sábado, 30 de novembro de 2013

Pedir recibo da gasolina - importante


Abastecimento de combustível:  coloque o número de contribuinte
     
     
       ABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEL POR MULTIBANCO OU A DINHEIRO
     
      Desta não sabia eu, mas a partir de agora é sempre EXIGIR RECIBO com
      nº de contribuinte!
     
      Cada vez que abastecemos o automóvel de combustível e não pedimos
      factura/ recibo com o número de contribuinte, as gasolineiras não
      pagam impostos !!!!!
     
      Nós pagamos os combustíveis aos preços mais caros da Europa.
     
      Guardem uma cópia do cartão de contribuinte no bolso ou decorem o
      número - são só nove dígitos. Quando pagarem o combustível por
      Multibanco ou a dinheiro... peçam sempre recibo com o vosso nº de
      Contribuinte (menos uma fuga aos impostos).
     
      Mas atenção ao recibo que lhe passam, não aceitem aquele que diz
      CLIENTE FINAL ou RECIBO EM APROVAÇÃO, pois que é mais uma esperteza
      das gasolineiras e esses não tem qualquer valor para as finanças...
     
      Sensibilize toda a família e amigos .... ponha-os ao corrente disto !!!
     
      Quantos mais tubarões destes pagarem impostos, talvez os "outros"
      tenham menos necessidade de nos virem anual e religiosamente aos
      bolsos!...
     
(Recebido por email)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O sapinho campeão era SURDO



Era uma vez um grupo de sapinhos que organizaram uma competição.
O objetivo era alcançar o topo de uma torre muito alta.
Uma multidão  juntou-se em volta da torre para ver a corrida e animar os competidores...
 A corrida começou...
Sinceramente ...Ninguém naquela multidão toda acreditava realmente  que sapinhos  tão  pequenos pudessem  chegar  ao  topo  da  torre.

Eles diziam coisas como:
 'Oh, é difícil DEMAIS!!
Eles NUNCA vão chegar ao topo.'
 ou:
'Eles não têm nenhuma chance de serem bem sucedidos. A torre é muito alta!'
E os sapinhos começaram a cair.
Um por um...  e  ... Só alguns poucos continuaram a subir mais e mais alto...
A multidão continuava a gritar
'É muito difícil!!! Nenhum vai conseguir!'
Outros sapinhos se cansaram e desistiram...   ...Mas UM continuou a subir, e a subir...
Este não desistia!
No final, todos os sapinhos tinham desistido de subir a torre. Com excepção do sapinho que, depois de um grande esforço, foi o único a atingir o topo!
Naturalmente, todos os outros sapinhos queriam saber como ele conseguiu !
Um dos sapinhos perguntou ao campeão como ele conseguiu forças para atingir o objetivo?
E o resultado foi...
Que  o  sapinho  campeão  era SURDO!!!!
A moral da história é:
Nunca dês ouvidos a pessoas com tendências negativas ou pessimistas......porque eles tiram-te os teus sonhos e desejos mais maravilhosos. Aqueles que tu tens no coração!
Lembra-te sempre do poder das palavras.
Porque tudo o que ouvires e leres irá afectar as tuas acções.
Portanto:
Sê  SEMPRE...  POSITIVO!
E acima de tudo:
Sê SURDO quando as pessoas dizem que TU não podes realizar OS TEUS sonhos!
Pensa sempre:
Eu POSSO fazer isto!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

A cultura do «descartável»

Assim como o mandamento «não matar» põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, assim também hoje devemos dizer «não a uma economia da exclusão e da desigualdade social». Esta economia mata. Não é possível que a morte por enregelamento dum idoso sem abrigo não seja notícia, enquanto o é a descida de dois pontos na Bolsa. Isto é exclusão. Não se pode tolerar mais o facto de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que passam fome. Isto é desigualdade social. Hoje, tudo entra no jogo da competitividade e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco. Em consequência desta situação, grandes massas da população vêem-se excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem perspectivas, num beco sem saída. O ser humano é considerado, em si mesmo, como um bem de consumo que se pode usar e depois lançar fora. Assim teve início a cultura do «descartável», que aliás chega a ser promovida. Já não se trata simplesmente do fenómeno de exploração e opressão, mas duma realidade nova: com a exclusão, fere-se, na própria raiz, a pertença à sociedade onde se vive, pois quem vive nas favelas, na periferia ou sem poder já não está nela, mas fora. Os excluídos não são «explorados», mas resíduos, «sobras».
(Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, publicada pelo Papa Francisco hoje)



