quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Marinho e Pinto e Coadopção

O que se está a passar em Portugal com o debate sobre a coadopção revela a anomia cívica da nossa sociedade e, sobretudo, a degradação a que chegou o nosso regime democrático.
Um setor ultraminoritário da sociedade, que age como uma seita, impõe arrogantemente as suas certezas e insulta e escarnece dos que exprimem opiniões diferentes.
O fanatismo heterofóbico dos seus prosélitos leva-os a apelidar de "ignorantes", "trogloditas" ou "homens das cavernas" todos os que ousam pôr em causa as suas certezas.
O que se viu no programa Prós e Contras da RTP, na semana passada, foi a atuação de um grupo bem organizado de pessoas lideradas por um fanático que, no intervalo do programa, subiu ao palco e se dirigiu a mim para me dizer que eu estava a usar no debate os mesmos métodos que os nazis tinham usado contra os judeus (!!!).
Esse delírio injurioso foi depois retomado em alguns órgãos de comunicação social, blogues e redes sociais, por outras pessoas imbuídas do mesmo fanatismo e da mesma desonestidade intelectual.
Já, em tempos, uma das próceres da seita, a dra. Isabel Moreira, me chamara PIDE, para assim "vingar" a atual ministra da Justiça das críticas certeiras que eu lhe dirigia.
Afinal, parece que é nazi dizer que o movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) atua como um lobby que influencia os centros de decisão política devido à preponderância que muitos dos seus elementos têm no Governo, no Parlamento, na Comunicação Social, nas empresas e nos partidos políticos.
Sublinhe-se que os partidos de Esquerda aprovaram a lei sobre a coadopção exatamente no momento em que o povo mais preocupado (distraído) está com a austeridade que lhe é imposta pelo Governo e pelo presidente da República.
Foi, portanto, assim, à sorrelfa, com a ajuda cirúrgica da Direita, que se aprovou uma lei que ofende a consciência da esmagadora maioria da população.
O que se viu naquele programa da RTP foram exercícios de manipulação, de intolerância e de vitimização por parte dos defensores dessa lei e quem manifestou opiniões contrárias foi sumariamente apelidado de "ignorante" ou então brindado com estridentes risadas de escárnio.
Eu próprio fui, no final do programa, veementemente apelidado de ignorante pelo líder da seita e por algumas histéricas seguidoras que o rodeavam.
O casal de lésbicas que ali foi exibir triunfantemente a gravidez de uma delas e proclamar o seu orgulho por a futura criança ser órfão de pai é bem o exemplo da heterofobia que domina a seita.
Que direito tem uma mulher de gerar, deliberadamente, por fanatismo heterofóbico, uma criança duplamente órfã de pai (sem pai e sem nunca poderem vir a saber sequer a identidade dele)?
Com que fundamento o Estado se prepara para entregar a essas pessoas crianças que, por tragédias familiares, perderam os seus verdadeiros pais?
É para que sejam destruídas (ou impedidas de nascer), no imaginário dessas crianças, todas as representações que elas têm (ou possam fazer) do pai ou da mãe que perderam?
Esse fanatismo mostra bem o que essas pessoas são capazes de fazer em matéria de manipulação genética com fins reprodutivos - como, aliás, uma das lésbicas deixou subtilmente anunciado no Prós e Contras.
Mas isso será mais tarde. Para já o que importa é garantir que, em nome da felicidade onanística de alguns adultos, se possam entregar crianças a "casais" em que o lugar e o papel da mãe são desempenhados por um homem e os do pai por uma mulher.
Seguidamente, para não discriminar os gays e as lésbicas, substituir-se-ão nos documentos oficiais as palavras "mãe" e "pai" pelo termo "progenitores", tal como já se substituíram as palavras "paternidade" e "maternidade" pela neutra "parentalidade".
E quando estiver concluído o processo de "engenharia social" em curso, então passar-se-á à engenharia reprodutiva com vista a permitir que duas mulheres possam gerar filhos sem o repugnante contributo de um homem ou então que dois homens o possam fazer também sem a horrorosa participação de uma mulher.
Estarão, então, finalmente, corrigidos dois "erros grosseiros" da evolução: o de ter dividido os seres humanos em dois géneros e o de exigir o contributo de ambos para a fecundação e para a criação dos seus filhos. (MP)
Marinho e Pinto

domingo, 26 de janeiro de 2014

sábado, 25 de janeiro de 2014

"Não quero que o meu filho cresça e se torne num dux"

Seis jovens universitários morreram arrastados por uma onda na praia do Meco na madrugada de 15 de dezembro último. Na mesma praia estava um outro universitário que conseguiu salvar-se. É a este último que um pai escreve, como pode ler abaixo.
Uma mensagem dorida, sentida, mas clara e apelativa.
Uma mensagem para ser lida e 'comida' por todos os pais e pelos jovens também. "Quem o vai preparar para a vida sou eu e a mãe dele", escreve o autor da mensagem sobre a educação do seu filho. Os pais de hoje precisam de ouvir isto, alto e bom som, até lhes abanar a alma.


