quarta-feira, 31 de julho de 2013

terça-feira, 30 de julho de 2013

Uma entrevista notável. A Igreja tem de ser como uma mãe

Uma entrevista notável. A Igreja tem de ser como uma mãe. Não pode comunicar por carta. Tem de estar perto. Tem de ser próxima. Tem de tocar. Tem de se deixar tocar. Os simples entendem a mensagem. Para ler, guardar e não desperdiçar!

Casamentos de uma vida inteira. Ou mais.


Há dias, um jornal dizia que tinha surgido em Portugal um sítio eletrónico para os casados cometerem infidelidades. E já levava não sei quantas mil inscrições. Julgo que trinta mil. Na "2", do "Público" de domingo surgiu entretanto uma das mais belas capas dos últimos tempos.
Fonte: aqui

segunda-feira, 29 de julho de 2013

"La seguridad es confiar en un pueblo", diz Papa Francisco



El 'milagro' ocurrió la pasada noche, durante el vuelo que llevó a Francisco de regreso a Roma. Sólo una hora después de que el avión despegara, cuando nos encontrábamos a unos 7.000 pies de altura, el Pontífice compareció ante los 71 periodistas que le acompañábamos en el vuelo papal. Y durante una hora y veinte minutos estuvo respondiendo a las preguntas que se le hicieron. Sin censuras previas: se le podía preguntar absolutamente sobre cualquier tema. Y, de hecho, le fueron planteadas cuestiones incómodas, peliagudas. Francisco respondió a absolutamente todas las preguntas, de manera directa, sin escaquearse y sin perder en ningún momento la sonrisa.

- "Tantas veces en la Iglesia, con relación a este caso y a otros casos, se va a buscar los pecados de juventud y se publican. Y hablo de pecados, no de delitos como los abusos de menores. Pero si una persona -laica, cura, o monja- comete un pecado y luego se arrepiente, el Señor la perdona. Y cuando el Señor perdona, olvida".

- "Hay santos en la Curia. Aunque también hay alguno que no es tan santo. Y esos son los que hacen más ruido. Ya sabéis que hace más ruido un árbol que cae que un bosque que crece. Y me duelen esas cosas.

- "Si una persona es gay y tiene buena voluntad, ¿quién soy para criticarlo?"

- "Cuando uno se encuentra con una persona así, debe distinguir entre el hecho de ser gay del hecho de hacer lobby, porque ningún lobby es bueno".

- "Pase lo que pase con el IOR, sus características deben ser "transparencia y honestidad".

- Otro periodista le preguntó sobre su relación con Benedicto XVI: "Es como tener al abuelo en casa, pero el abuelo sabio. En una familia el abuelo está en casa, es venerado, es amado, es escuchado. Él es un hombre de una prudencia... No se mete".

- "Una austeridad general es necesaria para todos los que trabajamos en el servicio de la Iglesia".

- Se mostró sorprendido cuando le comentamos que había dado la vuelta al mundo su imagen subiendo al avión y llevando en la mano un maletín negro. "¿Qué llevaba dentro?", le preguntamos. "No había dentro la llave de la bomba atómica. Llevaba el maletín porque siempre lo he hecho. Cuando viajo lo llevo. Dentro llevo la cuchilla de afeitar, el breviario, la agenda, un libro para leer", indicó. "Debemos habituarnos a ser normales. La normalidad de la vida".

- Sobre la posibilidad de que las mujeres sean ordenadas sacerdotes fue categórico: "Esa puerta está cerrada". Pero, a cambio, aseguró que "la Iglesia es femenina" e instó a que las mujeres ocupen espacios más allá de sus roles habituales.

- "¿Usted sabe la de veces que he tenido ganas de pasear por las calles de Roma?", señaló. "Porque a mí me gusta andar por las calles, me gustaba tanto y en ese sentido me siento un poco enjaulado.

Leia aqui  a entrevista toda .

domingo, 28 de julho de 2013

O Papa Francisco, o príncipe William e os nossos políticos

O príncipe William, futuro rei inglês, fui à maternidade buscar sua mulher e seu primeiro filho recém nascido.
Quem conduziu o carro? O príncipe William.

 O Papa Francisco fui ao Brasil. Viram-no a transportar a sua própria pasta? E olhem que não era por falta de secretários...
Viram o automóvel que o Papa usou no Brasil? Um Porsche? Um bruto Mercedes? Nada disso. Um simples Fiat que é o carro mais usado pelos mais pobres no Brasil.