Leia  aqui o texto todo.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Um mito em desconstrução

Tinha decidido não voltar a escrever sobre Mário Soares, porque este deixou de fazer parte do mundo da política para integrar outra realidade, outro mundo, outra galeria de personagens.Não faz hoje qualquer sentido comentar ‘politicamente’ as afirmações do fundador do PS. Mas existe um problema de outra natureza: Mário Soares está a destruir dia após dia a imagem respeitável que construiu ao longo de décadas. 
Todas as vezes que abre hoje a boca retira mais uma pedra da sua estátua imaginária. Vai pondo a nu os defeitos que antes conseguia esconder – e lança dúvidas sobre algumas qualidades que se lhe reconheciam.       

Soares nunca foi um ideólogo, nem um pensador, nem um modelo de virtudes, nem um poço de cultura, nem sequer um estadista. Soares sempre foi um hábil ‘manejador da política’, pouco preocupado com a coerência, implacável com todos os que se lhe atravessaram na frente, egocêntrico em alto grau Colocou-se sempre a si próprio à frente de tudo – da família, do partido e mesmo do país.  
Mas a habilidade com que manejava a política foi escondendo as características negativas e valorizando as virtudes. Encontrei muita gente, tanto à esquerda como à direita, que olhava para Mário Soares com uma veneração quase religiosa. Ora, esta sua involução acelerada está a pôr tudo em causa.  Há quem diga que isso tem pouca importância, porque aquilo que de bom Soares fez está feito, a obra está lá – e o que ele diz agora é irrelevante. É fácil ver como isto não é verdade.       

O processo começou em 1999, quando Mário Soares se candidatou imponderadamente à presidência do Parlamento Europeu e foi derrotado por Nicole Fontaine. Soares tinha algum prestígio na Europa – e esse passo em falso levou-o a perder um pouco da aura que criara (até pela sua reacção à derrota, dizendo que a mulher que o venceu deveria era estar em casa de avental).
 Depois foi a recandidatura, também insensata, à Presidência da República Portuguesa, em 2005.   Soares tinha saído de Belém venerado pelos portugueses quase como um Rei – e este novo passo em falso, agravado pelo facto de nem sequer ter conseguido ficar em 2.º lugar, retirou-lhe algo do que ganhara na passagem pela Presidência.  Outra coroa de louros de Soares tinha que ver com o modo como evitara a bancarrota em 1983, quando era primeiro-ministro, impondo (com a ajuda de Ernâni Lopes) uma corajosa política de austeridade. 
 Ora, as violentas críticas que agora faz à austeridade ofuscam de certo modo esse seu feito, lançando legítimas dúvidas sobre a convicção com que agiu naquela época.        

Mas a história não acaba aqui.  A imagem de marca que Soares construiu no período escaldante do pós-25 de Abril foi  a de um político pragmático e moderado, que não embarca em aventuras e não se deixa tentar pelas ilusões revolucionárias, muito em voga nos meios intelectuais daquela época.
 Ora, a linguagem radical e descabelada que agora utiliza, e a participação em manifestações frentistas de braço dado com o PCP e o Bloco de Esquerda, está a apagar essa imagem moderada. Finalmente, em 1975, quando o PCP dominava a rua e promovia sucessivas manifestações para assustar e condicionar o Governo, Soares insurgiu-se contra o ‘poder popular’, afirmando o primado do voto nas urnas sobre as acções de rua, e bateu-se pela realização de eleições.  Ora, hoje afirma que o actual Governo, saído do voto, é «ilegítimo» – e valoriza sobretudo os desfiles nas ruas e as manifestações anárquicas de descontentamento.        