Leia então aqui a mensagem:


"Dux:

Ando aqui com esta m**** entalada há já algum tempo. A ouvir as diferentes versões, a pensar nas dúvidas e a pôr-me no lugar das pessoas. Tento pôr-me no lugar dos pais dos teus colegas que morreram. Mas não quero. É um lugar que não quero nem imaginar. É um lugar que imagino ser escuro e vazio. Um vazio que nunca mais será preenchido. Nunca mais, Dux. Sabes o que é isso? Sabes o que é "nunca mais"?

A história que te recusas a contar cheira cada vez mais a m****, Dux. Primeiro não falavas porque estavas traumatizado e em choque por perderes os teus colegas. Até acreditei que estivesses. Agora parece que tens amnésia selectiva. É uma amnésia conveniente, Dux. Curiosamente, uma amnésia rara resultante de uma lesão cerebral de uma zona específica do cérebro. Sabias Dux? Se calhar não sabias. Resulta normalmente de um traumatismo crânio-encefálico. Portanto Dux, deves ter levado uma granda mocada na cabeça. Ou então andas a ver se isto passa. Mas isto não é uma simples dor de cabeça, Dux. Isto não vai lá com o tempo nem com uma aspirina. Já passou mais de 1 mês. Continuas calado. Mas os pais dos teus colegas têm todo o tempo do mundo para saber a verdade, Dux. E vão esperar e lutar e espremer e gritar até saberem. Porque tu não tens filhos, Dux. Não sabes do que um pai ou uma mãe é capaz de fazer por um filho. Até onde são capazes de ir. Até quando são capazes de esperar.

Vocês, Dux... Vocês e os vossos ridículos pactos de silêncio. Vocês e as vossas praxes da treta. Vocês e a mania que são uns mauzões. Que preparam as pessoas para a vida e para a realidade à base da humilhação, da violência e da tirania. Vou te ensinar uma coisa, Dux. Que se calhar já vai tarde. Mas o que prepara as pessoas para a vida é o amor, a fraternidade, a solidariedade e o civismo. O respeito. A dignidade humana e a auto-estima. Isso é que prepara as pessoas para a vida, Dux. Não é a destruí-las, Dux. É ao contrário. É a reforçá-las.

Transtorna-me saber que 6 colegas teus morreram, Dux. Também te deve transtornar a ti. Acredito. Mas devias ter pensado nisso antes. Tu que és o manda-chuva, e eles também, que possivelmente se deixaram ir na conversa. Tinham idade para saber mais. Meco à noite, no inverno, na maior ondulação dos últimos anos, com alerta vermelho para a costa portuguesa? Achavam mesmo que era sítio para se brincar às praxes, Dux? Ou para preparar as pessoas para a vida? Vocês são navy seals, Dux? Estavam a preparar-se para alguma missão na Síria? Enfim. Agora sê homenzinho, Dux. E fala. Vá. És tão dux para umas coisas e agora encolhes-te como um rato. Sabes o que significa dux, Dux? Significa líder em latim. Foste um líder, Dux, foste? Líderes não humilham colegas. Líderes não "empurram" colegas para a morte. Líderes lideram por exemplo. Dão o peito e a cara pelos colegas. Isso é um líder, Dux.

Não sei o que isto vai dar, Dux. Não sei até que ponto vai a tua responsabilidade nesta história toda. Mas a forma como a justiça actua neste país pequenino não faz vislumbrar grande justiça. És capaz de te safar de qualquer responsabilidade, qualquer que ela seja. Espero enganar-me. Vamos ver. O que eu sei é que os pais que perderam os filhos precisam de saber o que aconteceu. Precisam mesmo, Dux. É um direito que eles têm. É uma vontade que eles precisam. Negá-los disso, para mim já é um crime, Dux. Um crime contra a humanidade. Uma violação dos direitos humanos fundamentais. Só por isso Dux, já devias ser responsabilizado. É tortura, Dux. E a tortura é crime.

