quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Esta avó é das minhas!!!


Os netos vão passar uns dias com os avós em agosto.
Veja aqui os recados que a filha deixa à mãe sobre a maneira como há-de tratar os netos.
Depois das férias, a mãe envia à filha um relatório sobre o modo como não cumpriu os recados da filha. Aqui.
Muito ironia nos textos. Belíssima imaginação de quem os criou. Bastante realidade.
A resposta da avó é fantástica, na minha opinião.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Cheira a negócio


Eu, mulher e mãe, sentiria tanta repugnância em gerar um filho que não fosse meu como em desembaraçar-me dele no fim. Tudo isto é anti-natural. Tudo é artificial e, desculpem lá, tudo cheira a negócio.
Barrigas de aluguer, eis a designação comum e universal que não esconde absolutamente nada nas entrelinhas, ao contrário do que acontece agora, com o texto da Lei sobre Gestação de Substituição, em vigor desde o início do mês. Barrigas que se alugam, são barrigas que têm custos e se pagam caras. Ponto.
Esta lei proíbe o negócio, mas não diz como são os mecanismos de fiscalização e penalização. Além disso há custos tão ou mais elevados que os financeiros. O preço físico, moral e emocional a pagar por todo este processo pode ser brutal. Desde logo para a gestante de substituição e para o bebé, mas não só. Digam o que disserem, a lei não é tão estrita como querem fazer crer. Se fosse, tenho a certeza de que Jerónimo de Sousa e os seus camaradas a teriam aprovado. Mas não aprovaram.
No Verão passado Marcelo vetou a lei com o argumento de que era pouco clara no que diz respeito aos superiores interesses do bebé. Um ano depois a lei aprovada continua a não proteger o bebé nem garante os seus superiores interesses e, por isso, é claramente ‘um pé na porta’. Uma porta que já ninguém vai conseguir fechar, apenas abrir cada vez mais.
Todos temos consciência de que um portão grande e pesado não se abre à primeira, mas também todos sabemos que a partir do momento em que o pé fica bem seguro no portal, ele já não volta a fechar. A técnica é infalível para larápios, aliás. Mais cedo ou mais tarde, esta porta das barrigas de aluguer estará escancarada no nosso país e, então, todos os caminhos ficarão livres para as opções que agora não foram contempladas e supostamente estão bem acauteladas.
Que ilusão pensar que esta lei ficará por aqui. A mentira tem perna curta, a omissão é sempre coxa e, fatalmente, faz tropeçar mais à frente. Para já, quem legislou e quem aprovou fala com candura (e uma grande lata) sobre uma lei de excepção que proíbe quase tudo, desde o negócio à possibilidade da chamada ‘opção de vida’ (vide Cristiano Ronaldo), deixando também de fora os casais homossexuais. Se lermos com atenção, vemos que não é assim tão estrita pois muita coisa fica já prevista nas entrelinhas:
“O recurso à gestação de substituição só é possível a título excepcional e com natureza gratuita, nos casos de ausência de útero e de lesão ou doença deste órgão que impeça de forma absoluta e definitiva a gravidez da mulher ou em situações clínicas que o justifiquem”.
Como é óbvio esta última frase não é inocente. Muito pelo contrário. Estrategicamente colocada, deita por terra todo o argumentário dos legisladores, quando nos tentam convencer que a lei é para casos ultra-excepcionais. Não é. A prova é esta mesma abertura a “situações clínicas que o justifiquem”. De que situações clínicas estamos a falar? Ditadas por que circunstâncias? E prescritas por que tipo de médicos? Nesta derradeira frase cabe tudo e mais alguma coisa, como facilmente se percebe. Aliás por ter tropeçado nesta frase, o PCP votou contra a lei.
Mas não é apenas esta frase que nos deixa inquietos. A omissão quanto a quem vai fiscalizar o processo do início ao fim também levanta muitas dúvidas. Como vai ser feito o acompanhamento de todas as partes? E quem pode garantir que não há contrapartidas? Se houver e forem detectadas, a gestante e o bebé vão parar à cadeia? E passam lá o tempo de gravidez? E, no termo, a criança nasce e sai da prisão? E os pais biológicos da criança, também são presos? Se sim, o que acontece ao bebé? Isto, claro, no pressuposto de que há castigos e penas a cumprir para quem infringe a lei.