Vêem os nossos políticos? Que carros usam num país em gravíssima crise? Brutas máquinas. São eles a conduzir esses carros? Não, têm multidões de condutores.
Quem paga essas bombas e remunera esses condutores? O povo, esmagado pela crise.
Se os carros fossem deles e se fossem eles a remunerar os condutores, nada tínhamos com isso. Mas não é o que acontece.

Senhores políticos portugueses, bem podiam aprender alguma coisinha...

sábado, 27 de julho de 2013

A “Gamar com Style”.


Os três estádios da existência e o combate da fé

Deixou uma obra filosófica importante, um dos fundamentos das posteriores filosofias da existência - é dele o adjectivo "existencial". Refiro-me a Sören Kierkegaard, cujo segundo centenário se celebra este ano - nasceu em Copenhaga em 1813.

O que lhe interessava não era o saber na sua pureza teórica, mas como agir e viver. Escreveu: "O que no fundo me falta é ver claro em mim mesmo, saber o que hei-de fazer e não o que hei-de conhecer, excepto na medida em que o conhecimento deve preceder a acção. Trata-se de compreender o meu destino, descobrir aquilo que Deus no fundo quer de mim, encontrar uma verdade que seja tal para mim, encontrar a ideia pela qual possa viver e morrer."


Contra Hegel, cujo eco ouviu em Berlim, argumentou que não há um sistema da existência e do indivíduo. Ora, o decisivo é o indivíduo e a sua interioridade, a liberdade, a possibilidade, a angústia, o desespero, a salvação, numa decisão intransferível. Como dirá Unamuno, "eu sou único e não há outro eu no mundo", como também não há outro tu ou outro ele/ela.


É célebre a sua definição da existência humana como "uma relação que se relaciona consigo mesma ou, por outras palavras, como o que na relação faz com que a relação se relacione consigo mesma". É decisiva esta auto-referência, que é, inevitavelmente, hetero-referente. De facto, "uma relação que se relaciona consigo mesma -portanto, um eu -, tem que ter-se posto a si mesma ou ter sido posta por outro". Ora, a existência humana não se põe a si mesma e, por isso, a auto-relação é, necessariamente, relação a outro, o autor da relação, Deus, numa relação única de "comunicação existencial".


A existência está colocada perante três possibilidades fundamentais, a que chamou "estádios", não no sentido cronológico e lógico de passagem sucessiva de um a outro, mas de atitudes ou modos de existência. Seja como for, a passagem de um a outro não se dá dialecticamente, mas por um "salto" que transforma radicalmente a existência.


O estádio estético (do grego aisthesis, sensação, sensibilidade) tem a sua figura no Don Juan e caracteriza-se pela busca saltitante do gozo imediato das sensações, no instante fugidio da conquista, de prazer em prazer. Esta via da repetição hedonista desemboca no sentimento de frustração e melancolia e pode levar ao desespero. Pode dar-se então o salto para o estádio ético, empenhando a liberdade própria e assumindo a seriedade da existência, no cumprimento do dever e da responsabilidade, concretamente na relação estável e fiel com o outro no casamento. Mas, aqui, o indivíduo ainda está sob a lei geral. Só no estádio religioso o indivíduo se encontra verdadeiramente a si próprio e à sua singularidade no "abandono mais absoluto" a Deus, o totalmente Outro. O religioso é "o sério, e o sério é: o único". "Tornar-se cristão é a coisa mais decisiva que um homem pode tornar-se", pois resolve o seu "paradoxo": no tempo, decidir e encontrar a eternidade.


A fé tem o seu modelo em Abraão a quem Deus mandou sacrificar o filho. Segundo a exegese, o que o texto diz é que Deus põe termo aos sacrifícios humanos. Aliás, Kant, confrontado com o tema, escreveu que Abraão deveria ter dito a Deus que não era seguro que a voz que ouvia fosse de Deus, mas era certo que não devia matar. Kierkegaard, porém, coloca-se noutro plano: o do combate da fé, numa luta de vida e de morte com Deus. Deus põe à prova a fé de Abraão e o seu amor, quer ver se realmente O ama. Abraão, por sua vez, põe também Deus à prova: dispõe-se a matar o filho, mas, se Deus não intervier, só pode tornar-se ateu. Deus interveio. A fé e o amor são levados ao paroxismo.