Sabes, quero me lembrar de ti para o resto da vida, Dux. Sabes porquê? Porque não quero que o meu filho cresça e se torne num dux. Quero que ele seja o oposto de ti. Quero que ele seja um líder e não um dux. Consegues pereceber o que digo, Dux? Quero que ele respeite todos e todas. Que ele lidere por exemplo. Que ele não humilhe ninguém. Que seja responsável. Que se chegue à frente sempre que tenha que assumir responsabilidades. Que seja corajoso e não um rato nem um cobardezinho. Que seja prudente e inteligente. E quero me lembrar também dos teus colegas que morreram. Porque não quero que o meu filho se deixe "mandar" e humilhar por duxezinhos como tu. Não quero que ele se acobarde nem se encolha perante nenhum duxezinho. Quero que ele saiba dizer "não" quando "não" é a resposta certa. Quando "não" pode salvar a sua dignidade, o seu orgulho ou até a sua vida. Quero que ele saiba dizer "basta" de cabeça erguida e peito cheio perante um duxezinho, um patrãozinho, um governozinho ou qualquer tirano mandão e inseguro que lhe apareça à frente. É isso que eu quero, Dux. Quem o vai preparar para a vida sou eu e a mãe dele, Dux. Não é nenhum dux nem nehuma comissão de praxes. Sabes porquê, Dux? Porque eu não quero um dia estar à espera de respostas de um cobarde com amnésia selectiva. Não quero nunca sentir o vazio dos pais dos teus colegas. Porque quero abraçar o meu filho todos os dias da minha vida até eu morrer, Dux. Percebeste? Até EU morrer. EU, Dux. Não ele."

jcesar, aqui

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Bieber detido por conduzir sob o efeito de substâncias ilícitas

Bieber detido por conduzir sob o efeito de substâncias


Justin Bieber foi detido por conduzir a alta velocidade e sob o efeito de substâncias ilícitas na madrugada desta quinta-feira.
O cantor mandado parar pela polícia de Miami continua detido, a realizar mais exames toxicológicos. A detenção foi confirmada pela polícia de Miami, através do Twitter.
A detenção aconteceu após uma noitada num clube de Lincoln Road. Bieber, que conduzia um Lamborghini amarelo alugado, foi mandado parar por condução perigosa. Um teste feito no local confirmou que conduzia sob o efeito de substâncias proibidas.
Justin Bieber, que tinha outro passageiro no carro -- uma modelo -- estaria a fazer uma corrida com outra pessoa, que também foi detida, e que circulava ao volante de um Lamborghini vermelho, diz o site TMZ.
Têm sido semanas de pesadelo para cantor, de 19 anos. Ontem soube-se que o jovem ídolo tinha gasto 55 mil euros numa noitada num clube de strip de Miami. A notícia segue-se a uma fotografia publicada pelo próprio na rede social Instagram onde fuma um charuto cubano, ilegal nos EUA. Há poucos dias, a polícia de Los Angeles revistou a casa onde vive em Los Angeles, por denúncia de vandalismo, por parte de um vizinho. O homem queixava-se que Justin Bieber e os seus amigos lhe tinham atirado ovos.
A mãe de Justin Bieber, Pattie Mallette, pediu recentemente aos fãs para rezarem pelo cantor, depois de este ter sido acusado de usar drogas.
Fonte: aqui

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

As cebolas

As cebolas têm bastantes propriedades preventivas de doenças, pelo que devem ser consumidas regularmente. Cozinhadas, acalmam o sistema nervoso e ajudam a aliviar as dores musculares. O chá preparado a partir das cascas de cebola fervidas cura a tosse, rouquidão e afonia. A cebola acalma a bronquite, constipação ou gripe.
As pessoas que têm um nível elevado de colesterol devem comer todos os dias ao menos 1/2 cebola. Este legume tem também a faculdade de evitar a formação de coágulos sanguíneos nos vasos e nas artérias. 
Melhor ainda, permite dissolver os coágulos já formados! Esta propriedade é de importância vital para todas as pessoas que estão em risco de enfarte, trombose, flebite ou embolia, ou que sofrem de doenças cardiovasculares, como a angina de peito e varizes.
Tal como o alho, a cebola contém prostaglandina, urna substância que se assemelha a uma hormona e que faz baixar a tensão arterial.
As cebolas cruas ou cozidas estimulam a produção de insulina e diminuem o nível de açúcar no sangue. Por isso, os diabéticos têm interesse em consumir cebolas, na medida em que estão mais expostos do que as outras pessoas a acidentes cardiovasculares.
As cebolas eliminam um grande número de bacilos, como as salmonelas ou o colibacilo. Mastigar uma cebola durante alguns minutos, permite desinfectar eficazmente a cavidade bocal.
Por outro lado, vários estudos denotam a acção anti-cancerígena da cebola. Não é certo, porém, que as cebolas cortadas atraiam as bactérias ou o bacilo da gripe.