Nesta lei choca tudo, desde a possibilidade de mercantilizar o corpo das mulheres e industrializar a vida dos bebés, até à irrelevância absoluta e relativa da própria legislação face a mil e um problemas que, esses sim, requerem uma dedicação urgente. Falo de mais e melhores leis inclusivas e protectoras para pessoas portadoras de deficiência, mas também falo de leis mais flexíveis e facilitadoras de processos mais ágeis para a adopção, para dar apenas dois exemplos gritantes e fracturantes.
Nesta lei muitas perguntas ficam sem resposta e ao ouvir os responsáveis pela sua elaboração e aprovação, os mais incautos até poderiam ficar com a ideia de que se trata de uma coisa imperativa e muito séria, extraordinariamente ética e restritiva, que apenas prevê situações extremas que convocam à bondade e solidariedade das mulheres pelas mulheres, abrindo a possibilidade de, na mesma família, uma mulher ou rapariga oferecer amorosamente a sua barriga durante nove meses para ajudar uma tia ou uma prima a realizarem o seu sonho de maternidade. Mas alguém acredita que assim seja? Eu não.
Vejamos algumas questões práticas que atravessam as mulheres de todo o mundo: salvo as que confessam que adoram estar grávidas do primeiro ao último mês (à espera dos seus próprios filhos, muito desejados, note-se), a esmagadora maioria sente que nove meses de gestação é um tempo demorado que pode revelar-se bastante pesado. Quando tudo corre bem, os chamados ‘meses do meio’ até são um tempo fácil e feliz, mas os primeiros 3 podem ser meses de suportar enjoos, e os últimos 3 um tempo de cúmulos de cansaços, com as pernas cada vez mais inchadas, numa exaustão crescente que a partir de certa altura as pode impedir de trabalhar e, nas últimas semanas, certamente interfere com o sono por já não terem posição confortável para dormir.
Mesmo as mulheres que já foram mães e passaram ‘de maravilha’ toda a(s) gravidez(es), sabem que o tempo ante e pós parto não é um mar de rosas, muito pelo contrário. A acrescentar a todos os incómodos ao longo da gravidez, no termo ainda há as lendárias contracções que doem e muito (a epidural não é dada mal começam as contracções) além de que o trabalho de parto, em si mesmo, pode estender-se durante uma eternidade e muita coisa pode correr francamente mal. Qualquer mulher que tem o desejo de ser mãe suporta tudo isto por amor, mas custa acreditar que alguém suporte o mesmo sem contrapartidas absolutamente nenhumas.
Todas as mães do mundo sabem que os meses de gravidez são um tempo cheio de exigências, cuidados e restrições. Por isso mesmo, algumas dessas mesmas exigências constam nos contratos a celebrar, nomeadamente a alimentação e os hábitos de vida de quem aluga a sua barriga, bem como as suas opções pessoais e profissionais, para já não falar da sua intimidade e do relacionamento sexual, que ficam sujeitos a condicionantes expressas. Também por isto custa acreditar que haja mulheres que aceitam tudo sem qualquer contrapartida. Só porque sim, e porque outras não podem gerar os seus próprios filhos.
Neste capítulo abro alguns parêntesis concretos, com interrogações práticas: onde estão e quem são as mulheres que cedem gratuitamente o seu corpo e prescindem das suas rotinas, que são capazes de sentir um bebé crescer dentro de si ao longo de nove meses, relacionar-se com ele, senti-lo mexer-se, ouvir os seus batimentos cardíacos e ver as ecografias, interagir com ele e estabelecer vínculos, para depois o entregar como mercadoria?
Quem são e onde estão estas mulheres que sabem que o bebé ouve a sua voz e acompanha os seus movimentos, absorve as suas emoções e grava memórias como que ancestrais, para depois o despejarem como se esvazia um saco de compras na volta do supermercado? Insisto, quem são e onde estão estas mulheres que fazem tudo isto a troco de nada?
