quinta-feira, 30 de abril de 2015

Adeus, Cónegos!

"A 'desmedievalização'' é tão necessária como desejável"



Veja aqui

Discussão entre Lopetegui e Jorge Jesus ganhou direito a 'musical'

Depois da Wikipédia agora é a vez do musical West Side Story entrar na discussão entre Jorge Jesus e Julen Lopetegui.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Como "presente" para Romero, gangues de El Salvador deixam de matar polícias e pobres


Óscar Romero, que vai ser beatificado, era visto como um defensor dos pobres e oprimidos e foi assassinado enquanto celebrava missa. Num país de seis milhões de pessoas existem cerca de 65 mil membros de gangues.


Os gangues de El Salvador prometem deixar de matar polícias, militares, políticos, juízes e pobres durante o processo de beatificação do arcebispo Óscar Romero.

Num comunicado conjunto, já confirmado como autêntico por Paolo Lüers, representante do governo na mediação com os grupos criminosos, os vários gangues dizem que este é um "presente" que gostariam de oferecer ao arcebispo.

Óscar Romero era visto como um defensor dos pobres e oprimidos e foi assassinado enquanto celebrava missa, em 1980. O seu processo de beatificação foi aberto há vários anos, mas havia dúvidas sobre se o homicídio tinha tido motivações políticas ou religiosas.

O Papa Francisco terá posto fim a esse debate, decidindo pessoalmente avançar com o processo e beatificar o arcebispo. A beatificação está marcada para 23 de Maio de 2015.

"Este é o presente que queremos oferecer ao arcebispo Romero. O nosso arrependimento e pedido de perdão para a sociedade por todos os danos causados", diz o comunicado dos gangues.

Segundo Lüers, este gesto traduz-se em medidas concretas, como a renúncia ao "direito à autodefesa" que os gangues reivindicavam e a promessa de não matar polícias, soldados, juízes, políticos e pessoas com rendimentos baixos, "os mais afectados pela violência".

Segundo dados avançados pelo "Crux", site especializado em assuntos religiosos, existem cerca de 65 mil membros de gangues criminosos no El Salvador, cuja população é de apenas seis milhões. A violência levada a cabo por estes grupos conduziu a uma taxa de mortalidade que, em algumas partes do país, excede a de zonas de guerra.

Só no mês de Março, quando chegou ao fim uma trégua entre dois dos maiores gangues, morreram, em média, 16 pessoas por dia.
Fonte: aqui


Uma notícia absolutamente insólita… Os gangues de El Salvador estão muito satisfeitos com o facto de o Arcebispo Oscar Romero estar prestes a ser beatificado e, para festejar esse evento, prometem deixar de matar polícias, juízes, políticos e pobres. São muito queridos!!!!!!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Carros são novo alvo de piratas digitais

Prepare-se, pois a partir deste verão, até o seu carro pode não estar a salvo das mãos dos hackers. Pelo menos, é o que garantem os investigadores de segurança Charlie Miller e Chris Valasek, que anunciaram que vão demonstrar, nas conferências da especialidade (DEF CON e Black Hat), já em agosto, como piratear remotamente a rede digital de um veículo.

O objetivo é mostrar a vulnerabilidade dos automóveis a ataques remotos, uma vez que a rede digital dos mesmos é responsável pelo controlo de todas as componentes de um carro, desde o volante aos travões.

Os investigadores não divulgaram qual vai ser o carro onde vão testar o ataque informático, mas ainda no ano anterior, Miller e Valasek apresentaram uma lista dos veículos mais vulneráveis a ataques informáticos remotos. O topo da lista é composto por três carros, dois deles não estão à venda no nosso País: o Jeep Cherokee, o Infiniti Q50 e o Cadillac Escalade.
Veja o vídeo aqui.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Supostos Benefícios da Municipalização da Educação e do Ensino


A 13 de abril do corrente, li no site “educare.pt”, um texto de Andreia Lobo sobre as pretensas vantagens da municipalização da educação e do ensino, baseando-se num quadro opinativo veiculado pela presidente da Associação Nacional de Licenciados em Ciências da Educação (ANALCE), Patrícia Figueiredo. Afirmava esta profissional da educação a sua esperança em que “o polémico processo de municipalização” possa “vir a ser uma oportunidade” para estes profissionais das Ciências da Educação (CE), uma vez que a mais competências corresponderá a “maior necessidade de tomada de decisões que se querem fundamentadas”.