Fonte: aqui

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

FRASES INTEMPORAIS APLICADAS À POLÍTICA

1 - O cigarro adverte:
"o governo faz mal à saúde!"
2 - Não roube,
“o governo detesta concorrência.”
3 - Errar é humano.
“Culpar outra pessoa é política.”
4 - Autarcas portugueses
"São os mais católicos do mundo. Não assinam nada sem levar um terço.
5 - Se bem que…
"o salário mínimo deveria chamar-se gorjeta máxima".
6 - Feliz foi Ali-Babá que:
"não viveu em Portugal e só conheceu 40 ladrões!!!..."
7 - Não deixe de assistir
"ao horário político na TV:
Talvez seja a única oportunidade de ver políticos portugueses em "cadeia nacional".
8 – O maior castigo
"para quem não se interessa por política é que será governado pelos que se interessam."
9 - Os políticos
"são como as fraldas... Devem ser trocados com frequência, e sempre pelo mesmo motivo... (Eça de Queirós)
10 - Os líderes
"das últimas três décadas ou sucedem a si próprios ou então criam clones dos seus tiques."
11 - Os partidos
"tomaram conta do Estado e puseram o Estado ao seu serviço."
12 - A frase do dia é de Alberto João Jardim:
- O que penso sobre o aborto?!...
- Considero-o um péssimo Primeiro-ministro e está a governar muito mal o País.
13 - Notícia de última hora!!!
- "Fiscais da ASAE, (brigada de inspecção da higiene alimentar), acabam de encerrar a Assembleia da República."
Motivo: Comiam todos no mesmo tacho!
14 – Bom para Portugal!!!!!
"Sou totalmente a favor do casamento gay entre os políticos.
Tudo que possa contribuir para que eles não se reproduzam é bom para o país..."
15 - Candidatos:
"Antigamente os cartazes nas ruas, com rostos de criminosos, ofereciam recompensas;
hoje em dia, pedem votos".
16 - País desenvolvido:
"não é onde o pobre tem carro, é onde os políticos usam transporte público".
17 - Austeridade é quando
"o Estado nos tira dinheiro para pagar as suas contas até deixarmos de ter dinheiro para pagar as nossas".
18 - O governo esclarece:
"Os cortes aos reformados só se aplicam a quem tiver 2 pensões. Quem tiver 2 hotéis ou 2 residenciais está safo".
19 - A força do Fisco:
"O estado arranca-me tudo à força e depois diz que sou contribuinte".
20 - País desenvolvido
não é onde o pobre tem carro, é onde os políticos, usam transporte público.
21 - Austeridade é quando
o Estado nos tira dinheiro para pagar as suas contas até nós deixarmos de ter dinheiro para pagar as nossas.

Tirado com a devida vénia do blogue: A Política dos Políticos
Li aqui

sábado, 18 de janeiro de 2014

Ecumenismo: Prior de Taizé convida todos os cristãos a reconsiderar o papel do Papa




O responsável pela Comunidade Ecuménica de Taizé, irmão Alois, desafiou todos os cristãos a considerar que o bispo de Roma pode “apoiar a comunhão entre todos” e afirmou que os jovens desejam “outra organização económica”.
“Não poderiam todos os cristãos considerar que o bispo de Roma é chamado a apoiar a comunhão entre todos, uma comunhão em Cristo, onde podem permanecer algumas expressões teológicas que comportam diferenças?”, questiona o prior de Taizé num artigo divulgado por ocasião do Oitavário de Oração Pela Unidade dos Cristãos enviado à Agência Ecclesia.
Para o irmãos Alois, o Papa Francisco “indica” a direção “ao apresentar como prioridade para todos o anúncio da misericórdia de Deus”.
“Não falhemos neste momento providencial. Estou consciente de estar a tocar um assunto muito quente e de o fazer de forma talvez deficiente. Contudo, para avançar, parece-me inevitável que procuremos modos de entrar neste caminho de uma diversidade reconciliada”, escreve o responsável pela Comunidade Ecuménica de Taizé.
O irmão Alois, que sucedeu ao fundador da Comunidade de Taizé, irmão Roger, em 2005, considera que as confissões cristãs devem encontrar formas de se colocarem todas “sob o mesmo teto” sem esperar “que todas as formulações teológicas estejam completamente harmonizadas”.
“Não chegou a hora em que será preciso coragem para nos colocarmos todos sob o mesmo teto, sem esperarmos que todas as formulações teológicas estejam completamente harmonizadas? Não será possível expressarmos a nossa unidade em Cristo – Ele não está divido – constatando que as diferenças que permanecem na expressão da fé não nos dividem?”, interroga-se.
O prior de Taizé considera que “haverá sempre diferenças”, que devem ser avaliadas em “conversas francas”, na certeza de que “muitas vezes podem também conduzir a um enriquecimento”.
Neste artigo, o irmãos Alois referiu a experiência de ecumenismo vivida em Taizé, onde os jovens de diferentes confissões cristãs se sentem “profundamente unidos”.
“Em Taizé, surpreendemo-nos ao constatar que os jovens que passam juntos alguns dias na nossa colina, ortodoxos, protestantes e católicos, se sentem profundamente unidos, sem com isso rebaixarem a sua fé a um mínimo denominador comum, nem procederem a um nivelamento dos seus valores”, afirmou o irmãos Alois.
“Se é possível em Taizé, por que não será isso possível noutros lugares?”, questiona.
Neste artigo, o responsável pela Comunidade Ecuménica de Taizé recorda o Encontro pela Paz que decorreu nos últimos dias de 2013 em Estrasburgo (França), onde os jovens foram desafiados a acolher a adquirirem “uma verdadeira consciência europeia”.
Para o prior de Taizé, apesar da paz “sem precedentes” na História da Europa, permanece o “muro das consciências”.
“Os jovens que vieram a Estrasburgo gostariam de uma Europa aberta e solidária: solidária entre todos os países europeus e solidária com os povos mais pobres dos outros continentes”, refere o irmão Alois.
Neste artigo, o prior de Taizé afirma que os jovens “aspiram a uma outra organização económica” e pedem “à mundialização da economia esteja associada uma mundialização da solidariedade”.
A comunidade de Taizé foi fundada em 1940 e é hoje constituída por mais de 100 irmãos, de várias nacionalidades e igrejas cristãs, recebendo semanalmente a visita de milhares de jovens.
In agência ecclesia

