segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Eutanásia e nazismo, unidos pelo “Lebensunwertes Leben”



Francisco a dar-nos lições sobre dignidade
Há uma coisa que irrita profundamente os defensores da eutanásia e que é muito usada pelos seus opositores. Trata-se da evocação do facto de que na história moderna o primeiro Estado a atrever-se a legalizar e codificar a eutanásia foi o III Reich de Adolf Hitler.

Mas este argumento, por si só, é perigoso. As coisas não são más só porque os nazis as defenderam e fizeram. Não é o facto de os nazis terem usados comboios para transportar judeus para os campos de concentração que torna o transporte ferroviário imoral para toda a eternidade. Haverá um sem número de coisas perfeitamente normais e banais que os nazis fizeram e fizeram bem, algumas das quais são boas, a maioria perfeitamente amorais. Obviamente, e bem, nós lembramo-nos dos nazis pelo imenso e incomensurável mal que fizeram à Europa e ao mundo, e não pelo facto de terem tido aumentado os níveis de literacia infantil, ou qualquer coisa do género.

Os defensores da Eutanásia que têm dado a cara nestes debates públicos não são, manifestamente, nazis. Nunca disse que eram nem o direi. O problema é que a esmagadora maioria dos alemães também não eram nazis. O grande drama da Europa foi o facto de incontáveis alemães aparentemente bem-educados, bem-intencionados e talvez até afáveis, se deixaram enrolar e alinharam nas terríveis ideias de Hitler e dos seus capatazes.

O recurso ao exemplo histórico dos nazis neste debate sobre a eutanásia não é um mero recurso manhoso dos defensores da vida. Vem totalmente a propósito porque os argumentos usados então e hoje para defender a legalização desta prática, parecendo muito diferentes, têm a mesma, perigosa e terrível raiz.

Os nazis inventaram um termo “Lebensunwertes Leben”, que significa “Vida indigna de ser vivida”. Aplicaram-na aos deficientes, aos “impuros”, aos doentes. Hoje os defensores da eutanásia diferem apenas (e por enquanto) nos alvos da lei que propõem. O facto de insistirem (por enquanto) que a lei que defendem apenas permitirá a eutanásia por livre vontade do doente é um detalhe. O grande problema da lei nazi não era a falta de consentimento dos eutanasiados, era precisamente o pressuposto de que eles não eram dignos de viver. E isso – que há vidas que não são dignas de serem vividas – é o centro do argumento moderno pela eutanásia. Não é uma coisa escondida, um detalhe, é mesmo a pedra angular.

Porque a não ser que estejamos a dizer que a dignidade não é uma coisa inerente à condição humana, mas que depende das nossas vontades e da nossa autonomia – do estilo, hoje tenho dignidade, mas amanhã já não me apetece, quinta-feira logo se verá –, então estamos a dizer que há homens emulheres que são mais dignos que outros, em função das suas capacidades físicasou mentais. Se esse é o caso, então o que nos impede de concluir que a vida do deficiente mental, ou do tetraplégico, é “Lebensunwertes Leben”? Afinal de contas o que estavam a fazer os nazis se não levar um passo mais longe a mesma lógica que hoje os bem-pensantes do progressismo social apregoam?

A despenalização da eutanásia não é apenas nazi, está intimamente associada ao núcleo intelectual e racional do nazismo: A ideia de que uns têm uma vida digna de ser vivida, mas outros não.

Eu não direi que os defensores da eutanásia são nazis porque para ser nazi é preciso mais do que apenas isso. Mas que a ideia que defendem tresanda a nazismo digo sem medo de me acusarem de demagogia, porque a raiz é a mesma e é por isso que o fruto também é o mesmo: A morte.
Fonte: aqui

