segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Para os iniciados na informática


O Zé , 71 anos, na Escola de Informática para reformados.

Primeiro dia:

 Windows 10: Digite sua senha

 Zé : Zé 

Windows 10 : Desculpe, a senha não pode ser o seu nome.

Zé : zi

 Windows 10 : Desculpe, a senha deve conter pelo menos 6 caracteres

 Zé : pepinos

 Windows 10 : Desculpe a senha deve conter pelo menos um número

 Zé:  dois pepinos

 Windows 10 : Desculpe, a senha deve conter pelo menos um número em forma de numeral.

 Zé : 2 pepinos

 Windows 10 : Desculpe, a senha não pode conter espaços

 Zé : 2pepinosdemerda

 Windows 10 : Desculpe, a senha deve conter pelo menos uma maiúscula. 

 Zé : 2pepinosdeMERDA

 Windows 10: Desculpe, a senha não pode conter maiúsculas sucessivas

 Zé : 2PepinosDeMerda!!!!!!

 Windows 10 : Desculpe, a senha não pode conter símbolo de pontuação. 

 Zé : 2PepinosDeMerdaParaQueOsEnfiesNoCu. 

 Windows 10 : Desculpe, essa senha já existe!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

"Aquele que salva uma vida, salva o mundo inteiro"

Menos de dois dólares
A  “pegada ecológica” diz muito acerca de nós: quantos recursos (e que  recursos) hipotecamos para construir o que é o nosso estilo de vida, quais as  necessidades que consideramos vitais e como as priorizamos, que tráfico de bens  e serviços temos de colocar em funcionamento para realizar o nosso sonho (ou a  nossa ilusão) de bem-estar. Os indicadores coincidem no seguinte: as sociedades  avançadas geram uma inflação permanente de necessidades, indiferentes aos  desequilIbrios que causam, e que são, em grande medida, não só de  sustentabilidade ambiental mas de sustentabilidade espiritual.
A verdade  é que cada um de nós traz vazios por preencher, carências e interrogações  submersas, desejos calcados que procura compensar da forma mais imediata. Não é  propriamente de coisas que precisamos, mas, à falta de melhor, condescendemos. À falta  desse amor que nem sempre conseguimos, desse caminho mais aberto e solitário  que evitamos percorrer, à falta dessa  reconciliação connosco mesmo e com os outros que continuamente adiamos… O  consumo desenfreado não é outra coisa que uma bolsa de compensações. As coisas  que se adquirem são, obviamente, mais do que coisas: são promessas que nos  acenam, são protestos impotentes por uma existência que não nos satisfaz, são  ficções do nosso teatro interno. Os centros comerciais apresentam-se como  pequenos paraísos, indolores e instantâneos. Infelizmente, de curtíssima  duração também.
Li  há dias, e impressionou-me muito, que, quando Gandhi morreu, os bens materiais  que deixou valiam menos de dois dólares. Voltei a ler para verificar se me  tinha enganado: menos de dois dólares. Os bens espirituais e civis que legou ao  futuro tinham, porém, uma dimensão incalculável. O que nos enfraquece não é, de  facto, a escassez, mas a sobreabundância; não é a indagação, mas o ruído de mil  respostas fáceis que conflituam; não é a frugalidade, mas sim o desperdício. O  que nos enfraquece é não termos escutado até ao fim o que está por detrás da  fome e da sede, da nossa urgência e da nossa fadiga, do atordoamento, dos medos  ou da abstenção.
Há  aquela cena do filme de Steven Spielberg “A Lista de Schindler”. O ator  Liam Neeson representa o papel do industrial alemão que salvou a vida a mais de  mil judeus. Na cena final, os resgatados oferecem-lhe, expressando a sua  gratidão, uma aliança com uma frase do Talrnude. «Aquele que salva uma vida,  salva o mundo inteiro». E a resposta de Oskar Schindler é inesquecível: «Podia ter  feito mais. Não sei, eu… Podia ter salvo mais. Desperdicei tanto dinheiro com  futilidades. Não fazes ideia. Se soubesses… Não fiz o suficiente. Este carro…  Porque fiquei eu com ele? Alguém o teria comprado. Teria salvo dez pessoas,  mais dez pessoas. Este alfinete! Duas pessoas! É de  ouro. Podia ter salvo mais duas pessoas. Por isto… eu poderia ter salvo mais pessoas…  e não o fiz». Estamos condenados a uma dor assim?
Mas  há finais felizes. Lembro-me dos meses que antecederam a partida do poeta  Eugénio de Andrade. Ele ficou internado longo tempo no Hospital de Santo  António, no Porto. Nessa altura, passei por lá algumas vezes a visitá-lo e só  me recordo de ouvi-lo pedir uma coisa: que lhe trouxessem duas maçãs. Não para  comer, obviamente, mas para ficar a olhá-las da cama, para sentir a cor, a  textura, o perfume, para distinguir a sua forma no silêncio, para amá-las como  se ama uma pintura de Cézanne. Acho que duas maçãs custam menos de dois  dólares, não é verdade? 
José Tolentino Mendonça In Expresso     

sábado, 21 de janeiro de 2017

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

"Boca de muito riso, cabeça de pouco juízo"