A principal afirmação em que lhe dou razão é que o processo é polémico e acrescento que, em meu entender, não se pauta pelo escopo de mais e melhor educação, mas significa a progressiva desresponsabilização do Estado em matéria educativa, aliás como asseguram muitos, constituindo uma via para a entrega da educação e do ensino a privados.

O lugar dos licenciados em CE na sociedade portuguesa (não digo a mesma coisa em relação a especializações, mestrados e doutoramentos na área) resulta basicamente do esvaziamento progressivo da formação inicial de professores nesta área, potenciado pela dispensa do 2.º ano da profissionalização em serviço para aqueles que tinham lecionado durante seis anos letivos no grupo disciplinar em que estavam a adquirir a profissionalização (vd DL n.º 287/88, de 29 de agosto) e a dispensa da profissionalização para os que estivessem a lecionar há quinze anos aquando da entrada em vigor do DL n.º 18/88, de 21 de janeiro, e possuíssem habilitação própria no grupo em que lecionavam, bem como a implementação das licenciaturas em ensino nas Universidades clássicas (vd Portaria n.º 659/88, de 29 de setembro).

É certo que surgiram novas problemáticas no contexto da educação e da escola. Porém, a preparação para a resposta a elas deve constituir um adicional à formação inicial de professores e não tanto a um corpo de licenciados em CE (sobretudo após o processo de Bolonha) – não dizendo o mesmo sobre a necessidade de dotar a escola de outros técnicos superiores, nomeadamente nas áreas da Psicologia, da Saúde e do Serviço Social. Porém, a maior parte das questões passam pela intervenção do professor / educador, e quanto mais qualificado melhor.

De resto, pergunto-me quantos “licenciados” em CE estão absorvidos pelos quadros do Ministério da Educação, nas defuntas direções regionais ou nas escolas. E vou acreditar que venham agora as câmaras municipais salvar estes profissionais de educação, quando a tendência tem sido a afetação de professores /educadores em prol dos quais se mobiliza o conveniente capital de relação (Desculpe-se-me o eufemismo!), designadamente os que não têm colocação ou os que não querem ir para longe da sua residência?

É certo que os mestres e doutores em CE têm ocupado lugar de relevo nas estruturas do MEC, sobretudo ao nível da formação contínua e do apoio ao desempenho. Todavia, os docentes que detêm aqueles níveis de graduação nessa área ou têm lugar como diretores, cada vez menos, devido ao mecanismo do agrupamento de escolas e da agregação de agrupamentos, ou, caso contrário, essa nova qualificação é praticamente ignorada. Não é crível que venham as autarquias fazer reverter a situação, até porque, em muitos casos, os autarcas têm preferido exercer a sua influência no sentido de os conselhos gerais escolherem docentes com experiência em gestão escolar a docentes especializados em Administração Escolar (um dos ramos das CE).

***

Podem agora esperar-se alterações de vulto por força da descentralização de competências em matéria educativa? Serão as alterações tão significativas como as propaladas?

Os municípios têm feito o seu caminho na assunção de competências para que se sentem vocacionados e/ou nas que lhes interessam por motivos políticos ou da ação de proximidade.

Sempre vi os municípios ou as freguesias a “inventar” instalações para a educação pré-escolar, a zelar a manutenção de edifícios e equipamentos (e, mais tarde, a aquisição de novos móveis escolares) e a fornecer recursos em dinheiro e espécie para material didático, apoio escolar, aquecimento, passeios, festas, etc. Depois, o Estado não tem sido parco na abertura de mão das competências, mas as autarquias exigem como contrapartida o envelope financeiro, que é usualmente incrementado e reforçado nos primeiros tempos. Assim:

O DL n.º 299/84, de 5 de setembro, vem regular a transferência de competências para os municípios em matéria de transportes escolares, designadamente, no processo de organização, funcionamento e financiamento dos transportes escolares. Por este diploma, os transportes escolares deixaram de constituir competência das escolas, deixando de estar centralizados nas escolas preparatórias e passaram a centralizar-se nas câmaras municipais.