Eu só peço a Deus

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Tinha 15 anos e suicidou-se

Jovem ficou em cuecas no recreio antes do suicídio
Foto do Jornal de Notícias


Acompanhe aqui a informação.

1. É um vida que se foi. 15 anos!!! Um mar de dor inundando uma família enlutada.

2. E a culpa morrerá solteira? Ou será varrida para o lado por inquéritos que normalmente dão naquilo que dão?...

3. Pelas informações do pároco do miúdo e dos colegas do mesmo, a escola não ficou nada bem neste caso. E ficou o ministério?  Quando é que teremos um governo que queira mesmo que as escolas sejam locais de aprendizagem, de humanização , de educação para os valores e não espaço de passatempo? Como anda a disciplina pelas escolas?

4. A família não ficou nada bem na fotografia. Refiro-me, a confirmar-se, às famílias dos "valentes" agressores.
Muitas famílias, sejam que tipo de famílias forem, funcionam mal, muito mal. É tempo de assumirmos isso com frontalidade. E têm logicamente de ser fortemente responsabilizadas pelo fato.
Muitas famílias dão coisas, muitas coisas, mais coisas do que tantas vezes podem. Mas não dão tempo, acolhimento, empatia, valores. E "o que o berço dá a tumba o leva", diz o povo.
Os meninos são os reizinhos, tudo roda à volta deles, as suas excentricidades, manias e caprichos são atendidas; as suas mentiras e desculpas são verdades como punhos para muitos pais. A culpa é sempre dos outros...

5. Tanta vez que famílias, escolas e outras andam distraídas e não prestam atenção aos sinais vindos do adolescente/jovem!
Estamos perante uma juventude carente, não tanto de coisas, pois normalmente têm-nas a mais, mas de carinho, amor, tempo, presença. E essa carência resvala e manifesta-se na violência, na indisciplina, na má educação, no insucesso - ou menos sucesso escolar.



6. Muito triste. Estamos em presença de um suicídio ou de um homicídio induzido? Que, ao menos, se reflicta e inflicta!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Conselho em caso de trovoada


Foto: Conselho em caso de trovoada

A empregada doméstica e o Médico infalivel

A empregada, chorando, pega sua mala e se despede da patroa que lhe pergunta:
- Ué, onde você vai?
 - Para minha terra Dona Fro, morrer junto dos meus.
 - Mas o que aconteceu, querida?
- Óh Dona Fro, a senhora mesmo fala que o seu marido é um excelente médico e nunca errou um diagnóstico.
 - Pois é, é verdade, ele nunca se engana no diagnóstico... Mas, o que tem isso a ver com a sua saída de casa?
   
- Então Dona Fro, é que o Dr. hoje pela manhã, antes de ir embora, me disse, apertando minha bunda com as duas mãos:
    
   - DESTA NOITE NÃO PASSAS !!!

domingo, 12 de janeiro de 2014

sábado, 11 de janeiro de 2014

O dia em que acabou a crise!