Toda a vida de uma grávida fica condicionada ao longo de nove meses, fora os que se seguem, em que o cansaço impera e muitas mulheres lutam contra a flacidez instalada. Todas as puérperas sem excepção precisam de descansar para recuperar a forma e eventualmente perder peso, mas tão importante como tudo isto, é o clássico ‘baby blues’ que desaba sobre muitas mulheres que acabaram de dar à luz. Hormonalmente falando, a gravidez é uma montanha russa e embora nem todas as mães recentes sintam esta ‘depressão pós parto’, muitas experimentam uma certa tristeza, desânimo ou nostalgia. E, volto a insistir, tudo isto a troco de nada? Custa acreditar.
Voltando à lei propriamente dita, o PCP votou contra por razões que também me assistem e estou cem por cento de acordo com Jerónimo de Sousa e os seus camaradas. Os superiores interesses da criança não estão assegurados e em lado nenhum se percebe o que acontece se a mulher gestante desistir de entregar o bebé no fim da gravidez. Por outro lado, se os dadores de gâmetas também se separarem ou desistirem de ter aquele filho, onde vai parar o bebé? E se houver malformações congénitas, quem decide o que se segue? E se os beneficiários rejeitarem o bebé por alguma razão? Mais, estará salvaguardado o direito de a criança poder vir a conhecer a mãe que o gerou, apesar de não ser a sua mãe biológica? E que impacto tem tudo isto no desenvolvimento emocional de um ser humano?
“O texto aprovado não assegura resposta adequada” considerou o PCP. Sobretudo quando “já há um novo ser que nasceu e tem direito a ser desejado e amado”. Também acho. E acho mais: eu, que sou mulher e mãe, sentiria tanta repugnância em gerar um filho que não fosse meu como em desembaraçar-me dele no fim. Tudo é anti-natural. Tudo é artificial e, desculpem lá, tudo cheira a negócio.
LAURINDA ALVES,   OBSERVADOR 08.08.17, aqui

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Restaurante...CHEIO !!!!

Fui jantar a um restaurante com a minha mulher…e  reparei  que  estava completamente cheio.
Reparei que todas a mesas estavam ocupadas,  por muitos casais…
Peguei o telemóvel e fiz um telefonema em voz alta:
-  "Meu amigo, a tua mulher está aqui com outro homem, se fosse  a  ti….vinha ver !!!"
Cinco senhoras saíram a correr.....duas desmaiaram!
Resumindo:
- SETE Mesas livres !!
 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O dinamismo do 23.º ACANAC – Acampamento Nacional de Escuteiros


Sob o lema “abraça o futuro”, com início a 31 de julho e termo a 6 de agosto, está a decorrer o 23.º ACANAC – Acampamento Nacional de Escuteiros – no Monte Trigo, em Idanha-a-Nova.
Os jovens são, nestes dias, desafiados a lutar contra os males que assolam o Planeta Terra. Vão aprender os segredos da natureza que se identificam com os quatro elementos básicos: Terra, Fogo, Água e Ar. Com efeito, através do lema do ACANAC, pretende-se “ativar” as crianças, jovens e adultos do movimento “para a defesa da casa comum”, e tendo no horizonte o “objetivo final” do escutismo que é “deixar o mundo um pouco melhor” do que encontraram.
Em regra, estes acampamentos acontecem de 4 em 4 anos, desde 1926, ano em que se realizou a primeira edição do ACANAC com a duração de 9 dias em Aljubarrota.
Há 4 anos no Monte de Trigo, em Idanha-a-Nova, estiveram 17.000 escuteiros e cerca de 1.000 adultos voluntários. Neste ano, realiza-se o maior ACANAC de sempre com “mais de 21 mil escuteiros”.
O ACANAC 2017 mobiliza escuteiros de Portugal e de mais 8 países, como Israel, Luxemburgo, Suécia, Reino Unido, Irlanda, França, Espanha e São Tomé e Príncipe, num total de 27 grupos estrangeiros, entre os cerca de 22 mil participantes, sendo que 3800 são adultos voluntários (sendo 185 estrangeiros).