Luterano, foi crítico ácido da Igreja oficial dinamarquesa: "Na sumptuosa catedral, eis que aparece o Reverendíssimo e Venerabilíssimo pregador da Corte, o eleito do grande mundo, e aparece perante um círculo de uma elite e prega com emoção sobre este texto que ele mesmo escolheu: "Deus escolheu o que é humilde e desprezado no mundo" - e ninguém se põe a rir." Mas, já à beira da morte, foi-lhe perguntado se acreditava em Jesus Cristo. E ele (cito de cor): "Sim. Em quem haveria de acreditar nesta hora?"

Anselmo Borges, aqui

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Comparando 1964 com 2012

Situação: O fim das férias.
Ano 1964:
Depois de passar 15 dias com a família, numa caravana atrelada a um Fiat 600, pela costa de Portugal, ou passar esses 15 dias na praia do Castelo do Queijo, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.
Ano 2012:
Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.

Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.
Ano 1964:
Não se passa nada.
Ano 2012:
As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e diarreia.

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer um cabo para uma fisga.
Ano 1964:
O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2012:
A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.
Ano 1964:
Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2012:
A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar. O Correio da Manhã faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar uma equipe de reportagem à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.
Ano 1964:
Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2012:
Administram ao Jaime umas valentes doses de calmantes. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai pega num cinto e espeta-lhe uma valente tareia.
Ano 1964:
O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2012:
Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.
Ano 1964:
Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2012:
A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.
Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.
Ano 1964:
Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um vai para sua casa.
Amanhã são colegas.
Ano 2012:
A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.
(Recebido por email)

quinta-feira, 25 de julho de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O NINHO VAZIO

Que filmagem fabulosa! O que dizer diante de imagens como estas? Apenas agradecer a quem teve a paciência de registar e nos proporcionar essa beleza ímpar. Final emocionante, encontrar o ninho vazio e a resignação da missão cumprida... onde a semelhança é (salvo raras exceções) bem próxima da realidade das nossas vidas.

AQUI

terça-feira, 23 de julho de 2013

Declaração de AMOR à Língua Portuguesa ( REDACÇÃO )


 
Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito.”O Quim está na retrete”: “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.
No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum, o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento, e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados; almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, ”algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.
No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa.
No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?
A professora também anda aflita. Pelo visto, no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português, que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo, o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer, dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)
Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou: a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens, ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.
E pronto, que se lixe, acabei a redacção - agora parece que se escreve redação.O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.
E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.

João Abelhudo, 8º ano, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática


Este texto é da autoria de Teolinda Gersão. Escritora, Professora Catedrática aposentada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. ( Escreveu-o depois de ajudar os netos a estudar Português ) 

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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Justiça em questão

 
O Tribunal da Relação de Guimarães, no âmbito de uma acção de divórcio obrigou um homem a pagar uma indemnização de 5 mil euros à ex-mulher por destruir a união. Estiveram casados durante 26 anos, mas um dia o homem disse à esposa que queria o divórcio. Ela não concordou e o tribunal acaba de decretar a multa ao ex, por ter "feito ruir um projecto de vida". Segundo a mulher, o seu ex-marido foi o "único e exclusivo" culpado pelo fim da união, pelo que avançou com uma acção litigiosa contra o mesmo, alegando "violação reiterada dos deveres de respeito, fidelidade, coabitação, cooperação e assistência", cita o Diário de Notícias.
Quantas e quantas pessoas são vítimas de injustiças semelhantes?! Se a moda pega, haverá muita gente a ser condenada nos nossos tribunais!...
Outra questão ainda mais grave é a do aumento dos chamados crimes de sangue, muitos que acabam em assassínios de pessoas. Ultimamente todos os dias eles estão a acontecer e tantas vezes por motivos fúteis. Parece que há necessidade de as penas serem mais graves e sobretudo mais dissuasórias.
Pondo de lado a pena de morte que me parece desadequada, há que encontrar um castigo que faça pensar duas vezes o criminoso. Qual e como não sei. Deixo esse estudo aos juristas e governantes. O que não me parece bem é que os criminosos sejam encarcerados por alguns poucos anos e ainda por cima vivam por conta do estado sem nada fazerem de útil para a sociedade. E pior ainda, se em vez de serem "requalificados" – a palavra agora parece estar em moda! – acabam por ficar ainda mais mestres no crime.
Fonte: aqui

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Bolero De Ravel - Orquesta Filarmónica De Munich