Será?
Não.
Se assim fosse, não haveria lugar à terapia do riso.
Se assim fosse, então o riso não faria bem à saúde.
O Riso e o sorriso aproximam, geram cumplicidade, são fonte de empatia.
Então ria e sorria. Sempre. No momento certo. Com espontaneidade.
Nada de sorrisos amarelos ou forçados.
Pela maneira como ri e sorri, a pessoa revela-se.
 
Quero cantar, ser alegre
Que a tristeza não faz bem
Nunca vi a tristeza
Dar de comer a ninguém

 
Quem canta, seus males espanta
Quem chora, mais os aumenta
Eu por ti tenho chorado
Lágrimas, mais de quarenta




segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Esta eu não consigo entender...

Estudantes e médicos pedem menos vagas nas faculdades
Veja a notícia aqui
1. Não fui eu quem inventou. Ouvi há anos um respeitável clínico falar do "lobby dos médicos" e da força  e do poder que tal lobby tem junto dos decisores políticos.
2. Recordo que por essas alturas, num almoço que contava com altas figuras políticas, foi abordado o assunto. A resposta de uma dessas figuras políticas foi clara, taxativa e esclarecedora: " Já viu em que lençóis ficava o poder político se os médicos resolvessem fazer greve durante 8 dias!?". Querem  prova maior da sujeição do poder político ao poder dos médicos?
3. Olhando para a média exigida para um aluno entrar em medicina, pensem que a maioria dos excelentes médicos que hoje atende a população não teria tido acesso à carreira. Será que um aluno de 19, só por ter tal média, tem melhores condições para ser bom médico do que um aluno de 15? Quem o garante?
4. Penso que este país ainda olha muito para os médicos como uns seres diferentes, afastados, com um sentido reverencial, uns seres superiores... Tal não acontece nos outros países onde os médicos são cidadãos comuns que exercem normalmente a sua profissão/missão como os restantes grupos profissionais.
5. Não há desemprego entre engenheiros, arquitectos, professores, etc? Então porque é que os médicos hão-te ter emprego garantido?
6. A lei da procura e da oferta. Quantos mais médicos houver, mais acesso têm as pessoas ao atendimento, menos esperas, mais concorrências, melhor atendimento, custos para o utente mais baixos, mais clínicos no abandonado interior.
7. Quanto à formação, não entendo a razão pela qual o Estado há-de ter o monopólio. Faculdades de Medicina privadas, claro, porque não? Não há excelentes Faculdades privados noutros ramos?
8. Frequentemente a comunicação fala de falta de médicos, de cidadãos sem médico de família, da necessidade de contratar médicos no estrangeiro. E então ainda querem reduzir o nível de vagas nas faculdades de medicina? Desculpem lá, mas só quem vive a "coçar para dentro", sem ter em conta as necessidades da população.
9. E já que falamos em formação, ouve-se muitas vezes que as universidades formam bons técnicos, mas trabalham menos bens a parte humana dos técnicos. Um médico não pode ser apenas um técnico, um burocrata do saber médico, mas uma presença humana acolhedora, atenciosa e delicada, preocupada com o sentir do doente. Tem que descer do pedestal!
As faculdades de medicina, porque acolhem alunos com altíssimas notas, precisam de trabalhar sempre mais o aspeto humano dos seus formandos. Ser um bom técnico é indispensável; ser muito humano é imprescindível.
10. É gritante a falta de algumas especialidades médicas sobretudo no interior.  Tal aspecto é de uma injustiça tremenda para com as populações.
11. Toda a gente compreende que a formação de médicos é longa e delicada. Uma coisa é formar um técnico para lidar com máquinas, outra é formar um médico que lida com pessoas, com o mais delicado das pessoas: a saúde. Tal exige ordenados dignos. Mas uma coisa são ordenados dignos, outra são as exorbitâncias que são exigidas em algumas consultas particulares. Já diziam os latinos: "modus in rebus".
12. Então precisamos de médicos. MAIS. MAIS. MAIS.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Daniel Serrão personifica a simbiose exemplar entre Ciência e Fé

O legado do Professor honra-nos e responsabiliza-nos. Ele não temia a morte, falava dela com serenidade e valorizava-a.