Pedra atrás de pedra, Mário Soares vai desconstruindo a estátua que ergueu dentro da cabeça de muitos portugueses. Nessa tarefa de destruição sistemática colaboram jornalistas sem grandes escrúpulos que sabem que, quando lhe colocam um microfone à frente, Soares não resiste a falar e diz normalmente uma bojarda qualquer.
E há directores de jornais que, na ausência de manchete para o dia seguinte, ligam a Soares sabendo que dali sairá qualquer coisa ‘chocante’ que ajudará a disfarçar a falta de notícias. Mas não é decente explorar assim as pessoas. O passado de Soares não merecia estes tratos de polé. 
José António Saraiva, aqui

domingo, 24 de novembro de 2013

Suécia encerra cadeias por falta de criminosos

A Suécia vai mandar encerrar cinco cadeias. A criminalidade no país está a diminuir desde 2004. As cadeias suecas têm cada vez menos reclusos . O governo sueco está mesmo a pensar vender duas prisões.
Veja aqui

sábado, 23 de novembro de 2013

A diferença

O dr. Mário Soares não percebe, ou não quer perceber, que prevenir contra a violência é ao mesmo tempo um incitamento à violência. E pior do que isso nunca explica em que espécie de violência está a pensar.
Não pensa com certeza nas barricadas de Vítor Hugo ou da revolução de 1848. Não pensa também numa revolta do Exército, que está unido e relativamente resignado. Ou numa insurreição popular como a “Maria da Fonte”. Quando muito, pensa em um ou outro distúrbio na Avenida da Liberdade ou no centro do Porto, com uma quantidade respeitável de pancadaria e algumas montras partidas. Só que essa violência seria em princípio inconsequente e não mudaria nada, excepto a taxa dos juros. E o espectáculo de que o país não gosta e a que não está habituado talvez viesse mesmo a fortalecer o Governo.
Mas quinta-feira, 21, oito corporações policiais (da Judiciária ao SEF) afastaram as barreiras e subiram a escadaria da Assembleia da República sem encontrar resistência. Obviamente os polícias não queriam agredir os polícias; e, se os manifestantes tivessem acabado por entrar na sala de sessões e escavacado meia dúzia de bancadas (o que não é difícil), em que situação ficaria o poder? Ou chamaria o Exército para, como se dizia, "restabelecer a ordem", ou ficaria à mercê do primeiro cidadão que o achasse, como Vasco Lourenço, digno de paulada. De qualquer maneira, daqui em diante as forças de segurança não garantem segurança nenhuma: se não se mexeram contra os colegas para cumprir a lei, porque se incomodariam agora com um pequeno tumulto de civis, que não conhecem e com quem provavelmente simpatizam?
E há mais. Se o Governo e o Presidente da República ficassem paralisados por falta de protecção, quem os substituiria? Não existem nos partidos corpos paramilitares. Uma intervenção externa não é sequer imaginável. Então, o quê? Uma junta de generais, com um título pomposo, que não hesitaria em acabar com a democracia e com o Estado social. A indignação da Aula Magna, como anteontem se exprimiu, leva rapidamente ao desastre; e o desastre, a suceder, não tardaria a liquidar tudo o que é estimável e bom em Portugal. Espanta que o dr. Soares não compreenda isto. E espanta a irresponsabilidade com que o Governo tratou as polícias. Existe uma diferença essencial entre um civil e um homem da GNR ou da PSP: os civis não andam armados. Um facto que aparentemente ainda não entrou na cabeça dos nossos chefes democráticos.

, aqui

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Estudante que teve " 0 " na prova ...

 
.... sem errar respostas .

 Aqui está o “ como ”…

Ora vejam :
1) Em que batalha morreu o Almirante Nelson?
Na sua última.
2) Onde foi assinada a Declaração de Independência?
No fim da folha.

3) O Rio Rave corre em que Estado?
No estado líquido.
4) Qual é a principal causa do divórcio?
O casamento.
5) Qual é a razão principal para falhar?
Os exames.
6) O que é que não se pode comer ao pequeno-almoço?
O almoço e o jantar.