Concha Caballero é licenciada em filosofia e letras, é professora de línguas e literatura. Entre 1993 e 2008 ocupou um lugar no parlamento da Andaluzia.

Deputada autonómica entre 1994 e 2008 foi uma das deputadas chave na aprovação da Reforma do Estatuto Autonómico da Andaluzia a que imprimiu um caracter mais social e humano do que, no princípio, os grupos maioritários do parlamento pretendiam.
Actualmente colabora em diferentes meios de comunicação. Escreve sobre actualidade política. Em 2009 publicou o livro "Sevilha cidade das palavras".
 

Quando terminar a recessão teremos perdido 30 anos de direitos e salários?
 
Um dia no ano 2014 vamos acordar e vão anunciar-nos que a crise terminou.
Correrão rios de tinta escrita com as nossas dores, celebrarão o fim do pesadelo, vão fazer-nos crer que o perigo passou embora nos advirtam que continua a haver sintomas de debilidade e que é necessário ser muito prudente para evitar recaídas. Conseguirão que respiremos aliviados, que celebremos o acontecimento, que dispamos a actitude crítica contra os poderes e prometerão que, pouco a pouco, a tranquilidade voltará à nossas vidas.
 
Um dia no ano 2014, a crise terminará oficialmente e ficaremos com cara de tolos agradecidos, darão por boas as políticas de ajuste e voltarão a dar corda ao carrocel da economia. Obviamente a crise ecológica, a crise da distribuição desigual, a crise da impossibilidade de crescimento infinito permanecerá intacta mas essa ameaça nunca foi publicada nem difundida e os que de verdade dominam o mundo terão posto um ponto final a esta crise fraudulenta (metade realidade, metade ficção), cuja origem é difícil de decifrar mas cujos objectivos foram claros e contundentes:
 

Fazer-nos retroceder 30 anos em direitos e em salários.
 
Um dia no ano 2014, quando os salários tiverem descido a níveis terceiro-mundistas; quando o trabalho for tão barato que deixe de ser o factor determinante do produto; quando tiverem ajoelhado todas as profissões para que os seus saberes caibam numa folha de pagamento miserável; quando tiverem amestrado a juventude na arte de trabalhar quase de graça; quando dispuserem de uma reserva de uns milhões de pessoas desempregadas dispostas a ser polivalentes, descartáveis e maliáveis para fugir ao inferno do desespero, ENTÃO A CRISE TERÁ TERMINADO.
 
Um dia do ano 2014, quando os alunos chegarem às aulas e se tenha conseguido expulsar do sistema educativo 30% dos estudantes sem deixar rasto visível da façanha; quando a saúde se compre e não se ofereça; quando o estado da nossa saúde se pareça com o da nossa conta bancária; quando nos cobrarem por cada serviço, por cada direito, por cada benefício; quando as pensões forem tardias e raquíticas; quando nos convençam que necessitamos de seguros privados para garantir as nossas vidas, ENTÃO TERÁ ACABADO A CRISE.
 
Um dia do ano 2014, quando tiverem conseguido nivelar por baixo todos e toda a estrutura social (excepto a cúpula posta cuidadosamente a salvo em cada sector), pisemos os charcos da escassez ou sintamos o respirar do medo nas nossas costas; quando nos tivermos cansado de nos confrontarmos uns aos outros e se tenhas destruído todas as pontes de solidariedade. ENTÃO ANUCIARÃO QUE A CRISE TERMINOU.
 
Nunca em tão pouco tempo se conseguiu tanto. Somente cinco anos bastaram para reduzir a cinzas direitos que demoraram séculos a ser conquistados e a estenderem-se. Uma devastação tão brutal da paisagem social só se tinha conseguido na Europa através da guerra.
 
Ainda que, pensando bem, também neste caso foi o inimigo que ditou as regras, a duração dos combates, a estratégia a seguir e as condições do armistício.
 
Por isso, não só me preocupa quando sairemos da crise, mas como sairemos dela. O seu grande triunfo será não só fazer-nos mais pobres e desiguais, mas também mais cobardes e resignados já que sem estes últimos ingredientes o terreno que tão facilmente ganharam entraria novamente em disputa.
 
Neste momento puseram o relógio da história a andar para trás e ganharam 30 anos para os seus interesses. Agora faltam os últimos retoques ao novo marco social: um pouco mais de privatizações por aqui, um pouco menos de gasto público por ali e 'voila': A sua obra estará concluída.
 
Quando o calendário marque um qualquer dia do ano 2014, mas as nossas vidas tiverem retrocedido até finais dos anos setenta, decretarão o fim da crise e escutaremos na rádio as condições da nossa rendição.
 