Alho e alergias



O alho é o remédio preferido dos adeptos da medicina natural. Há cerca de 5 mil anos é usado medicinalmente, sendo considerado uma das plantas medicinais mais versáteis e eficazes.
Entre as doenças que ele trata estarão a asma, a artrite, a bronquite, distúrbios intestinais, dores de dentes, picadas de insectos e outros parasitas, problemas digestivos, problemas de rins, reumatismo, pressão arterial elevada, coqueluche, tuberculose e verrugas.
Sabe-se que o alho contém vitaminas B1, B2,C e a provitamina A, além de vários antibióticos naturais, agentes anticoagulantes e ingredientes controladores do colesterol.
Para além disso, o alho tem propriedades antialérgicas, segundo um cientista japonês. Yukio Tanaka, investigador do Instituto de Saúde Pública de Osaca, após experiências com ratos de laboratório, concluiu que o alho é o mais poderoso antialérgico de todos os vegetais que deu a comer às cobaias.
Em segundo lugar ficou a cebola mas Tanaka concluiu que o alho é antialérgico oito vezes mais activo do que esta.
Tradicionalmente, o alho é considerado como um alimento saudável, sobretudo para os idosos, pois é benéfico contra a hipertensão e a arteriosclerose.
Fonte: aqui
 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Saiba se é um íman de mosquitos



 
As pessoas com o grupo sanguíneo tipo O têm duas vezes mais probabilidades de servirem de refeição para mosquitos. Como se não bastasse, os investigadores japoneses que publicaram o estudo sobre a matéria descobriram também que este tipo de sangue é mais detetável por insetos do que qualquer outro.
CUIDADO COM A CERVEJA E COM A LUA CHEIA
Outra preferência destas irritantes criaturinhas voadoras, pelos vistos com gostos gourmet, está relacionada com a ingestão de cerveja. O consumo de apenas uma garrafa desta bebida alcoólica aumenta em muito o risco de ser picado. Deve ter atenção ao que bebe, não só por esta razão, mas também porque há insetos que gostam tanto de cerveja como você.
A Associação Americana de Controlo de Mosquitos alerta que estes sugadores de sangue são quinhentas vezes mais activos em noites de lua cheia. 
PÉS LAVADOS MOSQUITOS AFASTADOS
A par disto, se há mesmo cheiro que aguce o apetite a estes pequenos sanguinários é o forte odor de pés sujos. Numa experiência realizada pelo cientista Bart Knols foi descoberto que 75% dos insetos mostraram tendência para picar o pé do investigador enquanto transpirado, no entanto, após a lavagem, o mesmo pé foi picado apenas casualmente.
GRÁVIDAS SÃO ALVO PERFEITO
Muito se pondera sobre o grau de 'inteligência' dos insetos, no caso concreto dos mosquitos, estes dão sinais de um saber muito apurado, por exemplo, ao perceberem se uma mulher está grávida ou não. As futuras mães são picadas com mais frequência que as outras mulheres.
Nos estágios mais avançados da gravidez, as mulheres respiram 21 por cento mais, atraindo mais os mosquitos pela humidade e dióxido de carbono resultantes da sua respiração. Além disso, a barriga das grávidas é quase um grau mais quente do que o normal, o que produz substâncias no suor muito atrativas para os mosquitos. 
AS CORES QUE MICRO-DRÁCULA PREFERE
Se pensa em fugir quando vê este picador, não o faça. O dióxido de carbono e as substâncias expelidas pelo suor ajudam estes pequenos insetos a seguirem a sua presa para qualquer lado.
Como se a semelhança entre mosquitos e vampiros não fosse já suficientemente clara, está agora provado que estes autênticos micro-dráculas têm preferência por roupas escuras. Sendo que o preto está sempre na moda, é natural que esta seja a cor que mais os atrai. A seguir ao preto, segue-se o vermelho, que também é muito apetecido. Já perante o azul e o cinzento, é mostrada indiferença, enquanto para os repelir o melhor mesmo são o verde e o amarelo. 
RECEITA REPELENTE VEM DE LONGE
Para os mais céticos no que toca a medidas tradicionais de prevenção contra mosquitos - como o uso de repelentes que muitas vezes fazem alergia -, existem repelentes naturais provenientes da sábia mãe natureza. O ‘repelente dos pescadores' é uma receita antiga composta por 1/2 litro de álcool, 10 gramas de cravo-da-índia (2 colheres sopa) e 100 ml de óleo de bebé (ou óleo mineral, de amêndoas ou coco). Desta forma, irá afugentar os mosquitos e evitar o recurso a químicos, a principal componente dos repelentes vendidos nas lojas.
Fica por saber se, além dos mosquitos, esta receita também vai repelir todos os que se encontram à sua volta...