7) O que parece uma metade de uma maçã?
A outra metade.
8) Se lançarmos uma pedra pintada ao mar azul, no que é que se transforma?
Numa pedra molhada.
9) Como é que um homem consegue estar oito dias sem dormir?
Facilmente. Dorme de noite.
10) Como é que se pode levantar um elefante com uma mão?
Não é possível encontrar um elefante só com uma mão.
11) Se tiver 3 maçãs e 4 laranjas numa mão e 4 maçãs e 3 laranjas na outra, o que é que temos?
Mãos muito grandes.
12) Se foram precisas a 8 homens 10 horas para construir um muro, quanto tempo demorarão 4 homens a fazê-lo?
Nenhum. O muro já tinha sido construído pelos outros.
13) Como é que se consegue deixar cair um ovo em cima de um chão de cimento, sem o partir?
De qualquer maneira. O chão de cimento dificilmente se parte .


O mel e o ferrão


terça-feira, 19 de novembro de 2013

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Jovem homossexual escreve ao Papa

Leia aqui a carta do jovem ao Papa Francisco.

domingo, 17 de novembro de 2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Víbora, víbora! Tanto mordes que acabas por provar do teu próprio veneno...

FierceSnakeOlive.jpgA espécie inland taipan (Oxyuranus microlepidotus) é considerada a cobra mais venenosa do mundo. Possui um veneno hemotóxico potente e complexo (que faz o sangue se liquefazer, destruindo as células sanguíneas, podendo ocorrer hemorragias internas), inoculado através de duas presas fixas que tem na parte posterior da boca, capaz de matar um ser humano em menos de 45 minutos. Estima-se que o veneno disponível em suas presas seria capaz de matar 100 homens. (aqui)

Mas serão só as serpentes que têm veneno? Serão só elas que atacam? Serão só estes animais que se disfarçam?
Há serpentes que passam despercebidas - a sua cor é um belo disfarce na natureza - mas quando algum animal passa ao seu alcance, atacam. Rapidamente. Fulminantemente. Seja para se alimentarem seja por defesa.

Há gente tão ou mais venenosa do que as serpentes. Gente que usa o disfarce, que se esconde, que nunca assume. Mas depois, quando apanha a "presa" a jeito, zás! Morde, envenena, vai matando a dignidade dos outros.
Gente mesquinha, covarde, vingativa, ''mau caráter". Nunca dá a cara, nunca se assume. Mas distribui veneno a rodos à socapa, entre os da sua laia os quais não estão livres de ser mordidos quando tal indivíduo se sente ameaçado...

Faz lembrar aquele trabalhador de certa empresa. Tinha uma ânsia de poder e de importância que chegava a Marte! Não ligava a meios para atingir os objetivos. Lambe-botas diante do patrão. Víbora diante de quem julgava que lhe pudesse fazer concorrência ou obstaculizar a ascensão. Sobre estes semeava veneno pela calada da covardia.
Mas o interessante é que se fazia passar por vítima. Os outros é que perseguiam, eram maus, faziam asneiras, atacavam-no, eram horríveis. E com a máscara da vitimização, aparecia diante do chefe como o perseguido, criando o clima para mais veneno destilar sobre quem não gostava, lhe atrapalhava os planos ou pretendia marginalizar. Ele era sempre o maior, o funcionário fiel e perfeito. Ele é que sabia. Era o melhor.
Mas... Víbora, víbora! Tanto mordes que acabas por provar do teu próprio veneno...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A patinha e a doberman