Concha Caballero
 
 
 
É nossa responsabilidade contrariarmos este caminho, é nosso dever transformar as palavras de Cocha em ficção e não permitir que destruam ainda mais o nosso futuro e o dos nossos.
(Recebido por email)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Pneus sem ar

Estes pneus são sem ar e estão programados para estar no mercado muito em breve.

A má notícia para a aplicação da lei é que as tiras de perfuradores de pneus que a polícia usa
para bloqueio de transito não funcionará neles.


Basta pensar no impacto na tecnologia existente:


A. Não há mais válvulas de ar ...


B. Não há mais compressores de ar em postos de gasolina ...


C. Não há mais kits de reparação
...

D. Não há mais pneus vazios...

E. Não há mais “calibragem” de pneus ...

Estas são imagens reais tiradas na Michelin na Carolina do Sul.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Para que serve o Panteão Nacional?



O óbito de Eusébio e a simpatia desportiva e cívica que o evento concitou de todos os quadrantes desembocaram na ambição de promover a sua trasladação para o Panteão Nacional. E aqui duas situações se exibiram na ribalta: o poder político, ou pelo reconhecimento genuíno da singularidade do rei do futebol ou pela acomodatícia conveniência eleitoralista, acerta na importância da concessão desta honra, que resultará por iniciativa de uns e colagem, mais ou menos temporã, de outros; os especialistas nestas coisas dividiram-se, uns pelo sim outros pelo não e outros pela tolerância.

As diversas posições podem espelhar-se nas seguintes: Miguel Real, especialista em Cultura Portuguesa opina que, “face à ausência de heróis, Amália e Eusébio surgem como os grandes heróis […]. É a maneira de o povo entrar no Panteão”; Maria Filomena Mónica, socióloga, baseada na convicção de que as escolhas anteriores resultaram de critérios ideológicos, entende que “ninguém devia estar no Panteão Nacional” e, “se alguém merecia estar no Panteão, era o Eça, que está numa quinta em Tormes”, ou a quinta de Vila Nova, da freguesia de Santa Cruz do Douro, no concelho de Baião; e João Serra, professor universitário, comenta sarcasticamente que “é um exagero esta histeria nacional, há um claríssimo aproveitamento da classe política e o povo deixa-se embalar”. Rui Rangel, juiz desembargador e antigo candidato à presidência do clube da Luz, frisando que “Portugal e a nação benfiquista estão mais pobres” e que “todos perderam um pouco, independentemente dos clubes”, fez um apelo às autoridades, para que o corpo do “Rei” do futebol nacional seja depositado no Panteão Nacional, à semelhança do que sucedeu com a fadista Amália Rodrigues. Por seu turno, a Presidente da Assembleia da República, muito embora admitindo o caráter temerário da sua opinião, lembrou que a operação envolvia “custos mesmo muito elevados, na ordem de centenas de milhares de euros” e, por consequência, defende “uma partilha de custos”, no sistema “de uma espécie de mecenato”.

Ora, independentemente da bondade inerente a cada uma das posições que possam ser assumidas na matéria, não deixa de ser chocante a explanada pela eminente figura do Estado Assunção Esteves. É de questionar, a pari, se um evento de importância nacional, como, por exemplo, a posse do Presidente da República, também deveria ser objeto da partilha de custos em termos "mecenatais" ou mesmo o funcionamento do Parlamento, correndo, caso contrário, a Casa da Democracia o risco de se ficar pelo “inconseguimento” das suas metas e realização de seu desígnio. O que importa, mesmo em tempo de crise pandémica, é saber o que é e para que serve o Panteão Nacional. É o que vamos tentar saber.

A designação e o estatuto de Panteão Nacional em Portugal é partilhada por dois monumentos: a Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, a partir de 1916, por decreto, e mais tarde, em 2000, por lei; e o Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, a partir de 2003, por lei.

A noção de "Panteão Nacional" é pela primeira vez enunciada em Portugal por decreto (sem número) de 26 de setembro de 1836, que refere que um dos edifícios nacionais deverá ser destinado para receber as cinzas dos grandes mortos depois do dia 24 de Agosto de 1820”, o ano da Revolução Liberal.

Não havendo até 1916 nenhum edifício destinado especificamente para o efeito e, tendo sido, na maioria das situações, usado o Mosteiro dos Jerónimos (tais são os casos de João de Deus e de Almeida Garrett), é publicado, a 29 de abril de 1916, o decreto que destina para o efeito o templo inacabado da Igreja de Santa Engrácia. Porém, as suas obras só seriam concluídas em 1966, sendo o Panteão Nacional oficialmente inaugurado em 1967. Dada a duração e arrastamento no tempo de tais obras, passou a ser designada como “obra de Santa Engrácia” qualquer empreendimento que parasse no tempo.