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A Tentação de Catarina

Se o objectivo do Bloco é gerar polémicas, sugiro que dedique menos tempo a atacar a Igreja Católica e mais a denunciar os regimes onde os homossexuais são presos e assassinados em abundância.
Enquanto católico, sei que não devo cair em tentação. O Bloco de Esquerda não sabe. No prelúdio da legislatura, enquanto o país contemplava em suspenso o drama da formação do novo governo, o Bloco já forçava pelos corredores do Parlamento uma catadupa de diplomas, entre os quais se contava a aprovação da adopção por pares do mesmo sexo. Não podia desperdiçar-se um segundo. Afinal, havia uma grande pressa em sagrar a nova maioria nos altares da ideologia de género e uma urgência ainda maior em ultrapassar o PS pela esquerda. Manobra que, desde então, se tem tornado cada vez mais difícil.
A custo de espessas cortinas de fumo, as esquerdas afastaram a perspectiva de um referendo e, em boa verdade, qualquer assomo de debate público sobre o tema. Anunciou-se o projecto, aprovou-se a lei, abriu-se o champanhe, desfraldaram-se as bandeiras e celebrou-se o avanço civilizacional. Pelo meio, Catarina lá se lembrou das crianças, cujo superior interesse jurou ter guiado todo o processo. Porém, verdadeiramente importante era o triunfo da igualdade. Como é bem sabido, num processo de adopção, os interesses do adoptante são mais relevantes do que os do adoptado. Sobretudo, quando valem mais votos.
jc
Ainda assim, para conseguir uma aprovação célere do diploma, o Bloco teve de abdicar de um dos seus desportos favoritos: a clivagem cultural com as forças conservadoras da sociedade. Não foi um sacrifício leve, para um partido que se alimenta essencialmente de fracturas sociais. E nem o veto provisório do Presidente Cavaco Silva, nem a pequena bravata institucional que o Bloco ensaiou contra o Chefe de Estado permitiram acalmar este anseio. Por isso, foi necessário fabricar cartazes onde se atribuem dois pais a Cristo, para transformar a narrativa do triunfo da igualdade numa escaramuça com a Igreja Católica. Pelo meio, a tão invocada dignidade dos homossexuais ficou esquecida e estes viram-se transformados em armas de arremesso contra uma religião. Não sei se o Bloco espera reacções enfurecidas da Conferência Episcopal ou a convocação de vigílias à porta da sua sede. Sei que, depois de anos a rechaçar a influência católica sobre a sociedade portuguesa, não hesitaram em transformar uma questão política numa discussão religiosa, para fins meramente eleitorais. Deixaram de acreditar na separação entre a Igreja e o Estado?
Por outro lado, ao transformar explicitamente o debate sobre a adopção por pares do mesmo sexo numa cruzada anticlerical, o Bloco reforça os motivos do veto provisório do Presidente Cavaco, porque prova que não existe qualquer consenso social sobre esta questão. A maioria é uma miragem, no cativeiro do radicalismo ideológico, do divisionismo social e do experimentalismo puro. Nenhum opositor da lei poderia tê-lo demonstrado com tanta clareza quanto o Bloco.
Entre a vontade de colher os louros pelo anunciado fim da austeridade e a aversão tribunícia às responsabilidades governativas, Catarina foi deixada à mercê da aridez ideológica. E, perdida nesse deserto, foi tentada pela iconoclastia e não resistiu. O exame de consciência e a contrição serão agora feitos pelo pelotão de eleitores de centro-esquerda que lhe confiaram os seus votos, na esperança de que o Bloco transitasse da irreverência para o arco da responsabilidade. Entretanto, Catarina pode fazer o barulho que quiser. Terá de colar muitos cartazes até que os portugueses se esqueçam que o seu partido patrocinou um imposto regressivo sobre os combustíveis, um corte abrupto no quociente familiar da classe média e uma ruptura da credibilidade internacional do país.
Se o objectivo é gerar polémicas, sugiro que dedique menos tempo a atacar a Igreja Católica e mais a denunciar os regimes onde os homossexuais são presos e assassinados em abundância. Suspeito que a reacção seria bastante menos branda. Aborrecer beatas católicas é para meninos.
António Pedro Barreiro, estudante universitário, 19 anos, aqui

Namorado descobre que a sua namorada tinha relações sexuais com o pai dele




Veja aqui

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Não quero que António Costa seja pai dos meus netos

Onze horas de escola para os nossos filhos? Faz-me pele de galinha sempre que o Estado se candidata a zelador da família, substituindo-se a ela.