Depois, a prática da construção de novos edifícios escolares passou, em muitos casos, da assunção da direção de projeto, lançamento de obra e sua direção a cargo do Estado, com o apoio do município, à responsabilidade das mesmas valências pela Câmara, apoiada pelo Estado.

O DL n.º 43/89, de 3 de fevereiro, criou o conselho de direção para a gestão financeira nas escoas preparatórias e secundárias de que fazia parte um representante da autarquia. O Regime de Autonomia, Administração e Gestão de Escolas, aprovado pelo DL n.º 115-A/98, de 4 de maio, criou a assembleia de escola (à semelhança do DL n.º 172/91, de 10 de maio, que não chegou à generalização e criou o conselho de escola ou de área), em que tem assento um representante da autarquia.

O DL n.º 75/2008, de 22 de abril (ainda em vigor, com a redação que lhe foi dada pelo DL n.º 137/2012, de 2 de julho), criou o conselho geral de agrupamento ou de escola não agrupada, órgão de direção estratégica onde têm assento até três representantes da autarquia. E nas competências do diretor podem incluir-se as delegadas pela administração educativa e pela câmara municipal (vd art.os 11.º/1; 12.º/2; 20.º/6). Também a Câmara tem um apalavra a dizer nos contratos de autonomia (vd art.os 56.º e 57.º) 

Por sua vez, o DL n.º 144/2008, de 28 de julho, transfere para o município as atribuições em matéria de educação nas seguintes áreas (vd art.º 2.º/1): a) pessoal não docente das escolas básicas e da educação pré-escolar; b) componente de apoio à família (CAF), sobretudo no fornecimento de refeições e apoio ao prolongamento de horário na educação pré-escolar; c) atividades de enriquecimento curricular no 1.º ciclo do ensino básico (AEC); d) gestão do parque escolar nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico; e) ação social escolar nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico; e f) transportes escolares relativos ao 3.º ciclo do ensino básico (esta já a tinham).

Todavia, a transferência de atribuições a que se referem as alíneas a), c) e d) depende da existência de carta educativa e da celebração de contratos de execução pelo município (vd art.º 2.º/2). Ora, carta educativa já todos os municípios as tinham em processo de elaboração, aprovação e homologação (agora estão desatualizadas); os contratos foram celebrados por quase metade dos municípios do Continente, os quais puderam também celebrar contratos específicos para a gestão, em termos análogos, das escolas básicas e secundárias (vd art.º 13.º), bem como para a gestão das residências de estudantes que estão na dependência do MEC, desde que observadas as condições definidas para a transferência do património e do pessoal das residências para estudantes (vd art.º 14.º/1.2).

É de referir que, nos termos do seu art.º 1.º. o DL em referência, se estabelece o quadro de transferência de competências para os municípios em matéria de educação, de acordo com o regime previsto na Lei n.º 159/99, de 14 de setembro, dando execução à autorização legislativa constante das alíneas a) a e) e h) do n.º 1 do artigo 22.º do Orçamento do Estado para 2008, aprovado pela Lei n.º 67-A/2007, de 31 de dezembro. Porém, ficam de fora em relação à dita Lei do Orçamento: o apoio social a indivíduos ou famílias em situação de precariedade ou vulnerabilidade; as atividades de animação socioeducativa na rede pública dos estabelecimentos de ensino pré-escolar; e as atividades de prevenção da doença e de promoção da saúde.

***

Presentemente, o enquadramento das transferências para os municípios em matéria educativa é o DL n.º 30/2015, de 12 de fevereiro, que também estabelece quadro análogo para a saúde e para a ação social. Estabelece o seu art.º 8.º:

“No domínio da educação, no que se refere ao ensino básico e secundário, são delegáveis nos órgãos dos municípios e das entidades intermunicipais as seguintes competências:

a) No âmbito da gestão escolar e das práticas educativas:

i) Definição do plano estratégico educativo municipal ou intermunicipal, da rede escolar e da oferta educativa e formativa; ii) gestão do calendário escolar; iii) gestão dos processos de matrículas e de colocação dos alunos; iv) gestão da orientação escolar; v) decisão sobre recursos apresentados na sequência de instauração de processo disciplinar a alunos e de aplicação de sanção de transferência de estabelecimento de ensino; vi) gestão dos processos de ação social escolar;

b) No âmbito da gestão curricular e pedagógica:

i) Definição de normas e critérios para o estabelecimento das ofertas educativas e formativas, e respetiva distribuição, e para os protocolos a estabelecer na formação em contexto de trabalho; ii) definição de componentes curriculares de base local, em articulação com as escolas; iii) definição de dispositivos de promoção do sucesso escolar e de estratégias de apoio aos alunos, em colaboração com as escolas;

c) No âmbito da gestão dos recursos humanos:

i) Recrutamento, gestão, alocação, formação e avaliação do desempenho do pessoal não docente; ii) recrutamento de pessoal para projetos específicos de base local;

d) A gestão orçamental e de recursos financeiros;

e) No âmbito da gestão de equipamentos e infraestruturas do ensino básico e secundário:

i) Construção, requalificação, manutenção e conservação das infraestruturas escolares; ii) seleção, aquisição e gestão de equipamentos escolares, mobiliário, economato e material pedagógico.

E o art.º 2.º determina que o processo de delegação de competências se concretiza de forma gradual e faseada através da celebração de contratos interadministrativos e através de projetos-piloto de um número reduzido de municípios”.

Fica de fora, para já, o recrutamento, seleção, gestão e avaliação de professores. Até quando?

***

A questão pertinente que se coloca perante este ordenamento jurídico-administrativo é se bastará a licenciatura em CE, quando para a lecionação se exige o mestrado. Também o MEC exigirá uma PAAC a estes profissionais ou, se trabalham no âmbito dos municípios, já tudo servirá? Depois, para todas aquelas funções de elaboração de projetos, gestão, supervisão e avaliação bastará a licenciatura em CE, porque se trata de funções menores em educação, e colocando os professores a trabalhar – queira-se ou não – sob a orientação destes profissionais menos graduados?

Patrícia Figueiredo, secundada por António Rochette, professor da Universidade de Coimbra acredita que a municipalização pode implicar a “necessidade” de chamar à cena quem tem formação superior para compreender a realidade educativa, seja ao nível da licenciatura, do mestrado ou do doutoramento. Diz ela que “os profissionais das ciências da educação têm o pensamento e o conhecimento que falta para a tomada de decisões políticas conscientes”. E os professores não? – pergunto eu.

***

António Rochette levanta ainda a questão do papel do Conselho Municipal de Educação (CME), criado pelo DL n.º 7/2003, de 15 de janeiro, alterado pela Lei n.º 41/2003, de 22 de agosto, e pela Lei n.º 6/ 2012, de 10 de fevereiro.

Segundo este normativo legal, cabe-lhe dar parecer vinculativo sobre a carta educativa ou sua revisão, definir a política educativa municipal e deliberar sobre a rede escolar. Compete-lhe ainda acompanhar a articulação das escolas com a Câmara Municipal (vd DL n.º 75/2008, art.º 11.º/2) e participar na negociação dos contratos de autonomia (vd id, art.º 56.º/2).

Concordo com o ilustre professor e com o vereador da educação da Câmara de Matosinhos. É preciso mudar a composição do CME, colocando lá os diretores dos agrupamentos do concelho, mas também os empresários, os representantes das entidades culturais e outros elementos da comunidade. 

Mas é sobretudo necessário que o CME efetivamente funcione, se pronuncie e seja ouvido, independentemente da municipalização ou não da educação.

Quantos conselhos municipais de educação foram, por exemplo, chamados a participar na decisão de encerramento de escolas, de constituição de agrupamentos ou de agregação de agrupamentos? Quantas vezes intervieram na distribuição de alunos pelas escolas do seu concelho, deixando, por vezes, aflorar conflitos e interesses?

Não basta dispormos de normativos legais. Importa que se lhes dê execução? Demais, faz algum sentido perder tempo um governo com a elaboração de um DL cuja execução exige a celebração voluntária de um contrato para concretizar uma opção política de vulto? Isto é brincar à educação, não?

É preciso dar uma grande volta à educação, que passa, não pelo corte, mas pela reperspetivação e pela valorização dos objetivos e dos profissionais.