Mesmo no último ano do segundo milénio, é publicada a Lei n.º 50/2000, de 29 de novembro, que “define e regula as honras do Panteão Nacional”, a conceder somente depois do decurso do prazo de um ano sobre a morte dos cidadãos distinguidos, e o continua a circunscrever à igreja de Santa Engrácia. Reservando à Assembleia da República a atribuição das honras de panteão nacional como sua competência exclusiva, explicita a sua finalidade:

“homenagear e a perpetuar a memória dos cidadãos portugueses que se distinguiram por serviços prestados ao País, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade” (art.º 2.º/1).

E a lei n.º 35/2003, de 22 de agosto, distribui o estatuto de Panteão Nacional por dois templos, sendo a finalidade atribuída ao segundo muito restritiva, exclusivamente à laia de reconhecimento, como, a seguir de discrimina:

“O Panteão Nacional, criado pelo Decreto de 26 de setembro de 1836, fica instalado em Lisboa, na Igreja de Santa Engrácia, e em Coimbra, na Igreja de Santa Cruz, estando o uso desta última, sem prejuízo da prática do culto religioso, destinado em exclusivo à prestação de honras ao primeiro rei de Portugal e seus sucessores aí sepultados” (art.º único).

Questionadas as diversas vozes sobre a conveniência ou mesmo a obrigação cívica da trasladação dos restos mortais de Eusébio para Santa Engrácia, toda a gente clama, ou por alijamento de responsabilidades ou por atitude de zelo pela preservação dos poderes, que tal competência é exclusiva do Parlamento. Pois é, a lei assim o determina. Mas a iniciativa, a sugestão podem surgir dos interessados. Que eu saiba, a nossa Constituição ainda consagra o direito de petição, em determinadas condições (cf CRP, art.º 167.º).

Concluindo, assumam as responsabilidades, sejam consequentes. Se promoveram ou aceitaram – e bem – toda aquela empolgante plataforma de liturgia desportiva que o mundo pôde contemplar, levem o herói para o campo dos heróis da modernidade nacional!

O próprio poeta político, de Águeda, sugere a interpretação maximalista das finalidades “panteónicas” quando escreve na obra que dedicou a Eusébio: “buscava o golo mais que golo – só palavra” e “não era golo – era poema”.

 2014.01.07
Louro de Carvalho

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Uma comunicação social distraída

Nestes dias a comunicação social (tv, rádio, internet, jornais...) prece andar bastante distraída e unifocada.
De manhã à noite só se fala de Eusébio. Não está em causa o enorme desportista que foi o grande Eusébio e o que ele significa no imaginário luso.
E os outros não são pessoas? Que relevo tem dado a comunicação social às vítimas do tornado que atingiu Paredes e deixou tanta gente no sofrimento? Focamo-nos nos mortos e esquecemos a morte dos vivos...
Pessoas sem casa, casas destruídas, janelas destroçadas, móveis estragados... até uma Igreja foi vandalizada pelo temporal... Gente que perdeu uma vida num instante.
Mas isto passa a correr pela comunicação social, de raspão.
Vi políticos e muitos no funeral de Eusébio. Nada contra. Não ouvi dizer que tenham estado em Paredes e noutros locais atacados pela intempérie. Porque será?
Nas redes sociais abundam  referências a Eusébio, mas quase não existem sobre o sofrimento destes portugueses. Será que só os colunáveis são notícia?
E o público come e cala? Onde está a indignação perante uma comunicação social unifocada e sectária?

Veja aqui o vídeo sobre o tornado que afetou Paredes.

domingo, 5 de janeiro de 2014

"Gaffe" de Eusébio na Igreja de São Eusébio


Esta veio no “Público” de 17-08-2010, numa caixa de “estórias de Boronha”.
“Durante o Euro 2000, a delegação portuguesa recebeu um convite para que Eusébio participasse numa cerimónia em Arnhem, na igreja de São Eusébio. O ex-futebolista foi a essa cerimónia acompanhado por António Boronha e por um assessor de FPF, que falava holandês. Eusébio foi convidado a discursar e cometeu uma gaffe, afirmando: «Já me fizeram muitas homenagens, em todas as partes do mundo, mas esta é a primeira vez que dão o meu nome a uma igreja». Conta Boronha que o assessor deu a volta à gaffe traduzindo a frase como a primeira vez que Eusébio era homenageado numa igreja com o nome dele”.
Fonte: aqui
 
Eusébio da Silva Ferreira faleceu na madrugada deste domingo em sua casa. Tenha 71 anos de idade.
Ao enorme artista da bola, pessoa humilde, desejamos que descanse em paz.

 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014