segunda-feira, 18 de junho de 2018

As maravilhas do Face

imagens-facebook-7.jpg



     Actualmente, estou a tentar fazer amigos fora do Facebook … mas usando os mesmos princípios.

      Todos os dias saio à rua e durante alguns metros acompanho as pessoas que passam e explico-lhes o que comi, como me sinto, o que fiz ontem, o que vou fazer mais tarde, o que vou comer esta noite e mais coisas.

      Entrego-lhes fotos da minha mulher, dos meus filhos, do meu cão, minhas no jardim, na piscina, e fotos do que fizemos no fim de semana.

      Também caminho atrás das pessoas, a curta distância, ouço as suas conversas e depois aproximo-me e digo-lhes que “gosto” do que ouvi, peço-lhes que a partir de agora sejamos amigos e também faço algum comentário sobre o que ouvi. Mais tarde, partilho tudo quando falo com outras pessoas.

      E funciona…

      Já tenho 3 pessoas que me seguem…

      São dois polícias e um psiquiatra.
Fonte: aqui

sábado, 16 de junho de 2018

10 coisas sobre o islã que talvez você não saiba


1- O que significa a palavra Islã e quando surgiu?

A palavra Islã quer dizer entrega, abandono de si mesmo a Alá. O Islã é a submissão à Alá. O Islã aparece no ano 610 da era cristã no deserto arábico. Foi fundado por Maomé, embora os muçulmanos não aceitem isso; para eles não foi Maomé, mas Alá quem fundou o Islã através dele. Maomé não é o equivalente a Cristo. Jamais Maomé afirmou ser Deus, mas sim o transmissor da revelação que Alá traz aos homens. O nome de Maomé significa em português: o elogiado, o enaltecido.

2- Os muçulmanos são cristãos?

Não. Eles não acreditam que Jesus Cristo é Deus. Para os muçulmanos Deus somente é um, portanto não aceitam, nem aceitarão a Santíssima Trindade, à que consideram como uma blasfêmia contra Alá, o Único. Só aceitam a Jesus como um profeta anterior a Maomé.

3- Em que acreditam? Eles têm algum credo?

Eles acreditam acima de tudo que há um só e único Deus. Têm uma espécie de credo que o proclamam cinco vezes por dia: o almuadem que diz: “Não há nenhum deus a não ser Alá.
Maomé é o Enviado de Alá!” Isto é o que uma pessoa tem que acreditar para se converter em muçulmano. Em árabe Deus se diz Alá (Allah).

4- Por que se vê tão frequentemente a cor verde no Islã?

A cor verde é a cor do Islã. Maomé a elogia e os muçulmanos acreditam que as almas dos mártires do Islã entrarão no Paraíso sob a forma de aves de cor verde.

5- O Islã tem alguma escritura sagrada?

Sim, o Corão ou Alcorão. A palavra Corão significa leitura, proclamação. Para os crentes muçulmanos o Corão é o livro sagrado onde são recolhidas as palavras de Alá, comunicada a Maomé pelo arcanjo Gabriel como mediador. O Corão é formado por 114 suras ou capítulos e tem 6.226 versículos. Os capítulos do Corão estão ordenados do maior para o menor, exceto a primeira sura que é uma súplica à Alá e as duas últimas, que são fórmulas mágicas para proteger o texto sagrado. As suras ou capítulos não têm uma ordem nem lógica nem histórica. Tratam-se de muitos temas e inclusive faz referência acontecimentos do Antigo Testamento da Bíblia. O Corão foi impresso pela primeira vez na Europa no século XVI, e em terras muçulmanas, no ano 1787. Em 1923 no Cairo fixou-se o Corão atual para todo o mundo islâmico; que o fez foi o rei Fuad I, é a chamada edição do rei Fuad. Os muçulmanos não gostam que o Corão seja traduzido à outras línguas já que, segundo eles, isto faz perder o feitiço misterioso que lhe dá a língua árabe.

6- Por que sempre vemos essa unidade entre Islã e política?

Nisto há uma diferença grande entre nós cristãos. Para nós a fé é uma opção pessoal e uma graça de Deus, ao contrário, mo mundo muçulmano Islã e política é o mesmo, andam unidos.
Têm neste aspecto um sistema que tenta ser teocrático.

7- O Islã tem sacerdotes, igrejas, sacramentos, como na igreja católica?