2015.04.18 – Louro de Carvalho

 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Itália detém imigrantes ilegais acusados de lançar cristãos borda fora


Os 15 imigrantes ilegais detidos pelas autoridades italianas são acusados de terem lançado ao Mediterrâneo uma dúzia de cristãos que estavam no mesmo barco.
As autoridades italianas prenderam 15 imigrantes ilegais que chegaram recentemente à costa depois de terem atravessado o Mediterrâneo. Os detidos, todos muçulmanos, são acusados de terem lançado 12 cristãos para fora do navio que os transportava.

O crime terá ocorrido depois de uma discussão inter-religiosa e presume-se que os 12 cristãos se tenham afogado.

A denúncia foi feita por vários dos imigrantes sobreviventes que chegaram no mesmo barco.

Os imigrantes cristãos que foram alegadamente assassinados serão de nacionalidade ganesa e queniana, mas a BBC, que dá grande destaque à notícia no seu site, não indica a nacionalidade dos supostos homicidas.

Mais 41 mortos esta quinta-feiraOs imigrantes ilegais continuam a chegar à costa italiana, ao ritmo de cerca de mil por dia, em várias embarcações, oriundas principalmente da Líbia.

As condições são muito más e os acidentes frequentes. Esta quinta-feira há notícia da morte de mais 41 imigrantes que se terão afogado quando e embarcação em que viajavam afundou.
Fonte: aqui

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Principais erros das sogras

Todos conhecemos muitas piadas sobre as sogras.  As mães querem o melhor para os
filhos e por vezes intrometem-se demasiado na vida das novas famílias e estragam mais que ajudam.  Se quer ajudar, tenha em conta o seguinte:

1.      Deixe de criticar os gostos da sua nora na decoração da casa que pertence ao novo casal.
2.      Não queira impor as suas ideias sobre o modo de criar, tratar e educar os filhos, ou seja, os seus
netos.
3.      Não desculpe os erros do seu filho, atirando as culpas para cima da sua nora.
4.      Aconselhe o seu filho a ajudar a esposa e a tentar compreendê-la.
5.      Tente colocar-se no lugar da sua nora e lembre-se que ela é a melhor amiga do seu filho e quer
o melhor para ele.
     6.   Não se intrometa. Lembre-se de que os problemas do casal têm de ser resolvidos por eles. Não se meta sem ser chamada e nunca coloque o seu filho ou filha contra o marido ou a esposa. Só eles poderão tomar as decisões necessárias.
       7.   Dê ao casal o lugar que lhe corresponde. O casamento, a casa, a vida agora são dos dois. Como você também fez um dia, eles agora formaram uma família.     8.  Não faça sua nora ou genro sentirem-se mal. Não jogue na cara deles que você é que sabe. Elogie o bom que eles fazem. Coloque-se no lugar deles e lembre-se de como a pessoa se sente mal ao ouvir que errou, sobretudo quando esta correcção vem da sogra.     9.  Lembre-se que ajuda mais o casal com os seus elogios e palavras meigas, do que com suas críticas e palavras azedas.
Fonte: aqui

terça-feira, 14 de abril de 2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

domingo, 12 de abril de 2015

Será que os cristãos do resto do mundo conseguem que Portugal também mude?


Olho para outro lado, para o Patriarcado Ortodoxo de Constantinopla, afastado da Igreja desde o século XI. No dia 4 de Abril, numa entrevista à «La Civiltà Cattolica», o Patriarca Bartolomeu I afirmou que «a sinodalidade [a união da Igreja] precisa de um “primeiro”: não se entende sem ele, que é quem tem o carisma do serviço da comunhão. O “primeiro” é aquele que procura o consenso de todos. E justamente esse é o ponto em que verdadeiramente sentimos que o nosso irmão Francisco revelou uma liderança extraordinária». Continua Bartolomeu I: «desde a eleição do Papa Francisco sentimos que havia algo de especial nele: a sua integridade, a sua espontaneidade, o seu calor. Este é o motivo pelo qual decidi participar da Missa inaugural do Pontificado, em 2013». Foi a primeira vez que um Arcebispo de Constantinopla esteve presente naquela ocasião na Igreja de Roma. Esta aproximação, cada vez mais desejada por todos, poderá demorar, mas intensificou-se muito com Bento XVI e está agora a tornar-se mais expressiva e calorosa.
Observo as estatísticas de vários países. Por exemplo, em Itália o número de Confissões praticamente duplicou, com a pregação que o Papa Francisco está a fazer sobre este Sacramento.
O mundo está a mudar? Talvez não mude na mesma direcção em todas as partes do mundo. Estão a chegar às dioceses de Portugal padres enviados por dioceses recônditas da Índia (que chegam sem falar uma palavra de português) e padres de Angola e da Polónia e de outros países. Por exemplo, os padres brasileiros que estão a dinamizar com o seu ardor missionário várias paróquias dos Açores.
Será que os cristãos do resto do mundo conseguem que Portugal também mude?
Fonte: aqui

