quarta-feira, 29 de julho de 2015

Cidade de Banguecoque está a afundar

Num relatório feito pelo Conselho Nacional de Reforma tailandês, afirma-se que a capital do país está a afundar devido à forte exploração de aquíferos e ao aumento do nível médio das águas do mar. Se não forem tomadas medidas, Banguecoque poderá estar submersa daqui a 15 anos.
Com uma população de 14 milhões de pessoas, o presidente do comité Witthaya Kulsomboon alertou para o facto de Banguecoque e algumas das províncias vizinhas estarem apenas 0,5 a dois metros acimado nível médio das águas do mar. Uma das sugestões foi criar um comité nacional para implementar as medidas necessárias.
Além da subida das águas, o fenómeno está também a ser causado pela extração de água dos aquíferos para consumo doméstico. O aumento do número de edifícios e construções está a acelerar o processo.
"Em Banguecoque, existem cerca de 700 edifícios com 20 andares ou mais, e quatro mil edifícios entre os oito e os 20 andares. Existem também várias vias-férreas elétricas", disse Kulsomboon sobre a cidade.
Além do controlo das construções, Kulsomboon sugeriu também realocar algumas das indústrias e negócios para fora da cidade, e reconsiderar a alteração da localização da capital do país.
As inundações em Banguecoque são comuns, e ainda não existem barreiras que as impeçam. Uma das sugestões do comité inclui uma barreira que proteja a cidade da subida das águas, que teria um custo de cerca de 14 mil milhões de dólares.
Fonte: aqui

domingo, 26 de julho de 2015

Curar o herpes labial


O herpes labial é uma infecção que se produz por um vírus muito contagioso, que se propaga facilmente ao tocar uma ferida activa. A infecção provoca bolhas pequenas e dolorosas, que além de serem antiestéticas, também podem propagar facilmente a infecção, simplesmente através do contacto de pele com pele.

Para o curar em pouco tempo use um dos seguintes produtos:


1. Alho. Ele contém um composto chamado alicina que, de acordo com investigações, tem um forte efeito antibacteriano que ajuda a curar infecções rapidamente. 




De facto, muitos estudos asseguram que o alho pode funcionar melhor que os antibióticos farmacêuticos, incluindo também o facto de não ter efeitos colaterais. Esmague o alho e ponha-o em contacto com as bolhas durante 10 minutos. Se for preciso, repita a dose passadas umas horas.


2. Álcool. Ponha um pouco de álcool no local da herpes e esfregue levemente com um dedo. Repita este gesto mais algumas vezes logo a seguir. Vai precisar de o fazer de novo passadas algumas horas, pois o álcool evapora depressa. Mas se repetir várias vezes esse gesto, verá que o herpes desaparecerá. Por último, lembre-se de que o herpes labial pode-se propagar facilmente através de diferentes elementos de uso pessoal. Portanto, uma vez curada a ferida, jogue fora ou desinfecte tudo o que esteve em contacto com o herpes labial.
Fonte: aqui

O pedreiro

Um velho pedreiro, construtor de casas, estava prestes a atingir a idade da reforma. Por isso, informou o patrão que queria deixar o trabalho para passar mais tempo com a família. Ainda admitiu que ia sentir a falta do ordenado, mas o que realmente queria era reformar-se. A empresa não seria muito afectada com a saída do pedreiro, mas o patrão ficou triste pela perda de um bom operário e fez-lhe uma proposta:
– Tenho um projecto especial em mãos. Podes construí-lo antes de te reformares? Seria um favor especial que me farias...
O pedreiro não gostou muito da ideia, mas acabou por concordar. Era fácil de ver que estava a trabalhar contrariado. Fazia um trabalho de segunda qualidade e usava materiais inadequados.
Quando acabou a casa, o patrão veio inspeccionar e obra. Depois, deu as chaves ao pedreiro, dizendo:
– Esta casa é tua. É o presente da firma para a tua reforma.
O pedreiro ficou estupefacto.
– Que pena! Se soubesse que estava a construir a minha casa teria feito um trabalho diferente - lamentou-se com os seus botões....
Construímos a nossa vida um dia de cada vez. Muitas vezes não fazemos o melhor que somos capazes! Depois, surpreendidos, doscobrimos que temos que viver na casa que construímos, a nossa vida. Se pudéssemos começar de novo, faríamos tudo diferente. Mas não podemos voltar atrás na «obra».
És o pedreiro da tua própria casa! Todos os dias martelas pregos, ajustas tábuas e constróis paredes. A vida é um projecto que tu mesmo constróis! As tuas atitudes e escolhas de hoje estão a construir a «casa» em que vais morar amanhã. Trabalha com sabedoria e dedicação!
Fonte: aqui