Fonte: aqui

terça-feira, 16 de julho de 2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

A ESTRANHA JUSTIÇA INGLESA


Em 2003, o deputado inglês Chris Huhne foi apanhado num radar em alta velocidade.
Na época, a então mulher dele, Vicky Price, assumiu a culpa.
O tempo passou e aquele deputado passou a Ministro da Energia, só que o seu casamento acabou. Vicky Price decide vingar-se e conta a história à imprensa.
Como é na Inglaterra, Chris Huhne, Ministro, demite-se primeiro do ministério e depois do Parlamento.

ACABOU A HISTORIA?
Qual quê! Estamos em Inglaterra...
... E em Inglaterra é crime mentir à Justiça. Assim, essa mesma Justiça funcionou e sentenciou o casal envolvido na fraude do radar em 8 meses de cadeia para cada um e uma 
multa de 120 mil libras.
Segredo de Justiça? Nem pensar, julgamento aberto ao público e à imprensa.
Quem quis, viu e ouviu.
Segurança nacional? Nem pensar, infractor é infractor.
Privilégio porque é político? Nada!
E o que disse o Primeiro Ministro David Cameron quando soube da condenação do seu ex-ministro?
'É uma conspiração dos media para denegrir a imagem do meu governo?" ou "É um atentado contra o meu bom nome e dos meus Ministros"?
Errado. Esqueçam, nada disso!
O que disse o Primeiro Ministro David Cameron disse, não foi acerca do seu ex-ministro, foi sobre o funcionamento da Justiça. E o que disse foi: 'É bom que todos saibam que ninguém, por mais alto e poderoso que seja, está fora do braço da Lei.'
(recebido por email)
 

 

 
 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

terça-feira, 9 de julho de 2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

D. Vitalino diz a que Igreja não esteve à altura de evitar descalabro político

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Demissões são fruto da irresponsabilidade do Governo e do facto de este não ter sabido dialogar, diz o bispo de Beja, que espera agora acção por parte do Presidente da República.  
O Bispo de Beja está preocupado com a instabilidade politica no país.

Para D. António Vitalino, que integra a Comissão Episcopal da Pastoral Social, houve irresponsabilidade na actuação dos políticos mas também falta de acção da Igreja. O bispo de Beja espera decisões rápidas por parte do Presidente da República.

D. António Vitalino critica os poderes políticos mas também a própria Igreja que, no seu entender, não esteve à altura do desafio.

“Creio que não estivemos à altura de ajudar a sociedade a entender-se no que é necessário e naquilo que é possível de maneira a evitar o descalabro que estamos a testemunhar. A hierarquia, mas também os católicos que estão na política deviam ter pensado melhor aquilo que são os princípios fundamentais de sociabilidade e da doutrina social da Igreja, ver o que se podia aplicar com justiça, com lealdade, o que seria possível na presente situação, ajudando o povo e os políticos a encontrar as melhores soluções.”

O bispo de Beja diz também, contudo, que houve irresponsabilidade do Governo nas demissões, e que este não apostou no diálogo como devia: “Não posso julgar as pessoas, mas há realmente alguma irresponsabilidade, por falta de diálogo, falta de colocar o bem comum acima dos interesses partidários e políticos. Creio que há aqui alguma irresponsabilidade.”

Um diálogo que também falhou com a oposição e com os parceiros sociais. Na opinião de D. Vitalino cabe ao Presidente da República encontrar uma solução para o país, e o mais rápido possível: “O Presidente da República terá de desempenhar um papel muito mais proactivo, não apenas aconselhando mas até tomando algumas decisões, na medida que a constituição permitir, para não permanecermos tanto tempo nesta instabilidade, que certamente será muito prejudicial para o país. Temos de ter decisões rápidas.”

Fonte: aqui

Passos/Ricardo


Transplante de medula é nova esperança na cura da sida

Veja aqui

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Uma crise patética

Há momentos em que a realidade supera a pior das expectativas. Esta crise política, que vai inevitavelmente conduzir à queda do Governo nos próximos dias, é um desses lamentáveis momentos.