terça-feira, 7 de abril de 2015

7 de Abril do ano 30: Sete verdades sobre o homem que abalou o mundo


Hipótese de reconstituição do rosto de Jesus 
feita pela BBC em 2001

Sabemos que Jesus existiu, era um judeu na forma de viver e de rezar, não nasceu a 25 de Dezembro, era visto como profeta, foi condenado à morte pelo procurador romano e morreu, com forte probabilidade, a 7 de Abril do ano 30. Segundo os seus seguidores, ressuscitou dois dias depois – no Domingo de Páscoa, que hoje os cristãos assinalam. Começou aí um mistério e um fascínio que perdura.  

Ninguém sabe exactamente o que sucedeu na madrugada daquele 9 de Abril do ano 30. “O que se pode dizer é que se passou alguma coisa naqueles dias, um acontecimento que, abalando aqueles homens e mulheres, abalou o mundo.”
A frase é do jornalista francês Jacques Duquesne que, há década e meia, agitou o cristianismo europeu com um livro polémico sobre Jesus. No dia 7 de Abril – tudo aponta para essa data –, Jesus, chamado Cristo (Messias) pelos seus companheiros, tinha sido morto pelo suplício da cruz. Sepultado na mesma tarde, alguns dos seus amigos – mulheres, primeiro, os líderes do grupo, depois – dirigiram-se depois ao sepulcro, na madrugada do primeiro dia da semana. Voltaram, dizendo que Jesus ressuscitara. Nesse instante, começa um fascínio que atravessa os séculos.

Continue a ler aqui

domingo, 5 de abril de 2015

Ressurreição: quando o amor de Deus é um fogo

Domingo de Páscoa, celebrar a luz nova

Teófanes o Grego, Transfiguração do Senhor 
(início do século XV; ilustração reproduzida daqui)

A experiência do ressuscitado é, para os primeiros seguidores de Jesus, semelhante a um fogo misterioso e intenso. Dois deles, que iam a caminho de uma aldeia chamada Emaús, são disso testemunhas. Pelo caminho, o próprio Cristo ressuscitado junta-se a eles, sem ser reconhecido, e explica-lhes os textos bíblicos que a ele mesmo se referiam.
Os dois discípulos só o reconhecem quando Jesus se senta à mesa com eles. Ao regressarem a Jerusalém, para dizer aos companheiros que tinham visto o ressuscitado, comentavam: “Não nos ardia o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as escrituras?”
Esse fogo já antes o tinham experimentado outros três discípulos – Pedro, Tiago e João – quando Jesus se transfigura perante eles, mudando-se o rosto e resplandecendo as vestes. Sem entenderem plenamente o que acontece, os três intuem que o acontecimento prenuncia algo mais forte – que viria a ser a ressurreição.
Não se sabe o que terá sido a experiência da transfiguração – como a representada no ícone aqui reproduzido – nem, muito menos, a da ressurreição. Sabe-se, apenas, que elas mudaram a vida de um punhado de mulheres e homens. Dentro deles, descobriram de repente, por causa de um homem que se afirmava filho de Deus, potencialidades ignoradas.
“Quando a noite se torna espessa” – escreve o irmão Roger, da comunidade monástica de Taizé – o amor de Deus “é um fogo que vem atear o que sob as cinzas permanecia todavia incandescente”.
A experiência do fogo dá lugar a um dos símbolos mais importantes da liturgia católica. Na noite que passou, a Vigília Pascal começou com a bênção do lume novo. A oração do Precónio Pascal fala dessa noite diferente, que contém em si a força da luz na história bíblica: o inicial “Faça-se luz” rompe as trevas dominadoras; o pecado dissipa-se pela coluna de fogo que conduz os israelitas através do deserto, fugindo à escravatura egípcia; a ressurreição, acontecimento fundador do cristianismo e vitória sobre a morte, dissipa “as trevas de todo o mundo”; a terra rejubila “inundada por tão grande claridade”.
Esta foi a noite de prenúncio de uma aurora nova. “Esta noite santa afugenta os crimes, lava as culpas; restitui a inocência aos pecadores, dá alegria aos tristes; derruba os poderosos, dissipa os ódios, estabelece a concórdia e a paz.”
Hoje, Domingo de Páscoa, é essa luz nova que os cristãos celebram.