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Pedofilia na Igreja e acusações: é preciso bom senso

Na última quinta-feira, a diocese de Coimbra publicou um comunicado no seu site, pedindo a quem tenha informações sobre casos concretos de abusos de menores por membros do clero que denuncie essas situações aos responsáveis diocesanos.
O caso foi contado pelo DNque adianta que a Polícia Judiciária iniciou entretanto uma investigação, uma vez que se trata de um crime público (na notícia, quando se refere o caso do Fundão, deve corrigir-se que não é da diocese de Coimbra, mas da Guarda).
No ionline conta-se também a história, referindo mais pormenores, a partir das acusações do blogue que esteve na origem deste casoEsse blogue aponta nomes concretos, mas um dos visados admitiu já processar o(s) autor(es) de tal informação, por difamação.
O comunicado foi publicado na página da diocese de Coimbra na internet e pode ser lido aqui.
Nesse documento, de Abril de 2012, o episcopado estabelece que as instituições da Igreja – nomeadamente as dioceses – devem prestar toda a colaboração às entidades competentes, às vítimas e suas famílias e que cada bispo deve também desencadear um processo canónico, quando haja matéria para tal.
Se eventualmente há algum fundamento nas acusações feitas no blogue, e porque haverá várias dioceses envolvidas, a primeira atitude deveria ter sido que os diferentes bispos se pusessem de acordo sobre eventuais procedimentos. Em seguida, o caso deveria ter sido entregue às autoridades. Por isso, publiquei este sábado no Diário de Notícias um pequeno comentário sobre o tema, defendendo que o caso deveria ter sido gerido de outra maneira - o comunicado não tem consequência concreta a não ser a de pedir que sejam comunicadas informações a quem as tenha e levantar mais suspeitas.
Fonte: aqui

Bom senso
A questão dos abusos sexuais na Igreja tornou-se uma das mais graves crises do catolicismo no último século. Mas, apesar da vontade dos três últimos papas - João Paulo II quis "tolerância zero", Bento XVI criou normas e Francisco quer total transparência na questão, levando até às últimas consequências o castigo não só dos prevaricadores, mas também dos encobridores. O problema é que a questão é ainda muito mal gerida por diversos responsáveis da Igreja. Por vezes, continua-se a culpar o "mensageiro" pelas más notícias; outras vezes, as reacções indiciam uma condenação "a priori" dos acusados. Mas deve privilegiar-se uma grande sensibilidade e ter muito bom senso na gestão do assunto.
Em Portugal, há sinais de que o episcopado ainda não descobriu - no seu conjunto e em algumas dioceses - a forma mais eficaz de lutar contra o problema e, ao mesmo tempo, de revelar esse bom senso na gestão da crise. Claro que não falamos de um problema qualquer, mas de um verdadeiro pecado de bradar aos céus, que atenta contra valores dos mais profundos do cristianismo. Mesmo se é verdade que, ainda há quatro décadas atrás, era grande a tolerância das sociedades para com os abusos sobre os mais novos.
Este caso de Coimbra manifesta alguma falta de habilidade na forma de lidar com o problema. Perante uma denúncia anónima, a diocese deveria ter alertado imediatamente as autoridades. O comunicado tornado público não adianta nada para a necessária descoberta da verdade, antes só vem lançar um véu de suspeita sobre muitos padres (que continuam a ser esmagadora maioria) que exercem o seu ministério de forma positiva.
A necessidade de esclarecer não deve levar a criar mais suspeitas e rumores. Mas sobre isso todos temos de fazer uma profunda reflexão em sociedade.
ANTÓNIO MARUJO, 18 julho 2015, DN OPINIÃO