Queria dizer ao senhor primeiro-ministro que não quero que seja pai dos meus filhos. Nem mãe. E de caminho digo o mesmo ao ministro da Educação.
Escrevi-o em Abril de 2002, quando Durão Barroso acabou com as pausas letivas a meio dos períodos escolares, e repito-o em 2016, já com netos, a António Costa. Porque agora, como então, faz-me pele de galinha sempre que o Estado decide candidatar-se ao posto de zelador da família, substituindo-se a ela.
De que é que estou a falar? Do anúncio de que o Governo pretende alargar a possibilidade de permanência na escola dos alunos até ao 9.º ano por um período de, nada mais nada menos do que onze horas por dia. Por outras palavras a quase totalidade do tempo em que permanecem acordados.
A notícia recebeu o aplauso das associações de pais, e provavelmente de muitos pais, mesmo não associados, sem entenderem, julgo eu, a troca que o primeiro-ministro lhes propõe: trabalho mais prolongado e intenso, porque, afinal, deixa de existir a "desculpa" de que têm de ir buscar os filhos à escola!  
Cá para mim a demagogia pega tão facilmente porque é dirigida a pessoas fisicamente exaustas e privadas de sono, que procuram com dificuldade crescente articular uma vida profissional intensa e tantas vezes precária, com o desejo de serem os melhores pais do mundo, num duplo emprego que penaliza sobretudo as mães. Pais angustiados que sabem que se o dinheiro não chegar para ATL os filhos ficam sozinhos em casa ou na rua. Como se tudo isso não bastasse a situação foi ainda por cima agravada pelo adiamento da idade da reforma, que veio muitas vezes privar a família da ajuda dos avós.
Por isso, sim, soa-lhes bem a promessa, sem tomarem consciência de que quando pedem mais tempo de escola, mais atividades no recinto escolar, mais prolongamentos, mais institucionalização - pouco falta para se tornarem colégios internos -, estão a desistir de encontrar uma alternativa. E a alternativa é a única que faz sentido: em lugar de mais escola e mais trabalho, um equilibro que torne possível passarem mais tempo com os filhos. Conquistando horários mais flexíveis, eventualmente de menos horas (e já agora mais produtivas), como acontece noutros países europeus.
Mas não. Ficam de tal forma estonteados pela demagogia, que nem dão pelas contradições no discurso dos governantes do momento: que lógica tem jurarem-se dilacerados com a baixa da taxa de natalidade, se depois o que propõem é que se empreguem os bebés desde o berço, e com um horário próximo das 55 horas, que escandalizaria qualquer central sindical? E que sentido faz promoverem mais escola quando se sabe que mais escola, mesmo quando não é feita apenas de atividades letivas, equivale a piores resultados?  E Portugal bem pode prová-lo, porque, segundo a Unesco, até ao 6.º ano somos os que mais tempo passamos na escola dos países da OCDE, ainda por cima (ou por causa disso) com deficientes resultados escolares.
E que sentido faz falar à boca cheia de saúde mental, de adultos, adolescentes e crianças, se depois se promovem vidas de desencontros, em que feitos os TPC, sobram dez minutos para gritar um: "Vai para a cama que amanhã tens de te levantar cedo!"
Como dizia ao DN o investigador Carlos Neto, da Faculdade de Motricidade Humana e que há anos protesta contra uma geração sitiada na escola, sem espaço, nem tempo para correr riscos  - coisas que só se fazem com pais presentes e disponíveis -, é preciso "audácia política para pensar numa nova organização do tempo escolar, laboral e familiar". Mais audácia do que dinheiro, aliás, porque pagar a funcionários e professores para manter a escola aberta onze horas por dia, não é barato (100 milhões de euros representou o investimento na escola primária a tempo inteiro). Aliás, é tão caro que nem Costa vai tirar este coelho da cartola, muito menos com o contraditório corte no orçamento para a educação.  Mas a verdade é não haverá audácia política, nem mais nada, se continuarmos a pedir e a aceitar que seja o Estado a tomar conta dos nossos filhos!
ISABEL STILWELL |Jornal de Negócios | 22 Fevereiro 2016, 19:55, aqui

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Federação paga salários milionários


ESCANDALO E MAIS ESCANDALO !!!!!
 
 Tal como recebi. Sem comentários.
Pelos relevantes serviços prestados à pátria e pelas enormes alegrias que nos têm proporcionado, acho que estão mal pagos! 


O Futebol, com subsídios do Estado, escapa à crise e ordenados sobem com o aumento do salário mínimo. Suplementos extra aumentam rendimentos.

O "Correio da Manhã" escreve hoje que "
os dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol são pagos a peso de ouro. O presidente, Fernando Gomes, recebe 28 salários mínimos, mais subsídio de alojamento, o que perfaz cerca de 16 200 euros por mês. A este valor ainda acresce o pagamento das despesas e os quilómetros para deslocações. A verba que leva para casa está imune aos cortes porque se trata de uma entidade privada, ainda que receba subsídios do Estado. Usam, no entanto, as regras das empresas públicas: a indexação dos ordenados ao salário mínimo e o pagamento de um acréscimo de 20% no caso de residirem a mais de 100 quilómetros de Lisboa".

