
 


(Enviado por email)

sexta-feira, 1 de março de 2013

Jorge Palma | Grândola, Vila Morena



A um dia da manifestação organizada pelo movimento "Que Se Lixe a Troika", Jorge Palma reinterpreta canção icónica de José Afonso.

"É bom centrarmo-nos e, sobretudo, citando o nosso maestro Victorino de Almeida, não deixarmos que Portugal se torne numa espécie de cão abandonado que lambe as mãos do primeiro que lhe der qualquer coisa para comer. Merecemos ser muito mais que isso, haja dignidade, coragem, inteligência e solidariedade de facto. Isto está só a começar, o rumo da locomotiva está nas nossas mãos. Boa viagem". Esta mensagem publicada no Facebook de Jorge Palma acompanha um vídeo com uma versão de "Grândola Vila Morena", uma das senhas do 25 de abril e canção de protesto.

Terão lugar amanhã em todo o país manifestações organizadas pelo movimento "Que se lixe a troika", onde Jorge Palma é presença confirmada. O principal objetivo deste protesto assenta na luta contra as políticas de austeridade do atual governo.

A canção composta por José Afonso em 1964 e apresentada ao vivo pela primeira vez na Galiza, em 1972 (um ano depois de ter sido incluída no álbum Cantigas do Maio, reeditado em 2012), ganhou novo destaque nas últimas semanas depois de um grupo de cidadãos ter cantado, de surpresa, "Grândola, Vila Morena" no Parlamento português, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

A 16 de fevereiro, a canção chegou também a Espanha. Numa manifestação em Madrid, cidadãos do país vizinho interpretaram a música que serviu de senha à Revolução do 25 de Abril, em Portugal, há 39 anos.

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