sábado, 18 de julho de 2015

Sobre a identidade e reclassificação do “planeta” Plutão


Desde os tempos da escola primária – ainda não éramos básicos como agora – me ensinaram a papaguear os nove planetas do sistema solar: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno e Plutão. Eram astros ou corpos celestes redondos, sem luz própria e que tinham o movimento de translação em torno do Sol. Destes se distinguiam os satélites, que eram corpos celestes que orbitavam em torno de planeta e só indiretamente em volta do Sol. E, até 2006, ninguém ousou desfazer este encanto orbital e planetário.

Ora, Plutão fora o último destes corpos celestes a ser descoberto. E, como refere Anabela Natário, no Expresso on line, de 14 de julho, era o Planeta X. Porém, Venetia Burney, de 10 anos, disse ao avô que aquela massa fria e escura do sistema solar – que no passado dia 14 se pôde ver, pela primeira vez, a 12500 Km de distância – se devia chamar Plutão, que em inglês e em grego se escreve Pluto.

Aquela era uma menina interessada na mitologia greco-romana e, pelo avô materno Falconer Madan, em astronomia. Foi ele quem, há 85 anos, lhe falou na descoberta daquele objeto celeste e a fez madrinha de um dos planetas mais misteriosos para os humanos, até há pouco.

Venetia, filha de um reverendo que morreu cedo, não seguiu astronomia, estudou matemática e tornou-se professora e contabilista. Em 1987, ganhou um asteroide com o seu apelido de solteira: em sua honra, o 6235 foi batizado de Burney.

Com efeito, até 2006, Plutão era considerado o nono planeta do sistema solar, mas foi desclassificado. A massa de rocha e gelo passou a ser considerada um “planeta anão”, nesse ano, em que foi lançada a sonda que, no passado dia 14, pôs a NASA em festa por, ao fim de nove anos e meio, se aproximar do seu alvo de estudo.
Pelos vistos, a razão pela qual o planeta fora desclassificado era o seu pequeno tamanho, o que, na ocasião, me fez brincar com alguns dos homens meus amigos de tamanho reduzido dizendo-lhes que, mercê do seu tamanho, seriam desclassificados por analogia com o planeta anão. Ora, do meu ponto de vista, o tamanho não pode ser critério determinante de classificação identitária.

E os últimos factos parecem apontar para o juízo precipitado da IAU (União Astronómica Internacional), que, em sua Assembleia Geral de 24 de agosto de 2006, aprovou a resolução segundo a qual um planeta é um corpo celeste que está em órbita ao redor do Sol; tem forma determinada pelo equilíbrio hidrostático (arredondada) resultante do facto de que a sua força de gravidade supera as forças de coesão dos materiais que o constituem; e é um objeto de dimensão predominante entre os objetos que se encontram em órbitas vizinhas.

***

Do seu lado, Venetia Phair (Phair é apelido de casada), desgostosa com a desclassificação, disse, aos 87 anos, em entrevista à BBC que, devido à sua idade, se mantivera em boa parte do tempo indiferente ao debate, mas que preferia que permanecesse um planeta. Entretanto, antes, contara:

“Consigo visualizar a mesa e a sala, mas lembro-me muito pouco da conversa. Sei que o meu avô ficou impressionado com o nome de Plutão”.

Por outro lado, a mencionada sonda norte-americana batizada de New Horizons (Novos Horizontes) viajou, primeiro, a bordo do foguete Atlas, até chegar a Júpiter; aí, fez da gravidade uma fisga para se lançar no espaço a alta velocidade. Percorreu quase cinco mil milhões de quilómetros a 49.570 km por hora, porém, as suas comunicações com a Terra demoram apenas quatro horas e meia a chegar. A New Horizons só voltou “a telefonar para casa”, como dizem os seus criadores, no dia 16. E os cientistas envolvidos aguardam com alguma ansiedade essa conversa, já que o espaço bate o futebol quando se fala no pode acontecer.