Embora Jessie, a nossa Doberman preta de quase quarenta quilos, tivesse um ar ameaçador — rosnava sempre que via estranhos e atacava todas as criaturas que aparecessem no pátio das traseiras — era uma cadela extremamente leal e amorosa connosco. Apesar de querermos ter um outro cão, achávamos que a Jessie estava melhor sozinha, porque tínhamos medo de que a inveja a fizesse atacar um qualquer animal que trouxéssemos para casa.
Quando, um dia, o nosso filho Ricky trouxe um ovo da escola, pressentimos que ia haver sarilho. O ovo tinha a ver com um projeto que envolvia a incubação e o nascimento de patos. Como não o ovo não abrira na escola, o professor tinha deixado trazê-lo para casa. O meu marido e eu não pensávamos que o ovo abrisse fora da incubadora, mas deixámos que o Ricky ficasse com ele. O nosso filho colocou-o num pedaço de relva ao sol e ficou à espera.
Na manhã seguinte, acordámos com um guincho bizarro vindo do pátio das traseiras. Quando fomos ver o que se passava, a Jessie tinha o focinho colado ao bico de uma patinha cor de pêssego, acabada de nascer.
— A Jessie vai engoli-la viva! — gritei para o meu marido. — Agarra-a!
Mas o meu marido disse:
— Espera. Dá-lhe tempo. Acho que vai correr tudo bem.
Quando a patinha piou, a Jessie rosnou e fugiu para a casota. A patinha seguiu-a. A cadela enroscou-se na sua cama, ignorando ostensivamente a pequena criatura. Contudo, como a pata já a tinha “adotado” como mãe, enfiou-se na cama dela e aconchegou-se debaixo do seu focinho. A Jessie bem tentou expulsá-la, mas a pata não se deixou intimidar. Com relutância, a nossa cadela lá aceitou o seu novo papel, não sem antes dar um grande suspiro. O nosso filho Ricky deu à patinha o nome de “Pêssego” e rogou-nos que a adotássemos. Embora a Jessie não mostrasse gostar de ter uma filha, também não tinha atitudes ameaçadoras para com ela, e, por isso, decidimos ficar com a patinha e dar tempo ao tempo.
Nas semanas seguintes, e de forma surpreendente, a Jessie começou a levar a sério o seu papel de mãe. Quando a Pêssego começou a debicar o chão, a Jessie ensinou-a a escavar. Quando a Pêssego começou a perseguir bolas de ténis, a “mãe” ensinou-a a apanhá-las. E quando a Jessie se esparramava no sofá a ver o programa “Planeta Animal”, a Pêssego aconchegava-se debaixo do focinho dela. Após um ano inteiro de escavações, sonecas, e apanhadelas de bolas conjuntas, a Pêssego pesava oito quilos e parecia feliz no seu papel de “cachorrinha” da Jessie. Um dia, porém, a Pêssego deu-se conta de que era uma pata. Começou a pôr ovos uma vez por dia e tornou-se obcecada por água. Durante as refeições, enquanto a Jessie comia, a Pêssego chapinhava numa tina de água.
Certa noite, a Jessie ficou frenética porque a Pêssego desaparecera. Pensámos que tinha sido algum coiote a levá-la, enquanto a Jessie dormia. A nossa cadela ladrou e uivou, como o faria qualquer mãe angustiada que perdesse um filho. Depois de uma busca aturada pela vizinhança, decidimos desistir. Nessa altura, a Jessie correu para o pátio de um vizinho. Seguimo-la e vimos a Pêssego a tomar um bela banhoca quente numa banheira. A Jessie saltou para dentro da casa do vizinho e foi buscá-la. Por muito que quiséssemos conservar a Pêssego connosco, era óbvio que ela precisava de “abrir as asas” e de se juntar ao mundo dos patos. O Ricky atou uma fita vermelha à perna da patinha, colocou “mãe” e “filha” dentro do carro, e fomos até um lago próximo. Durante a viagem, a Jessie aninhou-se junto da Pêssego e lambeu-lhe a cabeça. Era como se soubesse exatamente o que ia acontecer e porquê.
Quando chegámos junto do lago, ambas se precipitaram para junto da água. A Jessie saltou primeiro. A Pêssego seguiu-a, num passo inseguro. Nadaram juntas durante alguns metros, até a Pêssego tomar a dianteira e se juntar a um bando de patos. A Jessie voltou para terra e sacudiu a água do corpo. Sentou-se durante alguns minutos a olhar para a “filha”. Depois, deu um latido e saltou para dentro do carro, como se dissesse “São horas de deixar a minha pequenina voar”.
De regresso a casa, o Ricky colou, na casota da Jessie, fotografias dela e da Pêssego a escavarem, a apanharem bolas e a aconchegarem-se. Durante muito tempo, após a partida da patinha, a nossa cadela foi até junto do lago. Víamos a fita vermelha da Pêssego e pensávamos ouvir também o seu grasnar a dizer-nos “Olá”. A maternidade mudou a Jessie. Outrora insociável e intimidante, cedo se tornou amiga de todos na vizinhança. Sempre que podia, ia brincar com os outros cães, e, quando tínhamos visitas, saltava para lhes lamber a cara. “Rosnar” foi algo que deixou de fazer parte do seu vocabulário.
No dia em que as tínhamos visto juntas, pela primeira vez, temeramos o pior. Nunca imaginámos que uma bolinha de pelo amansaria a nossa enorme Doberman para sempre…