A morte é um momento que faz parte da vida, um momento de síntese e de revisão de vida. Mais do que rever a brilhante carreira do Professor Daniel Serrão, a sua ligação singular e impulsionadora à Bioética e às Ciências da Vida, na sua morte acredito que o que ele gostaria que fizéssemos seria precisamente celebrar a sua vida. E celebrar a vida é, como ele próprio dizia, lembrar que o seu foi um universo único e irrepetível, lembrar os seus talentos e virtudes e, sobretudo, agradecer o exemplo e o legado que nos deixou.
Ele não temia a morte, falava dela com serenidade e valorizava-a, sobretudo porque entendia que isso ajudava a dar sentido à vida e porque gostava de a viver. O seu enfoque foi sempre mais na vida do que na morte, e sendo ele médico patologista, isso é de destacar.
Privámos em várias ocasiões, debatemos juntos, discutimos perspectivas e pontos de vista, frequentemente. Estou grata, a ele e á vida, por esse património, por esse privilégio.
Adorava um bom debate, adorava, sendo professor, partilhar ensinamentos e continuar a aprender com os mais novos. Tocou-me sempre a forma corajosa e enérgica como afirmou reiteradamente princípios e valores, sem tibiezas, por vezes contra a corrente dominante. Tocou-me a forma empenhada como, apesar da idade, não reformou as suas convicções nem se retirou dos palcos de estudo e de discussão. Como afirmou a fé que professava, como viveu a direito, sem com isso desrespeitar as opiniões dos outros e sem ser arrogante. A isso creio que se chama coragem, heroicidade, generosidade, humildade e grandeza de alma, traços de caracter que não banalizamos, ainda que estejamos, no secularismo de hoje, mais habituados a associá-los a diferentes circunstâncias de vida.
Ele personificou, para mim, uma simbiose exemplar entre Ciência e Fé, aquilo que numa sociedade laica como a nossa é frequentemente mal-entendido e olhado com preconceito de menoridade. O seu legado honra-nos e responsabiliza-nos a continuar a ampliar o seu percurso, da melhor forma que soubermos fazê-lo.
Deixa-nos uma enorme saudade, mas uma saudade doce, que só pode trazer para o nosso dia-a-dia a responsabilidade de continuar a Defesa da Vida, da Dignidade humana e do serviço ao Outro.
Homenageá-lo, como é devido, será também, à luz da Fé que sempre professou, celebrar a sua chegada ao colo do Pai misericordioso, que espera aqueles que em vida não O renegaram. Imagino que ele esteja muito feliz.
Curvo-me perante a sua memória. Que Deus o guarde e que ele nos acompanhe. E isso basta.
ISABEL GARIÇA NETO ,   aqui

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Cristiano Ronaldo é melhor do mundo para o órgão que regula o futebol mundial, a FIFA.


Cristiano Ronaldo foi distinguido como o melhor jogador do ano de 2016 pela FIFA.
Na gala realizada em Zurique, o internacional português levou a melhor sobre Lionel Messi e Antoine Griezmann.
Veja    aqui   mais informação, as reacções do jogador e de outros intervenientes ...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Duas já se foram...


Taça e Taça da Liga já não contam para o Futebol Clube do Porto. Restam a Liga dos Campeões e o Campeonato.
Tendo em atenção que no Campeonato está já a 4 pontos do líder e que na Champions vai ter pela frente "só" o campeão italiano nos oitavos, as expectativas não são muito elevadas, embora em futebol tudo possa sempre acontecer.
Esta equipa lembra uma criança que começa a andar. Tão depressa dá uns passitos que suscitam esperança, como depois se "espeta" ao comprido, esmorrando-se toda. E não saímos disto!
Um treinador com um discurso chato, monótono, a resvalar para o intelectual,  com ou sem desenhos, que muito promete mas que muito pouco concretiza.
Admito que a arbitragem tem prejudicado. Mas não dizia noutros tempos o presidente que o Porto tem de lutar contra tudo e contra todos?
Sabe-se - basta ver os jogos - que o plantel tem lacunas. Aqui a culpa não será do treinador. Mas isto justifica esta aviltante situação de total insegurança exibicional da equipa? Na atualidade qualquer equipa é capaz de fazer um bom resultado contra o Porto, seja onde for o jogo.
Há muito que penso que o Porto tem que se renovar, precisa de uma nova dinâmica, de uma nova direção. Esta é, na minha pobre opinião, a principal responsável pela situação atual do Clube.

Assim é que é!