quarta-feira, 24 de abril de 2019

O sangue dos mártires é semente de cristãos

O  cristianismo é hoje a religião mais perseguida no mundo
Não me consigo lembrar de quantas vezes já escrevi sobre a perseguição aos cristãos nos nossos dias. Foram muitas. Mas ainda assim muito menos do que as que deveriam ter sido. Tristemente é difícil, se não impossível, acompanhar todos os crimes de que os cristãos têm sido alvo nestes últimos anos. Morte, tortura, abusos sexuais, prisão, escravidão, exílio ou simples descriminação legal ou social, tudo isto é uma realidade para uma grande fatia dos cristãos no mundo.
Os cristãos são hoje perseguidos na maioria dos países muçulmanos, em grandes partes de África, na Índia, na China, na Coreia do Norte, no Vietname, no Laos, nas Filipinas, na Venezuela, na Nicarágua, e são alvo de descriminações em muitos outros países.
Sobre estes factos (que podem ser consultado no relatório da Ajuda à Igreja que Sofre https://religious-freedom-report.org/ptp/home-ptp/) existe um ensurdecedor silêncio no Ocidente.
Por isso não nos podem espantar as fracas reacções ocidentais ao massacre de cristãos no Sri Lanka. Porque razão Obama e Clinton, que sempre recusaram reconhecer estas perseguições, haveriam agora de reconhecer que os atentados do Sri Lanka foram contra cristãos e não “adoradores da Páscoa”? Porque haveríamos de esperar algo de diferente de quem, quando tinha poder, permitiu a morte de tantos cristãos sem qualquer sobressalto?
Mesmo cá em Portugal, aparentemente só a morte de um português é que permitiu que os atentados no Sri Lanka tivessem algum relevo (embora pareçam esquecer-se que os cristãos cingaleses se não são portugueses por lei, são no por história e por fé). Aliás, basta ver que a afirmação do Cardeal Patriarca, de que o cristianismo é hoje a religião mais perseguida no mundo, foi recebida com um misto de risota e de ironia.
Este silêncio e este desprezo porém não nos deve fazer desesperar. Porque a nossa Fé foi fundada por Cristo, também ele morto sob a cobardia e o silêncio do poder do mundo. Os poderosos que hoje ignoram a perseguição aos cristãos são apenas novos Pilatos, convencido da inocência dos cristãos, mas demasiado fracos para impedir a injustiça contra eles. Os mártires do nosso tempo são imagem de Cristo e morrendo com Ele, também com Ele alcançarão a Vida Eterna.
Que o sangue dos mártires, desprezado pelo mundo, fortaleça a fé da Igreja e dos Cristãos, e que o seu testemunho fortaleça a nossa Fé.
Fonte: aqui

segunda-feira, 22 de abril de 2019

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Histórias com padres...

Uma velhinha, sempre que passava pelo seu pároco, dizia-lhe: «Nosso Senhor lhe dê saúde e o mantenha muitos anos connosco». Certo dia, alguém lhe perguntou: «A senhora pode dizer-me por que gosta tanto deste Padre?»Ao que a velhinha respondeu: «Eu não gosto dele. Aliás, é o pior que por aqui passou! Mas como, de cada vez que mudamos de padre, vem um pior que o anterior, então peço a Deus que mantenha cá este»! É bem verdade que «atrás de mim virá quem de mim bom fará».
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O Papa Pio XII estava a dar uma audiência. Na sala encontrava-se uma senhora quase centenária e completamente surda. A certa altura, informa o Sumo Pontífice: «Saiba Vossa Santidade que é o quinto Papa que conheço na minha vida». O Santo Padre, num gesto de simpatia e humildade, atalhou: «Certamente o último é o pior de todos». Como a senhora não teve a ousadia de pedir ao Papa que repetisse o que tinha dito, afirmou com a máxima reverência: «Pois tem Vossa Santidade toda a razão»!
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Todas as semanas, um grupo de velhinhas mandava celebrar Missa por uma intenção especial. Como o pedido se repetiu por muitas semanas, o Pároco (nada menos que o Santo Cura d'Ars) perguntou pela intenção daquelas velhinhas, que tanto demorava a ser satisfeita: «Senhor padre, estamos a rezar para que o Bispo o mande para outra paróquia». Nem os santos agradam a todos. Nem sequer todas as velhinhas estão contentes. Mas o que vale é que os divinos ouvidos não dão troco a todos os pedidos!(Colhidas da página de Facebook de João António Teixeira)

quinta-feira, 11 de abril de 2019

O Diagnóstico de Bento XVI sobre a crise da Igreja e dos abusos sexuais do clero


  O Papa Emérito Bento XVI escreveu recentemente um texto intitulado "A Igreja e os abusos sexuais", no qual oferece suas reflexões sobre a atual situação eclesial e apresenta as suas propostas para enfrentar esta grave crise.
AQUI

quarta-feira, 3 de abril de 2019

O flagelo do carreirismo

Resultado de imagem para carreirismo e carreiristas
Carreiristas existem em toda a parte. Nas empresas, na política, nos serviços, na religião, até na família…
Pessoas que só têm um objetivo, subir na vida, subir no emprego, subir no poder. Sem ligar a meios, sem provar méritos e competências.
Nas empresas e nos serviços aparecem os "Yes Men ", indivíduos de mão do patrão, prontos para todo o serviço desde que tal agrade ao chefe. Sem olhar a meios, agindo estrategicamente, procuram sempre estar debaixo de olho de quem manda, captar a sua atenção e favor.
Na política o carreirismo pode começar muito cedo, logo nas "jotas".   Gente que aprende a ziguezaguear, esquivando-se entre os pingos da chuva  entre conflitos e divergências, encostando agora aqui, depois ali. Sem experiência no terreno, resta-lhes a "habilidade" do serpentear. Até que chegam ao poder, vazios de experiência real, apenas recheados de politiquice. Pobre de quem tem que os aturar!
Nas famílias também aparecem os maridos e esposas "Yes Men ". Ainda se houve muitas vezes: "eu estou sempre de acordo com o meu marido", "eu estou sempre de acordo com a minha mulher". Por motivos económicos, por instalamento, por questões sociais, por facilidade de vida, há cônjuges que calam a diferença, que se abstêm de pensar e de agir, que se anulam.
Na Igreja pode acontecer o mesmo. Mesmo quando o Papa falam do "cancro" do carreirismo e do clericalismo, o que é certo é que carreiristas vão subindo na hierarquia eclesiástica. Contrassenso? Pois.
O carreirismo afecta a dignidade de quem o pratica, adoece a democracia, atenta contra a igualdade de oportunidades, fere o real funcionamento da vida social.
Carreirismo, stop!