Não. Não existe nenhum tipo de sacerdócio nem sacramentos nem casta sacerdotal. Os leigos são os que realizam as diversas ações do ritual islâmico. Não têm nenhuma hierarquia nem magistério. Quando ouvimos falar de visires, aiatolás, muftis, cadis, imanes, ulemas, xeques e almuadens, etc… estão falando de pessoas que para o mundo muçulmano ostentam um poder e um prestígio espiritual muito real, mas não podemos conceber-lhes como sacerdotes. Não têm igrejas. Têm mesquitas que são lugares de reunião para adorar e lugares de prostração. Um muçulmano vai à mesquita não só para orar ou para escutar a pregação do Corão, mas também pode ir para discutir política, para fazer um sesta ou trocar impressões sobre diversos assuntos, inclusive coisas sem maior importância. Para os muçulmanos tem grande importância o sentido de pertença uma comunidade: a do mundo muçulmano.

8- Que calendário os muçulmanos usam?

Existem vários calendários. Os cristãos usam o calendário gregoriano que é o solar. Os muçulmanos utilizam o calendário muçulmano, que é lunar. Eles contam os anos a partir da Hégira (a Hégira é a viagem que Maomé faz de Meca à Medina) no ano 622 de nossa era.
Para os muçulmanos o calendário hegiriano começa em 16 de julho de 622. Para passar de um calendário a outro deve-se fazer uns simples cálculos. Para passar do calendário muçulmano ao calendário gregoriano (ao nosso), multiplica-se a cifra do ano por 0,97 (diferença entre o ano lunar e o solar) e soma-se 622. Vejamos um exemplo: O ano 1420 da era hegiriana é 1420 x 0,97 = 1377 + 622 = 1999 de nossa era. Passar do calendário gregoriano ao calendário muçulmano faz-se da seguinte maneira: subtrai-se 622 da cifra do ano e divide-se por 0,97: O ano 1999 da era cristã é 1999-622 = 1377:0,97 = 1420 da era hegiriana.

9- Como uma pessoa se converte ao Islã? Há também o batismo ou algum rito de iniciação?

Os muçulmanos não têm nenhum tipo de batismo para integrar-se à fé muçulmana. É necessário somente que uma pessoa recite o credo muçulmano que é muito simples e muito fácil de lembrar e que diz: “Não há outro deus que Alá e Maomé é seu Enviado” (7,158). Isto é suficiente. Nisto, já vimos, é o que acredita o Islã como sua base e único dogma. Quando uma pessoa recita esse credo perante duas testemunhas e expressa sua vontade de ser islâmico já forma parte dessa comunidade.

10- Em matéria religiosa, o que pensam os muçulmanos dos cristãos?

Eles acreditam que nós adoramos a três deuses (Mistério da Santíssima Trindade).
Entendem que o cristianismo é uma deformação; e mais, os muçulmanos acreditam que eles são os autênticos discípulos de Jesus, os únicos que compreenderam a doutrina e que lhe são fiéis. Em vários países islâmicos está proibida a edição, a comercialização e inclusive a leitura da Bíblia sob pena de prisão. O buscar adeptos para o cristianismo é castigado inclusive com a pena de morte. Os muçulmanos dizem que nós falsificamos a palavras de Deus.
Fonte: aqui

segunda-feira, 4 de junho de 2018

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Alcochete

Resultado de imagem para bas dost ferido e com lágrimas
Quando as estações televisivas fazem longos diretos com os borra-botas em coluna fascista atravessando a cidade à ida e vinda de um jogo de futebol. Quando se mandam polícias pastorear borra-botas pela cidade. Quando os líderes dos clubes são boquirrotos. Quando as capas de jornais desportivos privilegiam as palavras dos boquirrotos em vez do rasgo corrido de Gelson. Quando colunistas de jornais aceitam mostrar-se indigentes, já que o assunto é, julgam eles, só de camisola e emblema. Quando essa arte e ciência que encanta miúdos e velhos é comentada em prime time por tipos talvez de meia-idade e certamente com um terço de inteligência. Quando, com muito share, insultos recíprocos são trocados por gente paga, cara e cara separadas por um palmo mas nunca havendo um gesto honrado que desagrave os desaforos lançados nos perdigotos. Quando as assembleias gerais presididas por bombeiros incendiários têm mais destaque do que o ato luminoso do Perdigão, do Desportivo de Chaves, a cuidar de uma bola. Quando os talentosos Paulinho, do Braga, e o Rafa, do Portimonense, são menos conhecidos do que o Pedro Guerra e o Francisco J. Marques, cujas conversetas têm o dom de tornar a alma dos adeptos mais pequena. Quando se vandaliza em grupo uma estação de serviço e já nem se noticia porque o autocarro dos gatunos e brutos vai a caminho de um estádio... Então, quando tantos miseráveis quandos se acumulam, arriscamo-nos a ver um admirável, forte e grande Bas Dost ferido e com uma lágrima por nós todos.
Ferreira Fernandes, aqui

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Entrevista com Francine - FRANÇA - #HUMAN




Assunto: o pedaço de chocolate !
TESTEMUNHO IMPRESSIONANTE...SÃO 5 MINUTOS DO VOSSO TEMPO MAS VALE A PENA !!!!!!!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Ai miga, de que morreste?