(Texto publicado no Público a 27 de Março de 2005), aqui

sábado, 4 de abril de 2015

O horror que é viver na Coreia do Norte

Uma jovem norte coreana de 21 anos, Park Yeon-mi, fugiu do seu país depois de ver amigos e familiares serem assassinados. Agora tornou-se numa ativista que utiliza o poder das redes sociais para contar ao mundo o terror que se vive na Coreia do Norte.

Veja o discurso comovente que Park Yeon-mi faz neste vídeo – em inglês mas com legendas em espanhol – da fundação ‘One Young World’.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Estão a matar cristãos, mas não se ouve um pio


 Um rapazola palestiniano apanha com uma bala de borracha israelita e, de imediato, os média europeus entram num frenesim de indignação. O mundo inteiro fica suspenso naquela nódoa negra. Milhares e milhares de cristãos são assassinados ou expulsos de suas casas por muçulmanos e, de imediato, essas notícias são remetidas para cantinhos de página e o mercado de indignação não abre a sua mui delicada boca, ou melhor, abre a boca para dizer que "a maioria dos muçulmanos não é violenta" ou "não podemos cair na islamofobia". Há qualquer coisa de errado aqui. Os cristãos deviam começar a pôr bombas em mesquitas ou atacar revistas satíricas com Ak-47. Aí sim, receberiam um pouco de atenção da compreensiva indústria da indignação.
Em quase 2000 anos, é a primeira vez que não há cristãos em Mossul, a grande cidade do norte do Iraque, invadida e pilhada pelo ISIS, que provavelmente já queimou documentos cristãos do século I
Na Nigéria, os cristãos adultos têm sido estorricados em igrejas e as crianças têm servido de escravas sexuais; no Egito, os coptas sofrem violência diária debaixo da complacência das autoridades; no Paquistão, a par do críquete, existe um desporto nacional chamado queimar ou explodir a igreja alheia; na Síria e Iraque, centenas de milhares de cristãos sofreram ou ainda sofrem debaixo do califado do Isis. Só no Iraque, 125 mil cristãos fugiram para a zona segura do Curdistão. O número assusta, mas a verdadeira sensação de apocalipse surge quando sabemos que as comunidades cristãs do Iraque (caldeus, por exemplo) deixaram o Iraque pela primeira vez em 2000 anos. Estas pessoas são herdeiras do cristianismo original, ainda têm monges e padres que falam aramaico, a língua de Jesus Cristo. É como se fossem a personificação da nossa Era. Mas não se ouve um pio, não há hashtags fofas para estas pessoas. Em quase 2000 anos, é a primeira vez que não há cristãos em Mossul, a grande cidade do norte do Iraque, invadida e pilhada pelo Isis, que provavelmente já queimou documentos cristãos do século I. Livros do tempo de São Paulo estão a ser transformados em cinza, mas não se ouve um pio.
Em redor de Mossul, todos os cristãos de todas as denominações (arménia, assíria, grega, síria) não tiveram outro caminho: fugir para o Curdistão ou Jordânia. Ficar na cidade significaria morte, tortura, conversão à força, perder as filhas para a escravatura sexual disfarçada de casamento pio. Parece que os capangas do Isis não querem esperar pelas 72 virgens e não têm problemas em casar com meninas de dez anos. Mas não se ouve um pio. Se querem respeito, os cristãos têm mesmo de se converter ao islão. Só assim serão vítimas aceitáveis.
Henrique Raposo
Expresso online, 2015.04.01