No Monte Trigo, para onde começaram a rumar no dia 30 de julho mais de 400 autocarros, estão instaladas, para o efeito, quatro mil tendas, dois supermercados, dois restaurantes e uma arena com capacidade para receber 25 mil pessoas. Ao longo da semana, são realizados 300 workshops, além de outras atividades, havendo, por exemplo, 320 canoas e cinco mil coletes salva-vidas disponíveis para os participantes poderem usufruir da barragem.
Este ACANAC, que se iniciou a 31 de julho com a presença do Presidente da República, é marcado também pela visita do cardeal patriarca de Lisboa, Dom Manuel Clemente, que diz visitar aquilo que designa por “Igreja acampada”, relembrando assim os seus tempos de escuteiro e, provavelmente, o dinamismo sugerido pelo Papa Francisco para a imagem atual de Igreja; pela presença do Secretário de Estado da Educação, João Costa, e do Secretário de estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo; e, sobretudo, pela presença de destaque da imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, sendo esta uma insigne estreia num acampamento nacional de escuteiros.
Segundo o Santuário de Fátima, “para transportar a imagem, os escuteiros construíram um andor de troncos de madeira entrelaçados com cordas”. O andor entrou na celebração inaugural do acampamento enquanto eram proclamados pequenos excertos da Mensagem de Fátima. A Virgem Peregrina, a segunda imagem do Santuário, fez-se acompanhar pelo padre José Nuno Silva, um dos capelães do Santuário e responsável pela Pastoral Jovem do Santuário de Fátima. E o CNE informou que o Santuário ofereceu uma imagem que vai ficar em permanência na Capela do ACANAC e que vai ser dedicada em cerimónia própria.
O chefe do acampamento nacional, Manuel Augusto, referindo-se aos participantes, deseja que este evento escutista tenha “a mesma importância no seu crescimento pessoal” que tiveram os acampamentos nacionais em que participou na idade deles porque “são sempre momentos significativos de aprendizagem”. E salientou:
“Até se calcula que quem participa em atividades desta dimensão permanece mais tempo no escutismo, ajuda a crescer. Os jovens ficam com ideia que salta o muro paroquial em que o escutismo se desenvolve.”.
Em declarações à agência Ecclesia, realçou que, numa atividade daquela dimensão, quando “olham para o lado”, têm consciência de que há bastantes mais amigos, companheiros, irmãos escutas que “participam e estão juntos neste ideal”.
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Os escuteiros começaram a chegar no dia 30 e a abertura oficial de campo realizou-se no dia 31, pelas 21,30 horas, com a presença do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e a imagem n.º 2 da Virgem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima.
Manuel Augusto referiu não haver propriamente “um programa do ACANAC”, pois, o escutismo em termos de proposta educativa é dividido pelas idades. Há “uma linha transversal que é: ‘abraça ao futuro’, proteger a casa comum, sustentabilidade, com boa utilização de recursos e cada secção utiliza essa linha para desenvolver próprio programa”.
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Como era de esperar, após uma longa caminhada e vários banhos de multidão, selfies, abraços e beijos, o Presidente da República manifestou a sua satisfação pela massa jovem que povoa esta semana o Monte Trigo, em Idanha-a-Nova, no 23.º Acampamento Nacional de Escuteiros.
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou sair desta visita “de alma cheia”, por ver que estes jovens “têm todos os motivos para abraçar o futuro”, fazendo jus ao lema do acampamento.
O Chefe de Estado, recebido em euforia pelos milhares de jovens que ali estão, sublinhou:
“Este é um acampamento de esperança, o maior acampamento jamais realizado em Portugal, traduzindo a força do movimento do escutismo católico português, que nasceu em 1923, que resistiu à ditadura, que tem um dinamismo forte”.
Por isso, quis marcar presença neste evento para “agradecer a esperança, a solidariedade e o sentido coletivo”, revelando também que o ACANAC “não era visitado por um Chefe de Estado há mais de 40 anos”, sendo ele “o primeiro a fazê-lo em democracia”.
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À margem do ACANAC, Marcelo Rebelo de Sousa explicou aos jornalistas que o Governo definiu uma posição em relação à Venezuela, coincidente com a posição da UE, “que está muito preocupada, nomeadamente, com os acontecimentos de domingo, apresentando os pêsames aos familiares das vítimas”. E recordou que o Governo emitiu um comunicado, em que mostra a sua preocupação e que conclui dizendo:
“O passo dado ontem acabou por não facilitar o caminho que tem de ser de concórdia, um caminho de acordo, de entendimento e com um calendário eleitoral claro”.