Segundo o jornal, "os salários milionários estendem-se a outros dirigentes da Federação e estão a causar bastante mal-estar entre os associados. Os ordenados dos outros dirigentes são nivelados com base no salário de Fernando Gomes. No total, cada um dos três vice-presidentes - Humberto Coelho, Rui Manhoso e Carlos Coutada, aufere 9840 euros mensais, a que acresce uma série de extras como o pagamento de despesas de alimentação e quilómetros, uma vez que usam os carros pessoais ao serviço da Federação. O mesmo se passa com os três diretores João Vieira Pinto, Pauleta e Pedro Dias, que levam para casa mensalmente 8150 euros"
(Recebido por email)

Sal Marinho versus Sal Comum


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Navio no alto de uma colina?


Afinal, os ataques em Colónia não foram feitos por grupos de refugiados

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Apenas apenas três dos 58 agressores envolvidos nos ataques a mulheres registados na madrugada da passagem de ano, em Colónia, eram refugiados.
O procurador de Colónia, Ulrich Bremer, revelou ao jornal alemão Die Welt que informações divulgadas pela polícia de Colónia aos media sobre o que se passou na noite de fim de ano não se confirmaram totalmente na investigação posterior.
Nessa altura, a polícia passou para os media a informação de que cerca de mil homens, organizados em grupos, tinham realizado uma série de ataques de cariz sexual a mulheres, junto à estação de comboios da cidade. As fontes policiais garantiam ainda que os agressores eram refugiados sírios que tinham chegado recentemente à cidade.
Depois de terem interrogado 300 pessoas e visto quase 600 horas de gravações de vídeo, os investigadores desmentiram por fim as suspeitas que recaíam sobre um grupo de refugiados sírios. A maioria dos suspeitos são argelinos e marroquinos que vivem na Alemanha há vários anos.
Ao contrário do que foi dito, entre os 58 suspeitos de terem participado em agressões na madrugada de 1 de janeiro, apenas três são refugiados, dois originários da Síria e um do Iraque, que tinham chegado à Alemanha recentemente.
Os restantes 55 agressores identificados pelas autoridades - que não são refugiados – são da Argélia (25), Marrocos (21), Tunísia (3), Alemanha (3), Irão (1), Líbia (1) e Montenegro (1).
Os ataques, descritos quase todos pela polícia como agressões sexuais, foram na sua maioria roubos. Das 1054 queixas apresentadas, 600 foram assaltos e 454 são de agressões sexuais.
Estas informações atiçaram o intenso debate sobre a política de asilo no país, motivando manifestações de extrema-direita para pressionar a chanceler Angela Merkel a estabelecer um limite de entradas para refugiados na Alemanha, alterando a “política de portas abertas” inicial.
Fonte: aqui

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Dom Frei Bartolomeu dos Mártires vai ser canonizado