Já foi divulgada a primeira fotografia tirada pela câmara de alta resolução Lorri (Long Range Recconnaissance Imager). John Spencer, do Southwest Research Institute do Colorado, um dos parceiros da NASA nesta missão, afirmou:

“Neste momento, as imagens revelam apenas que Plutão é um planeta realmente esquisito. Tem algumas áreas muito escuras, outras extremamente claras, e não sabemos nada sobre o que são ainda”.

Certamente que era ainda mais esquisito quando o astrónomo norte-americano Clyde Tombaugh, o descobriu na esteira de Percival Lowell, fundador do observatório com o seu apelido, localizado no Arizona, desde 1894. As primeiras fotos de Plutão, ou Planeta X, foram captadas em janeiro de 1930, mas só foi anunciada oficialmente a sua descoberta em 13 de março de 1930. No dia seguinte, o diário inglês The Times deu a notícia que o avô de Venetia lhe leu ao pequeno-almoço.

Falconer Madan, bibliotecário da Universidade de Oxford, era amigo do astrónomo Herbert Hall Turner, que, por sua vez, telegrafou a ideia da menina aos colegas americanos de Lowell. O observatório, que abrira um concurso, recebeu mil sugestões. Todavia a de Venetia ganhou a votação interna, por unanimidade. E, no dia 1 de maio, deu-se o batismo oficial, passando o Planeta X a chamar-se Plutão.

Em casa de Venetia não caiu do ar esta ideia de batizar descobertas na via láctea: era já uma aptidão de família. O seu tio-avô Henry George Madan, irmão de Falconer, tinha sugerido e conseguido que seguissem a sugestão de dois nomes para os satélites de Marte recém-descobertos (em 1887): Deimus (Deimos) e Phobus (Fobos).

Em 2006 – ano triste para si devido à morte do marido, Edward Maxwell Phair, professor de Clássicas, com quem esteve casada quase seis décadas – Venetia ainda assistiu ao lançamento da New Horizons. Porém, três anos depois, foi a sua vez de partir, aos 90 anos, a quatro meses de fazer 91.

Venetia Burney é um dos 434.738 nomes que seguem no CD colocado a bordo da sonda News Horizons, os nomes de quem respondeu ao apelo da NASA e ganhou um certificado por isso.

Na sonda que de facto abre novos horizontes, viajam também duas bandeiras americanas e as cinzas de Clyde Tombaugh, que, tendo morrido com 90 anos, contava apenas 24 quando vislumbrou na escuridão do céu o “planeta” até então desconhecido.

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A partir de 2006, intensificou-se o debate à volta do “planeta” com o nome do deus dos mortos para os romanos. Agora, deu-se um passo para arrumar este assunto. Afinal, Plutão, atualmente dito “planeta anão" é ligeiramente maior do que se pensava – 2.370 quilómetros de diâmetro.

O seu tamanho tem sido debatido desde a sua descoberta em 1930. Bill McKinnon, da Universidade de Washington de St. Louis, um dos cientistas desta missão, sublinhou o entusiasmo dos cientistas por acabarem definitivamente com esta questão.

Por seu turno, Alan Stern, investigador principal da missão, referiu que sabiam, desde que projetaram o voo, que só se seria capaz de “estudar as pequenas luas em detalhe por apenas alguns dias antes da maior aproximação”.

O Expresso on line, de 16 de julho, refere que as fotos de Plutão reveladas pela sonda evidenciam a presença de enormes montanhas geladas no planeta, com mais de 3300 metros de altitude, permitindo também perceber que não existem crateras de impacto na superfície, o que levanta a hipótese de o planeta poder ser bastante mais novo do que outros do Sistema Solar.

Durante a conferência de imprensa realizada para a apresentação das novas imagens, os cientistas da NASA afirmaram que “esta é a primeira vez que vemos um mundo gelado a orbitar um planeta gelado”.

Na mesma reunião, a agência espacial norte-americana exibiu outras fotos pormenorizadas de Charon (a maior lua de Plutão), em que é possível ver que a sua superfície irregular, cheia de penhascos e vales.

Nos próximos 16 meses, a New Horizons continuará a enviar para Terra imagens de Plutão.