Em menos de 24 horas, desertaram os dois ministros de Estado. Foi nomeada para a pasta das Finanças uma pessoa que está no centro de uma polémica discussão pública e parlamentar e que tomou posse num ambiente digno de um funeral. O líder do CDS ensaiou uma saída de cena que não contemplava a obrigação de explicar qual a posição futura do seu partido na coligação. E, a cereja em cima do bolo, o primeiro-ministro prosseguiu esta peça teatral de baixo nível fazendo um discurso caricato em que se nega a aceitar a realidade - e por isso não pediu até ao Presidente da República a exoneração de Paulo Portas (que foi apresentada como "irrevogável" em carta pública).

Estamos perante um dos mais caricatos episódios da política portuguesa desde que a Democracia se instalou em Portugal, em 1974. Absolutamente patético!

É óbvio que esta crise vai acabar em eleições a muito curto prazo.

Passos Coelho, que hoje vai a Berlim à espera que seja o CDS a explicitar o fim do Governo, está apenas a jogar com Paulo Portas uma incrível partida de xadrez que desmente o sentido de responsabilidade tantas vezes reclamado pelo Governo. Ambos querem empurrar para o outro o ónus de terem frustrado as expectativas do País. Apenas isso. Lamentavelmente, só isso. E, entretanto, os mercados vão fazendo as leituras devidas.

Passos Coelho e Paulo Portas podem querer continuar a reclamar terem ganho a batalha da credibilidade externa do País. Mas aprestam-se para deixarem os juros da dívida pública nacional de novo bem acima dos 7%, acompanhada de um exército de desempregados, um défice ainda descontrolado, um endividamento crescente, uma espiral recessiva instalada, centrais sindicais na rua e confederações patronais unidas na recusa deste caminho para a economia.

Esta é a realidade - e ela desmente o discurso do primeiro-ministro, que tem da ação do seu Governo uma perspetiva delirante.

É obvio que esta crise é má para Portugal. Mas sendo Passos Coelho e Paulo Portas os únicos responsáveis pelo que se está a passar, um elementar sentido mínimo de bom senso deve aconselhá-los a saírem de cena muito rapidamente. Se lhes faltar isso, resta esperar que Cavaco Silva saiba sair do estado de hipnotismo em que entrou e acabar com a palhaçada. O pós-troika, agora, vai ter de esperar. E o País precisa de saber se tem ou não Presidente da República.
JOÃO MARCELINO, aqui

terça-feira, 2 de julho de 2013

Pelo sim pelo não mais vale não ignorar...

Carros estacionados ao Sol
 
 POR ESSAS E OUTRAS É QUE, ÀS VEZES, PESSOAS SÃO ACOMETIDAS DE ENFERMIDADES GRAVES E NÃO SABEM A CAUSA.

 E nem se dá conta.....Olha o risco!
 Presta atenção!!! Isto é importante! 

Um carro estacionado na sombra durante um dia com as janelas fechadas pode conter de 400-800 mg de Benzeno. Se está ao sol, a uma temperatura superior a 16º C., o nível de Benzeno subirá a 2000-4000 mg, 40 vezes mais o nível aceitável...
                    

A pessoa que entra no carro, mantendo as janelas fechadas, inevitavelmente aspirará excessivas quantidades desta toxina.·
O Benzeno é uma toxina que afecta rins e fígado. E o que é pior, é extremamente difícil para o organismo expulsar esta substância tóxica.

Ar condicionado ou ar simples dos  Automóveis         
                 
O manual do condutor indica que antes de ligar o ar condicionado, deve-se primeiramenteabrir as janelas e deixá-las assim por um tempo de dois minutos,porém não especifica "o porquê", só deixa entender que é para seu "melhor funcionamento".
                    
Aqui vem a razão médica:

De acordo com um estudo realizado, o ar refrescante antes de sair frio, manda todo o ar do plástico quente o qual liberta Benzeno, que causa cancro (leva-se algum tempo a dar conta do odor do plástico quente no carro). Por isto é importante manteros vidros abertos uns minutos.

Por favor não ligar o ar condicionado ou simplesmente o ar, imediatamente ao se entrar no carro.
Primeiramente deve-se abrir as janelas e depois de um momento, ligar o ar e manter as janelas abertas até uns minutos.


Além de causar cancro, o Benzeno envenena os ossos, causa anemia e reduz os glóbulos brancos do sangue.

Umaexposição prolongadapode causar Leucemia, e incrementar o risco de outros tipos de cancro.
Também pode causar um
aborto. O nível apropriado de Benzeno em lugares fechados é de 50 mg/929 cm2. 

Assim, por favor, antes de entrares no carro, abre as janelas e a porta para que o ar interior saia e disperse esta toxina mortal.
(recebido por email)

segunda-feira, 1 de julho de 2013