Donna Griswold
J. Canfield et alii
Chicken Soup for the Soul: Loving Our Dogs
Florida, HCI, 2008
(Tradução e adaptação
)

Roma Antiga - Ano 320


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Brinquedo – Miguel Torga

Foi um sonho que eu tive:
Era uma grande estrela de papel
Um codel
E um menino de bibe.
  
O menino tinha lançado a estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão;
E a estrela ia subido, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.
  
Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel.
E o menino, ao vê-la assim,sorriu
E cortou-lhe o cordel.

Miguel Torga, Diário I, 1941

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Internamento urgente em Hospitais privados


É importante conhecer esta lei «quase» secreta.


DIÁRIO DA REPÚBLICA em 09/01/2002, a Lei nº 3359 de 07/01/2002, dispõe:

Art.1° - Fica proibida a exigência de depósito de  qualquer natureza, para possibilitar internamento de doentes em situação  de urgência e emergência, em hospitais da rede privada..

Art 2° - Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado  a devolver em dobro o valor depositado, ao responsável pelo internamento.

Art 3° - Ficam os hospitais da rede privada obrigados a dar  possibilidade de acesso aos utentes e a afixarem em local visível a presente lei.

Art 4° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Não deixe de divulgar junto dos seus amigos.

Uma lei como esta, ainda do governo de António Guterres, que deveria ser divulgada, está praticamente escondida da população!