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Também o DN on line, de 16 de julho, dá conta de que “as regiões das Montanhas de Norgay e da Planície Sputnik, em Plutão, parte da forma de coração no pequeno planeta que já ficou famosa, podem agora ser vistas em pormenor numa animação da NASA criada a partir das fotografias mais próximas tiradas pela sonda New Horizons”. E podem observar-se as formações rochosas que os cientistas da NASA já chamaram de “intrigantes” e que serão ainda “dissecadas” por eles, faltando ainda receber a maioria dos dados captados pela New Horizons na sua maior aproximação a Plutão.

Segundo o Washington Post, a NASA estima que serão necessários ainda 16 meses para descarregar toda a informação que está nos bancos de memória do aparelho espacial.

O mesmo DN on line, de 17 de julho, assinala que, “depois de ter divulgado, na terça-feira, a primeira imagem da superfície de Plutão, que mostrava a existência de montanhas que se elevam a mais de três mil metros, a NASA mostrou, sexta-feira, uma nova fotografia enviada pela sonda New Horizons, que revela a existência de planícies geladas naquele planeta situado nos confins do sistema solar”.

Mais: “a equipa da missão New Horizons, que está fascinada com os novos dados recebidos, chamou a esta planície gelada Plain Sputnik, em homenagem ao primeiro satélite artificial enviado para o espaço pela União Soviética”. E, segundo a agência norte-americana, a planície fica a norte de uma cadeia de montanhas, numa região que vista do espaço tem o formato de um coração, que recebeu o nome Tombaugh Regio, já considerado um dos símbolos do planeta.

Jeffrey Moore, um dos cientistas da missão, disse que “esta não é uma área fácil de decifrar” e sublinhou que “a superfície desta área é relativamente recente, com menos de 100 milhões de anos, e, provavelmente, ainda está a ser moldada por processos geológicos”. Adiantou, ainda, que “a descoberta destas vastas planícies muito jovens, sem crateras, em Plutão ultrapassa todas as expectativas que havia antes da missão".

A IAU reconsiderará a sua posição e o Planeta X ou Plutão, maior do que se pensava, deixará de ser anão, passando o tamanho a não ser critério determinante de identificação/classificação?


2015.07.18 – Louro de Carvalho

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O sem-abrigo que só quer um emprego

A história deste homem está a despertar admiração em toda a gente. E conta-se em poucas linhas.
Nos finais de Junho último, este sem-abrigo dirigiu-se a uma esquadra da polícia nos subúrbios de Victoria, no Canadá, para entregar uma mala com 2.000 dólares canadianos (cerca de 1.400 euros) que encontrou na rua, dizendo que não tinha dúvidas de que estava a fazer o que devia ser feito.
A honestidade e generosidade deste homem de cerca de 60 anos, que não quis o nome divulgado, levou o "site" de notícias canadiano Victoria Buzz a lançar uma angariação de fundos para o apoiar que rendeu mais de 5.000 dólares (aproximadamente 3.600 euros).
Apesar de as autoridades terem perdido o rasto ao sem-abrigo, um dos agentes da polícia canadiana, Alex Bérubé, decidiu procurá-lo na sequência deste movimento solidário. "Não é fácil localizar uma pessoa sem endereço fixo ou sem telefone, mas eu continuei a tentar porque precisava de lhe dizer que toda a comunidade se uniu para o ajudar", contou o polícia.
A busca de Bérubé acabou por ser bem-sucedida, mas a reacção do homem ao saber da angariação de fundos voltou a surpreender. "Ele pediu-me para doar todo o dinheiro à Our Place e a outras instituições que alimentam pessoas com necessidades", disse o agente, que sugeriu, então, ao sem-abrigo que pensasse melhor antes de lhe dar uma resposta definitiva.
O homem não mudou de ideias, e fez, no dia seguinte, chegar à esquadra da polícia, por escrito, uma breve mensagem em que confirmava o desejo manifestado antes de doar todos os fundos angariados para instituições de solidariedade e explicava que apenas precisava de um emprego para poder dar à volta à sua vida.
Mike Kelly, responsável do Victoria Buzz, que iniciou a angariação de fundos, fez saber que o desejo deste sem-abrigo vai ser concretizado. Todo o dinheiro angariado vai ser encaminhado para a instituição sugerida pelo sexagenário e a comunidade prepara-se, agora, para uma nova missão, a de arranjar um emprego para este sem-abrigo adequado às suas capacidades e necessidades.
Fonte: aqui