Duas amigas encontraram-se no céu e uma pergunta para a outra:

– Como foi que tu morreste?  

– Congelada. 

– Que horror. Deve ter sido horrível! Como é morrer congelada?  

– No começo é muito ruim: primeiro são os arrepios, depois as dores nos dedos das mãos e dos pés, tudo a congelar, mas depois veio um sono muito forte e perdi a consciência. E tu, de que morreste? 

– Eu morri de ataque cardíaco. 

Eu estava desconfiada de que o meu marido me traía. 

Um dia cheguei a casa mais cedo, corri até ao quarto e ele estava na cama, calmamente a ver televisão. 

Desconfiada, corri até ao portão para ver se encontrava a mulher em fuga, mas não encontrei ninguém. 

Corri até o segundo andar e, ao subir as escadas, esbaforida, tive um ataque cardíaco e caí fulminada. 

– Oh, que pena... Se tivesses procurado no frigorífico, nós duas estaríamos vivas!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

terça-feira, 1 de maio de 2018

Dignidade humana está «vinculada» ao trabalho

Resultado de imagem para trabalhador novas tecnologias
O Papa defendeu hoje no Vaticano que a dignidade de cada pessoa está “estreitamente vinculada” ao trabalho, assinalando a festa litúrgica de São José Operário.
“A dignidade da pessoa está estritamente vinculada, precisamente, ao trabalho: não ao dinheiro, à visibilidade ou ao poder, mas ao trabalho”, declarou, numa audiência aos profissionais do jornal católica italiano ‘Avvenire’.
Francisco falou na necessidade de um trabalho que “dá lugar a todos, seja qual for o seu papel”, no qual “a pessoa e a sua família são mais importantes do que a eficiência como um fim em si mesma”.
A Igreja Católica celebra desde 1955 a festa litúrgica de São José Operário, como forma de associar-se à comemoração mundial do Dia do Trabalhador, uma decisão do Papa Pio XII.
O Papa Francisco sublinhou que cultura digital pediu uma “reorganização do trabalho”, que no setor da Comunicação procura responder à maior “convergência e interatividade permitidas pelas plataformas digitais”.
“Neste cenário, a Igreja sente que não pode deixar que falte a sua voz, sendo fiel à missão que a chama a proclamar o Evangelho da misericórdia a todos. Os media oferecem-nos um enorme potencial para contribuir, com o nosso serviço pastoral, para a cultura do encontro”, apontou.
A celebração do Dia do Trabalhador foi também evocada pelo Papa na sua conta do Twitter.
“Celebramos São José trabalhador, recordando-nos sempre de que o trabalho é um elemento fundamental para a dignidade da pessoa humana”, escreveu.
Fonte: aqui

terça-feira, 24 de abril de 2018

quinta-feira, 12 de abril de 2018

PARAR PARA REFLECTIR!...