O Gabinete de Dom Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas divulgou, em nota assinada ontem, dia 9 de fevereiro, uma mensagem por ocasião do anúncio da dispensa do milagre do Beato Bartolomeu dos Mártires em que informa que o Papa Francisco autorizou a canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires (1514-1590), sem necessidade de um novo milagre atribuído à intercessão do futuro (do ponto de vista técnico-teológico) santo português.
Com efeito, segundo a predita nota, Francisco, na audiência, em 20 de Janeiro de 2016, à Congregação para a Causa dos Santos, concedeu a necessária autorização à dispensa do milagre formalmente demonstrado para a declaração de santidade de Frei Bartolomeu.
O arcebispo Dom Jorge Ortiga designa este gesto papal como passo decisivo para a declaração pública da santidade do arcebispo quinhentista pela via da canonização equipolente. Já são poucos os procedimentos a corporizar para alcançar tal desígnio.
Por outro lado, o atual arcebispo bracarense declara o acolhimento desta feliz notícia como “um novo estímulo para a caminhada arquidiocesana de conversão pessoal e pastoral”, de que esta Quaresma constitui uma etapa importante. Nesta ótica espiritual e apostólica, roga a poderosa intercessão do beato Bartolomeu “por todos os cristãos de Braga” e a continuidade da sublime inspiração para a Arquidiocese “no caminho da nova evangelização”.
***
Dom Frei Bartolomeu nasceu em Lisboa, em maio1514, e ingressou na Ordem Dominicana em 1548. Dez anos mais tarde, concluiu os estudos e ordenou-se sacerdote. Até à sua eleição como arcebispo de Braga (1558) dedicou-se ao ensino.
No exercício do múnus de professor teve como aluno, entre outras figuras coevas, Dom António Prior do Crato, que ficou na História de Portugal como o malogrado pretendente ao trono no contexto da crise dinástica de 1578-1580, que iria dar origem a 60 anos do regime de uma coroa sobre dois reinos na península ibérica.
A arquidiocese de Braga do seu tempo abrangia os territórios pastorais das atuais dioceses de Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Bragança-Miranda, tendo o arcebispo cumprido um fatigante plano de visitas pastorais em que estabeleceu contacto com a indigência material e cultural das populações.
Legou à posteridade mais de 30 escritos, de que se destacam: Stimulus Pastorum (21 edições); Catecismo da Doutrina Cristã (15 edições) e Compendium Spiritualis Doctrinae (10 edições).
Participou ativamente no Concílio de Trento, nos anos de 1562 e 1563, de que foi uma figura conciliar de referência e onde sobressaiu pela sua simplicidade pessoal, pela defesa do primado peninsular da arquidiocese bracarense e, sobretudo, pela afirmação de uma reforma da Igreja urgente, permanente e eficaz – à luz do princípio Ecclesia semper est reformanda. Neste sentido, criticou as excessivas prerrogativas e honrarias dos cardeais, que integram uma instituição de direito eclesiástico, em confronto com o pouco relevo reconhecido aos bispos, instituídos por direito divino. Ficou famosa a sua frase sentenciosa Eminentissimi cardinales indigent eminentissima reformatione, como a proverbial a admiração que manifestou pelos tesouros das Casas Pontifícias, mas a que sobrepôs a sede de almas.
Relativamente às consequências do debate da reforma conciliar, o metropolita bracarense foi o primeiro prelado a promulgar os decretos tridentinos, aquando do sínodo arquidiocesano de Braga de 1564. Dois anos depois, organizou o 4.º Concílio Provincial Bracarense, onde se redefiniram e ajustaram os decretos tridentinos segundo as necessidades existentes na província a que presidia a sua arquidiocese.
Não obstante as várias oposições que teve de enfrentar, instaurou a reforma na Igreja, ao nível da arquidiocese, vindo a influenciar muitas outras dioceses nesse ímpeto reformista.
Como linhas-força da sua ação, pretendia formar um clero zeloso e culto, que moralizasse os fiéis e administrasse os bens e os partilhasse com o povo mais carenciado. Num tempo em que a peste arrasava de uma forma avassaladora o povo, levou a sua caridade ao extremo, chegando a dar as suas vestes e até mesmo a ceder a própria cama.
Como prelado empenhado na formação clerical e nas suas reformas de disciplina, costumes e vida eclesiástica, reperspetivou o Colégio de São Paulo em Braga, redefinindo os seus programas de ensino em consonância com os princípios emanados de Trento relativos à instrução do clero. Ainda neste âmbito, introduziu e fundou a disciplina de Casos da Consciência em Braga, em Viana do Castelo e no Seminário Conciliar Bracarense, com o fim de formar o clero segundo as ideias de reforma que defendia.
Participou nas cortes de Tomar de 1580, com os Arcebispos de Lisboa e Évora (a diocese de Lisboa ainda não estava instituída como patriarcado). A 20 de fevereiro de 1582, retirou-se das suas funções eclesiásticas, renunciando assim também à mitra primacial de Braga.
Faleceu a 16 de julho de 1590, no convento dominicano de Santa Cruz, que fundara em Viana do Castelo. O seu último suspiro foi o culminar de uma vida regrada e indesmentivelmente cristã; o povo da cidade do Lima guardou ciosamente o seu corpo, com armas até, para que os bracarenses não o levassem para Braga, a sede da arquidiocese.
Bartolomeu dos Mártires foi declarado venerável a 23 de março de 1845, pelo Papa Gregório XVI, e Beato a 4 de novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II.
Foi objeto de uma biografia, em 1619, intitulada a Vida de Frei Bartolomeu dos Mártires, da autoria de Frei Luís de Sousa (fidalgo de nome Manuel de Sousa Coutinho que professara na Ordem Dominicana, após resignação ao casamento com D. Madalena de Vilhena, anteriormente casada com D. João de Portugal).
Também Aquilino Ribeiro escreveu uma biografia romanceada do arcebispo, a que deu o título Dom Frei Bertolameu. Nela, Aquilino denomina-o de “perfeito pastor de almas, mais que príncipe da Igreja” e “homem extraordinário, aparentemente compósito, imperioso e humilde, democrata e absoluto, a quem a mitra pesava como os montes Apeninos.
No tridentino beato arcebispo de Braga, Dom José Manuel Cordeiro, Bispo de Bragança e Miranda, viu os seguintes predicados de Pastor: em termos de perfil, “pureza de intenção, conversação santa e irrepreensível, humildade interior e sincera”; em termos de atitude, “coragem da esperança”; e em termos de programa, “a caridade, a sabedoria, a retidão e a justiça” (cf Ecclesia, 2014/02/22).
A 1 de maio de 2014, a Conferência Episcopal Portuguesa publicou uma nota pastoral a assinalar o V centenário do nascimento do insigne arcebispo de Braga, que se encontra sepultado em Viana do Castelo, no Convento de São Domingos por ele próprio mandado construir, como se referiu, e onde se recolheu até à sua morte, em 16 de julho de 1590.
A 5 de fevereiro de 2015, Dom Jorge Ortiga entregou, em mãos, ao Papa Francisco um dossiê sobre a vida do beato prelado e formulou o pedido de canonização equipolente.
***
Assumindo-o como “um companheiro de viagem que nos abre novos horizontes” desde sempre, o atual metropolita bracarense diz que o testemunho de São Bartolomeu dos Mártires “é eloquente”. Ao reler o lema episcopal do seu antecessor quinhentista, Ardere et Lucere, vê nele a convicção de que “o Evangelho é luz que arde nos corações de todas as pessoas de boa vontade”. Evoca, a este respeito, “a imagem dos discípulos de Emaús, que reconheceram arder-lhes o coração enquanto Jesus lhes falava pelo caminho e lhes explicava as Escrituras” (cf Lc 24,32), para afirmar o fervor apostólico, a docilidade discipular e a índole testemunhal de Bartolomeu dos Mártires. Apresenta-o ainda como o modelo do evangelizador ex corde ad mundum, pois dirigiu-se ao mundo a partir do coração, ou seja, quis a partir da transformação espiritual do ser e atuação de sacerdotes e leigos chegar à transformação do mundo, tentando assim realizar a evangelização com frutos já neste mundo, mas com vista à eternidade feliz.
Em homenagem ao insigne prelado, Dom Jorge Ortiga informou que, em parceria com a Câmara de Braga e num gesto de reconhecimento público, a Igreja bracarense procederá à colocação de uma estátua no lugar mais caro ao Beato Bartolomeu, isto é, na proximidade do antigo Colégio de São Paulo, atual Seminário Conciliar de São Pedro e São Paulo – estabelecimento de ensino que foi, para muitos, uma escola de vida, de fé e de debate cultural.
***
A ‘canonização equipolente’, que produzirá a declaração formal de santidade de São Bartolomeu de Braga, e a que o Papa Francisco tem recorridos em diversas ocasiões, é um processo instituído no século XVIII por Bento XIV, através do qual o Papa “vincula a Igreja como um todo para que observe a veneração de um Servo de Deus ainda não canonizado pela inserção da sua festividade no calendário litúrgico da Igreja universal, com Missa e Ofício Divino” próprios.
Dois desses processos levaram à canonização de figuras ligadas à missionação portuguesa: o padre José Vaz, nascido em Goa, então território português, a 21 de abril de 1651, que foi declarado santo no Sri Lanka; e José de Anchieta (1534-1597), religioso espanhol que passou por Portugal e se empenhou na evangelização do Brasil juntamente com o Padre Manel da Nóbrega.
2016.02.10 – Louro de Carvalho