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Jesus e a política

1 Em 2011, realizei um colóquio internacional sobre "Quem foi/Quem é Jesus Cristo?", com especialistas de vários horizontes do saber. Paulo Rangel foi um dos conferencistas. Ele acaba de publicar o texto, numa edição apoiada pelo Grupo do Partido Popular Europeu, com tradução para francês e inglês e uma belíssima reprodução da Pietà (segundo Delacroix) de Van Gogh, 1889: Jesus e a Política. Reflexões de Um Mau Samaritano. Para a apresentação, convidou o ex--presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, agnóstico, e o filho deste, João Gama, católico, professor de Direito Fiscal na Universidade Católica. O Salão Árabe do Palácio da Bolsa foi pequeno para acolher centenas de pessoas, numa grande noite cultural sobre Jesus.

2 Qual é a tese de Paulo Rangel, que se define a si mesmo como "cristão de cultura católica" "e não simplesmente um católico"? Em Jesus, não há "a ousadia de um programa temporal e o risco de um projecto social ou societal", "pensamento ou ensinamento político". Porque "o ensinamento de Jesus aspira à totalidade, mas não é total". O próprio poder sabe que "não é ao poder que Jesus vem, nem é ao poder que Jesus vai". A proposta de Jesus dirige-se a todos e a cada um, sem excluir ninguém, numa "política do amor", uma contradição nos termos, porque transcende a política. Jesus não foi político nem fez política, "mas não deixa de ser politicamente perturbador e politicamente relevante". "Jesus e o Seu ensinamento estão de tal maneira alheados dos limites quase físicos da política que representam um marco de "provocação à política", de "provocação" política."
Daí, a pergunta essencial de Rangel: a que título o poder precisou de desfazer-se dele, num julgamento? Podia tê-lo feito de modo expedito, armando uma cilada, por assassínio...

3 Numa brilhante intervenção de cariz teológico, Jaime Gama deu indicações para expandir as reflexões de Rangel. "Estamos perante um texto louvável, mas redutor, porventura demasiado espiritualista, demasiado individualista na utilização que faz do texto neotestamentário e não enquadrando tudo num contexto mais vasto e geral que é aquilo que constitui na verdade a presença testemunhal da Igreja de Cristo na sociedade humana e no próprio ordenamento cósmico, desde a sua origem até ao Apocalipse." Não há referência à relação de Jesus com o Pai nem à presença do Espírito Santo na Igreja, Povo de Deus, de tal modo que, dessubstancializando a doutrina e mensagem cristológica, não se permite, por exemplo, uma Doutrina Social da Igreja, "a possibilidade de definir uma doutrina inspiradora para a responsabilidade dos homens no quadro da criação". João Gama seguiu outra via: "Aquilo que Paulo Rangel não diz, e eu penso que ninguém diz, é que Jesus é um não político." Jesus joga com "a surpresa na política: o amor", um amor que "não é só dar a outra face, é a destruição da inimizade do inimigo". Por isso, é um provocador da política. Se se pensar bem, o reino político "também não é deste mundo": há a necessidade de querer um mundo melhor e transformá-lo. Assim, não concorda com o subtítulo da obra, porque "todo o político, mesmo o mau, é um bom samaritano". O mau samaritano é aquele que fica a ver e nada faz.