Ninguém pode viver sem afectos e sem prazeres!
Resultado de imagem para uma abraço afetivo
 Ninguém pode viver sem afectos e sem prazeres! Mas os prazeres mais consoladores e duradoiros são os que têm como centro o Deus do Amor! Razão tinha o grande pensador - Santo Agostinho- quando escreveu: “Fizeste-nos, Senhor, para Ti, e intranquilo está o nosso coração enquanto não descansar em Ti”! Prazer posso sentir eu quando leio alguma coisa que me conforta, que me entusiasma, que me fascina; quando contemplo algo maravilhoso como a arte, como o pôr do sol, como o sentir a linguagem das flores, como sentir Deus em todas as encruzilhadas da vida, como quando saboreio o conteúdo de um prato de que gosto, ou etc., etc., etc.
Quem ama a Jesus Cristo e O segue, deve ter presente no seu dia a dia palavras chave como consolar, animar e exortar quem o rodeia, sobretudo os que sofrem das formas mais diversificadas... Ainda recordo, com saudades, as palavras do que também foi meu Professor, o famoso e inesquecível neurologista Lobo Antunes, num Congresso realizado em Coimbra, cujo tema estava relacionado com a Bioética: “os agentes de saúde não embalem pelo computador, pelas caras tapadas ou pelas luvas na mão… Cumprimentem pessoalmente o doente, acariciem-no convenientemente, tratem-no pelo seu nome, e dediquem-lhe um tempinho que lhes é tão benéfico”. E argumentava dizendo que fazia isso mesmo aos seus doentes! Do carinho, até os animaizinhos gostam!... Curiosamente, todos aqueles a quem dispensamos carinho, entendem a linguagem do carinho, do afecto, da proximidade, do olhar olhos nos olhos e no saber ‘ler’ as lágrimas que em silêncio correm pelo rosto de quem sofre e se sente desamparado e desanimado… E se possível, dêmos um abraço a quem precisa de afectos…
O abraço deve transmitir fé, amor, esperança, compaixão, caridade, acolhimento, ternura, afecto. Como ficamos felizes quando recebemos um abraço franco, rasgado, amigo. Como sofremos, se temos a percepção de que o abraço que recebemos é o abraço que Cristo recebeu de Judas!...
Li em tempos este excerto de Wagner Santana que me encantou pela energia que ele transmite. O assunto é sobre o valor do abraço!
“O abraço segundo alguns especialistas faz bem para a saúde psíquica e física. Ele tem o poder de aumentar os níveis de uma substância, chamada, oxitocina, que tem a particularidade de reduzir os estados de stress e ansiedade aumentando a felicidade e bem estar das pessoas. Mães, que têm um nível elevado de oxitocina, têm a probabilidade de desenvolverem um comportamento maior de ligação com seus filhos. O abraço, pode expressar: Amor, Amizade, Companheirismo, Proteção, Afeto, Segurança, Apoio, Conforto e outros sentimentos, que fazem com que, quem abraça, e quem é abraçado, se sinta muito melhor. O abraço estabelece uma ligação íntima. E saudável entre as pessoas. É um gesto simples, porém carregado de sentimentos. Desde a infância aprendemos a abraçar, aqueles a quem amamos, para expressar nossos sentimentos. seja num momento de alegria ou de tristeza. Para quem passa por um momento difícil, receber um abraço é reconfortante, porque significa, apoio, atenção, consolo e solidariedade. O abraço pode ser fraterno: Quando abraçamos, um amigo, um irmão. ou pode ser Paterno: que é aquele abraço que damos em nossos filhos (como na passagem do filho Pródigo, em Lucas 15.10). Não podemos em nenhuma hipótese, deixar de dar, a este ato, o valor que ele tem. Não negue a alguém, um abraço, demonstre seus sentimentos, você verá, o quanto fará alguém mais feliz, e o quanto você se sentirá mais feliz também.”
O Dr. Miguel Costa, Pediatra no Hospital S. Sebastião (Santa Maria da Feira) partilhou, via facebook, esta extraordinária afirmação: “O genérico dos ansiolíticos chama-se ABRAÇO. É o que precisamos!... Montanhas deste genérico!...” Apetece-me dizer: Obrigado, sr. Doutor Miguel por esta rica mensagem!... Também alguém escreveu que “a função do contacto e da carícia tem um objectivo terapêutico”…
Assim sendo, aqui vai um forte e amigo abraço pascal para todos os meus AMIGOS e não só!... E eu quero recebê-lo, tal como o do Pai ao Filho pródigo!... Este tipo de abraço transmite a paz que desejamos possuir!...
João A Bezerra, in Facebook

Rir faz bem. Então sorria, vendo estes pequenos vídeos!


terça-feira, 10 de abril de 2018

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Sete frases marcantes da "Gaudete et Exsultate"

A exortação apostólica "Gaudete et Exsultate" foi divulgada pela Santa Sé, esta segunda-feira. 
Foto: Maurizio Brambatti/EPA
A santidade é para todos, mas a exortação apostólica "Gaudete et Exsultate", divulgada esta segunda-feira, "não é um tratado sobre a santidade, com muitas definições e distinções”.
O Papa deixa a advertência, mas da leitura do texto sobressaem algumas ideias fortes, traduzidas em frases marcantes. Ficam algumas:
“Se não cultivarmos uma certa austeridade, se não lutarmos contra esta febre que a sociedade de consumo nos impõe para nos vender coisas, acabamos por nos transformar em pobres insatisfeitos que tudo querem ter e provar.” “Tudo se enche de palavras, prazeres epidérmicos e rumores a uma velocidade cada vez maior; aqui não reina a alegria, mas a insatisfação de quem não sabe para que vive.”
“Todos, mas especialmente os jovens, estão sujeitos a um zapping constante. É possível navegar simultaneamente em dois ou três visores e interagir ao mesmo tempo em diferentes cenários virtuais. Sem a sapiência do discernimento, podemos facilmente transformar-nos em marionetes à mercê das tendências da ocasião.” “Para ser santo, não é necessário ser bispo, sacerdote, religiosa ou religioso. Muitas vezes somos tentados a pensar que a santidade esteja reservada apenas àqueles que têm possibilidade de se afastar das ocupações comuns, para dedicar muito tempo à oração.”
“Não pensemos que [o diabo] é um mito, uma representação, um símbolo, uma figura ou uma ideia. Este engano leva-nos a diminuir a vigilância, a descuidar-nos e a ficar mais expostos. O demónio não precisa de nos possuir. Envenena-nos com o ódio, a tristeza, a inveja, os vícios.”
“A defesa do inocente nascituro, por exemplo, deve ser clara, firme e apaixonada, porque neste caso está em jogo a dignidade da vida humana, sempre sagrada, e exige-o o amor por toda a pessoa, independentemente do seu desenvolvimento.”
“Muitas vezes ouve-se dizer que, face ao relativismo e aos limites do mundo atual, seria um tema marginal, por exemplo, a situação dos migrantes. Alguns católicos afirmam que é um tema secundário relativamente aos temas ‘sérios’ da bioética.”
Fonte: aqui