E isso vem desde 2002!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

As novas qualidades das famílias, um olhar



Segundo o Instituto Nacional de Estatística, e como seria de prever em comunidades em permanente mudança, verificam-se alterações no universo do casamento, dos divórcios e em termos gerais da conjugalidade, indiciando transformações, algumas das quais com uma provável ligação com a situação grave que atravessamos.
É o caso da maior duração dos casamentos verificada nos últimos cinco anos, fenómeno que pode decorrer de situações de pessoas que, pondo fim à relação conjugal, continuam a partilhar a mesma casa por razões económicas ou que nem sequer assumem a separação por insegurança face ao futuro. É de registar ainda uma diminuição, nos últimos dois anos, do número de divórcios que alguns especialistas relacionam com a natureza mais informal que as relações têm vindo a assumir, implicando que quando terminam não se verifique um processo formal de divórcio.
De facto, as dinâmicas de mudança no universo das famílias, designadamente na sua constituição, organização e funcionamento, têm sido recorrentemente objecto de referências de natureza diferenciada que, do meu ponto de vista, valorizam pouco, por vezes nem referem, algo que me parece importante: os impactos destas mudanças na educação familiar que considero um dos mais complexos desafios sociais. Dito de outra forma, importa reflectir sobre o que é, o que deve ser, como deve ser a educação familiar em contextos altamente diferenciados e em mudanças permanentes.
O paradigma clássico, a família educativa e a escola instrutiva, mudou substantivamente, o que não significa, obviamente, a alienação do papel educativo da família, mas sim atentar nas novas qualidades que esse papel vai assumindo, parafraseando Camões.
Por questões de logística e funcionalidade ligadas aos estilos de vida e alteração de valores, o tempo familiar para as crianças encolheu de forma dramática, os miúdos passam tempos infindos na escola sob um princípio a que até o Ministério da Educação e Ciência se lembrou de chamar, de forma infeliz, “escola a tempo inteiro”. As famílias expressam uma enorme dificuldade em compatibilizar o que ainda entendem ser o seu papel educativo com a pressa e o pouco tempo que assumem ter para o realizar.
Tenho conhecido dezenas de pais que se sentem culpados e fragilizados por entenderem que não têm a disponibilidade de tempo que julgam necessária para os filhos. Esta culpa e fragilidade é, com frequência, a base inconsciente que impede alguns pais de serem consistentes e firmes na definição de regras e limites imprescindíveis às crianças, pois “temem estragar” com um eventual conflito o "pouco tempo" que têm com elas ou para elas.
Uma outra questão prende-se com o modo e a dificuldade que muitos pais referem sentir quando lidam com as crianças em situação de “duas famílias”. Mais uma vez, as inseguranças e algum sentimento de culpa estão presentes e contribuem para embaraços que levam os pais a pedir ajuda. Como sempre digo, é preferível uma boa separação a uma má família, mas alguns pais sentem-se inseguros para construir cenários de educação familiar com qualidade quando têm a guarda das crianças repartida. Aliás, temos tragicamente na agenda destes dias dois devastadores exemplos, a jovem mãe de Braga que terá decido colocar um fim na sua vida arrastando um bebé de dois anos, situação que terá acontecido no contexto de uma separação conjugal; e o caso da indigna e obscena exposição do processo de separação entre duas figuras públicas que corre o risco fortíssimo de atropelar o bem-estar de duas crianças, filhas do casal, para além, evidentemente, do sofrimento provocado às várias pessoas envolvidas em qualquer das situações.
A situação dos casais que apesar de separados continuam a coabitar o mesmo espaço ou que nem sequer assumem a separação, criando uma situação de "casados por fora" e "descasados por dentro", poderá implicar, quando existem filhos, alguma ansiedade e inquietação nos adultos sobre a forma de lidar com um contexto em que aparentemente existe uma família quando na verdade já são duas com uma ou mais crianças entre elas.
A experiência mostra, como referi acima, que a educação familiar se constitui como uma área extremamente complexa, não existem dois contextos familiares iguais, sendo que, para além de tudo, se trata de um universo extremamente sensível a valores e convicções de natureza ética, religiosa e moral.
Assim sendo, importa estarmos atentos e procurar disponibilizar apoios e orientações nas situações em que os pais revelem e exprimam mais insegurança e dificuldades e que muitas vezes são fonte de grande sofrimento para todos os envolvidos. Estas situações são bem mais frequentes e graves do que julgamos. Basta olhar à nossa volta com alguma atenção.
Fonte: aqui

sábado, 2 de novembro de 2013

Carnaval contra o Papa Francisco







Saudosismos patéticos, carnavalescos que pretendem desafiar o Papa Francisco. É grave que alguém ainda se preste a isto, com vergonha reparo que o antigo Bispo do Funchal, alinhou neste conservadorismo anacrónico e sem sentido nos tempos que correm... Mais vergonha ainda sinto quando recebo a notícia assim:
«Bispo português a celebrar na forma extraordinária (Rito Tridentino em Latim) em Cluny...no ultimo domingo.
Muito latim, rendas , brocados, e luvas vermelhas... Os neoconservadores por cá estão delirantes...
(...)
E estas figuras representam que Cristo?»... 
As fotografias não mentem, apreciem e divirtam-se com a palhaçada. Esta gente não pensa que há uma crise tremenda, famílias a passar necessidades básicas graves, um desemprego astronómico que faz sofrer as famílias. Os idosos sem cuidados elementares de saúde, crianças sem pão para se alimentarem condignamente. Tudo o que está aos olhos de toda a gente, mas que estes dignitários não podem ver porque toldou-lhe a visão o luxo de toda a parafernália anacrónica que carregam para celebrar a Eucaristia, que julgo não ser a do Pobre de Nazaré.   O rosto de Cristo está gravemente manchado e sofre horrivelmente por causa de quem se afirma Seu representante. Não conheço e recuso conhecer este Cristo representado por alguns bispos...
 
Fonte: aqui