4 Coube-me abrir o debate e moderá-lo. Jesus é "figura determinante" (K. Jaspers) na história da humanidade, incompreensível sem ele. A sua influência é decisiva: foi, por exemplo, por seu intermédio que a ideia de pessoa veio ao mundo. Mesmo se teve de impor-se contra a Igreja institucional, não é por acaso que a doutrina dos direitos humanos nasceu em contexto, também geográfico, cristão. Vários pensadores de renome o sublinharam: foi pelo cristianismo que soubemos da "infinita digni-dade" do homem (Hegel), que nenhum ser humano pode ser tratado como "gado" (E. Bloch), "um homem, um voto" é a tradução política da fé religiosa na relação de Deus com cada ser humano (J. Habermas). A laicidade do Estado, que garante a liberdade religiosa de todos, já estava em gérmen na palavra de Jesus: "A César o que é de César e a Deus o que é de Deus." Jesus não pretendeu conquistar o poder para impor um programa político, mas deixou a igualdade de base, a justiça, a dignidade de todos como critério de "Juízo Final" e da religião verdadeira, sem nada de confessional: "Tive fome e destes-me de comer; tive sede e destes-me de beber; vestistes-me, fostes visitar-me, estando eu doente ou na cadeia..." Na fé na ressurreição de Jesus anuncia-se a vida eterna, e, como observou Tocqueville, enquanto os homens acreditaram na eternidade, até neste mundo construíam de modo durável; hoje, sem eternidade, o tempo reduz-se a instantes que se devoram uns aos outros e, vivendo num presentismo niilista, até a política se ressente do curto-prazismo. No Salão Árabe, vinha à mente a urgência da reflexão sobre o diálogo intercultural e inter-religioso.
Anselmo Borges, aqui

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Nada Te Turbe

Os 6 poderes da água de limão!


1. Possui ação termogênica, o que significa aumento do metabolismo do corpo e mais gasto de energia (caloria). O limão possui substâncias termogênicas e a água gelada, ao entrar em contato com nosso organismo, precisa ficar na temperatura ambiente. Assim, o corpo gasta energia para que a água alcance a temperatura desejada.
2. Por ser rico em fibras, o limão ajuda a aumentar a sensação de saciedade.
3. O limão tem ação diurética e, quando combinado com a água, contribui para diminuir o inchaço do corpo.
4. Por conter uma fibra solúvel chamada pectina, o limão, aliado à ingestão de água, faz com que o intestino funcione melhor. Isso, consequentemente, favorece a perda de peso.
5. A pectina presente no limão também absorve a gordura em excesso no organismo e a elimina através das fezes.
6. Tem poder desintoxicante, auxiliando a eliminação de impurezas do organismo. Muitas dessas impurezas prejudicam a perda de peso.
■ ACERTE A DOSE
Segundo a nutricionista, 1 litro é a quantidade mínima diária para dar bons resultados. A máxima permitida é de 2 litros e meio.
■ QUANDO TOMAR
Você pode ingerir a água de limão durante o dia todo, inclusive junto com as refeições, o que ajuda na absorção de ferro. Dica da nutri: É na casca do limão que está a maior quantidade de vitamina C. Por isso, utilize o limão inteiro, com a casca.
■ NA HORA DO PREPARO
Deixe as rodelas curtindo na água por pelo menos meia hora para que as propriedades da fruta passem para ela.
■ ATENÇÃO!
Pessoas com gastrite ou úlcera gástrica devem evitar o consumo de água de limão.
Fonte: aqui

Taberna no Alentejo

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Combater a aterosclerose


Esta doença é caracterizada pelo depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias, reduzindo o seu calibre e trazendo um déficit sanguíneo aos tecidos irrigados por elas. Há alimentos que ajudam a manter as artérias mais limpas e que, por isso, podem ajudar a combater esta doença.
1. O alho é conhecido como antibacteriano, adstringente e estimulante. Mas também é eficaz a limpar as artérias.
2. Duas colheres de sopa de farelo de aveia por dia dificultam a absorção de gorduras pelos intestinos, fazendo com que o corpo desenvolva menos colesterol.
3. O sumo ou chá de romã melhora também seu sistema circulatório.
4. A pectina e os flavonoides presentes na maçã reduzem a quantidade de colesterol "ruim" e ajudam a prevenir o enfarte e outros problemas cardiovasculares.
5. A berinjela, o abacate, o tomate e o azeite também diminuem o risco de colesterol alto.
6. A cúrcuma ou açafrão da índia possui uma substância chamada curcumina, que protege o coração e a saúde dos vasos sanguíneos.
7. O espinafre é rico em ferro e também conta com as vitaminas A e C, que neutralizam as acções negativas do colesterol "ruim", protegendo o coração.
Fonte: aqui