quinta-feira, 5 de abril de 2018

sexta-feira, 30 de março de 2018

Oração do Papa no final da Via-Sacra no Coliseu de Roma


Senhor Jesus, o nosso olhar está voltado para ti, cheio de vergonha, de arrependimento e de esperança. Diante do teu supremo amor, atravessa-nos a vergonha por ter-te deixado só, a sofrer pelos nossos pecados:
A vergonha por termos escapado diante da prova, apesar de te termos dito milhares de vezes: “ainda que todos te deixem, eu não te abandonarei nunca”;
A vergonha de termos escolhido Barrabás, não a ti; o poder e não a ti; a aparência e não a ti; o deus-dinheiro e não a ti; a mundanidade e não a eternidade;
A vergonha de te termos tentado com a boca e o coração cada vez que nos encontramos perante uma provação, dizendo-te: “se és o Messias, salva-te e acreditaremos!”;
A vergonha porque tantas pessoas, mesmo alguns ministros teus, se deixaram enganar pela ambição e pela glória vã, perdendo a sua dignidade e o seu primeiro amor;
A vergonha porque as nossas gerações estão a deixar aos jovens um mundo partido pelas divisões e pelas guerras; um mundo devorado pelo egoísmo, onde os jovens, os pequenos, os doentes, os idosos são marginalizados;
A vergonha de termos perdido a vergonha; Senhor Jesus, dá-nos sempre a graça da santa vergonha!
A esperança, porque a tua mensagem continua a inspirar, ainda hoje, tantas pessoas e povos, porque só o bem pode derrotar o mal e a maldade, só o perdão pode derrubar o rancor e a vingança, só o abraço fraterno pode dissipar a hostilidade e o medo do outro;
A esperança, porque o teu sacrifício continua, ainda hoje, a emanar o perfume do amor divino que acaricia os corações de tantos jovens que continuam a consagrar-te as suas vidas, tornando-se exemplos vivos de caridade e de gratuidade neste nosso mundo devorado pela lógica do lucro e do ganho fácil;
A esperança, porque tantos missionários e missionárias continuam, ainda hoje, a desafiar a consciência adormecida da humanidade, arriscando a vida para te servir nos pobres, nos descartados, nos imigrantes, nos invisíveis, nos explorados, nos que passam fome e nos presos;
A esperança, porque a tua Igreja, santa e feita de pecadores, continua, ainda hoje, apesar de todas as tentativas de a desacreditar, a ser uma luz que ilumina, encoraja, alivia e testemunha o teu amor sem limites pela humanidade, um modelo de altruísmo, uma arca de salvação e uma fonte de certeza e de verdade;
A esperança, porque da tua cruz, fruto da avidez e da cobardia de tantos doutores da lei e hipócritas, jorrou a ressurreição, transformando as trevas do túmulo no fulgor da aurora do Domingo sem fim, ensinando-nos que o teu amor é a nossa esperança; Senhor Jesus, dá-nos sempre a graça da santa esperança!
Ajuda-nos, Filho do homem, a despojarmo-nos da arrogância do ladrão posto à tua esquerda, dos míopes e dos corruptos, que viram em ti uma oportunidade a explorar, um condenado a criticar, um derrotado para zombar, mais uma ocasião para empurrar para os outros, até para Deus, as próprias culpas.
Pedimos, pelo contrário, Filho de Deus, que personifiquemos o bom ladrão que te viu com olhos cheios de vergonha, de arrependimento e de esperança; que, com os olhos da fé, viu na tua aparente derrota a divina vitória e, assim, se ajoelhou diante da tua misericórdia e, com honestidade, roubou o paraíso.
Amén.
Fonte:

O PINGA-AMOR

Pinga-amor é alguém lamechas, grudado, lapa, sanguessuga, irrespirável, torrão de açúcar enjoativo, controlador, obcecado…

O pinga-amor derrete-se todo diante de canções românticas, que são a sua droga, e não quer outro tipo de música. Noutros tempos eram as canções de Roberto Carlos, Julio Iglesias, Brian Mcknight,  Barry Manilow, etc, etc
Como os gostos musicais mudam, o pinga-amor atual prefere outros ritmos. Alicia Gil, Vanesa Martín, Diogo Piçarra, Carolina Deslandes, etc, etc. Concluirão facilmente qual a temática das letras destas canções, por sinal sem grandes variações…

O pinga-amor gosta de expor e alardear a sua situação amorosa, que em termos atuais se resume na expressão: “Numa relação”, acompanhada da inseparável imagem do coração. Ah! E com datas e tudo…Ano, mês, dia e hora… E fá-lo através de todos os meios reais e virtuais disponíveis...

Obsessivo e possessivo, o pinga-amor cansa, enjoa e acaba por receber uns patins de “sai-fora”. Pobre da primeira pessoa que, a seguir,   apareça no seu raio de ação! Atira-se logo a ela como gato a bife! Até ao próximo “sai-fora”…

O pinga-amor não ama ninguém, apenas a si mesmo, e vê a outra pessoa como droga para o seu vazio.

O pinga-amor não cresce nem amadurece, permanece um adolescente num corpo adulto. Não é livre. Apenas escravo do seu egoísmo fútil e narcisista.

E agora imaginarão quando se juntam duas pessoas "pinga-amor"... Dará obrigatoriamente numa fatal diabetes de paixão!

"O grande erro do século XX foi acharmos que o amor era só um sentimento, que vai e vem. Na realidade, é um ato de vontade e inteligência"


segunda-feira, 19 de março de 2018

O deus de Stephen Hawking


Stephen Hawking, talvez o cientista mais famoso do mundo, morreu há dias.
Recuperamos aqui um texto escrito em resposta à sua afirmação que Deus não existia.
"Stephen Hawking acredita que Deus não existe. Ora, isto não é a mesma coisa que não acreditar em Deus. Se eu não acredito em Deus, eu não sei se ele existe ou não existe. Simplesmente, não tenho fé, como diria um cristão. Mas se eu acredito que Deus não existe, eu tenho fé, embora diversa – a fé na inexistência de Deus. A diferença entre as duas posições é por vezes expressa pelo contraste entre agnosticismo e ateísmo. Hawking não deixou dúvidas ao El Mundo: é ateu. Mas dizer só ateu pode não chegar para definir a posição de Hawking.  
A questão é determinar de que modo, entre a fé em Deus e a fé na inexistência de Deus, Hawking passa de uma margem para a outra. A sua ponte não é o cepticismo, mas a ciência, ou melhor, uma variante muito especial da experiência científica, que funciona de facto como o equivalente laico da fé religiosa. Hawking sente pela ciência a devoção que qualquer beato dispensa ao seu todo-poderoso ídolo. Acredita piamente na omnipotência do conhecimento humano sob a forma científica: “Creio que conseguiremos compreender a origem e a estrutura do universo(…). Na minha opinião, não há nenhum aspecto da realidade fora do alcance da mente humana”. 
O mais surpreendente em Hawking é a pobreza da sua concepção de Deus. Hawking passa por cima de séculos de meditação e de debate. Simplesmente, não vê “milagres” (porque não são “compatíveis” com a sua ciência), e portanto não vê Deus. No “passado”, antes da ciência, admite que era “lógico acreditarmos que Deus criou o universo”. Deus é, para ele, uma relíquia de fases primitivas do conhecimento humano, quando o gentio ainda não percebera que a natureza estava proibida de divergir das leis fixadas pelos professores universitários. É nesse sentido, que Hawking crê que Deus foi substituído pela ciência.
Para os cristãos, Deus fez-se carne; para Hawking, Deus fez-se ciência, e é por isso que não hesita em reivindicar para a ciência todos os tradicionais atributos divinos, menos os “milagres” – o que, todavia, não o impede de avançar com transcendentes promessas de salvação, como a de que a exploração espacial “poderá evitar o desaparecimento da Humanidade devido à colonização de outros planetas”. A ciência, aparentemente, tem os seus milagres, embora do género Star Wars.Isto não é certamente agnosticismo, mas também não é apenas ateísmo. É a antiga superstição da ciência, o velho culto do progresso, típico dos autodidactas do século XIX, quando a máquina a vapor e a electricidade foram celebradas como os poderes do futuro homem-deus. De facto, é Hawking que representa, nesta história, a fase mais primitiva.
A ciência não é necessariamente sabedoria, se entendermos por sabedoria, não apenas o raciocínio e o conhecimento, mas também a humildade e a ponderação. Hawking pode ser um génio da astrofísica, mas não é um sábio. Chesterton dizia: quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em tudo. 
O Hawkings da entrevista ao El Mundo é um exemplo dessa credulidade. Onde tudo isso nos pode levar, vimo-lo o mês passado, graças a outro crente da ciência e inimigo de Deus, o geneticista Richard Dawkins. Sem inibições, deu a entender que, por ele “é imoral” não abortar fetos com síndroma de Down . Eis a ideia de moral de quem, com a “lógica” do seu lado, se sente um novo deus. 
 