E o Presidente deixou uma mensagem que tem sido também a do governo português, “que é de acompanhamento, solidariedade, apoio e compreensão”.
Questionado sobre a reunião do dia 1 de agosto com os familiares das vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande, Marcelo Rebelo de Sousa disse que vai “ouvir atentamente”, concluindo:
“Sei que já tiveram uma reunião com membros do Governo. Vou ouvir atentamente aquilo de que são portadores e depois terei oportunidade de articular com o Governo.”.
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O Secretário de Estado da Educação, que visitou o acampamento nacional do CNE (Corpo Nacional de Escutas) em representação do Primeiro-Ministro, afirmou que os jovens que passam pelo CNE “adquirem” e “desenvolvem” competências que são “fundamentais para o seu futuro” como cidadãos. Em declarações à agência Ecclesia, confessou que “é interessante ver que algumas empresas, quando recrutam, favorecem os que passaram pelo escutismo”. E acrescentou que esse fator de seleção é um “sinal de reconhecimento” da sociedade daquilo que o escutismo faz aos seus membros.
O Secretário de Estado da Educação observou que o escutismo é, como se costuma dizer, “uma escola de vida” e frisou que “cidadania, viverem em sociedade, preocupação com o outro que hoje são cada vez mais reconhecidas como fundamentais para os indivíduos”.
Sobre o tema do encontro, referiu que, na educação, um dos “principais desígnios” é preparar os jovens para a “sustentabilidade futura do planeta”, salientando a atualidade, a relevância e a urgência do tema.
Contextualizando que a sociedade está num momento em que, por vezes, “as fronteiras se esbatem” entre a educação formal e não formal, João Costa, assegurou que “estes dois mundos” cada vez mais se comunicam – afirmação que produziu perante o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, também presente.
No desenvolvimento do encontro, destaca-se a tertúlia, prevista para as 21,30 horas do dia 3 de agosto, entre o Secretário de Estado da Educação, João Costa, e o Presidente do Comité Mundial do Movimento Escutista, o português João Armando Gonçalves.
O penúltimo dia de acampamento nacional, dia 5 de agosto, é o Dia de Eucaristia com quatro celebrações, uma por cada secção, celebrando-se às 22 horas a festa de encerramento.
Em comunicado, o CNE, frisa serem “várias as atividades e jogos” ao longo de sete dias de ACANAC que vão permitir aos escuteiros “cimentar a sua formação” e vivenciar o grande objetivo do encontro, como “raides, atividades náuticas, desportos diversos, atividades socioeducativas, ações de serviço com a comunidade local, intercâmbio e cooperação internacional e educação para a Paz.”
A agência Ecclesia comprometeu-se a acompanhar o quotidiano do campo com reportagens dos participantes, através das suas contas nas redes sociais Instagram e Facebook, com o marcador (hashtag) #livingACANAC.
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Com esta atenção pública do Governo da República e com a proteção sobrenatural da Mãe de Deus simbolizada na imagem da Virgem peregrina de Fátima, agora “também acampada”, talvez este evento sirva de rampa de lançamento para a vivência juvenil da mística da Encíclica Laudato Si’ e para uma frutuosa preparação para o próximo Sínodo dos Jovens. Sim, se Deus escreve direito por linhas tortas, também escreve direito por linhas direitas.
“Os pobres gritam e, juntamente com eles, também a terra: o compromisso a ouvir pode ser uma ocasião concreta de encontro com o Senhor e com a Igreja, bem como de descoberta da própria vocação. Como ensina o Papa Francisco, as ações comunitárias mediante as quais cuidamos da casa comum e da qualidade de vida dos pobres, ‘quando exprimem um amor que se doa, podem transformar-se em experiências espirituais intensas’ (Laudato Si’, 232) e, portanto, também em oportunidades de caminho e de discernimento vocacional.” (Sínodo dos Bispos, Os jovens, a fé e o discernimento vocacional Documento Preparatório, III, 3)
2017.08.02 – Louro de Carvalho