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

SENTENÇA DE 1587... CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO!


ABADE DE TRANCOSO

Sentença de 1587- Trancoso, Portugal

Arquivo Nacional da Torre do Tombo


SENTENÇA PROFERIDA EM 1587 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO

(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, mao 7)

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, ser degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e membros em diferentes distritos, pelo crime de que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos;
de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas;
dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve tres filhas.
Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e tres mulheres".
Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando noites seguidas quando não estavam as mulheres.
Acusam-lhe ainda dois ajudantes de missa, infantes menores que lhe foram obrigados a servir de pecados orais, completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior.


 


[agora vem o melhor]

"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1587,com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português.
El-rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papeis que formaram o processo".
(Recebido por email)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

SE CAMÕES FOSSE VIVO ESCREVERIA ASSIM OS LUSÍADAS:



Após aprofundados estudos de grandes historiadores, descobriu-se agora o significado da palavra P.O.R.T.U.G.A.L. :
 - País Onde Roubar, Tirar, Usurpar, Gamar e Aldrabar, é Legal........!!!!

I

As sarnas de barões todos inchados,
Eleitos pela plebe lusitana,
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana,
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram...!

 

II

 

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando...!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte...!

 

III

 

Falem da crise grega todo o ano...!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram...!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta...?

 

IV

 

E vós..., ninfas do Coura onde eu nado,
Por quem sempre senti carinho ardente...!
Não me deixeis agora abandonado,
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente...!
Aqueles que já têm no seu gene,
A besta horrível do poder perene...!