Rui Ramos in Observador (25/09/2014)"
(Recebido por email)

sexta-feira, 16 de março de 2018

sábado, 10 de março de 2018

Novo livro mostra cardeal Cerejeira «completamente independente» de Oliveira Salazar

Resultado de imagem para Cardeal cerejeira
O investigador Luís Salgado de Matos defende no seu novo livro que o cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira era “completamente independente” de Oliveira Salazar.
A obra «Cardeal Cerejeira» foi lançada esta quinta-feira, em Lisboa.
O autor disse à Agência ECCLESIA que o patriarca de Lisboa na época do Estado Novo (1926-1974), apesar de amigo de Salazar, era “completamente independente” e tinha a sua própria personalidade”.
A obra com prefácio de D. Manuel Clemente foi lançada no Museu de São Roque (Lisboa), com a chancela da Gradiva, e “pretende provocar debate”, referiu Luís Salgado de Matos.
A obra, com cerca de duzentas páginas, tem “duas narrativas” complementares.
Uma narrativa “literal” e outra com “fotografias da vida pública do cardeal Cerejeira” acompanhadas “com legendas esclarecedoras e explicativas”, afirmou o investigador.
Para D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, a obra é “original” porque a perspetiva que o autor tem sobre o cardeal Cerejeira “é muito própria e muito inovadora”, realçou à Agência ECCLESIA.
Em relação à figura do cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira (1888-1977) existem “muitas leituras ligadas à Igreja ou políticas”, mas Luís Salgado de Matos tem “aberto outra perspetiva mais englobante”, referiu D. Manuel Clemente.
“É estimulante porque ele tem uma perspetiva nova de apresentar o cardeal Cerejeira”, sublinha.
Apresentar o cardeal Cerejeira como alguém que “agia e tinha um programa próprio para a Igreja em Portugal, e que no plano político conservou sempre a independência da Igreja acima de qualquer outra preocupação” é objetivo da obra do investigador Luís Salgado de Matos.
Para o autor, em “muitos casos” a amizade com Oliveira Salazar “obedece ao propósito político de menorizar o cardeal Cerejeira”.
“Há um fundo galicano e antirreligioso na elite dirigente portuguesa que muitas vezes se manifesta dessa maneira”, reforça.
LFS
Aqui

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

É PROIBIDO FALAR BEM DA IGREJA?

Foto de Centro Paroquial Santa Helena. 
1. É certo que não podemos branquear o mal. Mas será correcto esquecer tão ostensivamente o bem?
Dizem que o positivo não vende e que só o negativo rende.

2. «A boa notícia não é notícia».
Eis uma sentença que também parece contaminar alguns sectores da nossa Igreja.

3. Por vezes, dá a impressão de que decalcamos o temperamento depressivo que o Padre Manuel Antunes reconhecia nos portugueses.
De facto, também em nós, cristãos, «o negativo prevalece sobre o positivo, os defeitos sobre as qualidades e os defeitos das nossas qualidades sobre as qualidades dos nossos defeitos».

4. Com tanta predisposição para publicitar as suas fraquezas, até parece que na Igreja nada há de positivo.
Acontece que isto, além de não ser justo, está longe de ser verdadeiro.

5. Mas o mais intrigante é que estas notícias e opiniões não vêm apenas de fora.
Muitas vezes é de dentro que surgem palavras de censura, que rapidamente encontram altos índices de aprovação.

6. Esta situação contribui para criar um ambiente «eclesiodepressivo» e uma mentalidade «eclesiofóbica».
Parafraseando uma conhecida máxima, dir-se-ia que, acerca da Igreja, só o mal — não o bem — cá para fora vem.