 


(Luiz Vaz Sem Tostões e mais iões....?)
(Recebido por email)

sábado, 6 de fevereiro de 2016

O Orçamento do Estado para 2016



Quem não se lembra da generosidade do então Presidente do PSD, ora Presidente da República eleito, que levou o seu o partido a viabilizar, em prol do euro, três orçamentos do XIII Governo? Quem não se lembra daquele que passou a ser conhecido por “orçamento do queijo”? Quem não se lembra dos esforços orçamentais de Ferreira Leite ou do stresse que levou Bagão Félix a ser atendido num serviço de urgência? E que dizer da perspetiva orçamental tão obsessiva contra qual Jorge Sampaio teve de clamar que “há mais vida para além do orçamento”? E aqueles baralhantes atrasos de Teixeira dos Santos, incluindo a falta de peças orçamentais na pen?

Entretanto, a situação piorou quando o país começou a dançar de PEC para PEC, a ponto de o Presidente Cavaco apelar ao sobressalto democrático, que induziu a queda do XVIII Governo, clamar pela necessidade de não enervarmos os mercados; e, depois de subscrito o “inócuo” programa de ajustamento”, tão aliviante na ótica de José Sócrates e tão otimista nas palavras de Eduardo Catroga, Cavaco falou, a nível interno, da situação explosiva ou da espiral recessiva e, a nível externo, esconjurou os caprichos e a irracionalidade dos mercados e das agências de rating, como quase que excomungou a Grécia da zona Euro, restando ainda 18 da totalidade de 19 países do Euro (19-1=18).

Durante os três anos do ajustamento (dito de saída limpa) mais um e agora mais outro, Comissão Europeia, FMI, BCE/Zona Euro e também a OCDE têm assumido recorrentemente as críticas ao país – sempre a rever em baixa as previsões otimistas do Governo e a rever em alta as suas previsões pessimistas. Todavia, apesar de o XIX Governo ter errado em todas as previsões e não ter levado a cabo qualquer reforma de fundo do Estado, as avaliações trimestrais da troika foram sempre positivas e pacíficas, com exceção de uma que demorou mais tempo, mas para cujo desfecho Maria Cavaco Silva encontrou uma rica explicação. E tanto Gaspar como Maria Luís foram altamente venerados pelo titular da pasta das finanças alemão, de modo que o país cujo Governo quis ir além da troika brilhou no espectro celeste como o bom aluno da escola europeia.

Por outro lado, o CFP (Conselho de Finanças Públicas), o Banco de Portugal e a UTAO (Unidade de Apoio Técnico ao Orçamento) sempre foram vozes críticas das previsões e sobretudo da execução orçamental. E, se o IEFP sem apresentou dados alinhados com os do Governo, o INE chegou a indispor Passos Coelho. Ademais, quem não se lembra da ginástica de promessas e ocultações pré-eleitorais, prontamente desmentidas ou postas a nu no período pós-eleitoral?

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Agora, ter-se-á virado a página, mas os ataques persistem e as contradições afloram. Desde logo, o país, que não podia viver em regime de duodécimos, agora está precisamente sob o regime de duodécimos, pois o orçamento será aprovado, na hipótese mais favorável, a 17 de março. Foi por essa razão que o Presidente Cavaco Silva nunca suscitou a questão da fiscalização prévia da constitucionalidade dos orçamentos. Mesmo o PS de António José Seguro ofereceu ao orçamento para 2012 apenas uma violenta abstenção, não tendo apadrinhado o pedido de fiscalização sucessiva desse orçamento, facto que Maria Belém, a então Presidente do Partido, explicou mal na sua prestação na campanha às eleições presidenciais ser confrontada com o facto em contraste com a atitude que tomara em relação à subvenções vitalícias de políticos. Que haviam de dizer os nossos credores?!

Porém, essa razão não moveu o Presidente da República a acautelar que em 2016 o país vivesse em regime de duodécimos, convocando as eleições legislativas para a primavera de 2015, ele que até prometera a marcação de eleições para 2014 se, em 2015, PS, PSD e CDS atinassem num governo de compromisso nacional. Agora parece que os credores já não se importam!

Também os dados previsionais da Comissão Europeia, como é sabido, serviram de suporte ao cenário macroeconómico em que assentou o programa eleitoral do PS. Porém, a Comissão Europeia, contrariando as previsões do Governo, para dar luz verde ao esboço do orçamento, apertou até que o Governo acertasse a previsão do défice para 2,2% do PIB.

Com efeito, ainda há dias, a Comissão Europeia previa para 2016 um crescimento do PIB de 1,6%, o FMI, de 1,4% e o Governo, de 2,1; a Comissão previa um défice orçamental de 3,4%, o FMI, de 3,2% e o Governo de 2,5 (no início de janeiro previa um défice de 2,6%).

A 4 de fevereiro, o Conselho de Ministros aprovou por unanimidade a proposta de lei do orçamento para 2016, que a 5 de fevereiro, hoje, foi presente à Assembleia da República e o Ministro das Finanças explicou à Comunicação Social.

A Comissão Europeia, apesar de o seu presidente ter afirmado que os países sujeitos a programas de ajustamento foram desrespeitados na sua dignidade, continua na linha dura de fazer exigências sem quaisquer contemplações; o FMI continua a impor medidas, a autocriticar-se e a reforçar as pressões; CFP e UTAO continuam vozes críticas como dantes. Mudou a Comunicação Social, que parece ter saudades do tempo do tempo do programa de ajustamento. A Comissão Europeia deu luz verde ao orçamento português, mas na generalidade gostam de informar que a Comissão não rejeitou a proposta portuguesa, aprovou com avisos, deixou passar com reservas e por aí adiante.

Costa quis satisfazer a trilogia: as promessas eleitorais (não sei se precisava, já que não ganhou as eleições); os partidos que apoiam o Governo; e a Comissão Europeia.

Com a Comissão Europeia tentou, pelo menos negociar a nível técnico e a nível político; com os partidos que apoiam o Governo, que pretendiam mais, mas não se expõem a fazer cair o Governo tão prematuramente, vai cumprindo como pode, e eles vão espreitando os erros mais recentes de Passos e Portas – TAP, aumentos de 150% da massa salarial, não venda do Novo Banco e arrastamento do caso do Banif – para justificarem o poucochinho que o orçamento consegue. Quanto às promessas eleitorais, fica nos mínimos e atrasa a calendarização de algumas medidas. Mas – que diabo! – gestores públicos protestam contra a reposição do horário de 35 horas semanais para os trabalhadores da função pública. Até parece que nem foram os dois últimos Governos a promover a lei da passagem para as 40 horas…

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Em que ficamos, afinal? Cavaco Silva disse esperar que, no encontro semanal do dia 4 de fevereiro, o senhor Primeiro-Ministro lhe trouxesse boas notícias…

O Governo prevê que o défice orçamental caia para os 2,2% do PIB (Produto Interno Bruto) este ano. De acordo com o relatório da proposta de Orçamento do Estado para 2016, hoje entregue pelo Governo à Assembleia da República, o défice orçamental deverá cair dos 4,3% do PIB em 2015 para os 2,2% em 2016.

Recorde-se que nos 4,3% estão contemplados os resultados da resolução do Banif.

Por outro lado, o PIB crescerá 1,8%, o défice estrutural ficará em 1,7%, baixando em 0,3%. Por seu turno, a dívida cifrar-se-á nos 127% do PIB, havendo um abaixamento de 1,1% do PIB.

Para tanto, subirá a valorização patrimonial dos imóveis usados para comércio e indústria, o que acarretará um aumento do IMI para os seus proprietários; em sede de IRS, fixa-se uma dedução de 550 euros por cada dependente, fica abolido o quociente familiar, regressa o quociente conjugal e são alteradas as condições de pagamento das dívidas fiscais que ainda não se encontrem em processo executivo (o prazo será de 12 meses e o montante de pagamento a prestações pode ir até aos 5000 euros). Em IRC, haverá menor prazo para reporte dos prejuízos fiscais. Aumentará o imposto sobre veículos (ISV), o imposto único de circulação (IUC) e o imposto de selo (IS), bem como os impostos sobre o tabaco e os combustíveis e os impostos sobre a banca.

Porém, diminuem os incentivos pecuniários ao abate de veículos e à compra de carro elétrico.

Quanto ao IVA da restauração, desce apenas no atinente à comida, com exceção de alguns produtos, como os pães-de-leite, que passarão a ter uma taxa de 23% em IVA.

E não vai descer a TSU.

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Cumprir-se-ão as metas? A ver vamos. O Presidente eleito, em nome da estabilidade, prometeu promulgar o orçamento, ainda sem o conhecer.

Ficaremos melhor? Vamos ver. Porém, os sacrifícios talvez fiquem mais do lado de quem pode mais; mas a classe média continuará a pagar porque não pode deixar de declarar rendimentos nem tem acesso a off-shores!

2016.02.05 – Louro de Carvalho