7. Porque é que — sem vaidade, mas também sem vergonha — não acendemos as luzes, que excedem em muito as sombras?
Será proibido falar bem da Igreja? Será que a única forma de «debater» a Igreja é «bater» na Igreja?

8. Porque é que havemos de ocultar aquilo que o mundo deve à Igreja?
Como apurou o reputado académico Thomas Woods, foi a Igreja que introduziu as bases do sistema universitário e do direito internacional. E que pensar da rede mundial de assistência aos mais pobres que a Igreja continua a assegurar?

9. A moldura da Europa foi desenhada sobretudo a partir dos mosteiros.
Réginald Grégoire, Léo Moulin e Raymond Oursel certificam fartamente como os monges ao fervor espiritual aliaram sempre um forte progresso civilizacional. Foram eles que lançaram centros de ensino, redes de fábricas e até métodos de criação de gado.

10. Enquanto «tangibilidade histórica da presença de Deus» (Karl Rahner), a Igreja é portadora de um legado muito belo, que nos devia encher de alegria e inundar de gratidão.
As suas falhas são o preço que ela paga por não excluir ninguém. Como bem percebeu Henri de Lubac, a Igreja «não é uma academia de sábios nem uma assembleia de super-homens». Pelo contrário, «os miseráveis de toda a espécie têm cabimento na Igreja». Não são eles os que mais precisam dela?

(João António Teixeira, Facebook)

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

O casamento no tempo de Jesus e no nosso

Isto não é para justificar o laxismo no casamento católico. É para questionar a continuidade do casamento cristão em relação ao casamento no tempo de Jesus. Quero sempre compreender melhor as palavras, valores e opções de Jesus, que são verdadeiramente libertadoras e apelam à soberania de Deus em todas as coisas. Também no casamento. E no recasamento, já agora.
   
Casamento no tempo de Jesus
- A poligamia era frequente (e ao contrário do que dizem os comentadores, também servia como metáfora da relação de Deus com o povo de Israel e Judá)
- O casamento de duas pessoas resultava do arranjo entre duas famílias
- As pessoas casavam por vontade dos pais; talvez a seguir viesse o amor entre o casal
- As meninas podiam ser dadas em casamento a partir dos 5 anos; 20 anos era o limite para se casar
- A mulher passava de uma família alargada para outra alargada, ficando no círculo das mulheres da nova família
- Quantos mais filhos, melhor; eram força de trabalho e segurança na velhice
- A esterilidade era uma maldição de Deus (hoje sabe-se que, em parte, era porque as meninas casavam-se impúberes) e era sempre da mulher
- A edução dos filhos era feita por um círculo alargado de pessoas, geralmente os tios
- O divórcio existia de acordo com a lei de Moisés e acontecia por vontade do homem (perece que em algumas comunidade helenizadas a mulher podia pedir o divórcio)
- No divórcio, a mulher ficava sempre com a pior parte: a família de origem sentia-se desonrada; a mulher ficava numa situação de desproteção (abandonada pela família do marido e geralmente ostracizada pela família de origem) e era criticada socialmente pelo divórcio
- No adultério não havia reciprocidade nem igualdade. Explico-me. Entendia-se que um homem (solteiro ou casado) só cometia adultério quando tinha relações com outra mulher casada (porque estava em causa o bem de outro homem). A mulher casada cometia adultério em qualquer situação (porque estava em causa o bem do seu homem). El qualquer situação, nunca está em causa o bem da mulher. Só do homem.
  
Hoje
- Não é permitida a poligamia
- O casamento é entre duas pessoas livres, independentemente da família
- O casamento dá-se por amor (na realidade, para a Igreja, o amor é indiferente; só conta a vontade)
- O casamento só pode acontecer a partir dos 16, 18 anos? Nem sei… Mas idade mudou. 20 anos é cedo.
- A mulher e o homem formam uma nova família
- Os filhos são tidos como despesa, pelo que poucos querem ter muitos
- A esterilidade nunca é uma questão de maldição de Deus; e pode ser do homem, da mulher, de ambos, de nenhum deles
- Os pais são os responsáveis pela educação dos filhos
- O divórcio civil pode acontecer por mútua vontade
- O divórcio, hoje, tem leis para proteger ambas as partes e os filhos
- O adultério é reciproco (apesar dos machismos todos que ainda existem).
    
Posto isto, tenho muitas dúvidas que a proibição do divórcio por Jesus (que em contexto judaico é essencialmente uma defesa da mulher e um meio de evitar o ódio entre clãs e famílias) tenha algo a ver com a indissolubilidade do casamento católico.
In Blog Tribo de Jacobaqui